Thursday, March 10, 2005

Parece que é hoje...

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Quem é que se vai rir por último?

Tung Chee hwa deverá anunciar hoje a demisssão do cargo de chefe do executivo de Hong Kong. Segundo a imprensa de Hong Kong, antes de Partir para Pequim onde vai ser nomeado vice-presidente da Coneferência Consultiva Política do Povo Chinês, Tung vai confirma a notícia avanaçada há mais de uma semana pelos jornais.

Tuesday, March 08, 2005

Meios não-pacíficos

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A China deixou hoje claro que está disposta a usar "meios não pacíficos" contra Taiwan, caso prossigam as actividades independentistas na ilha, durante a apresentação da lei anti-secessão, no plenário do parlamento chinês.
"Se as forças independentistas de Taiwan insistirem em seguir o seu caminho e deixaram-nos sem alternativa, empregaremos meios não pacíficos e outras medidas necessárias", declarou hoje Wang Zhaoguo, vice-presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP). (Lusa)

Guerra é Paz, ou será ao contrário?

Monday, March 07, 2005

Entretanto junto à Praça da Paz Celestial...

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A China garante estar comprometida com a promoção da paz mundial

O principal tema da sessão plenária da Assembleia Nacional Popular que está a decorrer em Pequim é a polémica Lei Anti-secessão. Para o Governo Central é uma forma de garantir a integridade territorial, para Taiwan é uma forma de legalizar uma invasão militar da Ilha Formosa. No fundo é um pouco das duas coisas.
Ta como o Congresso dos Estados Unidos em 1979 aprovou o "Taiwan Relatiosn Act" que diz preto no branco que um dos objectivos do diploma é "to maintain the capacity of the United States to resist any resort to force or other forms of coercion that would jeopardize the security, or the social or economic system, of the people on Taiwan", a China avança com esta lei, cujo conteúdo em concreto ainda não é conhecido.
Entretanto em Kaohsiung milhares de pessoas protestaram contra a Lei. Nos últimos meses têm surgido sinais contraditórios sobre o estado das relações inter-estrito. Por um lado, pela primeira vez desde 1949 aviões comerciais voaram directamente de Taiwan para Pequim, na altura do ano novo lunar, por outro Pequim avança com a Lei Anti-Secessão e mantém a questão da reunificação sempre no topo da agenda.
Subjacente a este problema está uma questão de fundo: será que vai vencer a visão realista segundo a qual uma guerra é quase inevitável ou vencerá a perspectiva liberal da interdependência económica?
A ver vamos... Certo é que as águas do Mar do Sul da China continuam bem agitadas..

Sunday, March 06, 2005

A saída de Tung Chee-hwa IV

Com a credibilidade de Tung Chee-hwa a definhar a olhos vistos, Pequim resolveu, deacordo com aimprensa de Hong Kong, fazer uma cimeira secreta em Shenzhen, cidade vizinha de Hong Kong, entre o anterior Presidente, Jiang Zemin, o actual chefe de estado, Hu Jintao, e o orórpio Tung Chee-hwa. Nesse encontro Tung terá dito qu está comproblemas de saúde e que , por isso queria abandonar o governo local. A maneira de salvar a face de Tung foi nomeá-lo para a vice-presidencia da Conferência Consultiva do Povo Chinês, um órgão consultivo para o qual vão, por norma, dirigentes na pré-reforma.
Feita esta retrospectiva, várias questões sobressaem:
1-A saída de Tung Chee-hwa deve ser entendida como a vitória do poder do povo sobre a imposição de Pequim?
2-Que implicações tem o processo da saída de Tung Chee-hwa na praxis da fórmula "Um país dois sisteas"?
3-Quanto à sucessão, por que é que é importante saber quem vai ocupar a cadeira de Chefe do Governo?
4- Qual é diferença entre um sucessor com mandato até 2007 ou um de 5 anos?
5-Que implicações tem o processo de sucessão na luta pelas reformas democráticas?

Em breve, tentarei esboçar respostas a estas questões..
(Continua)

Às Armas

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A Assembleia Nacional Popular aprovou o aumento das despesas militares da China em 12.6%.

Saturday, March 05, 2005

A saída de Tung Chee-hwa III

Nem o facto do campo pró-democracia ter falhado no objectivo de ter uma grande vitórias nas Eleições para o Conselho Legislativo, nem a recuperação da economia, com um bom crescimento económico, recuperação do sector imobiliário e fim do ciclo de deflacção, foram factores que aliviaram a pressão sobre Tung. As sondagens mostravam que o Chefe do Executivo tinha níveis de popularidade abaixo dos 50 por cento, e outros membros do governo como Henry Tang, secretário das Finanças, e Donald Tasang, secretário-chefe, emergiam como as figuras que salvavam o governo (não é por acaso que têm sido falados para suceder a Tung). A causa mais próxima para a saída de Tung foi o humilhante puxão de orelhas que o Presidente Hu Jintao lhe deu, em Dezembro, aquando da cerimónia de comemoração, do quinto aniversário da vizinha Região Administrativa Especial de Macau (cujo Chefe de Governo Edmund Ho goza de grande apoio da população e de Pequim). Na altura Hu avisou em público Tung para melhorar a governação e ouvir mais as pessoas. Não foi por acaso que o fez, nem o fez de forma pública. A partir de então Tung arrastou-se. Fez uma acto de contrição perante o Conselho Legislativo, reconhecendo os erros, prometendo melhorar a governação, sem ser muito convincente.
(Continua)

Friday, March 04, 2005

A saída de Tung Chee-hwa I

É um fim anunciado, que não deixa, por isso, de surpreender. Para perceber a saída de Tung Chee-Hwah do cargo de chefe do executivo de Hong Kong, é necessário entender o que se passou na antiga colónia britânica na última década. Existem por isso factores remotos e próximos que explicam a mais que provável demissão de Tung Chee-Haw. Começamos pelos primeiros. O último governador de Hong Kong sob a "Union Jack", Chris Patten, também ex Comissário Europeu das Relações Externas, deixou o terreno minado para o homem encarregue de ser o primeiro chefe do executivo da era da Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK) da República Popular da China. Envolto em constantes polémicas com o governo de Pequim, na altura em que eram acertados os detalhes para a transição de soberania, Patten permitiu o alargamento da representatividade social e política no Conselho Legislativo (Parlamento) e criou condições para o crescimento de forças políticas favoráveis ao sufrágio directo universal, como o "The Frontier" de Emily Lau ou o famigerado Partido Democrata do veterano Martin Lee - dores de cabeça constantes para Pequim.
O nome escolhido pelo governo central para ter a honra de servir sob a bandeira da China a partir de 1 de Julhod e 1997, foi Tung Chee-hwa, um respeitado e bem sucedido empresário da indústria naval que tinha trabalhado em tempos nos Estados Unidos para a General Electric. Conservador, obediente e com fama de workaholic, Tung parecia ser o homem certo para a missão. A verdade é que, sete anos depois, após 5oo mil pessoas na rua a protestar contra o Governo (em 2003) e inúmeros sinais de incompetência, até Pequim reconhece que, afinal, ele sofre de uma patológica inabilidade política para chefiar o governo da Pérola Finaceira do Extremo Oriente.

A saída de Tung Chee-hwah II

Mas se os homens fazem a história, a verdade é que as circunstâncias também ajudam a determinar o fatum dos dirigentes. Um dia depois de ter tomado posse como Chefe do Executivo, Tung viu-se a braços com a crise financeira asiática que ditou o desastre em dois sectores estruturantes d economia local: os mercados financeiros e, em consequência, o mercado da propriedade. Pouco tempo mais tarde, ainda ão estava refeito deste abalo, levou com a crise da gripe das aves em cima. Donde que os primeiros anos de mandato foram passados a tentar limitar os danos de uma região administrativa especial desconfiada face ao futuro incerto sob a tutela chinesa.
No entanto, foi em 2003 que a situação começou a precipitar-se (entramos já naquilo que classificamos de causas próxima para o fim do consulado de Tung). Nos primeiros meses do ano, o governo de Hong Kong enfrentou duas crises: uma política devido à acção do Secretário para as finanças Anthony Leong, que tinha comprado um Lexus dias antes de aumentar o imposto sobre automóveis de luxo, outra de dimensões avassaladoras, a pneumonia atípica. A Síndroma Respiratória Aguda, oriunda da província de Guangdong, no Sul da China, atacou fortemente a RAEHK, provocando milhares de casos e centenas de casos mortais, pondo a nú as deficiências do sistema de saúde deHong Kong que procurou ocultar a verdadeira dimensão da tragédia. A partir daqui o divórcio entre Tung Chee-hwa e a população tornava-se irreversível. No dia 1 Julho de 2003, 500 mil pessoas saíram às ruas para protestar contra a eminente implantação do Artigo 23 da lei Básica (mini-constituição), um articulado conhecido também como lei anti-subversão que, segundo os opositores, colocaria em perigo a liberdade de expressão no território. No dia em que era comemorado o sexto aniversário da transferência de administração, Hng Kong assistia á maior manifestaçao desde os protestos contra o massacre de Tiananmen, em 1989. O artigo 23 era o motivo para outras exigências como a a responsabilização das autoridades na negligência com que trataram o surto de peneumonia atípico e o pedido de democracia, de eleição por sufrágio directo e universal do Chefe do Governo e dos deputados do Conselho Legislativo. A remodelação que operou no executivo apenas deu uma trégua a Tung que via a sua popularidade a cair pelas rua da amargura, sem conseguir agradar a ninguém, nem à população local nem ao governo central que começava já na altura a perceber a pedra no sapato que tinha ali, no Delta do Rio das Pérolas. (Continua)

No Grande Palácio do Povo


Começou ontem a Conferência Consultiva Polítca do Povo Chinês. Amnhã tem iníco a sessão plenária da Assembleia Nacional Popular. Acompanharemos...

Thursday, March 03, 2005

Diz o Roto ao Esfarrapado




China lança contra-relatório sobre a situação dos direitos humanos nos Estados Unidos, dias depois do Departamento de Estado ter dado a conhecer o seu julgamento sobre os atropelos no Império do meio.

Wednesday, March 02, 2005

O Fim de Tung

A demissão de Tung Chee-wah do cargo de chefe do governo de Hong Kong foi anunciada por jornais de Hong Kong, quer em língua inglesa quer os matutinos ingleses, no entanto não foi anda confirmada nem pelo executivo local, nem pelo governo central de Pequim. Certo é que a imprensa garante que Tung Chee-wah vai sair de cena no próximo dia 12 de Março, altura em deverá ser noemado para uma das vice-presidências. Alguns analistas interpretam este movimento como uma maneira de salvara a face a um líder há muito contestado e enfraquecido pelos protestos, pela opinião pública e publicada e em especial pelo desempenho desanimador da economia nos últimos anos (apesar da recuperação registada em 2004). O assunto já tinha sido aqui abordado.
Ainda que não seja oficial a saída de Tung Chee-wah, ela é muito provável, por isso é útil proceder à hermenêutica desta situação inédita. Sugiro algumas leituras e mais tarde voltarei ao asusnto que marca a actualidade deste lado do mundo.

Keith Bradsher e Thomas Crampton no International Herald Tribune

Janus Lam no Asia Times

Tung Chee Wah: o Fim de uma era



O Jornal The Standart diz que este senhor apresentou a demissão do cargo de chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Hong Kong.

Monday, February 28, 2005

Tung: a promoção ou o beijo de Judas?



Tung Chee Wah pode ser nomeado para um lugar na Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), órgão de aconselhamento do governo central. De acordo com o jornal the Standart, o Chefe do Executivo de Hong Kong deverá ficar com uma das vice presidências da Conferência. Este movimento é visto por alguns como um sinal do reconhecimento do papel de Tung Chee Wah à frente do governo de Honbg Kong, mas outros analistas pensam que poderá ser um sinal que o líder do executivo vizinbho poderá sair antes do fim do mandato.
Fontes próximas do governo central entendem que a provável nomeação para uma das vice-presidências do CCPPC, é um sinal do reforço do papel de Tung Chee wah para os dois anos que faltam para completar o mandato à frente do executivo de Hong Kong. A eleição de Tung para a vice presidência da CCPPC deverá ser consumada no final desta semana, durante a sessão plenária que começa na quarta-feira. Chan Wing-knee membro do Comité Permanente da CCPPC afirma ao jornal The Standart que a nomeação serve para melhorar a coomunicação entre Pequim e Hong Kong, em especial no que diz respeito a assuntos económicos.
O cenário está a entusiasmar as forças pró-Pequim de Hong Kong. Jasper Tsang antigo líder da aliança democrática ara o Mlehoramento de Hong Kong disse que estamos perante uma promoção na hirarquia do estado Chinês. O que vai beneficiar toda a região Administrativa Especial.
Outras vozes vêem esta nomeação como uma possível saída airosa para um cenário de nova crise no governo da RAEHK, permitindo assim a Tung Chee Wah sair da chefia do executivo antes de 2007, salvando a face.
Albert Ho do Partido Democrata de Hong Kong diz que se o regime de Pequim pensa que vai restaurar a confiança no governo ao oferecer a Tung um lugar de topo, está enganado.
Recorde-se que em Dezembro na altura do quinto aniversário da RAEM, o presidente Hu Jintao deu o que foi classificado como um puxão de orelhas a Tung Chee wah, pedindo-lhe um esforço para melhorar os níveis de competência e governação. De resto ao longo dos últimos dois anos, o governo central tem dado sinais de descontenamento com o executivo de Hong Kong.

Sunday, February 27, 2005

Yuan: a longa marcha da flexibilização



Ora aqui está uma notícia! O director da Administração Estatal de Divisas afirmou que, em 2005, a China vai "aumentar a quantidade de dinheiro que pode ser convertido em moeda estrangeira nas contas de capital".
Segundo o responsável, trata-se de um passo para "um yuan completamente convertível". (Lusa)
Aqui está uma análise interessante e útil sobre "se a China valorizar o yuan"

Friday, February 25, 2005

Índia e China vs Estados Unidos

O cenário tem sido avançado por vários especialistas. Agora é a consultora AT Kearney que divulga um estudo que revela que a índia e China podem ultrapassar em breve a hegemonia norte amerocana em termos de inovação tecnológica. Ou seja, desenganem-se aqueles que julgam que a vantagem competitiva da China e da índia passa apenas por indústrias de trabalho intensivo com um baixo grau de inovação e qualidade. Para mais informações sobre o assunto, consultem isto e isto.

Thursday, February 24, 2005

No Reino de Sião


No famoso "Grand Palace" em Banguecoque.

Thursday, February 17, 2005

Tuesday, February 15, 2005

Internet na China

O Governo Chinês encerrou mais de 12 mil netcafés nos últimos meses de 2004. Com o argumento desses locais operarem de modo ilegal e de de proteger os mais jovens da influência pérfida da rede, o executivo central prossegue a campanha de "criar um ambiente mais seguro pra os jovens do país". Como sempre o estado trata não só os jovens , mas os cidadãos em geral como crianças que não são responsáveis pelo que podem ver e acima de tudo pelo que podem eventualmente pensar. Assim se percebe o controlo que Pequim exerce sobre os conteúdos. Não só face á "imoralidade" da pornografia, mas em especial no que diz respeito a conteúdos subversivos. Há umas semanas falava com um americano radicado em Guilin que me contava que se escrever a palavra "Tianamen Massacre" num motor depesquisa, o resultado é uma página em branco. Esta tendência dos regimes totalitários de omitir as palavras, os signos, julgando que assim apagam o significado e a memória dos acontecimentos foi bem descrita na famosa novela de George Orwell "1984". O Grande Irmão protege os cidadãos contra eles próprios, mas quem os protege do Big Brother?
A propósito do acesso à informação, numa recente visita à China continental falava com o guia dos jornalistas de Macau, um guia com cartão do partido e funcionário do Ministério Chinês dos Negócios Estrangeiros, sobre o acesso a canais de notícias internacionais. Ele dizia que o comum dos chineses não tinha acesso à BBC ou CNN, mas ele por acaso até tinha e gostava imenso da "Aintie Beeb".
Sobre este assunto:
http://news.bbc.co.uk/1/hi/technology/4263525.stm
http://thestar.com.my/news/story.asp?file=/2005/2/14/latest/21386Chinashut&sec=latest

Thursday, February 10, 2005

China Verde?


Será isto um sinal sério da preocupação com o ambiente na China?

O embargo 2

Aumenta a pressão norte-americana para que a União Europeia não levante o embargo à venda armas à China. Condoleeza Rice é clara. Durão Barroso procura tranquilizar Washington sem deixar de agradar a Pequim.
É um equilíbrio difícil mas possível que ilustra o sentido de realpolitik dos europeus, que ultimamente consideram que não vale a pena, como disse Jorge Sampaio na recente visita à China, "entrar à canelada", no que diz respeito aos direitos humanos no "Império do Meio". O árbitro de Washington é que não gosta lá muito da brincadeira e ameaça mostrar o cartão amarelo, certamente por Bruxelas ser apanhada várias vezes em situação de "fora de jogo", ou pelo menos a tentar espacar ao jogo do Tio Sam. Apesar disto, os dois, Rice e Barroso, garantem que há sintonia nas relações transatlânticas. Eu diria que as águas do Atlântico andam mais calmas, mas a não se pode falar em bonança. Há, digamos que, uma percepção quer na Casa Barnca, quer no "Charlemagne" que o confronto entre a Velha Europa e a América bushiana não surtiu efeitos e só prejudicou os interesses dos dois lados. "It time for diplomacy" clamou Condoleeza Rice, mas tendo em conta as tentações unilateralistas que persistem em Washington, a prudência é a melhor conselheira nas análises que possam ser feitas quanto ao estado da aliança euro-americana. E num mundo cada vez mais tripolar, pelo menos do ponto de vista económico, há que ter em conta sempre o "factor China".

Hans Binnendijk no International Herald Tribune escreve sobre o assunto.

Wednesday, February 09, 2005

O Século Chinês


A China deverá ultrapassar os Estados Unidos como maior potência económica do mundo em 2025. A previsão é feita pelo economista Oded Shenkar, autor do livro recém-lançado “The Chinese century”
Sem querer ser profético, Oded Shenkar é claro: A China é mesmo o futuro e poderá ultrapassar os Estados unidos como maior economia do mundo já dentro de 20 anos. O que é novo na análise deste investigador da Universidade do Ohio é a data. Outros autores previam que a ascenção da China como principal potência económica deveria acontecer apenas por volta de 2050.
No Livro recém-lançado "The Chinese century”, autor compara o crescimento e a emergência da China nas primeiras décadas do século XXI com o que se passoun com os estados unidos no final do século XIX. Na altura a maior potência a Inglaterra não levava a sério o crescimento verificado nos Estados Unidos e depois foi o que se sabe.
Oded Shenkar argumenta que o crescimento económico da China actualmente é bem superior aos números oficiais. Para isso tem contribuído a transferência de tecnologia efectuada por empresas multinacioanis que tem investido na China. Com isso os chineses têm aprendido com as melhores práticas, tendo vantagem comparativa face à Europa e aos Estados Unidos devido ao baixo custo de produção e da mão de obra.

Shenkar, Oded, "The Chinese Century : The Rising Chinese Economy and Its Impact on the Global Economy, the Balance of Power, and Your Job ", Wharton School Publishing , 2004.

Tuesday, February 08, 2005

Feliz Ano Novo lunar do Galo



Já chegou o senhor galo.. Mas este é o de Barcelos!?

Monday, February 07, 2005

Kung Hei Fat Choi


Feliz Ano novo lunar! O senhor Galo chega na quarta-feira

Sunday, February 06, 2005

Tailândia, ou o país de Thaksin


O céu democrático tailandês ainda está nublado. No crepúsculo deste dia de eleições legislativas, Thaksin Shinawatra reclama a vitória:

Banguecoque, 06 Fev (Lusa) - O primeiro-ministro cessante tailandês, Taksin Shinawatra, reivindicou a vitória do seu partido, o Thai Rak Thai, nas eleições legislativas de hoje, anunciaram as televisões.
Na sede do partido Thai Rak Thai, Taksin Shinawatra agradeceu aos eleitores o apoio maciço que lhe garantiu a vitória.
Os resultados do partido excedem, segundo sondagens feitas à boca de urna pelas cadeias de televisão, os 350 lugares no parlamento que se propunha alcançar.
De acordo com as sondagens, o Thai Rak Thai conquistou 399 dos 500 lugares da Câmara dos representantes.
O partido democrático tailandês reconheceu a derrota nas eleições legislativas tendo o seu dirigente Banyat Bantadtan felicitado o Thai Rak Thai pela vitória.
O principal partido da oposição e a mais antiga formação política tailandesa obteve apenas 80 lugares, quando a sua expectativa era conseguir 200.
Agência Lusa.

Mas ainda há muitas nuvens na insípida democracia do Reino de Sião...

Saturday, February 05, 2005

O valor das coisas. Uma nota.



É mais uma vez um dos temas centrais de uma reunião do G7: a valorização do yuan. Desde 1995 a moeda chinesa tem um peg ao dólar de 8.28. Nos últimos dois anos, muitas vozes, em especial as alinhadas com os interesses de Washington têm vindo a clamar por uma valorização da divisa chinesa, ou mesmo pedindo a colocação do yuan (ou renminbi) no mercardo cambial livre. Argumentam que o valor da moeda está demasiado baixo face ao crescimento da economia chinesa nos últimos 10 anos e acusam Pequim de fazer o jogo do comércio injusto, aproveitando a moeda baixa para inundar os Estados Uniods com produtos chineses.
Vamos por partes:
1- A China não desvalorizou o yuan na altura da crise financeira asiática de 1997
2- A China ainda não está preparada para liberalizar a divisa nos mercados internacionais, devido às imensas deficiências do seu sistema financeiro que precisa de profundas reformas.
3- Uma valorização do yuan não vai resolver o grave problema do défice comercial norte-americano face à China.
4-A China só vai valorizar quando achar necessário e por questões domésticas, nunca sob pressão. É a velha questão da face chinesa.
5-A China se calhar até vai precisar de rever o valor do yuan, para ajudar ao arrefecimento de uma economia em ebulição
6-A China serve sempre de bom bode espiatório para os problemas estruturais dos Estados Unidos. Já é hábito.

Aqui está uma análise muito interesante sobre "Se a China valorizar o yuan".

Friday, February 04, 2005

Na China "comunista"


O embargo

Os Estados Unidos fazem finca pé para que a União Europeia não levante o embargo à venda de armas à China, decretado em 1989 depois do massacre de Tianamen. Este é um assunto a seguir com atenção, uma vez que coloca em questão a balança de poderes e equilíbrio geopolítico na "Tríade EUA-UE-China". Pequim não gosta das pressões norte americanas:
http://news.xinhuanet.com/english/2005-02/04/content_2545052.htm

Voltaremos a este assunto.

Thursday, February 03, 2005

No Rio Lijiang 2

Aqueles vivem, sobrevivem, nós (não) desviamos o olhar.

Wednesday, February 02, 2005

No Rio Lijiang 1


Zhao

Ele só queria dizer-lhes (aos que estavam em Tianamen, naquela Primavera) que os percebia tão bem. o Regime cerrou o punho de aço, mas nunca conseguirá abafar o desejo pela liberdade. nem mesmo na imensa China Confuciana, socialista de mercado.

Na mãe pátria 1

Em Guilin, no sudoeste da China continental, a paisagem inspirou vários poetas e pintores ao longo da história da arte chinesa. Não admira porquê. Uma viagem pelo rio Lijiang, até Yangshuo une-nos em simbiose com aquelas montanhas pontiagudas, imensas, mas ao mesmo tempo tangíveis e atingíveis.


Sunday, January 23, 2005

é aqui que estão as minhas raízes, o meu tronco, os meus afectos mais profundos.

Começar de novo

Queridos leitores,
Começo aqui de novo e espero com regularidade, a minha contribuição para a blogosfera em português. "O Sínico" é um blog de um cidadão no mundo, nesta caso no mundo oriental, mais precisamente na China. A ideia é publicar posts sobre este lado do mundo, sempre em ligação directa com Portugal, e a Europa.

Tuesday, May 18, 2004

Globalização à Beira-China plantada

A realização do Fórum Social Mundial em Mumbai, na Índia, em 2004 manifesta uma abertura do chamado movimento alterglobalização para uma amplitude mais global, isto é, sai do casulo e eixo “América-Europa” onde tem estado a dinamizar acções de protesto que por mais globais que seja devido às novas tecnologias da informação e á rede de media alternativos, tem manifestado uma perspectiva de médio alcance face ao continente asiático, ou seja pouco para além do Médio Oriente.
Contudo o objectivo deste texto é avançar mais na latitude para Este rumo à China e ao Sudeste Asiático, onde no primeiro país a economia de mercado floresce com a benção de um regime capitalista burocrático de estado e no segundo caso, se assiste a um possível regresso dos temíveis tigres asiáticos (de papel?).
Em 1980, Folker Frobel perspectivava em “The New International Division of Labour” a emergência de uma nova divisão internacional do trabalho, na qual as empresas multinacionais seriam os actores principais numa nova ordem eeconómica à escala global. Ordem essa que teria como agentes mobilizadores agências financeiras multilareais. Nesta reorganização economico-financeira sobressaem três grandes blocos, ou epicentros do capitalismo transnacional: os Estados Unidos da América à cabeça do continente americano, a União Europeia em rede com o Norte de África e o Japão a iluminar os quatro tigres- Taiwan, Coreia do Sul, Singapura e Hong Kong. Os traços deste triângulo eram reforçados ao mesmo tempo que havia alterações fulcrais na nova ordem mundial com a queda do Império Soviético.
No entanto com a Crise asiática em 1997 e a entrada da China para a Organização Mundial de Comércio a Este surgiu algo de novo. Depois de um sono profundo de vários séculos, por vezes intermitente como mais adiante vamos dar conta, o dragão acorda. Mas nãos e pense que o Império do Meio acordou de súbito para disputar o jogo do capitalismo internacional. O historiador Andre Gunder Frank em “Re-Orient: Global economy in the Asian Age” argumenta que a versão dominante da História no Ocidente está impregnada de um euro-centrismo que enevoa um entendimento lúcido sobre a a evolução da “Economia Mundo”. Assim, Frank entende que a hegemonia europeia à escala global só terá de facto acontecido após o início do século XIX, uma vez que até 1800 a China em especial durante a dinastia Qing e a Índia nomeadamente aquando da era de Mughal eram os maiores centros de comércio internacional (à escala daquela época) do mundo. O próprio Adam Smith asseverou que“a China é um país muito mais rico do que qualquer parte da Europa”. Mais recentemente com a política de abertura ao investimento privado que teve em Deng Xiao Ping o dinamizador, a partir dos anos 80, a República Popular deu início a uma caminhada gradual e estratégica de integração na ordem económica mundial. A entrada na Organização Mundial de Comércio foi o culminar desta fase da abertura económica que, no entanto ainda está a meio desse trilho rumo à prosperidade, até porque como postulou o ex Presidente da República Popular da China Jian Zemin, “enriquecer é revolucionário”. Sigamos então o rasto dessa revolução No caso da China, se durante vários séculos tal como anota David Landes em “A Pobreza e a Riqueza das Nações” a Europa soube ser aprendiz beneficiando com as descobertas chinesas, agora a China aprende com essa invenção da Revolução Industrial a que muitos chamam de economia de mercado. E que mercado! Mil e trezentos milhões de habitantes.
Mas nãos e pense que a esta abertura no plano económico, corresponde a abertura política, mesmo que tomemos como bem intencionada a resposta do Comissário Europeu a perguntas de deputados no Parlamento Europeu sobre as violações dos direitos humanos: “um país comercialmente mais torna-se necessariamente menos repressivo. Por que seria a China uma excepção?”. Ou será que há um excepcionalismo chinês?
No entanto há mudanças políticas. Senão vejamos. Há um par de anos. na República Popular houve uma invenção que terá feito Marx dar voltas no túmulo: a “teoria dos três representantes”. Na cúpula do Partido Comunista têm direito a estar presentes todas as forças produtivas progressistas: camponeses, operários e capitalistas. Do ponto de vista constitucional, as autoridades de Pequim preparam-se este ano para abrir caminho para a inviolabilidade da propriedade privada. Com taxas de crescimento do Produto Interno Bruto próximas dos dois dígitos, a China avança agora para um projecto de integração económica no Este da Ásia que apesar de ainda nem sequer estar na fase embrionária já fervilha na inteligentsia do” Império do Meio” a par de outras potências económicas emergentes. No “Boao Fórum para a Ásia 2003”, decorrido em Outubro na ilha de Hainão uma espécie de Fórum de Davos para o continente asiático, foram defendidas teses que apontam para um processo de integração que poderá passar por uma zona de comércio livre, de investimento ou mesmo financeiro. Quer isto dizer que no reordenamento da ordem económica mundial no continente asiático se desenha um bloco mais forte do que somente a ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático) que procure “multilateralizar” o capitalismo mundial, ou por outras palavras, a globalização dos mercados. A comandar este polo ninguém melhor que o sábio e paciente “dragão”, timoneiro desta embarcação pronta a receber o investimento estrangeiro dos Estados Unidos ou da Europa, mas também para ser um agente competitivo com um mercado interno exponencial, com um custo de produção barato e por isso uma capacidade de colocar no mundo produtos a preços assustadoramente baixos. Que o digam os Estados Unidos que ainda recentemente impuseram quotas de importação de têxteis e de aparelhos de televisão vindos da China.
Mas se o capitalismo é abençoado por Pequim ainda há quem, como por exemplo o então Presidente do Partido dos Trabalhadores do Barsil, Luís Inácio Lula da Silva aquando de uma visita há um par de anos a Pequim parecia acreditar que “A impressão que dá é que eles estão aprendendo a ganhar dinheiro com os capitalistas, para gastá-lo como socialistas”. E já agora para descobrir se Lula se enganou ou não, que tal organizar o próximo Fórum Mundial Social em Xangai? Se Pequim deixar e Deus quiser.