Wednesday, March 23, 2005
Imperdoável

Ainda não ter referido aqui o livro de António Caeiro, "Pela China Dentro". Na primeira pessoa, com pena de escritor-jornalista, o antigo correspondente da Agência Lusa em Pequim partilha uma experiência única. Este site tem uma "review", a ler.
Tuesday, March 22, 2005
Aprendendo com Deng I

"China's foreign policy can be summed up in two sentences. First, to safeguard world peace we oppose hegemony. Second, China will always belong to the Third World. It belongs to the Third World today, and it will do so even when it becomes prosperous and powerful, because it shares a common destiny with all Third World countries. China will never seek hegemony or bully others, but will always side with the Third World." (...) "we sincerely hope that no war will break out and that peace will be long-lasting, so that we can concentrate on the drive to modernize our country."
In Selected Works of Deng Xoaping, Vol III: "We Must safeguard world peace and ensure domestic developement",29-05-1984
The real bank robbers!
O International Herald Tribune publica uma reportagem sobre uma das endemias do sistema financeiro e bancário chinês: o desvio de dinheiro. São os verdadeiros bank robbers.
A propósito, anda aí algum fã dos The Clash?
"MY DADDY WAS A BANKROBBER
BUT HE NEVER HURT NOBODY
HE JUST LOVED TO LIVE THAT WAY
AND HE LOVED TO STEAL YOUR MONEY"
A propósito, anda aí algum fã dos The Clash?
"MY DADDY WAS A BANKROBBER
BUT HE NEVER HURT NOBODY
HE JUST LOVED TO LIVE THAT WAY
AND HE LOVED TO STEAL YOUR MONEY"
China-Austrália: Comércio Livre
Pequim e Camberra ultimam os detalhes para a criação de uma zona de livre comércio (apesar de alguns problemas criados pelos receios da China quanto ao impacto na agricultura).
Depois do início das negociações para a criação da "China-ASEAN Free Trade Area", o governo chinês estende a rede do "win win" game. O objectivo é criar uma teia de interdependência económica e comercial com os poderes da região ásia-Pacífico de modo a balançar o poder dos Estados Unidos sobre alguns países da região. Há uma dupla intenção: por um lado, a China lança acordos bilaterais que beneficiam as ecomomias das duas partes, por outro, e como consequência, criam uma interdependência que limita qualquer tentativa de "cerco" baseado na percepção da "ameaça-China". Ou seja, para entender a rede de cooperações estratégicas lavadas a cabo pela China depois de 1996 é necessário articular as pespectivas realistas com uma dimensão liberal das relações internacionais, sendo que, em meu entender, os objectivos da segunda estão subjugados às intenções da primeira. Isso mesmo analisa Avery Goldstein em "Structural realism in China's Foreign Policy", texto incluído no livro "Perspectives on Structural Realism" editado por Andrew Hanami. Para uma análise da "Grande Estratégia da China" depois do fim da Guerra Fria, basta ler este artigo, do mesmo autor.
Depois do início das negociações para a criação da "China-ASEAN Free Trade Area", o governo chinês estende a rede do "win win" game. O objectivo é criar uma teia de interdependência económica e comercial com os poderes da região ásia-Pacífico de modo a balançar o poder dos Estados Unidos sobre alguns países da região. Há uma dupla intenção: por um lado, a China lança acordos bilaterais que beneficiam as ecomomias das duas partes, por outro, e como consequência, criam uma interdependência que limita qualquer tentativa de "cerco" baseado na percepção da "ameaça-China". Ou seja, para entender a rede de cooperações estratégicas lavadas a cabo pela China depois de 1996 é necessário articular as pespectivas realistas com uma dimensão liberal das relações internacionais, sendo que, em meu entender, os objectivos da segunda estão subjugados às intenções da primeira. Isso mesmo analisa Avery Goldstein em "Structural realism in China's Foreign Policy", texto incluído no livro "Perspectives on Structural Realism" editado por Andrew Hanami. Para uma análise da "Grande Estratégia da China" depois do fim da Guerra Fria, basta ler este artigo, do mesmo autor.
Monday, March 21, 2005
China e Estados Unidos: um duelo ao nascer do sol?
Apoio e compreensão foi o que pediu o presidente da China a condoleeza Rice a propósito da Lei anti secessão. O assunto tem gerado polémica entre Washington e Pequim, com a diplomacia norte americana a considerar a aprovação do dipoma um sinal errado que apenas contribiu para o aumento da tensão entre os dois aldos do estreito.
Ora, perante esras críticas, Hu Jintao avisou os Estados Unidos para não enviarem sinais errados às forças independentistas de Taiwan.
A questão da Ilha Formosa é, de resto, o principal espinho nas relações entre chineses e norte maericanos. Isso emsmo foi reconhecido ontem pelo chefe de estado de Pequim . Hu Jintao afirmou que lidar adequadamente com o problema de Taiwan é a chave para um relacionamento forte e estével com Washington. Recorde-se que apesar de reconhecerem o princípio de uma só China, os Estadso Unidos têm um vínculo legal para defedender a ilha formosa.
A crise nucelar na penísnula coreana é outro dos temas em foco nos encontros de Rice com os dirigentes chineses. Durante o périplo asiático, a secretária de estado norte americana tem insistido que a China deve ter um papel de maior relevãncia no processo negocial a seis sobre o programa nuclear da Corea do Norte. A visita de Condoleeza Rice em Pequim visa revitalizar as conversações qyue envolvem, a Chinam, os Estados Unidos, A Rússia, Japão, Coreia do Norte e Coreia do Sul. Em cima da mesa vai estra também o défice comercial norte americano. O valor record da balança comercial dos Estados Unidos é atribuído pelos dirigentes norte americanos ao valor do yuan. Espera-se por isso um novo pedido de Condoleeza Rice para que a China valorize o renmimbi face ao dólar.
Acerca da emergência da China e da "Grande Estratégia Chinesa
"China as n.1", Clyde Prestowitz in American Prospect
"The Diplomatic Face of China’s Grand Strategy", Avery Goldstein in China Quarterly 2001.
Ora, perante esras críticas, Hu Jintao avisou os Estados Unidos para não enviarem sinais errados às forças independentistas de Taiwan.
A questão da Ilha Formosa é, de resto, o principal espinho nas relações entre chineses e norte maericanos. Isso emsmo foi reconhecido ontem pelo chefe de estado de Pequim . Hu Jintao afirmou que lidar adequadamente com o problema de Taiwan é a chave para um relacionamento forte e estével com Washington. Recorde-se que apesar de reconhecerem o princípio de uma só China, os Estadso Unidos têm um vínculo legal para defedender a ilha formosa.
A crise nucelar na penísnula coreana é outro dos temas em foco nos encontros de Rice com os dirigentes chineses. Durante o périplo asiático, a secretária de estado norte americana tem insistido que a China deve ter um papel de maior relevãncia no processo negocial a seis sobre o programa nuclear da Corea do Norte. A visita de Condoleeza Rice em Pequim visa revitalizar as conversações qyue envolvem, a Chinam, os Estados Unidos, A Rússia, Japão, Coreia do Norte e Coreia do Sul. Em cima da mesa vai estra também o défice comercial norte americano. O valor record da balança comercial dos Estados Unidos é atribuído pelos dirigentes norte americanos ao valor do yuan. Espera-se por isso um novo pedido de Condoleeza Rice para que a China valorize o renmimbi face ao dólar.
Acerca da emergência da China e da "Grande Estratégia Chinesa
"China as n.1", Clyde Prestowitz in American Prospect
"The Diplomatic Face of China’s Grand Strategy", Avery Goldstein in China Quarterly 2001.
Sunday, March 20, 2005
China e União Europeia: Muito mais que um trade-love affair II
Para entender o estado das relações entre Bruxelas e Pequim,
David Shambaugh, "China and Europe: The emerging Axis"
David Shambaugh, "China and Europe: The emerging Axis"
Friday, March 18, 2005
China e União Europeia: Muito mais que um Trade Love Affair
Na recepção ao ministro chinês dos negócios estrangeiros, Javier Solana, o "senhor PESC" reassegurou que, em breve, os 25 vão levantar o embargo á venda de armas à China.
"We are working politically towards that end. We want that end to be a reality. We are working very hard ourselves on compromises that we have to find among ourselves," he told reporters.
"The sooner the better"
"We are working politically towards that end. We want that end to be a reality. We are working very hard ourselves on compromises that we have to find among ourselves," he told reporters.
"The sooner the better"
Thursday, March 17, 2005
O Imbróglio
A China pode intervir legalmente no processo de sucessão de Tung Chee hwa. Em Hong Kong, as opiniões estão divididas entre o governo e os partidos Pró-Pequim que apoiam a posição do Governo central- o novo chefe do governo deve ser eleito por apenas dois anos, o tempo que faltava a Tung para terminar o mandato - e vários juristas e parte da opição que pede que o próximo líder do executivo seja eleito para um mandato integral de cinco anos.
O cenário agora provável é um interpretação da Lei Básica pela Assembleia Ncaional Popular, uma situação que desagrada a muitos sectores em Hong Kong que estão reluctantes em ver mais uma vez Pequim interferir nos assuntos locais (depois do Comité Permanente da Assembleia Nacional Popular ter no ano passado decidido que está fora de questão a eleição directa e universal do chefe do executivo em 2007 e do Conseljo Legislativoem 2008). Por isso os dois lados da barricada já se prepara para uma batalha legal..
O cenário agora provável é um interpretação da Lei Básica pela Assembleia Ncaional Popular, uma situação que desagrada a muitos sectores em Hong Kong que estão reluctantes em ver mais uma vez Pequim interferir nos assuntos locais (depois do Comité Permanente da Assembleia Nacional Popular ter no ano passado decidido que está fora de questão a eleição directa e universal do chefe do executivo em 2007 e do Conseljo Legislativoem 2008). Por isso os dois lados da barricada já se prepara para uma batalha legal..
Wednesday, March 16, 2005
Macau e a crise política em Hong Kong
Escreve Paulo Gorjão no sempre interessante Bloguítica
"Tung Chee-hwa's «departure (…) is unlikely to be greeted with enthusiasm. On the contrary, many in Hong Kong will see it as an ominous sign of China´s tightened grip on the political system, flying in the face of previous assurances that Hong Kong people would rule Hong Kong», Stephen Vines, in Time (March 14, 2005).Se tal é verdade no caso de Hong Kong, então será muito mais no caso de Macau.O que poupará Macau a um processo semelhante será, eventualmente, a sua irrelevância?"
Esta é uma pergunta relevante. Em meu entender, com a experiência e o conhecimento limitado de quem vive em Macau há dois anos, o caso de Macau foi, é e será sempre um caso bem diferente do de Hong Kong. Por razões históricas, socio-económicas, políticas e de dimensão.
Além da irrelevância de que fala, em Macau o consuldado de Edmund Ho tem sido recebido de um modo geral com simpatia, apoio e até alguma idolatria pela maioria da população. Não só pelas qualidades políticas que tem, mas acima de tudo em virtude da bonança da indústria do Jogo que represneta cercade 80 por cento das receitas do governo e que está a crescer exponencialmente, em especial com a entrada das operadoras de Las Vegas. Em segundo lugar, não se pode dizer que exista uma sociedade civil activa nas questões políticas em Macau, tal como acontece em Hong Kong, apesar das centenas de associações. A oposição limita-se a dois deputados na Assembleia Legislativa de uma Associação do Novo Macau Democrático que peca pela inconsistência e alguma esquizofrenia política (De qualquer modo, são dos poucos a levantar a voz contra a injustiça e falta de democratização). Depois há que tem em conta que quase metade da população de Macau nasceu na China continental, por isso não tem uma atitude de pertença ao território ou de identidade diferenciada face à mainland como acontece em Hong Kong.
Ou seja, em Macau não acontece porque não é necessário e se acontecesse não teria a repercussão que tem em Hong Kong. Ou seja, a irrelevância neste caso é uma doubble edge sword...
"Tung Chee-hwa's «departure (…) is unlikely to be greeted with enthusiasm. On the contrary, many in Hong Kong will see it as an ominous sign of China´s tightened grip on the political system, flying in the face of previous assurances that Hong Kong people would rule Hong Kong», Stephen Vines, in Time (March 14, 2005).Se tal é verdade no caso de Hong Kong, então será muito mais no caso de Macau.O que poupará Macau a um processo semelhante será, eventualmente, a sua irrelevância?"
Esta é uma pergunta relevante. Em meu entender, com a experiência e o conhecimento limitado de quem vive em Macau há dois anos, o caso de Macau foi, é e será sempre um caso bem diferente do de Hong Kong. Por razões históricas, socio-económicas, políticas e de dimensão.
Além da irrelevância de que fala, em Macau o consuldado de Edmund Ho tem sido recebido de um modo geral com simpatia, apoio e até alguma idolatria pela maioria da população. Não só pelas qualidades políticas que tem, mas acima de tudo em virtude da bonança da indústria do Jogo que represneta cercade 80 por cento das receitas do governo e que está a crescer exponencialmente, em especial com a entrada das operadoras de Las Vegas. Em segundo lugar, não se pode dizer que exista uma sociedade civil activa nas questões políticas em Macau, tal como acontece em Hong Kong, apesar das centenas de associações. A oposição limita-se a dois deputados na Assembleia Legislativa de uma Associação do Novo Macau Democrático que peca pela inconsistência e alguma esquizofrenia política (De qualquer modo, são dos poucos a levantar a voz contra a injustiça e falta de democratização). Depois há que tem em conta que quase metade da população de Macau nasceu na China continental, por isso não tem uma atitude de pertença ao território ou de identidade diferenciada face à mainland como acontece em Hong Kong.
Ou seja, em Macau não acontece porque não é necessário e se acontecesse não teria a repercussão que tem em Hong Kong. Ou seja, a irrelevância neste caso é uma doubble edge sword...
Um tiro no pé?
É o que afirma Frank Ching sobre a Lei Anti-Secessão na edição de hoje do South China Morning Post. Basicamente, Ching interroga-se sobre a oportunidade da aprovação da Lei Anti secessão pela Assembleia Nacional Popular. Numa altura em que os ânimos pró-independência estavam refrados em Taiwan, depois das eleições Legislativas de Dezembro que deram a vitória às forças que defedem a manutenção do status quo, num clara rejeição de um avanço para a independência, e semanas depois de Chen Shui Bian, o presidente conhecido pela tendência independentista, ter afastado a hipótese de uma declaração dde independência, a aprovação deste diploma é, para este esritor e colunista de Hong Kong, um tiro no pé:
Ironically, Taiwan's current laws also do not allow secession. the National Security Law, promulgated in 1987, says that public demonstrations "must not violate the constitution, advocate communism or the division of the national territory". Beijing is fearful that, left unchecked, all these references to Taiwan and the mainland will be excised. The danger is that the passage of the new law will prvoke Taiwan into changing the status quo in precisely the waythat the legislation is intended to prevent.
Frank Ching, "A shot in the foot", South China Morning Post, 16-03-2005.
Ironically, Taiwan's current laws also do not allow secession. the National Security Law, promulgated in 1987, says that public demonstrations "must not violate the constitution, advocate communism or the division of the national territory". Beijing is fearful that, left unchecked, all these references to Taiwan and the mainland will be excised. The danger is that the passage of the new law will prvoke Taiwan into changing the status quo in precisely the waythat the legislation is intended to prevent.
Frank Ching, "A shot in the foot", South China Morning Post, 16-03-2005.
China e países lusófonos
Uma amizade já com Frutos: http://www.forumchinaplp.org.mo/forum_main.htm. Em breve vamos olhar de relance para as relações entre a China e os países lusófonos, com ênfase no Fórum Comercial e Económico China-Países de Língua Portuguesa.
A BBC na China
A "Aintie Beeb" está a dedicar a esta semana à Nova China. Vale a pena sintonizar a BBC World ou visitar http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/asia-pacific/4351177.stm.
Portugal-China Amizade Eterna

A lei é claramente um acto de pressão sobre Taipé", afirmou o embaixador português ao salientar também que a aprovação do texto legal é um "salto qualitativo no relacionamento entre a China e Taiwan".
Santana Carlos (Santana Carlos, embaixador de Portugal em Pequim) referiu que a China explicou ao corpo diplomático acreditado no seu país que o uso de meios "não pacíficos" como vem expresso na lei anti-secessão contra Taiwan seria sempre o "último recurso" e que não há razões para deixar de acreditar que o processo de reunificação não será conduzido dessa forma.(Lusa)
Monday, March 14, 2005
A Sucessão e Anti-Secessão
Terminou a sessão plenária da Assembleia Nacional Popular. Durante 10 dias, os quase 300o delegados votaram, comme d'habitude, esmagadoramente a favor das propostas do governo. Nestes últimos dias destacamos dois votos: o da sucessão e o da anti-secessão.
O primeiro, foi apenas um ritual: a passagem de testemunho da liderança da Comissão Militar Central, ou seja comando supremo do Exército de Libertação Popular, de Jiang Zemin, ex presidente da China, para o chefe de estado Hu Jintao. Consuma-se assim, pela primeira vez, de modo suave a sucessão da terceira para a quarta geração. Hu detém o poder dos 3 pilares da República Popular da China: o Partido Comunista, o Estado e o Exército. Tudo isto tinha já sido planeado pelo "Pequeno Timoneiro" Deng Xiao Peng, quando o promoveu a benjamim do regime. Dito isto, sobressai uma questão: Em que é diferente esta geração da anterior? Além dos óculos serem mais modernos e do ar ser mais jovem (apesar dos 61 anos de Hu), há, de facto um outro estilo e denota-se uma preocupação em limar a relação com os media, sem descurar nalguns aspectos da reforma do sistema de tomada de decisões, vulgo governance. Na liderança do estado já não estão apenas os anquilosados octogenários inábeis na arte de lidar com os media. Quanto às reformas, além da marcha gloriosa rumo ao capitalismo (socialismo de mercado com características chinesas, na terminologia oficial), há tímidos, muito tímidos sinais de alguma abertura, ao nível de pequenos municípios onde no ano passado foi testado um modelo revolucionário: eleições directas para a escolha das autoridades. Mas, trata-se apenas de meia dúzia de experiências. Não me parece, pois, que estejamos perante um pequeno passo rumo à democratização do regime, dado que é impensável que o poder escape, mesmo a nível local da esfera do Partido. De qualquer modo, vale a pena estar atento. Do ponto de vista interno, Hu tem três grande desafios: combater a corrupção endémica, lançar a ponte para uma sociedade cada vez mais desinteressada e afastada dos assuntos de estado e minorar os efeitos de um crescimento económico que deixa muitos milhões de fora. Os três desafios devem ser vistos de modo interrelacionado e de muito difícil resolução.
O segundo voto aprovou a controversa Lei Anti-Secessão, um diploma criado à medida para legalizar uma eventual invasão militar de Taiwan. Se do ponto de vista Westephaliano a lei é inatacável, uma vez que pretende apenas garantir a integridade territorial da China, considerando as autoridades que Taiwan é parte integrante e inalienável da República Popular, já politicamente poderá aumentar a tensão inter-estreito. É curioso ver que no braço de ferro legal a China leva a melhor já que, ao passo que o regime de Taipa voltou atrás na proposta de fazer um referendo á constituição de modo a legalizar a declaração de independência, Pequim avança com a Lei Anti secessão, que legaliza a utilização de meios não-pacíficos em último caso. Isso e explicável por várias razões, desde acapacidade coerciva do aparelho militar chinês ao facto de em Taiwan, a população estar verdadeiramente dividida entre os que pretendem avançar para a independência e os que preferem uma aproximação gradual, através de uma integração económica com a China que beneficie Taiwan. a Segunda opção está já de facto a acontecer. Resta saber, como vai evoluir a opinião pública da Ilha Nacionalista, uma vez que, apesar de ter bastantes defeitos, o regime de Taipé é democrático.
O primeiro, foi apenas um ritual: a passagem de testemunho da liderança da Comissão Militar Central, ou seja comando supremo do Exército de Libertação Popular, de Jiang Zemin, ex presidente da China, para o chefe de estado Hu Jintao. Consuma-se assim, pela primeira vez, de modo suave a sucessão da terceira para a quarta geração. Hu detém o poder dos 3 pilares da República Popular da China: o Partido Comunista, o Estado e o Exército. Tudo isto tinha já sido planeado pelo "Pequeno Timoneiro" Deng Xiao Peng, quando o promoveu a benjamim do regime. Dito isto, sobressai uma questão: Em que é diferente esta geração da anterior? Além dos óculos serem mais modernos e do ar ser mais jovem (apesar dos 61 anos de Hu), há, de facto um outro estilo e denota-se uma preocupação em limar a relação com os media, sem descurar nalguns aspectos da reforma do sistema de tomada de decisões, vulgo governance. Na liderança do estado já não estão apenas os anquilosados octogenários inábeis na arte de lidar com os media. Quanto às reformas, além da marcha gloriosa rumo ao capitalismo (socialismo de mercado com características chinesas, na terminologia oficial), há tímidos, muito tímidos sinais de alguma abertura, ao nível de pequenos municípios onde no ano passado foi testado um modelo revolucionário: eleições directas para a escolha das autoridades. Mas, trata-se apenas de meia dúzia de experiências. Não me parece, pois, que estejamos perante um pequeno passo rumo à democratização do regime, dado que é impensável que o poder escape, mesmo a nível local da esfera do Partido. De qualquer modo, vale a pena estar atento. Do ponto de vista interno, Hu tem três grande desafios: combater a corrupção endémica, lançar a ponte para uma sociedade cada vez mais desinteressada e afastada dos assuntos de estado e minorar os efeitos de um crescimento económico que deixa muitos milhões de fora. Os três desafios devem ser vistos de modo interrelacionado e de muito difícil resolução.
O segundo voto aprovou a controversa Lei Anti-Secessão, um diploma criado à medida para legalizar uma eventual invasão militar de Taiwan. Se do ponto de vista Westephaliano a lei é inatacável, uma vez que pretende apenas garantir a integridade territorial da China, considerando as autoridades que Taiwan é parte integrante e inalienável da República Popular, já politicamente poderá aumentar a tensão inter-estreito. É curioso ver que no braço de ferro legal a China leva a melhor já que, ao passo que o regime de Taipa voltou atrás na proposta de fazer um referendo á constituição de modo a legalizar a declaração de independência, Pequim avança com a Lei Anti secessão, que legaliza a utilização de meios não-pacíficos em último caso. Isso e explicável por várias razões, desde acapacidade coerciva do aparelho militar chinês ao facto de em Taiwan, a população estar verdadeiramente dividida entre os que pretendem avançar para a independência e os que preferem uma aproximação gradual, através de uma integração económica com a China que beneficie Taiwan. a Segunda opção está já de facto a acontecer. Resta saber, como vai evoluir a opinião pública da Ilha Nacionalista, uma vez que, apesar de ter bastantes defeitos, o regime de Taipé é democrático.
Saturday, March 12, 2005
Adeuzinho! Tratem lá disso que eu...

Vou ficar mais tempo por Pequim, de cara lavadinha..
Aqui, no Site da Rádio Macau pode ouvir através do "Windows Media Player", à direita, na coluna "rádio", uma debtate sobre a demissãod e Tung Che-hwa e as implicações crise política. Moderado por Gilberto Lopes com João Ribeiro e Arnaldo Gonçalves.
O sucessor
Friday, March 11, 2005
A demissão de Tung Chee hwa
Para concluir a análise sobre a saída de Tung Chee hwa do governo de Hong Kong, recupero aqui os links dos posts sobre o asssunto:
A saída de Tung Chee-hwa I Da Indústria Naval à chefia do Governo
A saída de Tung Chee-hwa II De crise em Crise
A saída de Tung Chee-hwa III O puxão de orelhas
A saída de Tung Chee-hwa IV A machadada final
A Saída de Tung Chee hwa V E agora? Um breve olhar
Aqui ficam ligações a algumas análises interessantes.
Na imprensa de Macau:
"Erro de Casting" Ricardo Pinto no Ponto Final
"A voz de Pequim" Paulo Rego, idem
"Política no primeiro e no segundo sistema" Carlos Morais José no Hoje Macau
Em Hong Kong:
"A survivor's toughest test" Stephen Vines no Standard
"Fun job for new chief" Graham Lees, idem
A saída de Tung Chee-hwa I Da Indústria Naval à chefia do Governo
A saída de Tung Chee-hwa II De crise em Crise
A saída de Tung Chee-hwa III O puxão de orelhas
A saída de Tung Chee-hwa IV A machadada final
A Saída de Tung Chee hwa V E agora? Um breve olhar
Aqui ficam ligações a algumas análises interessantes.
Na imprensa de Macau:
"Erro de Casting" Ricardo Pinto no Ponto Final
"A voz de Pequim" Paulo Rego, idem
"Política no primeiro e no segundo sistema" Carlos Morais José no Hoje Macau
Em Hong Kong:
"A survivor's toughest test" Stephen Vines no Standard
"Fun job for new chief" Graham Lees, idem
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