Thursday, March 31, 2005

Perdoai-lhes Senhor

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Que eles (não) sabem o que fazem...

Pequim, 31 Mar (Lusa) - Um padre da igreja católica clandestina na China foi detido pela polícia chinesa, denunciou hoje uma fundação norte-americana de defesa de liberdades religiosas.O padre Zhao Kexun, 75 anos, da diocese Xuanjua, da Igreja Católica Romana, situada na província de Hebei, vizinha de Pequim, foi detido quarta-feira pela polícia, depois de celebrar uma missa."Esta é mais uma prova evidente dos esforços sistemáticos do governo chinês para esmagar e erradicar a Igreja Católica Romana", criticou Joseph Kung, presidente da Fundação Cardial Kung, citado num comunicado à imprensa.Segundo a Fundação Kung, só na província de Hebei, há cinco bispos e 24 padres católicos romanos detidos, enquanto outros quatro bispos estão sob forte vigilância."Muitos outros mais estão detidos em outras províncias", denuncia Joseph Kung.A China autoriza apenas a existência de organizações religiosas na condição de estas ficarem sob a tutela do governo.No caso da Igreja Católica da China, Pequim proíbe o uso do nome "Romana", já que não admite as relações das organizações religiosas do país com uma entidade externa, como o Vaticano.Milhares de crentes chineses desafiam as restrições do governo, mantendo práticas no seio de organizações clandestinas.A Fundação Kung estima que há 12 milhões de seguidores desta igreja clandestina, contra quatro milhões da governamental Igreja Católica Patriótica da China. (Lusa)

Já agora, o que diz o Deus Vermelho?

A Árvore das Patacas

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O João Paulo Meneses, jornalista da TSF e autor do Blogouve-se , lança hoje em Macau o livro "A Árvore das Patacas", uma das obras da série "5 Anos 5 livros", uma iniciativa do Jornal "Ponto Final".
Escreve JPM no Posfácio:

"Poderá haver sempre quem diga que foi um desperdício gastar uma oportunidade para escrever sobre algo que não é propriamente aquilo que Macau mais se pode orgulhar. Aceito. Mas, no jornalismo como na vida, nunca tive (até hoje…) uma puramente visão patriótica da realidade"

Minorias na China: os Yao

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Mulheres da comunidade Yao, num aldeamento nas montanhas perto da cidade de Dongxing, junto à Fronteira com o Vietnam.

A etnia yao é umas 7 principais minorias da Região Autónoma de Guangxi (ver mapa em baixo). Os yao são originários das províncias de Hunan e Jiangxi. Mas com o avanço dos chineses de etnia han, noventa e cinco por cento dos habitantes da China, os yao tiveram que fugir para o sudoeste.
Ao contrário dos Zhuang, a principal minoria de Guangxi, os yao não assimilaram os costumes da maioria chinesa: mantém uma cultura, língua e uma religião própria; muitos vivem nas montanhas, em condições precárias, sobrevivendo apenas da agricultura de subsistência.
Há relatos de, no século XIX, confrontos tribais com os chineses Han. Agora não há notícias de tensões, mas tendo em conta as más condições de vida da comunidade e de modo a evitar a instabilidade étnica, o governo central tem apoiado os yao, construindo aldeamentos com água potável e electricidade.
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As minorias

A ler no sempre interessante Tripping out of My space os posts sobre os nativos de Taiwan.
Também por aqui vamos falar de algumas das dezenas de minorias étnicas da China continental.

Palavras sábias

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Lee Kuan Yew, "pai fundador" e primeiro chefe do governo de Singapura, de visita a Hong Kong:
"I said then if Hong Kong offered opportunities of growth, prosperity, business, I will stay but if it didn't, I would leave. Would you consider politics? I said 'no', it's a thankless job, you have a master in China, you have subsidiary masters in Hong Kong, and what Hong Kong was led to believe it wanted in the last few years of Chris Patten and Tiananmen, is what the leaders in Beijing cannot give. Beijing has no intention of allowing Hong Kong to be a pace-setter or trojan-horse, to try and change the system in China. Anything you do here in Hong Kong which does not disturb or can be an example what China should do, that they are prepared to allow."
Na mouche!

Wednesday, March 30, 2005

E se

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houvesse falta de mão de obra não-qualificada na província de Guangdong, no Sul da China?

Breves da Economia

1. A procura de petróleo deverá aumentar 10 por cento este ano na China, o segundo maior consumidor e importador do mundo, para atingir 354 milhões de toneladas. O presidente da Associação da Indústria Petroquímica, Tan Zhuzhou referiu que a China, afectada pela forte subida dos preços do petróleo nos últimos meses, vai tentar subir a produção própria de crude e obter energia de outras fontes, principalmente gás natural.

2.O Crescimento económico deverá abrandar para 8.8 por cento este ano. De cordo com um grupo de analistas de Pequim o ritmo da subida do PIB poderá ir ao encontro das previsões do Centro de Infromação de Estado.
Recorde-se que no ano passado a economia chinesa avançou 9 e meio por cento, quando o governo previa 8 por cento.

3.Face a este crecimento da economia chinesa e ao aumento imparável do investimento estrangeiro, a confederação europeia de moldes, a ISTMA Europa, actualmente presidida por Portugal, considera preocupante a deslocalização de grandes empresas para a China. O presidente da confederação europeia de moldes Joaquim Menezes reconhece que está preocupado que empresas como a Volkswagen, a General Motors, a Siemens, a Philips e outras, que são motores da economia europeia, estejam a deslocalizar-se para a China

Monday, March 28, 2005

C'est la vie, mon ami Koizumi

The European Union will probably lift its arms embargo against China by the end of June as scheduled, despite opposition from Japan and the United States, visiting French President Jacques Chirac told Prime Minister Junichiro Koizumi on Sunday evening.

Ó amigo, Isso é que era bom!?

"Prime Minister Junichiro Koizumi told visiting President Jacques Chirac of France on Sunday that Japan strongly opposed the lifting of a European embargo on arms sales to China. And he said his government would not give up its campaign to provide a site for an experimental fusion reactor also sought by France. "

Ironias do destino chinês

É uma viagem histórica. O vice presidente do Kuomintang desloca-se hoje à China continental onde se vai se poderá encontrar com representantes da administração chinesa. Chiang Pin Kung vai estar nos primeiros dias em Guangzhou e em Nanning para prestar tributo a Sun Yat Tsen, o pai da China moderna e fundador do Partido Nacionalista, o Koumintang, há 110 anos. Mais tarde desloca-se a Pequim onde vai estar três diasÀ partida Chiang afirmou que o objectivo da viagem é reduzir a tensão que tem aumentado dos dois lados do estreito, depois da aprovação pela Assembleia Nacional Popular da Lei Anti-Secessão e da manifestação deste fim de semana contra o diploma que admite uma intervenção militar chinesa em caso de declaração de independência da Ilha Formosa.O Vice presidente do Kuomitang deixa claro que se opõe à independência de Taiwan, e que está contra o uso da força das autoridades chinesas para obterem a reunificação.Recordou ainda que os nacionalistas não são pró-Pequim. São apenas pró-economia e pró-povo.Certo é que esta viagem será vista pelos sectores independentistas como uma traição, numa altura em que a China endurece o discurso contra Taiwan.

Exactamente o mesmo Kuomintang que, liderado por Chiang Kai Shek, travou a guerra civil com o Partido Comunista do "Grande Timoneiro" Mao Zedong , nos anos 4o.

Saturday, March 26, 2005

Tensão no estreito: "people power" ou manipulação?

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Hoje foi dia de grande manifestação, com centenas de milhar de pessoas, em Taipé contra a Lei Anti-secessão. Para o Governo de Chen Shui Bian, que encabeçou a marcha, tratou-se de uma gigantesca e vigorante demonstração da oposição popular à Lei Anti-secessão que prevê o uso de "meios não pacíficos". No entanto, o Kuomintang, partido da oposição, já se manifestou contra a manifestação pela "Paz e Democracia".
Do outro lado, Pequim critica a manifestação por agudizar ainda mais as relações entre o estreito, além de pretender manipular o sentido do diploma aprovado pela Assembleia Nacional Popular. O governo central apela às pessoas de Taiwan que percebam o sentido do discurso de Hu Jintao.
Acerca deste assunto, talvez outro poderá contar o que se passou e o que pensa o "homem da rua" da Ilha Formosa". Assim á distância de um par de milhares de quilómetros, parece-me que há uma grande divisão entre o campo "verde" das forças pró.indepednentistas e o campo azul-grená" do Kuomintang. É o que demosntram os resultados eleitorais. Mais: a fazer crer nas sondagens publicadas, a maioria da pipulação de Taiwan não deseja a declaração de independência, preferindo a manutenção do status quo. Ou seja: independentes de facto, mas não de jure. Até porque, para todos os efeitos, o nome oficial de Taiwan ainda é República da China.

Já agora...

A propósito de pesos e medidas, aqui está o site da Amnistia Internacional sobre a situação na China.

Os pesos e as medidas

Os Estado Unidos anunciaram que vão vender uma remessa de F-16 ao regime amigo do Paquistão como "rebuçado" pela contribuição na "Guerra contra o Terrorismo". Curioso, em especial depois de nestas semanas Washington ter feito um "xinfrim" por causa da intenção da União Europeia em levantar o embargo à venda de armas à China. Está certo, faz sentido e é coerente. A Índia é que não acha tanta piada.

Mon Ami Koizumi

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Jacques Chirac começou hoje uma visita oficial ao Japão. Nos próximos 3 dias o chefe de estado francês vai descolcar-se a empresas francesas com investimentos no "País do Sol Nascente".
Até aqui tudo bem. Mas há dois espinhos nas ralações franco-nipónicas. O primeiro diz respeito localização do futuro reactor experimental de fusão nuclear ITER. Em disputa estão duas localidades: Rokkashomura, no Japão e Cadarache na França. O dossier ITER é um assunto a seguir com muita atenção, uma vez que esta iniciativa multilateral que envolve além da União Europeia e o Japão, a Coreia do Sul, a Rússia e a China, "joga" com um novo tipo de energia que pode ser a panaceia para a crise energética a nível mundial do presente e, em especial, do futuro. Sobre este tema vale a pena espreitar a página do ITER e este artigo do Daily Yomiuri.
O segundo tem a ver com o possível fim do embargo da União Europeia à venda de armas à China. A frança lidera os países da UE que pretendem colocar um ponto final á proibição o mais rapidamente possível, ao passo que o Japão se opõe veementemente, por considerar que tal atitude poria em perigo a estabilidade na Região Ásia-Pacífico.

Wo men shi hao Li Hai *

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The Standard, 26-03-2005.
Nota: Okinotorishima faz parte do arquipélado Diaoyu, uma zona cuja soberania que é reclamada pela China e pelo Japão.

* Romanização do mandarim da expressão "Nós somos muito poderosos".