Sunday, May 29, 2005

O Sínico

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Na fronteira entre a China e o Vietname, em Fevereiro de 2005.

90 milhões

de chineses estão ainda abaixo da linha de pobreza- quer isto dizer que, segundo as estatísticas oficiais de Pequim, auferem de um rendimento anual inferior a 112 dólares.

China is a Punk Rocker

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Manifestante Anti-Japão em Hong Kong em Abril de 2005

Thursday, May 26, 2005

A tempo

Ainda estou a tempo de dar as boas-vindas ao interessante "The Guest of Time".

EUA-Afeganistão

Um olhar chinês sobre o assunto: "To be US "strategic partner" or the partner of "US strategy"?

China-Uzebequistão: amigos como sempre

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Depois de na terça feira, o governo de Pequim ter afirmado estar em sintonia com o presidente do Uzebequistão na luta contra o "terrorismo e os separatistas", os chefes de estado dos dois países assinaram hoje 15 acordos, entre eles um avaliado em 600 milhões de dólares com vista à cooperação petrolífera.
Quanto à repressão sangrenta da revolta de Andijan, o porta-voz da diplomacia chinesa afirmou que esse é um problema interno do governo ce taskhent. Por isso, Pequim não interfere.
Apesar das críticas internacionais, a China mantém o apoio firme a Islam Karimov, considerando que o fundamental é manter a estabilidade na região. Recorde-se que a Pequim e Taskhent fazem parte da Organziação de Cooperação de Xangai juntamente com o a Rússia e as outras repúblicas da ásia Central - uma organização que luta contra o separatismo, extremismo religioso e a criminalidade transfronteiriça.
Por isso a posição chinesa é clara. Apoia o Uzebequistão na luta para proteger a estabilidade e prosperidade comum da região e segiundo o ministério dos negócios estrangeiros chinês para manter a estabilidade é preciso, em primeiro lugar, combater as forças desestabilizadoras.

Tuesday, May 24, 2005

"See China, Learn What Europe Must Become"

Em Agosto do ano passado, Umberto Eco escreveu: "Europe will vanish from the world stage unless it becomes a united superpower"

Em Macau nada Mao

Macau é um local especial, mesmo único no mundo. Em 27 quilómetros quadrados vivem cerca de 450 mil pessoas, num território com um regime jurídico, um sistema político e uma realidade sócio-económica distinta da China Continental (primeiro sistema). Fruto da herança colonial portuguesa, Macau, ou melhor, a Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) tem ,de jure, e até certo ponto, de facto, uma cultura em que o Ocidente e o Oriente se cruzam. Até aqui nada de novo. A propaganda oficial já desde os tempos da Administração portuguesa propagava este território como uma “placa giratória”, “ponto de encontro”, “plataforma”. Mas muitas vezes estas palavras escondem um vazio de ideias e de projecto para o enclave – é que para outros Macau podia resumir-se a “putas e vinho (Jogo) verde”.
Passados cinco anos e meio da transição de soberania como está Macau? Bem e recomenda-se. Basta olhar para onéon das estatísticas que sinalizam uma economia a crescer exponencialmente (em 2004, o PIB avançou mais de 20 por cento). Mas há um preço que começa a ser pago. A cidade está a rebentar pelas costuras, há um preocupante desleixo na qualidade urbanística, a especulação imobiliária está leonina, e aumentam as assimetrias sociais, além de não existir um regime democrático e da economia estar cada vez mais ultradependente face aos casinos, já para não falar na insanidade de alguns dos novos projectos.
No futuro paira um espectro: o fim da Paz social levada a cabo por Edmund Ho, o aclamado chefe do Executivo. Os desafios são tremendos e depois dos primeiros cinco anos repletos de sucesso, com uma transição pacífica, sem sobressaltos, próspera, o segundo mandato de Ho será certamente mais sinuoso com pressões de vários lados: das operadores de Las Vegas que estão a assentar arrais; do inefável Stanley Ho; dos especuladores e de outros chacais; das tríades; e acima de tudo de uma sociedade ansiosa por também colher uma fatia do invejável crescimento económico e, que, provavelmente vai começar a insurgir-se contra a decadência na qualidade de vida. Mas é sempre complexo falar desta terra, um local com tantas especificidades, idiossincrasias – como João Aguiar bem escreve, “Um pequeno universo difícil de aprisionar dentro de modelos que não sejam o seu…podemos ignorá-lo, desprezá-lo, mascará-lo, podemos fazer tudo excepto capturá-lo dentro dos limites estreitos da lógica comum. É um dragão, porque a China é terra de dragões. E é feito de fumo porque basta-lhe um momento ou um sopro para que a sua forma se altere e o que ontem foi deixe hoje de ser.” (in “O Dragão de Fumo”).
E às vezes é tão simples...

Na blogosfera

A rede chinesa no Blasfémias

"Em Itália, a região do Prato, uma região tradicionalmente têxtil, é agora dominada por empresas chinesas, que têm o apoio das autoridades locais. A região está a transfomar-se num interposto comercial da China na Europa.Conclusão: as autoridades portuguesas, em vez de perseguirem os chineses, deviam dar-lhes as boas vindas e rezar para que eles transformem o Vale do Ave na porta de entrada do têxtil chinês na União Europeia. "

Monday, May 23, 2005

VIVA

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(montagem: Ed. Brito)
VIVA O MARXISMO-BENFIQUISMO DE MERCADO. SOMOS CAMPEÕES CARAGO!!!!!!!!!!!

Friday, May 20, 2005

Guerra das Estrelas?

(Numa galáxia bem perto daqui, dentro de alguns anos...)
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A China está contra a militarização do espaço que estará a ser planeada pelos Estados Unidos. Para o ministério chinês dos negócios estrangeiros o espaço é património da humanidade e deve ser usado para benefíco de todos.
Um dia depois da publicação de notícias de que a Casa Branca estava a estudar uma proposta da Força Aérea que abriria a porta à militarização do espaço, a China responde com a defesa de um espaço para todos, um bem comum que deve ser usado para a paz.

O jornal "New York Times" escreveu na quarta-feira que o Pentágono defende a instalação de armas no espaço para defender os sistemas de satélites norte-americanos. Segundo a imprensa norte-americana, os planos incluiriam novos programas de armas espaciais, com espelhos móveis, raios laser ou ondas de radiofrequência. A Casa Branca já negou que esteja a planear a militarização do espaço, mas confirmou que prepara alterações aos documentos legislativos sobre o assunto.

Certo é que Washington admite que pretende proteger os sistemas espaciais que detém e está por isso a preparar uma nova directiva.

Perante este cenário, Pequim insurgiu-se contra uma eventual militarização do espaço. O porta- voz da diplomacia chinesa diz que o espaço é um património da humanidade que deve ser usado pacificamente, para benefício de todos.

Thursday, May 19, 2005

China homofóbica

"China has blocked a popular website devoted to providing information and support to the nation's large but closeted homosexual population, even as the nation fights an exploding AIDS epidemic, the site's manager said on Wednesday.
The site which sees 50,000 to 65,000 visits a day mainly from mainland Chinese, had been blocked since April 11, manager Damien Lu said." Ler aqui

O "Império do Meio" contra ataca

São palavras fortes e incisivas. O Ministro do Comércio afirma que Washington e Bruxelas estão a violar o princípio de livre comércio da Organização Mundial do Comércio.
Bo Xilai acusa os Estados Unidos e os países da União Europeia de terem um peso e duas medidas. Por um lado querem que a China abra o mercado à entrada de produtos competitivos, por outro fecham as portas a outros em que os chineses têm vantagem, como é o caso dos têxteis.
No último dia da conferência da revista Fortune, em Pequim,
O ministro do Comércio chinês defendeu ainda que o rápido crescimento das exportações têxteis chinesas, com o final do sistema de quotas, desde 1 de Janeiro, foi provocado pelos Estados Unidos e UE.
Bo Xilai considera que "alguns países" desenvolvidos falharam em seguir o estipulado pela Organização Mundial do Comércio em 1995, de reduzir gradualmente o sistema de quotas têxteis e vestuário em dez anos
Estas palavras surgem um dia depois da União Europeia avançou terça-feira com medidas de urgência em relação a duas categorias de têxteis, t-shirts e fio de linho, que aumentaram 187 por cento e 56 por cento, respectivamente, desde Janeiro.
No caso de a China não aceitar fazer uma auto-redução das exportações destes produtos, a UE avançará com imposição de medidas de salvaguarda.
Os Estados Unidos, por seu lado, já avançaram, sexta-feira, com a imposição de medidas de salvaguarda contra três categorias de têxteis chineses, incluindo calças e roupa interior de algodão, que aumentaram a uma taxa de 366 a 1.500 por cento, desde Janeiro.

Wednesday, May 18, 2005

Quase me esquecia

Que o início oficioso deste blogue aconteceu há um ano. Embora a coisa tenha recomeçado a sério com regularidade e assumidamente no dia 23 de Janeiro deste ano.
Na altura, no dia 18 de Maio de 2004, publicava aqui um texto que tinha escrito para a revista "Via Latina" da Secção de Jornalismo da Associação Académica de Coimbra. O Sínico Esclarecido republica o texto.

Os E.U.A e o yuan

Os Estados Unidos estão a apertar o cerco ao valor do yuan. Segundo um relatório do Departamento do Tesouro Ao não valorizar o renmimbi, a China está as distorcer o mercado e a colocar em risco a economia chinesa e os parceiros comerciais. No entanto, o documento evita classificar a China de estado manipulador do valor da moeda, o que abriria caminho para que Congresso aplicar sanções..
Por um lado a China é acusada de estar a distrocer as condições de mercado no comércio internacional so não valorizar o renmimbi, por outro o relatório procura não ser duro ao ponto de chamar ao governo de Pequim manipulador.
A divulgação relatório do Departamento do Tesouro foi atrasado um mês porque dentro da administração havia divisões quanto á maneira como se devia lifdar com o problema; uns defendem uma posição firme, outros preferem uma maior contenção. O resultado final acabou por ser um meio termo.
Na apresentação do relatório, o secretário norte americano do tesouro sublinhou que Washinton não está a pedir a flutuação livre do yuan, mas apenas uma mais flexibilização. John Snow disse mesmo que pretende apenas um alrgamento da banda de negociação entre o dólar e o yuan que se mantém no intervalo rígido em 8.28 renmimbis por dólar. Este relatório foi divulgado no dia em que a casa de investimento JP Morgan considerou que a apreciação da moeda da República Popular da China está "iminente" e prevê que possa ocorrer "até ao início de Setembro".

China-Angola

São 12 acordos nas áreas da comunicação social, energia, águas, obras públicas e agricultura. Sem revelar o montante do empréstimo, o o ministro angolano das Finanças salientou que os acordos representam "um passo significativo" na aplicação do financiamento concedido pelo Eximbank e que são "um exemplo magnífico" das actuais relações de cooperação entre Angola e a China.
A mesma ideia foi também transmitida pelo vice-presidente do Eximbank. Su Zhong considerou que os acordos individuais de crédito assinados marcam uma "nova época" na cooperação entre os dois países.
Já em abril, o governo angolano tinha revelado que esperava adjudicar em breve os contratos relativos à primeira fase do crédito concedido pelo Eximbank, no valor de mil milhões de dólares, ou seja, metade do total deste empréstimo. Depois desta fatia, virá uma segunda fase, também no valor de mil milhões de dólares que poderá ser solicitada pelas autoridades angolanas logo que estejam concluídas todas as formalidades previstas na primeira fase.
Esta linha de crédito, com um prazo de reembolso de 12 anos, é a principal fonte de financiamento do programa de investimentos públicos do governo angolano para o período 2005-2007.
O acordo entre o banco chinês e o governo angolano permite que as empresas chinesas possam subcontratar empresas angolanas, desde que o valor desse contrato não ultrapasse 30 por cento do valor global do projecto.
(com Lusa)

Tuesday, May 17, 2005

Managing China

A propósito do texto de Robert Kagan "The Illusion of Managing China", bem destacado pelo Sinédrio,

"Yes, the Chinese want the prosperity that comes from integration in the global economy, but might they believe, as the Japanese did a century ago, that the purpose of getting rich is not to join the international system but to change it?"

O "Chinese Defence White Paper" refere que

The relations among the major powers are undergoing significant and profound readjustments; various kinds of partnerships are gradually developing along the line of institutionalization; and each country is enhancing its consciousness of independence, unity for strength, and coordinated development. (…) The sustained development of the multipolarity tendency and economic globalization has further deepened their mutual reliance and mutual condition and helped toward world peace, stability and prosperity. The factors for safeguarding world peace are growing constantly.

Yong Deng em "Escaping from peryphery, China's National Identity in World Politics" salienta que

"the prevailing security dilemma has led Beijing to view international institutions from a realpolitik perspective without basing its participation upon an embrace of generalized liberal principles of conduct entailed in multilateralism."

E seguindo a lógica da transição de poder de A.F.K. Organski - "power transition theory", poderemos ter razões para considerar que na altura em que houver uma situação próxima da paridade entre o poder hegemónico e o que o desafia, a probabilidade de haver um conflito é elevada. No entanto será importante lembrar, por um lado, os avanços da China no engagement com as organizações multilaterais, como é o caso da OMC, por outro, lembrar que nem sempre a transição de poder gerou guerra (apesar disso ter acontecido em muitas situações ao longod a história). Perante esta bifurcação, Zhiqun Zhu alerta que "punishing China unilaterally will only create a dissatisfied China; incorporating China into the multilateral international arena where China's own intererts hinge on abiding by inernational rules will more likelly make China a satisfied power".

Artigos definidos

"The Chinese are coming. Let's greet them", Jerome Monot
"The Illusion of 'Managing' China", Robert Kagan