Friday, June 24, 2005

EUA-China: da interdependência e da dependência II

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Alan Greenspan, presidente da Reserva Federal, perante o Senado, sobre as relações económicas entre os EUA e a China:

"Some observers mistakenly believe that a marked increase in the exchange value of the Chinese renminbi (RMB) relative to the U.S. dollar would significantly increase manufacturing activity and jobs in the United States. I am aware of no credible evidence that supports such a conclusion."

"In the decades ahead, it is in our interest and that of the global economy that China continue to progress toward becoming a more market-based, productive, and dynamic economy in which individual initiative, not government decisionmaking, is the fundamental strength behind economic activity. For our part, it is essential that we not put that outcome, or our future, at risk with a step back into protectionism."

Ler aqui a declaração de Greenspan.

Thursday, June 23, 2005

CNOOC In

A China National Offshore Oil Corporation está determinada em adquirir a norte-americana Unocal, mas a Cheron não se fica e sobe a parada. Despois do avanço da Lenovo sobre a unidade de PC da IBM, mais uma companhia chinesa procura a internacionalização.

Wednesday, June 22, 2005

A Política Externa Chinesa no Mundo Pós-Guerra Fria V

Outro exemplo deste envolvimento com fora e organizações regionais é a participação da China no ASEAN Regional Forum e mais tarde na dinâmica ASEAN Plus Three. O primeiro reúne informalmente 23 países: os 10 da ASEAN – Indonésia, Malásia, Tailândia, Singapura, Vietname, Laos, Brunei, Cambodja, Myanmar e Filipinas – e os parceiros de diáogo preferenciais da organização - Austrália, Canadá, China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Estados Unidos, Índia, Japão, Mongólia, Nova Zelândia, Rússia e União Europeia, além da Papua Nova Guiné que tem o estatuto de observador. No que concerne ao segundo Fórum, o APT, trata-se do primeiro instrumento de diálogo, cooperação e agenda-setting de todo o espaço da ásia Oriental, já que junta as 10 nações do sudeste asiático com a China, o Japão e a Coreia do Sul. A rede de contactos e relações multilaterais e bilaterais foi estendida também às grandes potências, nesta segunda fase da política externa chinesa, nos anos 1990. Em 1997, a China e os Estados Unidos acordaram numa “parceria estratégica construtiva”, na qual os dois países concordavam em trabalhar em conjunto para resolver os problemas que ameaçavam a paz. No entanto estas palavras não abriram caminho para a reabilitação da entente sino-americana que tinha surpreendido o mundo nos anos 1970.
(Continua)

Tuesday, June 21, 2005

EUA-China: da interdependência e da dependência

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Paul Krugman sobre a relação económica e comercial entre os Estados Unidos e a China:

"China exports lots of goods and foreign companies are investing heavily there, so it's running a huge trade surplus. But rather than keep all that money, Beijing is using it, overwhelmingly, to buy US government Treasury bills."

"China could well decide to stop this. If so, the dollar falls sharply, US interest rates rise and our housing bubble bursts."


"that would stop the American economy, the locomotive for the whole world, in its tracks. So, in this weird way, China is now the financial nexus keeping the global recovery going."

Ler artigo no Telegraph

Monday, June 20, 2005

Novos sinais

de democracia na China? Parece que sim.

EUA-Israel-China

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Photo: AP
"Mas foi sem querer, minha senhora" ..........."Vê lá o que andas a fazer"

A propósito da venda de armas de Israel à China:

Silvan Shalom, ministro israelita dos negócios estrangeiros
"If things were done that were not acceptable to the Americans then we are sorry but these things were done with the utmost innocence,"

Condoleeza Rice, secretária de estado norte-americana
"I think everybody knows our concerns about arms sales to China, particularly arms sales to China, with countries with which we have strong defense cooperation relationships, which we do with Israel".
O Jerusalem Post conta a história.

Entretanto
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"Não tem de quê. Pode ser que a Rice não descubra"....."Obrigadinho pelas armas pá"

Li Zhaoxin, ministro chinês dos negócios estrangeiros
"My purpose of the visit here is to step up our joint efforts for the common cause of our peoples"

David Shaloom, depois de ter perdido um jogo de pingue pongue com o homólogo chinês
"I had to lose in order to avoid a diplomatic incident"
A Xinhua reporta a visita do chefe da diplomacia chinesa a Jerusalém.

Economia Socialista de Mercado...(com características Chinesas)

O China Daily publica um artigo sobre as disparidades sociais no "Império do Meio". O fosso entre os ricos e os pobres aumentou no primeriro trimestre do ano. Eis alguns dados:
  • os 10 por cento mais abastados possuem 45 por cento da riqueza nacional
  • os 10 por cento mais pobres detém apenas 1.4 por cento da riqueza

Este aumento do "income gap" não constitui surpresa. Apenas vem confirmar aquilo que está à vista de quem vai acompanhado a realidade socio-económica chinesa. O que me parece interessante é este assunto ter sido manchete, com direito a um artigo de análise onde é feita uma critíca à "once-egalitarian China no China Daily, voz do dono, ou seja do regime de Pequim.

Saturday, June 18, 2005

Parabéns

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Pelos 60 anos de Aung San Suu Kyi. Que este seja um dia o sorriso da libertação do povo de Myanmar (Birmânia) do jugo da Junta Militar.

Friday, June 17, 2005

A Política Externa Chinesa no Mundo Pós-Guerra Fria IV

Na verdade, apenas em meados dos anos 1990 a China regressou aos princípios de Deng.
Isto aconteceu devido a constrangimentos internos e externos: internamente, com a queda do Bloco de Leste e os eventos de Tiananmen, entre 1989 e 1991 o regime procurou segurar a unidade e a estabilidade; externamente, o sistema internacional tinha mudado do bipolarismo para o unipolarismo. Como consequência dos constrangimentos e da experiência da China no período imediato após o fim da Guerra Fria, uma “Grande Estratégia” emergiu – manter as condições conducentes ao crescimento continuado da China e reduzir a possibilidade dos outros países se oporem a Pequim (Goldstein, 2001, 2003) .
É neste contexto que devemos entender as várias incitavas multilaterais, regionais e bilaterais dos últimos 10 anos. No plano regional, em 1996 a China lançou em conjunto com a Rússia, o Cazaquistão, o Quirguistão e o Tajiquistão o “Shanghai Five” que mais tarde, em 2001, deu origem à Organização de Cooperação de Xangai (OCX), na altura já com o Turcomenistão.
A OCX é descrita na Cimeira de São Petersburgo, em 2002, como um instrumento regional de combate “o terrorismo, extremismo e separatismo”. Ao nível do “power politics”, “ aos olhos dos dirigentes russos e chineses, a OCX aprece como um instrumento estratégico para a partilha da dominação sobre as antigas republica soviéticas e os restantes países vizinhos da Ásia Centra” (Yom, 2001). Mesmo considerando que estes três “inimigos” são ameaças comuns aos seis estados membros, a verdade é que a China e a Rússia procuram com esta organização limitar a influên cia crescente dos Estados Unidos na região que aumentou tremendamente desde a invasão do Afeganistão. Desde então, Washington estabeleceu bases militares no Uzebequistão, no Tajiquistão e Quirguistão. Ou seja, a presença norte-americana na região funcionou também como um estímulo a este dinamismo regional. Curiosamente, na região quer os Estados Unidos quer a Rússia e a China convergem no objectivo da “Guerra ao Terrorismo”. No entanto a cumplicidade dos dois últimos é táctica, devido aos problemas no Cáucaso Norte na Rússia e em Xingjiang na China. Por detrás da cortina de fumo do luta anti-terrorista, os grandes poderes colocam as peças no novo xadrez político-económico da Ásia Central, uma zona onde as questões energética assumem um papel fundamental nas estratégia geopolíticas d Rússia, China e Estados Unidos (sobre este assunto, ver Amineh, Mehdi Parvizi, Howeling, Henk (Eds.). (2004) Central Eurasia in Global Politics)
.
(continua)

Referências bibliográficas:

Goldstein, Avery (2001). The Diplomatic Face of China’s Strategy: A rising Power’s Emerging Choice. The China Quarterly. Retrieved January 2004, from http://www.olemiss.edu/courses/pol324/goldstei.pdf

Goldstein, Avery (2003). Structural Realism and China’s Foreign Policy. In
Hanami, Andrew K. (Ed.) Perspectives on Structural Realism. Hampshire: Palgrave,


Yom, Sean L. (2002) “Power Politics in Central Asia”. Retrieved on June 2004 from the Harvard Asia Quaterly Web Site: http://www.fas.harvard.edu/~asiactr/haq/200204/0204a003.htm

Thursday, June 16, 2005

Já está!

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The Standard

Donald Tsang foi eleito (quer dizer nomeado por falta de comparência dos adversários que não conmseguiram as assinaturas suficientes dos delegados do colégio eleitoral) Chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Hong Kong. Tão Fácil a "eleição". Mas parece-me que o mandato não vai ser "pera doce".

Wednesday, June 15, 2005

O Regresso do Proteccionismo?

Henry C. K. Liu esreve sobre o assunto num artigo publicado pelo Asia Times Online:
The coming trade war and global depression

Liberdade Condicionada

A partir de agora os bloggers chineses terão que ter mais cuidado com o que escrevem nos blogues criados no portal “MSN China”.
Palavras como democracia, liberdade, direitos humanos, Independêcnia de Taiwan ou Dalai Lama não poderão ser utilizadas.
A Microsft que detém o portal MSN China em conjunto com a empresa chinesa Shanghai Alliance Investment, explicou que segue o código de conduta da empresa, ou seja respeitar as leis vigentes nos países onde opera.
Na prática os utilizadores que queiram escrever nos blogues dipsonibilizados pela MSN China as expressões proibidas vão receber uma mensagem em formato de pop up a dizer: esta mensagem contém uma expressão proibida, por favor apague as palvras queestão banidas”.
Quem não se conforma é a "Repórteres sem fronteiras". Esta organização que luta pela liberadde de expressão lamenta a falta de ética de empresas como a Microsoft que pactuam coma censura chinesa. Também a Yahoo recente mente passou a restringir o acesso a conteúdos considerados pergosos pelo regime de Pequim.

P.S. Felizmente, aqui no segundo sistema, esta parece ainda ser uma realidade longínqua.

Tuesday, June 14, 2005

A Política Externa Chinesa no Mundo Pós-Guerra Fria III

No entanto para Avery Goldstein (2003, p.136) “ para ser correcto, nem os chineses nem os russos estavam verdadeiramente interessados numa aliança anti-americana. O ligeiro benefício militar de uma real aliança (em especial com a decadência do poder da Rússia) iria provocar custos económicos incomportáveis”, uma vez que tal avanço iria colocar em causa as estratégias de desenvolvimento de Pequim e de Moscovo.
Perante este cenário, a China mudou de atitude. Desde então, a política externa chinesa seguiu duas traves mestras: por um lado mudar a percepção generalizada da “Ameaça-China”, tornando Pequim num actor responsável nos assuntos internacionais, em especial através do lançamento de parcerias estratégicas com o objectivo, em simultâneo, de estimular a sustentabilidade do crescimento da economia, por outro e deste modo, introduzir novas dinâmicas de multipolaridade na ordem internacional. Em suma, em causa estava uma campanha de transformação da imagem da China num parceiro internacional atractivo e de confiança.
Na verdade, Deng Xiaoping já tinha postulado, em 1984, os objectivos da Política Externa Chinesa: “Em Primeiro lugar para , salvaguardar a paz mundial nós opomo-nos à hegemonia. A China vai sempre pertencer ao Terceiro Mundo, hoje, e continuará a pertencer mesmo quando se tornar rica e poderosa, uma vez que tem um destino comum aos países do Terceiro Mundo. A China nunca vai procurar a hegemonia ou ameaçar os mais fracos”. Numa outra ocasião, em Março de 1985, perante uma delegação da Câmara do Comércio do Japão, Deng garantira: “ Do Ponto de vista político, há apenas uma coisa que posso dizer-vos de modo claro e positivo: a China procura preservar a paz mundial e a estabilidade não destruí-la. Quanto mais forte for a China, mais possibilidades há para a paz mundial”
(Continua)

Monday, June 13, 2005

O Divórcio na China

Este artigo analisa a evolução da taxa de dívórcios na República Popular da China. Depois da onda de divórcios no pós-revolução comunista (inícios dos anos 1950) e da era da Revolução Cultural (final dos anos 1960), a China vive uma nova explosão de separações pela via legal. Zhong Wu escreve no The Standard que

"While the sharp increase in divorce appears at odds with traditional Chinese values concerning marriage and family, it should be hailed as progress. To choose your mate - or get rid of one - is a basic human right. From the point of view of human rights and liberty, divorce is progress, giving unhappily married couples the freedom to decide on their own whether they should continue to live together.
The latest statistics indicate that mainlanders are increasingly exercising their rights and, one hopes, living happier lives in the process."

Olhares sobre o mundo

1. Duncan Freeman analisa o impacto da crise na União Europeia na Ásia Oriental.

2. O Diário do Povo diz que
Mandelson returns home with satisfaction

3. David Shambaugh esreve este artigo no "International Security": "China Engages Asia: Reshaping the Regional Order"

A Política Externa Chinesa no Mundo Pós-Guerra Fria II

Depois de um manto de silêncio após a repressão dos protestos dos estudantes na Praça de Tiananmen, em 1989, e depois do primeira guerra pós-guerra fria (a “Tempestade no Deserto” no Iraque), a China acordou para a nova realidade de um sistema internacional, no qual a União Soviética tinha desaparecido e os Estados Unidos se tinham tornado na única superpotência. Sem a ameaça soviética, os E.U.A ocuparam o lugar cimeiro das ameaças percebidas pela liderança chinesa.
Mormente, em Washington enquanto a ideia que as democracias não entram em guerra com democracias (seguindo a tese da “paz democrática”) ganhava cada vez mais peso, os dirigentes de Pequim ficavam alarmados com a ameaça militar e com o cerco ideológico norte-americano.
Perante isto, a China lançou um programa de modernização militar, revitalizando o obsoleto Exército Popular de Libertação (EPL) através da aquisição de armamento d origem russa. Além do mais, a China procurou estabelecer uma nova aliança com a Rússia com quem partilhava as preocupações face à hegemonia norte-americana e que estava, igualmente, ansiosa por demonstrar que ainda tinha um papel essencial na “Nova Ordem Mundial”, apesar da fraqueza resultante da queda da União Soviética. De acordo com este “rationale”, Pequim e Moscovo lançaram a “cooperação estratégica” selada num acordo assinado em 1996 por Jiang Zemin e Boris Yeltsin.

Saturday, June 11, 2005