Na sequência do que escrevi aqui, chamo a atenção para este artigo de Mehdi Parvizi Amineh (ao qual cheguei através do Bloguítica) onde é analisada a relação triangular entre a China, a Rússia e os Estados Unidos na zona da Ásia Central, em especial na área do Mar Cáspio.
It is not yet clear whether the three main contending powers - the US, Russia and China - see each other as rivals, allies or as combinations of the two. Russia and China claim a common interest in the Caspian Sea but until now have not acted in common. The US will use political, economic, and perhaps military pressure to expand its influence and remove any obstacles to the safe flow of oil. Russia and China are unable to compete with the US military and will avoid a direct confrontation with Washington, but they will ally with local powers to defend their regional interests. The nightmare for all three powers is an alliance of the other two; the worst-case scenario for the world would be direct confrontation.
Sunday, July 10, 2005
A China na América Latina
Este é um óptimo artigo. Saul Landau analisa a estratégia chinesa para a América Latina; de que modo Pequim está a aproveitar a desilusão com o "Consenso de Washington" e alguma falta de atenção dos Estados Unidos face ao "quintal do sul". Na mira da China estão as matérias primas, o petróleo e demais fontes de energia que posssam alimentar uma economia incessantemente voraz.
Wednesday, July 06, 2005
Toca a sair daqui para fora!
Os países da Organização de Cooperação de Xangai (OCX) pedem aos Estados Unidos a definição de uma data para a retirada das bases militares do Quirguistão e Uzebequistão. Em Astana, no Cazaquistão, na cimeira da OCX (Organização que reúne a Rússia, a China e as quatro antigas repúblicas soviéticas da ásia Central), Moscovo e Pequim enviam esta mensagem a Washington procurando demonstrar que estão a recuperar a influência sobre os países que na altura da intervenção norte-americana no Afeganistão cederam o espaço aéreo e terrestre, além do direito de utilização de bases militares no seu território. A própria imprensa russa classificou a OCX de "alternativa à Nato" na região. Percebe-se a preocupação da Rússia e da China, países que vêem o seu território rodeado de bases militares norte americanos, numa região que assume um papel geoestratégico crescente, por razões geopolíticas e geoenergéticas (petróleo e gás natural). Henk Howeling e Mehdi Amineh editam um livro essencial para compreender as dinâmicas geopolíticas e energéticas na Ásia Central:
Central Eurasia in Global Politics
Conflict, Security, and Development
Central Eurasia in Global Politics
Conflict, Security, and Development
5000
O contador marca as 5000 visitas. Terão sido mais, uma vez que apenas inseri o contador apenas um mês e meio depois do iníco do blogue, no final de Janeiro deste ano. Ao longo destes cinco meses, visitantes de 49 países dos cinco continentes passaram por este blogue que procura ser uma janela para este lado do mundo. A todos muito obrigado!
Tuesday, July 05, 2005
Rock Chinês

Cui Jian nos anos 1980 e na passada sexta-feira em Pequim.
Cui Jian é considerado o pai do Rock Chinês. Depois de vários anos de proibição de tocar em Pequim, o autor de músicas entoadas pelos estudantes de Tiananmen, em 1989, actuou no Estádio dos Trabalhadores, no festival "Peaceful Sky". Em declarações à Agência Lusa e à Agência EFE, Cui explicou o levantamento da interdição com o facto de o governo Governo agora não ligar "à cultura subterrânea, porque esta já não tem tanta influência como antes." Sinais contraditórios numa China em que existe uma maior liberalzação dos costumes e da economia, mas onde o controlo político é mantido com mão de ferro pelo Partido Comunista.
Numa entrevista publicado no Asia Pacific Arts, Cui Jian fala assim sobre a situação política na China:
It's not black or white. There's some color in between, like gray. I think there's nothing you can do, but there's nothing you cannot do. There's a lot of freedom there too, but if you really want to show art to the public, that is hard. If you create and write at home, I don't think you'll have any problems with that; you can talk to friends and write anything you want to write and nobody will bother you.
Monday, July 04, 2005
Eles Andam Aí
O Telegraph diz que a China está a mobilizar uma rede de espiões na Europa com o objectivo de ganhar vatagens competitivas a nível comercial. Um agente revela que centenas de chineses que trabalham em indústrias europeias estão a espiar para Pequim. Como seria de esperar, os chineses não andam a ver passar navios, eles andam mesmo aí. Estará a começar (ou já começou?) uma nova era de espionagem internacional centrada mais nas questões económicas e ao nível das vantagens competitivas que se podem obter através deste tipo de informação? E já agora quantos espiões terão os EUA nas indústrias europeias? E o que têm feito os que estão ao serviço de sua majestade?
Sunday, July 03, 2005
Friday, July 01, 2005
Hong Kong 8 anos depois

Foi no dia 1 de Julho de 1997 que Hong Kong voltou à mãe-pátria China - nascia a Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK). Oito anos volvidos, a palavra que melhor pode descrever a história da RAEHK é inconstância. Logo a seguir ao estabelecimento a RAEHK, rebentou a crise Asiática que fez afundar uma economia sedimentada no terreno movediço do sector financeiro e na área da propriedade. Mas passados os ventos mais fortes da crise financeira que soprou do Sudeste Asiático, Tung Chee-Hwa, o primeiro chefe do executivo, viu-se a par com a crise da gripe das aves. Ainda mal recomposto desse tombo, em 2003 a pneumonia atípica infecta e mata centenas de pessoas, mostrando as fragilidades do sistema de saúde. Passado o terramoto, meio milhão de pessoas clamavam por eleições directas e universais nas ruas de Hong Kong, na maior demonstração popular desde as manifestações contra o massacre de Tiananmen. Perante tudo isto Tung Chee-hwa respondeu com uma notável inabilidade política que terminou este ano quando o governo central acedeu ao pedido do próprio Tung para sair de cena. Agora Donald Tsang procurará alcançar a paz social num sociedade que começa a ver os frutos do regersso do crescimento económico. Tudo indica que as águas do Delta do Rio das Pérolas estejam mais calmas no próximo ano, mas a vontade popular da aceleração das reformas democráticas permanece. E pelos vistos, Tsang não parece disposto a apressar
A introdução do sufrágio directo e universal para o cargo de chefe do governo e para o Conselho legislativo. Do ponto de vista económico, não estão afastados os receios de uma imersão na grande região do Delta do Rio das Pérolas nem a rivalidade crescente de Xangai. Mas se algo correr mal, Pequim está sempre disposta a dar a mão para ajudar a querida Bahunia, pérola financeira e “Nova Iorque” do Oriente. Apesar de tudo, Hong Kong ainda é um local vibrante e cosmopolita. Em especial visto daqui de Macau.
O Nic conta como foi esse dia 1 de Julho de 1997.
Thursday, June 30, 2005
A ler
Ana Cristina Alves, Uma Viagem de Muitos Quilómetros começa
por um passo, COD, Macau, 2004.
É um livro de quem olha para a
cultura chinesa com um imenso brilho nos olhos. Uma Viagem de Muitos
Quilómetros começa por um passo é um provérbio chinês e literalmente um
passo rumo à descoberta da milenar civilização chinesa. Ana Cristina Alves
conhece bem a cultura do "Império do Meio". Fala mandarim, trabalhou na China e
em Macau e estuda a filosofia da China antiga. Isso é notório neste lvro
composto por cronicas publicadas no jornal macanese "Hoje Macau". Dividida em em
cinco partes - relações, feminino, imagens, símbolos e filosofias - a obra
procura descodificar os hábitos, os costumes, as tradiçoes, a religião e a
filosofia da China. Sem cair numa espécie de "Orientalismo", Ana Cristna Alves
abre a porta para um caminho de muitos quilómetros. Agora é só dar esse
passo.
Wednesday, June 29, 2005
Macapagal em Maus Lençóis!
ITER e GALILEO
Esta semana vieram a lume duas boas notícias para dois dos ptojectos de "Grande Ciência" em que a União Europeia está envolvida, com destaque para a França.No caso do Galileo, o consórcio liderado pela frabcesa Alcatel e pela EADS ganhou o concurso para o início da construção do sistema europeu de navegação Rádio-Satélite Galileo que vai ser uma alternativa ao norte americano GPS. Trata-se do maior projecto de cooperação científica de sempre da União Europeia, envolvendo também parceiros externos. O Galileo promete não só revolucionar vários sectores da economia como agricultura, pescas, aviação, navegação marítima, trânsito, como garantir independência aos 25 nas operações de manutenção de paz e noutras actividades que envolvam as forças de segurança. Os "europeístas" encaram o Galileo como um instrumento para que os europeus se libertam das amararras de Washington. Os "transatlanticistas" depois de algum cepticismo sempre deram o aval ao projecto em especial depois da UE e dos EUA terem assinado o acordo de interoperabilidade entre o Galileo e o GPS.Quanto ao ITER, o reactor termonuclear de energia de fusão, a França ganhou a corrida ao Japão para ser sede de um projecto que poderá ser a saída para os problemas de energéticos de hoje.Finalmente os cinco países envolvidos, , Japão, Coreia do Sul, China, União Europeia e Estados Unidos, chegaram a um entendimento após anos de avanços e recuos nas negociações. Num e noutro caso a França leva a dianteira. No Galileo as empresas aeronáuticas francesas estão em força num projecto especialmente acarinhado por Jacques Chirac; no ITER, os franceses conseguiram que Cadarache fosse o local escolhido depois de várias concessões feitas ao Japão que apresentava a candidatura rival.Mas nos dois casos venceu também o Multilateralismo: No Galileo foi possível desapertar o nó e tornar compatíveis os dois sistemas -Galileo e ITER- através de um acordo de interoperabilidade; no ITER, as cinco grandes potências mundiais entenderam-se finalmente.Mas, como seria de esperar, ainda é cedo para tocar os sinos. Em projectos desta natureza, em que estamos lidar com activos geotratégicos e geoeconómicos vitais para o futuro, alguma água turva passará debaixo da ponte. Esperemos é que seja sempre possível fazer a tal ponte...
Tuesday, June 28, 2005
Paris 1 Tóquio 0
Sunday, June 26, 2005
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