Não é novidade a falta de visão estartégica de Lisboa para este lado do mundo. Quanto a esta estranha ausência do primeiro país europeu a fazer comércio com o extremo oriente, Arnaldo Gonçalves, professor no Instituto Politécnico de Macau e especialista em Relações Internacionais, é claro:
"
“Ásia não é prioridade” para o Governo Português"
"“Quando mudou a soberania de Macau, para o Governo e o Presidente da República Portuguesa foi um grande suspiro de alívio, foi mais uma pedra colocada num problema”
No Jornal Tribuna de Macau
Entretanto, enquanto navegava perdido nas buscas do Google encontrei um contributo muito intressante para o entendimento das relações luso-chinesas e do papel de Macau depois de 1999.
Thursday, September 01, 2005
Tuesday, August 30, 2005
Eleições Legislativas II
Caro Geosapiens,
Obrigado pela questão pertinente. Assim a olho nú, diria que há quatro listas que muito provavelmente vão eleger deputados:
Associação Novo Macau Democrático: liderada pelo activista Ng Kuok Cheong, é a única associação que exige o sufrágio directo e universal imediato. Com um estilo populista e próximo das causas sociais, a ANMD poderá conquistar um terceiro deputado que lhe escapou há 4 anos, altura em que venceu as eleições legislativas de Macau.
União Para o Desenvolvimento: é a candidatura da influente União Geral de Trabalhadores. Na legislatura que termina agora, a líder Kwang Tsui Hang teve um papel de destaque ao chamar a a etnção para os graves problemas laborais numa RAEM em que o crescimento económica só beneficia alguns. Sendo pró-Pequim e alinhada com o governo, trata-se de uma voz crítica que é acarinhada pela população. Deverá eleger dois deputados, não sendo impossível chegar ao terceiro, mas a concorrência é mais que muita.
União Promotora para o Progresso: encabeçada pelo deputado Leong Heng Teng, esta é a candidatura de outra associação tradicional chinesa: A União Geral das Associações dos Moradores. Tem uma rede de apoio muito cimentada, por isso terá condições para eleger dois deputados.
Convergência para o Desenvolvimento de Macau: É a lista d David Chow o carismático empresário ligado ao jogo e ao turismo. Já sem o português Jorge Fão na lista, Chow fará valer os contactos que tem junto de vários grupos. Mas não será fácil eleger de novo dois deputados. A nº 3 da lista é a enfermeira portuguesa (macaense) Mónica Assis Cordeiro.
Brevemente vamos analisar outras candidaturas que poder ser as surpresas deste ano e também as duas listas encabeçadas por portugueses. Entretanto os interessados podem espreitar este edital.
Obrigado pela questão pertinente. Assim a olho nú, diria que há quatro listas que muito provavelmente vão eleger deputados:
Associação Novo Macau Democrático: liderada pelo activista Ng Kuok Cheong, é a única associação que exige o sufrágio directo e universal imediato. Com um estilo populista e próximo das causas sociais, a ANMD poderá conquistar um terceiro deputado que lhe escapou há 4 anos, altura em que venceu as eleições legislativas de Macau.
União Para o Desenvolvimento: é a candidatura da influente União Geral de Trabalhadores. Na legislatura que termina agora, a líder Kwang Tsui Hang teve um papel de destaque ao chamar a a etnção para os graves problemas laborais numa RAEM em que o crescimento económica só beneficia alguns. Sendo pró-Pequim e alinhada com o governo, trata-se de uma voz crítica que é acarinhada pela população. Deverá eleger dois deputados, não sendo impossível chegar ao terceiro, mas a concorrência é mais que muita.
União Promotora para o Progresso: encabeçada pelo deputado Leong Heng Teng, esta é a candidatura de outra associação tradicional chinesa: A União Geral das Associações dos Moradores. Tem uma rede de apoio muito cimentada, por isso terá condições para eleger dois deputados.
Convergência para o Desenvolvimento de Macau: É a lista d David Chow o carismático empresário ligado ao jogo e ao turismo. Já sem o português Jorge Fão na lista, Chow fará valer os contactos que tem junto de vários grupos. Mas não será fácil eleger de novo dois deputados. A nº 3 da lista é a enfermeira portuguesa (macaense) Mónica Assis Cordeiro.
Brevemente vamos analisar outras candidaturas que poder ser as surpresas deste ano e também as duas listas encabeçadas por portugueses. Entretanto os interessados podem espreitar este edital.
Direitos Humanos?
No dia em que o ministro chinês dos negócios estrangeiros afirmou que "cada país tem o direito de escolher a sua própria via de promover os direitos do Homem (Ó) Não existe um padrão único", afirmando que tendo em conta que dois terços dos chineses aidna vivem no limiar da pobreza, "Nessas condições, não temos outra escolha a não ser considerar o desenvolvimento económico, social e cultural como a prioridade", o O Banco de Desenvolvimento Asiático (BAD) divulgou que 621 milhões de pessoas vivem com menos de um dólar por dia na zona Ásia Pacífico (menos 300 milhões que em 1990), sublinhando que "o enorme sucesso obtido em toda a região nos últimos anos é resultado de uma forte redução da pobreza na China".
Thursday, August 25, 2005
Especificidades de Macau: Eleições Legislativas
Eleições para a Assembleia Legislativa:
Listas candidatas
1- Por Macau
2- Novo Vigor de Macau
3- Associação Novo Macau Democrático
4- Associação de Activismo para a Democracia
5-Nova Juventude Macau
6- União Promotora do Progresso
7- União Promotora para o Progresso
8- União Geral para o Bem-querer de Macau
9- Aliança para o Desenvovimento de Macau
10- Associação Pela Democracia e Bem-estar Social de Macau
11- Associação Visão de Macau
12- União dos Trabalhadores da Indústria de Jogos de Fortuna e Azar de Macau
13- Convergência para o Desenvolvimento de Macau
14- União Para o Desenvolvimento
15- Associação de Apoio á Comunidade e Pproximidade do Povo
16- Nova Esperança
17- Associação Direitos dos Cidadãos
18- Associação dos Cidadãos Unidos de Macau
Notas:
As eleiçõe sestão marcadas para 25 de Setembro
Apenas 12 dos 29 deputados são eleitos directamente a partir desas listas
Em Macau não existem partidos políticos; apenas associações
Listas candidatas
1- Por Macau
2- Novo Vigor de Macau
3- Associação Novo Macau Democrático
4- Associação de Activismo para a Democracia
5-Nova Juventude Macau
6- União Promotora do Progresso
7- União Promotora para o Progresso
8- União Geral para o Bem-querer de Macau
9- Aliança para o Desenvovimento de Macau
10- Associação Pela Democracia e Bem-estar Social de Macau
11- Associação Visão de Macau
12- União dos Trabalhadores da Indústria de Jogos de Fortuna e Azar de Macau
13- Convergência para o Desenvolvimento de Macau
14- União Para o Desenvolvimento
15- Associação de Apoio á Comunidade e Pproximidade do Povo
16- Nova Esperança
17- Associação Direitos dos Cidadãos
18- Associação dos Cidadãos Unidos de Macau
Notas:
As eleiçõe sestão marcadas para 25 de Setembro
Apenas 12 dos 29 deputados são eleitos directamente a partir desas listas
Em Macau não existem partidos políticos; apenas associações
Tuesday, August 23, 2005
Coimbra em chamas

Acordo às 5.40 da manhã. Vagarosamente vou tomado o pequeno almoço enquanto espreito a BBC World para saber as últimas do mundo. Depois do Iraque, da Faixa de Gaza vejo a minha cidade rodeada por chamas que me consomem a esperança. Ao longe, a 11 mil quilómetros, aperta-se o nó na garganta. Todos os anos é assim, mas tem mesmo que ser?
números da econmia à Beira-China
1- As receitas públicas de Macau estão a subir 22,1 por cento nos primeiros sete meses do ano para cerca de 1.247 milhões de euros (12.474,4 milhões de patacas) traduzindo uma execução de 57,7 por cento.
2- O índice de preços no consumidor em Macau aumentou 3,69 por cento entre Janeiro e Julho deste ano quando comparado com o período homólogo de 2004, revelaram hoje os serviços de estatística e censos do governo da Região.
3-Macau acolheu nos primeiros sete meses deste ano 10,6 milhões de pessoas, o que traduz um aumento de 14,4 por cento face ao período homólogo do ano anterior, revelaram os Serviços de Estatística e Censos.
Dados estatísticos oficiais indicam que entre Janeiro e Julho entraram em Macau 10.589.047 pessoas, mais 14,4 por cento do que nos primeiros sete meses de 2004.
4-O volume total estimado dos negócios do comércio a retalho em Macau aumentou 19 por cento no primeiro semestre deste ano para 425 milhões de euros (4.250 milhões de patacas), referem as estatísticas oficiais.
2- O índice de preços no consumidor em Macau aumentou 3,69 por cento entre Janeiro e Julho deste ano quando comparado com o período homólogo de 2004, revelaram hoje os serviços de estatística e censos do governo da Região.
3-Macau acolheu nos primeiros sete meses deste ano 10,6 milhões de pessoas, o que traduz um aumento de 14,4 por cento face ao período homólogo do ano anterior, revelaram os Serviços de Estatística e Censos.
Dados estatísticos oficiais indicam que entre Janeiro e Julho entraram em Macau 10.589.047 pessoas, mais 14,4 por cento do que nos primeiros sete meses de 2004.
4-O volume total estimado dos negócios do comércio a retalho em Macau aumentou 19 por cento no primeiro semestre deste ano para 425 milhões de euros (4.250 milhões de patacas), referem as estatísticas oficiais.
Saturday, August 20, 2005
Paz e Amor

A Rússia e a China realizaram exercícios militares conjuntos, numa acção denominada "Missão de Paz".
No jornal russo Gazeta, podemos ler uma análise no mínimo sugestiva:
"The exercises are the logical continuation of the first signs of cooperation between Russia and China in the struggle against 'orange revolutions,' separatism and the dominant influence of the U.S. in the Euroasiatic sphere."
(ligação indirecta atarvés do site Inside China)
Tuesday, August 16, 2005
O estado em que se encontra este blogue

Macau vista do Farol da Guia, Janeiro de 2005.
Ao contrário do que acontece nesta altura do ano um pouco pela blogosfera, não é por ausência para férias que O Sínico tem andado menos regular. É precisamente pelo contrário: pela carga de tarefas que se abate sobre o vosso humilde blogador. Mesmo assim, há tempo para ir lendo alguns artigos que suscitam o interesse dos que gostam de espreitar para este lado do mundo:
Stocks or real estate for China's middle class?, By Min Xu
China's leaders begin a crucial debate, Eric Teo Chu Cheow
Friday, August 12, 2005
Thursday, August 11, 2005
Senhor Presidente
"As a professional journalist, he has demonstrated concerns for and written many reports on the development and unification of China"
"We are shocked and concerned to learn of the recent detainment of Mr. Ching Cheong in the Mainland. We sincerely hope that in handling this case, full and impartial consideration would be given to his track record of love for and contributions to China, including Hong Kong"
Carta de um grupo de ex colegas de Faculdade de Ching Cheong dirigida ao Presidente da China devido á detenção deste jornalista, acusado pelas autoridades chinesas de espionagem.
"We are shocked and concerned to learn of the recent detainment of Mr. Ching Cheong in the Mainland. We sincerely hope that in handling this case, full and impartial consideration would be given to his track record of love for and contributions to China, including Hong Kong"
Carta de um grupo de ex colegas de Faculdade de Ching Cheong dirigida ao Presidente da China devido á detenção deste jornalista, acusado pelas autoridades chinesas de espionagem.
Negócios da e na China
1. O gigante norte americano da Internet, Yahoo está em negociações para a compra de uma participação na Alibaba.com, empresa chinesa de comércio electrónico . De acordo com a agência Xinhua as conversações estão quase concluídas. A YAHOO deverá adquirir 35 por cento da Alibaba.com por quase mil milhões de dóalres, cerca de 8 mil milhões de patacas.
2. Ainda nos negócios da China, mas em sentido contrário, A Companhia chinesa Huawei Technologies pode estar perto de comprar o gigante inglês das telecomiunicações, Marconi.
Apesar das especulações, a Maarconi já emitiu um comunicado em que revela que as negociações estão apenas numa fase preliminar.
Caso se confirme este negócio será a segunda grande aquisição de uma grande multinacuoanl por parte de uma companhia chinesa, depois da Lenovo ter adquirido a unidade de computadores pessoais da IBM.
Neste caso, a Huawei é o maior fabricande de queipamentos de telecomunicações da China e já tem acordos de distribuição e de investigação e tecnologia com a Marconi.
3. O Porto Xangai registou em julho um volume record de movimento de mercadorias, atngindo cerca de 40 milhões de toneladas, um valor que representa mais 14 por cento que no memso mês do ano passado.
A Administração do Porto da capital económica da China explicou ao jornal China Daily que este aumento deve-se à recente valorização do yuan e ao crecsimento da economia do Delta do Rio YangTzé.
2. Ainda nos negócios da China, mas em sentido contrário, A Companhia chinesa Huawei Technologies pode estar perto de comprar o gigante inglês das telecomiunicações, Marconi.
Apesar das especulações, a Maarconi já emitiu um comunicado em que revela que as negociações estão apenas numa fase preliminar.
Caso se confirme este negócio será a segunda grande aquisição de uma grande multinacuoanl por parte de uma companhia chinesa, depois da Lenovo ter adquirido a unidade de computadores pessoais da IBM.
Neste caso, a Huawei é o maior fabricande de queipamentos de telecomunicações da China e já tem acordos de distribuição e de investigação e tecnologia com a Marconi.
3. O Porto Xangai registou em julho um volume record de movimento de mercadorias, atngindo cerca de 40 milhões de toneladas, um valor que representa mais 14 por cento que no memso mês do ano passado.
A Administração do Porto da capital económica da China explicou ao jornal China Daily que este aumento deve-se à recente valorização do yuan e ao crecsimento da economia do Delta do Rio YangTzé.
Tuesday, August 09, 2005
Koizumi joga tudo

O primeiro-ministro japonês Junichiro Koizumi, anunciou hoje que vai dissolver o Parlamento e convocar eleições legislativas antecipadas.
A decisão surgiu na sequência do chumbo, pelo Senado, de uma proposta de privatização do serviço de correios.
Sunday, August 07, 2005
Friday, August 05, 2005
Macau Connection
Interessante este post de Paulo Gorjão. Macau guarda muitos segredos desses tempos, entre 1985 e 1999: histórias caricatas, negócios, obras públicas, diálogo de culturas, humidade e outros contos de "Fim de Império". É curioso verificar que quase, senão todos, os nomes referidos que fizeram parte do Governo e de altos cargos da Administração portuguesa em Macau (Carlos Melancia, Murteira Nabo, Jorge Coelho, Alberto Costa, António Vitorino, Eduardo Cabrita, Vitalino Canas, Carlos Monjardino, Maria de Belém Roseira, Alexandre Rosa, Carlos Santos Ferreira) transitaram em 1995 para o governo de António Guterres. Verdade seja dita, nos últimos 15 anos da presença portuguesa foram edificadas várias infraestruturas fundamentais para o desenolvimento da agora Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), incluindo o Aeroporto Internacional de Macau. Mas, reconhecendo a utilidade desses empreendimentos, estas empreitadas terão sido, por vezes, envoltas nalgum nevoeiro (daquele que se faz sentir na altura do "capacete"). Uma vez que cheguei depois da transição apenas posso entreter-me a ouvir as inúmeras histórias. Algumas das quais com os políticos supra-referidos como protagonistas. São os "Contos de Embalar de Fim de Império". Um dia, sei que algumas pessoas quererão registar essa parte rica, literalmente, da História da presença portuguesa aqui. Mas não se pense que apenas estiveram por cá personagens ligadas ao Partido de Mário Soares. Aqui muitos outros serviram e serviram-se.
BCM vendido II
É certo que desde sempre as empresas portugueses estiveram a leste (geograficamente demasiado a oeste) das oportunidades que a China oferece. A aposta empresarial de Portugal em Macau e na China, tão propalada nos anos anteriores à transição de administração, acabou por ser para inglês ver e chinês ouvir. A venda do BCM ao grupo Dah Sing Banking de Hong Kong enquadra-se neste cenário desolador. É certo que logo a seguir ao dia 20 de Dezembro de 1999, o BCP estava a planear “ver-se livre” deste peso que é ter um Banco com 50 mil clientes numa Região Administrativa Especial da China. Mas porque é que ter um banco que dá algum lucro (6.4 milhões de euros, talvez peanuts em termos de banca) e que opera à beira-China (numa Região Administrativa Especial) é considerado algo de “não estratégico”? Segredos Orientais?
Percebe-se que o negócio é bom; que entrar no mercado da China continental é complicado e inexequível para um banco português, mesmo coma dimensão do BCP e que agora o maior banco privado de Portugal está a virar-se para o mercado da Europa de leste. Mesmo assim, considerar o BCM um activo não estratégico faz-me confusão. Alguém pode dizer uma palavrinha sobre isto?
Percebe-se que o negócio é bom; que entrar no mercado da China continental é complicado e inexequível para um banco português, mesmo coma dimensão do BCP e que agora o maior banco privado de Portugal está a virar-se para o mercado da Europa de leste. Mesmo assim, considerar o BCM um activo não estratégico faz-me confusão. Alguém pode dizer uma palavrinha sobre isto?
Em Macau também
"Americanos e russas devem dominar em Helsínquia"
A diferença é que uns dominam, outras são dominadas (ou será ao contrário?)
A diferença é que uns dominam, outras são dominadas (ou será ao contrário?)
BCM vendido
enquanto uns reforçam a presença em Macau e na China, outros desfazem-se de "pesos" que têm por aqui- é o caso do BCP. Há cinco anos que o BCP, o maior banco privado em Portugal, queria vender o BCM. Esta semana, em comunicado, o banco liderado por Paulo Teixeira Pinto anunciou ter chegado a acordo com o grupo financeiro Dah Sing Banking Group de Hong Kong, para a venda das actividades não só bancárias mas também seguradorsa em Macau. Assim, também a Companhia de Seguros de Macau será envolvida no negócio, que ascende aos 170 milhões de euros. Para o grupo BCP, a presença em Macau constituia um "activo não estratégico". Agora mantém apenas a sucursal offshore.
Thursday, August 04, 2005
Curiosidades em torno da discussão acerca da reforma da ONU
"Os Estados Unidos e a China concordaram em trabalhar paralelamente para bloquear o plano de alargamento do Conselho de Segurança da ONU proposto pela Alemanha, Brasil, Índia e Japão, afirmou o embaixador chinês na ONU" (Lusa)
"Portugal, não deixando de chamar à atenção para a conveniência de debater este assunto num ambiente aberto e consensual, e não sujeito a prazos artificiais, apoia as candidaturas da Alemanha, Brasil, Japão e Índia, e de mais dois países africanos, a membros permanentes do CSNU, sem direito de veto" Diogo Freitas do Amaral, Ministro dos Negócios Estrangeiros, no "Público", 04-08-2005.
"Portugal, não deixando de chamar à atenção para a conveniência de debater este assunto num ambiente aberto e consensual, e não sujeito a prazos artificiais, apoia as candidaturas da Alemanha, Brasil, Japão e Índia, e de mais dois países africanos, a membros permanentes do CSNU, sem direito de veto" Diogo Freitas do Amaral, Ministro dos Negócios Estrangeiros, no "Público", 04-08-2005.
Cabazada
O Barcelona ganhou por 9-0 ao Shenzhen Jianlibao.
Foi tudo demasiado fácil para o FC Barcelona no jogo de reabertura do Estádio de Macau na Taipa. O Shenzhen Jianlibao foi uma presa fácil para a arte e o engenho dos campeões espanhóis, que brindaram os espectadores com um festival de golos, num jogo em que o Barcelona mandou do princípio ao fim perante uns campeões chineses que foram pouco mais do que espectadores da classe do clube blaugrana, que até nem precisou de se esforçar muito... mais
Foi tudo demasiado fácil para o FC Barcelona no jogo de reabertura do Estádio de Macau na Taipa. O Shenzhen Jianlibao foi uma presa fácil para a arte e o engenho dos campeões espanhóis, que brindaram os espectadores com um festival de golos, num jogo em que o Barcelona mandou do princípio ao fim perante uns campeões chineses que foram pouco mais do que espectadores da classe do clube blaugrana, que até nem precisou de se esforçar muito... mais
Wednesday, August 03, 2005
Pois é
Tiro certeiro, Paulo Gorjão. Eu adiantava, ainda que noutra direcção, que recentemente A Caixa Geral de Depósitos abriu uma sucursal "offshore" em Macau e que a mesma Caixa firmou no início deste ano uma parceria com o banco Seng Heng , do mesmo senhor Ho.
Tuesday, August 02, 2005
Sunday, July 31, 2005
Aprendendo com Timothy Garton Ash
"The truth is that even the most powerful country in history, the early twenty-first-century United States, can only have a secondary impact on the internal evolution of a huge, proud and self-referential country like China"
Ash, Timothy Gartin (2004), Free World,Penguim Group, London, p.161.
Ash, Timothy Gartin (2004), Free World,Penguim Group, London, p.161.
Friday, July 29, 2005
Investimentos na China
A Portugal Telecom criou a Ásia PT, uma holding que vai juntar todos os investimentos da empresa de telecomunicações na zona asiática, num total de 15 milhões de euros.
O presidente Executivo da PT anunciou ainda reforço do investimento na TV Cabo Macau.
o grande investimento na China é a parceria com a China Passway Logístics. A Portugal Telecom vai investir cerca de 10 milhões de euros nesta joint venture que estabelece uma empresa de transmissão de informações para coordenar frotas de camiões de carga no território da China continental.
O presidente Executivo da PT anunciou ainda reforço do investimento na TV Cabo Macau.
o grande investimento na China é a parceria com a China Passway Logístics. A Portugal Telecom vai investir cerca de 10 milhões de euros nesta joint venture que estabelece uma empresa de transmissão de informações para coordenar frotas de camiões de carga no território da China continental.
Tuesday, July 26, 2005
Subversivos, Corrosivos, Feios e Democratas
O Vice-Director do Gabinete do Governo de Pequim para Hong Kong e Macau deixou cair a máscara de algum amaciamento nas relações com as forças democráticas de Hong Kong. Chen Zuo'er afirma que existe uma mão cheia de gente ("gentalha", para ele) que coloca em perigo a segurança nacional. Pessoas que se atrevem a continuar a defender o sufrágio directo e universal de imediato. Se é veradade que alguns democratas de Hong Kong têm sido pouco hábeis politicamente, tembém é certo que Pequim quer dividir para reinar, chamando para o diálogo o grupo Artgo 45, juristas democratas considerados moderados, e ostracizando a ala mais "radical" do campo pró-democracia cujo ícone continua a ser o veterano Martin Lee.
Sunday, July 24, 2005
O yuan revalorizado e revisitado

Ao longo destes dias muito tem sido escrito sobre a reforma do valor da moeda chinesa.Destaco aqui algumas contribuições:David Barboza no New York Times (via I.HT.) destaca o risco de uma sobrecarga de "hot money" especulativo que começou a entrar na China na sexta-feira, um dia depois do anúncio do Banco Central da China de desligar o yuan do "peg" fixo face ao dólar, passando a cotar a divisa chinesa contra um cabaz de moedas. Muitos investidores seguem as previsões que indicam que o yuan deverá continuar a valorizar-se contra o dólar ao longo dos próximos meses, podendo subir entre 10 a 20 por cento até ao final do ano. O novo mecanismo permite isso e muito mais. A banda de negociação diária da divisa chinesa é de 0.6 por cento - podendo por isso subir até 0.3 por cento diariamente. O que naturalmente não deverá acontecer. Certo é que a pressão vai aumentar, uma vez que com um crescimento económico "de cortar a respiração", a tendência será para uma valorização gradual do yuan. Veja-se por exemplo um estudo do Banco Mundial que prevê que o yuan suba para 5.80 por cada dólar em 2010, atingindo 2.80 yuans por cada unidade da moeda americana em 2020.Vários analistas têm sublinhado que esta medida é mais política que económica. Ou seja, o objectivo é agradar parceiros comerciais como os Estados Unidos e a União Europeia que se queixavam de uma situação de injustiça no comércio internacional devido a um valor artificialmente baixo do yuan. Mas há outras questões em jogo. Paul Krugman por exemplo lembra que "To keep China's currency from rising, the Chinese government has been buying up huge quantities of dollars and investing the proceeds in U.S. bondsadiantando que, "if the Chinese stopped buying all those U.S. bonds, interest rates would rise. This would be bad news for housing - maybe very bad news, if the interest rate rise burst the bubble" (...) Right now America is a superpower living on credit - something I don't think has happened since Philip II ruled Spain. What will happen to our stature if and when China takes away our credit card? Vêm aí tempos interessantes...
Friday, July 22, 2005
Eureka!
Depois de muita especulação, a China revalorizou o renmimbi não apenas contra o dólar, mas ligando a divisa chinesa a um cabaz de moedas. Trata-se da primeira alteração do valor do yuan em cerca de 10 anos.
Thursday, July 21, 2005
Ora nem mais
On the question of whether China's CNOOC oil company should be permitted by the U.S. government to purchase the U.S. oil and gas company Unocal, my view is very simple: let the market rule. Oil is fungible. It is all one global market. And if China wants to overpay for a second-tier U.S. energy company, that's China's business.
Thomas L. Friedman no International Herald Tribune acerca dos entraves que vários sectores nos Estados Unidos face à intenção e proposta da China National Offshore Oil Corporation de adquirir a petrolífera norte-americana Unocal.
Thomas L. Friedman no International Herald Tribune acerca dos entraves que vários sectores nos Estados Unidos face à intenção e proposta da China National Offshore Oil Corporation de adquirir a petrolífera norte-americana Unocal.
Wednesday, July 20, 2005
A Divagar se vai ao longe
E neste caso um pouco mais devagar. Devido a vários afazeres, este blogue entra em fase de distensão. Ou seja a arte de postar vai ser exercida com mais parcimónia e menos regularidade. De quaquer modo, estaremos por aqui...
Monday, July 18, 2005
Sunday, July 17, 2005
Macau Património da Humanidade
A UNESCO decidiu, esta sexta-feira. É um momento de alegria e regozijo para esta terra única, com mais de 400 anos de história. Os monumentos classificados ilustram a coexistência da cultura portuguesa e da cultura chinesa (apesar de tudo). Eis alguns dos espaços:

Farol da Guia, o mais antigo farol do extremo-oriente.

Dentro da Fortaleza do Monte.

O Templo de A Ma, na Barra.

As inevitáveis Ruínas da Igreja de São Paulo.

Farol da Guia, o mais antigo farol do extremo-oriente.

Dentro da Fortaleza do Monte.

O Templo de A Ma, na Barra.

As inevitáveis Ruínas da Igreja de São Paulo.
Thursday, July 14, 2005
China e União Europeia I

Durão Barroso começou hoje uma vista de cinco dias à República Popular da China. Até segunda-feira, o presidente da Comissão Europeia vai encontrar-se com os altos dirigentes do governo de Pequim, visita Xangai, a capital económica, passa por aqui por Macau e termina a jornada chinesa em Hong Kong. Esta viagem acontece numa altura em que as relações entre a China e a União Europeia atingiram um grau de complexidade e abrangência nunca visto, no ano em que são comemorados os 30 anos das relações diplomáticas entre Bruxelas e Pequim. A este propósito analisamos três vertentes da cooperação sino-europeia – relações económicas e comerciais, políticas e ao nível da cooperação científica – e dois espinhos: o embargo à venda de armas e a questão do estatuto de economia de mercado.
Subjacente a esta análise estão duas observações que embora pareçam contraditórias não deixam de ter um certo grau de complementaridade. Karl Moller (2002, 10) descreve a União Europeia e a China como actores internacionais inacabados - o primeiro por causa do desempenho defeituoso das instituições do estado; o segundo porque os seus estados membros têm sobrevivido enquanto estados-nação, donde que não possuí ainda uma Política Externa Comum de facto coerente e sólida. Já David Shambaugh (2004) considera que a China e a União Europeia estão a formar paulatinamente um “eixo emergente nos assuntos internacionais” que vai servir como fonte de estabilidade num mundo volátil. Mais tarde voltaremos a estas observações.
No que diz respeito às trocas comerciais, os números falam por si: a União Europeia já é o maior parceiro comercial da China e a República Popular, por sua vez, é o segundo parceiro dos 25. Desde 1978, o comércio entre os dois lado aumentou mais de 40 vezes.
Bruxelas tem salientado a relevância da China na economia mundial. Na recta final das negociações para a entrada de Pequim na Organização Mundial de Comércio (OMC), Pascal Lamy , na altura comissário europeu do comércio, referira que “com um novo país que pesa um quarto da humanidade, já não é possível falar de uma mundialização ocidental. Desenham-se novos equilíbrio, a partir de uma multipolaridade que os europeus e os chineses sempre desejaram “ (Lamy, 2002, 29). Uma das consequências da entrada da China para o concerto do comércio internacional foi o fim das quotas à entrada de produtos têxteis, com o fim do Acordo Multi Fibras), a partir de 1 de Janeiro de 2005. O que tem gerado laivos de uma guerra comercial entre os dois lados, entretanto amainados através do acordo conseguido por Peter Mandelson, responsável pela pasta do comércio no executivo comunitário. No entanto, recentemente outro conflito emerge em torno do comércio de calçado, embora neste caso, a União Europeia não possa avançar com as cláusulas de salvaguarda que pretendia nos têxteis. Quanto muito, poderá (e deverá) activar processos anti-dumping, ou seja, processos em que as empresas chinesas são acusadas de colocar no mercado europeu produtos a um preço inferior ao praticado no mercado interno. Aqui entronca a questão do estatuto da economia chinesa. A União Europeia ainda não reconhece o estatuto de economia de mercado à China, argumentando que o estado ainda intervém substancialmente no mercado, distorcendo os preços dos bens de um mercado livre. Certo é que a Australia, a Nova Zelândia África do Sul, Brasil, Rússia e Islândia já concederam esse estatuto a Pequim.
O reconhecimento pleno da "economia de mercado" da China retira poderes aos outros países ao nível das acusações de produção abaixo do custo de fabrico ("dumping"). Mas a Comissão Europeia fez saber ontem que ainda não é hora de avançar nesse sentido, já que o assunto está ser alvo de uma prolongada análise técnico, não sendo por isso possível definir uma data para uma decisão nesse sentido.
Wednesday, July 13, 2005
A Política Externa Chinesa depois da Guerra Fria VI
Além da criação da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), na segunda metade dos anos 1990, a China esteve no lançamento de outras pontes, uma regional, outra inter-regional. Quanto ao primeiro, o “ASEAN Plus Three” (APT), trata-se do primeiro instrumento de cooperação e “agenda-setting” que reúne todo o Este da Ásia: os dez países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), mais a China, o Japão e a Coreia do Sul. No que diz respeito à segunda ponte, que surge como um factor de aceleração da primeira, o Asia-Europe Meeting (ASEM), estamos perante um fórum original de diálogo inter-regional entre, de um lado, os países da União Europeia, e, do outro, as nações da Ásia Oriental. Criado em 1997, este fórum assume características inovadoras no âmbito das relações internacionais, em especial nas dinâmicas inter-regionais e bi-regionais. Julie Gilson em “Asia Meets Europe: Interregionalism and the Asia-Europe Meeting” observa que este instrumento é importante porque foi criado depois do fim da Guerra Fria, num altura em que as alianças estão algo indefinidas, contém uma agenda com três pilares (diálogo económico, político e cultural) e coloca novas questões acerca do inter-regionalismo e a relação entre a integração regional e a globalização.
Além do envolvimento em organizaçõs multilaterais e regionais, nesta altura (final dos anos 1990), a China apostou forte também nas cooperações e parcerias estratégicas a nível bilateral.
(Contnua)
Além do envolvimento em organizaçõs multilaterais e regionais, nesta altura (final dos anos 1990), a China apostou forte também nas cooperações e parcerias estratégicas a nível bilateral.
(Contnua)
Monday, July 11, 2005
A incansável Rice
Mais uma vez, depois das visitas em Março, Condoleeza Rice está pela Ásia Oriental. Depois de, em Pequim, ter ouvido Hu Jintao dizer-lhe que a Coreia do Norte vai regressar à mesa das negociações e de ter admitido que o crescimento económico da China é algo de bom, a secretária de estado norte-americana está na Tailândia, não só para vistar as zonas mais fustigadas pelo tsunami, mas também para pressionar o governo de Banguecoque (é estranho escrever o nome desta cidade asim) e de outros países do Sudeste Asiático a fazerem mais pela mudança do regime do vizinho Myanmar.
Se já aqui tínhamos referido que a política externa de Washington parece estar menos activa na América Latina, o mesmo não se pode dizer quanto à Ásia Oriental. E desta vez com resultados. Em grande medida graças a Pequim, no que diz respeito à Coreia do Norte. Mas sobre a questão da crise nuclear na península coreana nem tudo será o que aparenta...
Se já aqui tínhamos referido que a política externa de Washington parece estar menos activa na América Latina, o mesmo não se pode dizer quanto à Ásia Oriental. E desta vez com resultados. Em grande medida graças a Pequim, no que diz respeito à Coreia do Norte. Mas sobre a questão da crise nuclear na península coreana nem tudo será o que aparenta...
Sunday, July 10, 2005
Leituras Dominicais
Na imprensa internacional
"From G8 to G9: Brazil and India in - and Russia out", Timothy Garton Ash no The Guardian.
"Grudge on Unocal bid reveals double standards", na Xinhua.
"www. (censored) "REBECCA MACKINNON / Yaleglobal
E na Blogosfera...
As foto-reportagens do Nic no Tripping Out of my Space. De Taiwan para o Mundo, em especial para estas paragens da Ásia Oriental e do Sudeste Asiático.
"O EXEMPLO DE LONDRES" no Blogue de Esquerda (II)
As sumptuosas e pós-modernas comemorações do segundo aniversário do Futeblog Total
"From G8 to G9: Brazil and India in - and Russia out", Timothy Garton Ash no The Guardian.
"Grudge on Unocal bid reveals double standards", na Xinhua.
"www. (censored) "REBECCA MACKINNON / Yaleglobal
E na Blogosfera...
As foto-reportagens do Nic no Tripping Out of my Space. De Taiwan para o Mundo, em especial para estas paragens da Ásia Oriental e do Sudeste Asiático.
"O EXEMPLO DE LONDRES" no Blogue de Esquerda (II)
As sumptuosas e pós-modernas comemorações do segundo aniversário do Futeblog Total
Entretanto em Macau...
Uma vez que a política em Macau tem estado algo ausente deste blogue, selecciono alguns artigos que sairam nesta semana na imprensa local sobre os assuntos do momento: o chumbo da Lei de Regulamentação da Liberdade Sindical e as movimentação na comunidade portuguesa e macanse em torno de candidaturas às eleições para a Assembleia Legislativa:
"Metem-me dó", Helder Fernando no Hoje Macau
"A Assembleia do nosso descontentamento", Nuno Lima Bastos, no Ponto Final
"A representatividade da comunidade", Gilberto Lopes, no Hoje Macau
"Metem-me dó", Helder Fernando no Hoje Macau
"A Assembleia do nosso descontentamento", Nuno Lima Bastos, no Ponto Final
"A representatividade da comunidade", Gilberto Lopes, no Hoje Macau
China-EUA-Rússia
Na sequência do que escrevi aqui, chamo a atenção para este artigo de Mehdi Parvizi Amineh (ao qual cheguei através do Bloguítica) onde é analisada a relação triangular entre a China, a Rússia e os Estados Unidos na zona da Ásia Central, em especial na área do Mar Cáspio.
It is not yet clear whether the three main contending powers - the US, Russia and China - see each other as rivals, allies or as combinations of the two. Russia and China claim a common interest in the Caspian Sea but until now have not acted in common. The US will use political, economic, and perhaps military pressure to expand its influence and remove any obstacles to the safe flow of oil. Russia and China are unable to compete with the US military and will avoid a direct confrontation with Washington, but they will ally with local powers to defend their regional interests. The nightmare for all three powers is an alliance of the other two; the worst-case scenario for the world would be direct confrontation.
It is not yet clear whether the three main contending powers - the US, Russia and China - see each other as rivals, allies or as combinations of the two. Russia and China claim a common interest in the Caspian Sea but until now have not acted in common. The US will use political, economic, and perhaps military pressure to expand its influence and remove any obstacles to the safe flow of oil. Russia and China are unable to compete with the US military and will avoid a direct confrontation with Washington, but they will ally with local powers to defend their regional interests. The nightmare for all three powers is an alliance of the other two; the worst-case scenario for the world would be direct confrontation.
A China na América Latina
Este é um óptimo artigo. Saul Landau analisa a estratégia chinesa para a América Latina; de que modo Pequim está a aproveitar a desilusão com o "Consenso de Washington" e alguma falta de atenção dos Estados Unidos face ao "quintal do sul". Na mira da China estão as matérias primas, o petróleo e demais fontes de energia que posssam alimentar uma economia incessantemente voraz.
Wednesday, July 06, 2005
Toca a sair daqui para fora!
Os países da Organização de Cooperação de Xangai (OCX) pedem aos Estados Unidos a definição de uma data para a retirada das bases militares do Quirguistão e Uzebequistão. Em Astana, no Cazaquistão, na cimeira da OCX (Organização que reúne a Rússia, a China e as quatro antigas repúblicas soviéticas da ásia Central), Moscovo e Pequim enviam esta mensagem a Washington procurando demonstrar que estão a recuperar a influência sobre os países que na altura da intervenção norte-americana no Afeganistão cederam o espaço aéreo e terrestre, além do direito de utilização de bases militares no seu território. A própria imprensa russa classificou a OCX de "alternativa à Nato" na região. Percebe-se a preocupação da Rússia e da China, países que vêem o seu território rodeado de bases militares norte americanos, numa região que assume um papel geoestratégico crescente, por razões geopolíticas e geoenergéticas (petróleo e gás natural). Henk Howeling e Mehdi Amineh editam um livro essencial para compreender as dinâmicas geopolíticas e energéticas na Ásia Central:
Central Eurasia in Global Politics
Conflict, Security, and Development
Central Eurasia in Global Politics
Conflict, Security, and Development
5000
O contador marca as 5000 visitas. Terão sido mais, uma vez que apenas inseri o contador apenas um mês e meio depois do iníco do blogue, no final de Janeiro deste ano. Ao longo destes cinco meses, visitantes de 49 países dos cinco continentes passaram por este blogue que procura ser uma janela para este lado do mundo. A todos muito obrigado!
Tuesday, July 05, 2005
Rock Chinês

Cui Jian nos anos 1980 e na passada sexta-feira em Pequim.
Cui Jian é considerado o pai do Rock Chinês. Depois de vários anos de proibição de tocar em Pequim, o autor de músicas entoadas pelos estudantes de Tiananmen, em 1989, actuou no Estádio dos Trabalhadores, no festival "Peaceful Sky". Em declarações à Agência Lusa e à Agência EFE, Cui explicou o levantamento da interdição com o facto de o governo Governo agora não ligar "à cultura subterrânea, porque esta já não tem tanta influência como antes." Sinais contraditórios numa China em que existe uma maior liberalzação dos costumes e da economia, mas onde o controlo político é mantido com mão de ferro pelo Partido Comunista.
Numa entrevista publicado no Asia Pacific Arts, Cui Jian fala assim sobre a situação política na China:
It's not black or white. There's some color in between, like gray. I think there's nothing you can do, but there's nothing you cannot do. There's a lot of freedom there too, but if you really want to show art to the public, that is hard. If you create and write at home, I don't think you'll have any problems with that; you can talk to friends and write anything you want to write and nobody will bother you.
Monday, July 04, 2005
Eles Andam Aí
O Telegraph diz que a China está a mobilizar uma rede de espiões na Europa com o objectivo de ganhar vatagens competitivas a nível comercial. Um agente revela que centenas de chineses que trabalham em indústrias europeias estão a espiar para Pequim. Como seria de esperar, os chineses não andam a ver passar navios, eles andam mesmo aí. Estará a começar (ou já começou?) uma nova era de espionagem internacional centrada mais nas questões económicas e ao nível das vantagens competitivas que se podem obter através deste tipo de informação? E já agora quantos espiões terão os EUA nas indústrias europeias? E o que têm feito os que estão ao serviço de sua majestade?
Sunday, July 03, 2005
Friday, July 01, 2005
Hong Kong 8 anos depois

Foi no dia 1 de Julho de 1997 que Hong Kong voltou à mãe-pátria China - nascia a Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK). Oito anos volvidos, a palavra que melhor pode descrever a história da RAEHK é inconstância. Logo a seguir ao estabelecimento a RAEHK, rebentou a crise Asiática que fez afundar uma economia sedimentada no terreno movediço do sector financeiro e na área da propriedade. Mas passados os ventos mais fortes da crise financeira que soprou do Sudeste Asiático, Tung Chee-Hwa, o primeiro chefe do executivo, viu-se a par com a crise da gripe das aves. Ainda mal recomposto desse tombo, em 2003 a pneumonia atípica infecta e mata centenas de pessoas, mostrando as fragilidades do sistema de saúde. Passado o terramoto, meio milhão de pessoas clamavam por eleições directas e universais nas ruas de Hong Kong, na maior demonstração popular desde as manifestações contra o massacre de Tiananmen. Perante tudo isto Tung Chee-hwa respondeu com uma notável inabilidade política que terminou este ano quando o governo central acedeu ao pedido do próprio Tung para sair de cena. Agora Donald Tsang procurará alcançar a paz social num sociedade que começa a ver os frutos do regersso do crescimento económico. Tudo indica que as águas do Delta do Rio das Pérolas estejam mais calmas no próximo ano, mas a vontade popular da aceleração das reformas democráticas permanece. E pelos vistos, Tsang não parece disposto a apressar
A introdução do sufrágio directo e universal para o cargo de chefe do governo e para o Conselho legislativo. Do ponto de vista económico, não estão afastados os receios de uma imersão na grande região do Delta do Rio das Pérolas nem a rivalidade crescente de Xangai. Mas se algo correr mal, Pequim está sempre disposta a dar a mão para ajudar a querida Bahunia, pérola financeira e “Nova Iorque” do Oriente. Apesar de tudo, Hong Kong ainda é um local vibrante e cosmopolita. Em especial visto daqui de Macau.
O Nic conta como foi esse dia 1 de Julho de 1997.
Thursday, June 30, 2005
A ler
Ana Cristina Alves, Uma Viagem de Muitos Quilómetros começa
por um passo, COD, Macau, 2004.
É um livro de quem olha para a
cultura chinesa com um imenso brilho nos olhos. Uma Viagem de Muitos
Quilómetros começa por um passo é um provérbio chinês e literalmente um
passo rumo à descoberta da milenar civilização chinesa. Ana Cristina Alves
conhece bem a cultura do "Império do Meio". Fala mandarim, trabalhou na China e
em Macau e estuda a filosofia da China antiga. Isso é notório neste lvro
composto por cronicas publicadas no jornal macanese "Hoje Macau". Dividida em em
cinco partes - relações, feminino, imagens, símbolos e filosofias - a obra
procura descodificar os hábitos, os costumes, as tradiçoes, a religião e a
filosofia da China. Sem cair numa espécie de "Orientalismo", Ana Cristna Alves
abre a porta para um caminho de muitos quilómetros. Agora é só dar esse
passo.
Wednesday, June 29, 2005
Macapagal em Maus Lençóis!
ITER e GALILEO
Esta semana vieram a lume duas boas notícias para dois dos ptojectos de "Grande Ciência" em que a União Europeia está envolvida, com destaque para a França.No caso do Galileo, o consórcio liderado pela frabcesa Alcatel e pela EADS ganhou o concurso para o início da construção do sistema europeu de navegação Rádio-Satélite Galileo que vai ser uma alternativa ao norte americano GPS. Trata-se do maior projecto de cooperação científica de sempre da União Europeia, envolvendo também parceiros externos. O Galileo promete não só revolucionar vários sectores da economia como agricultura, pescas, aviação, navegação marítima, trânsito, como garantir independência aos 25 nas operações de manutenção de paz e noutras actividades que envolvam as forças de segurança. Os "europeístas" encaram o Galileo como um instrumento para que os europeus se libertam das amararras de Washington. Os "transatlanticistas" depois de algum cepticismo sempre deram o aval ao projecto em especial depois da UE e dos EUA terem assinado o acordo de interoperabilidade entre o Galileo e o GPS.Quanto ao ITER, o reactor termonuclear de energia de fusão, a França ganhou a corrida ao Japão para ser sede de um projecto que poderá ser a saída para os problemas de energéticos de hoje.Finalmente os cinco países envolvidos, , Japão, Coreia do Sul, China, União Europeia e Estados Unidos, chegaram a um entendimento após anos de avanços e recuos nas negociações. Num e noutro caso a França leva a dianteira. No Galileo as empresas aeronáuticas francesas estão em força num projecto especialmente acarinhado por Jacques Chirac; no ITER, os franceses conseguiram que Cadarache fosse o local escolhido depois de várias concessões feitas ao Japão que apresentava a candidatura rival.Mas nos dois casos venceu também o Multilateralismo: No Galileo foi possível desapertar o nó e tornar compatíveis os dois sistemas -Galileo e ITER- através de um acordo de interoperabilidade; no ITER, as cinco grandes potências mundiais entenderam-se finalmente.Mas, como seria de esperar, ainda é cedo para tocar os sinos. Em projectos desta natureza, em que estamos lidar com activos geotratégicos e geoeconómicos vitais para o futuro, alguma água turva passará debaixo da ponte. Esperemos é que seja sempre possível fazer a tal ponte...
Tuesday, June 28, 2005
Paris 1 Tóquio 0
Sunday, June 26, 2005
Friday, June 24, 2005
EUA-China: da interdependência e da dependência II

Alan Greenspan, presidente da Reserva Federal, perante o Senado, sobre as relações económicas entre os EUA e a China:
"Some observers mistakenly believe that a marked increase in the exchange value of the Chinese renminbi (RMB) relative to the U.S. dollar would significantly increase manufacturing activity and jobs in the United States. I am aware of no credible evidence that supports such a conclusion."
"In the decades ahead, it is in our interest and that of the global economy that China continue to progress toward becoming a more market-based, productive, and dynamic economy in which individual initiative, not government decisionmaking, is the fundamental strength behind economic activity. For our part, it is essential that we not put that outcome, or our future, at risk with a step back into protectionism."
Ler aqui a declaração de Greenspan.
Thursday, June 23, 2005
CNOOC In
A China National Offshore Oil Corporation está determinada em adquirir a norte-americana Unocal, mas a Cheron não se fica e sobe a parada. Despois do avanço da Lenovo sobre a unidade de PC da IBM, mais uma companhia chinesa procura a internacionalização.
Wednesday, June 22, 2005
A Política Externa Chinesa no Mundo Pós-Guerra Fria V
Outro exemplo deste envolvimento com fora e organizações regionais é a participação da China no ASEAN Regional Forum e mais tarde na dinâmica ASEAN Plus Three. O primeiro reúne informalmente 23 países: os 10 da ASEAN – Indonésia, Malásia, Tailândia, Singapura, Vietname, Laos, Brunei, Cambodja, Myanmar e Filipinas – e os parceiros de diáogo preferenciais da organização - Austrália, Canadá, China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Estados Unidos, Índia, Japão, Mongólia, Nova Zelândia, Rússia e União Europeia, além da Papua Nova Guiné que tem o estatuto de observador. No que concerne ao segundo Fórum, o APT, trata-se do primeiro instrumento de diálogo, cooperação e agenda-setting de todo o espaço da ásia Oriental, já que junta as 10 nações do sudeste asiático com a China, o Japão e a Coreia do Sul. A rede de contactos e relações multilaterais e bilaterais foi estendida também às grandes potências, nesta segunda fase da política externa chinesa, nos anos 1990. Em 1997, a China e os Estados Unidos acordaram numa “parceria estratégica construtiva”, na qual os dois países concordavam em trabalhar em conjunto para resolver os problemas que ameaçavam a paz. No entanto estas palavras não abriram caminho para a reabilitação da entente sino-americana que tinha surpreendido o mundo nos anos 1970.
(Continua)
(Continua)
Tuesday, June 21, 2005
EUA-China: da interdependência e da dependência

Paul Krugman sobre a relação económica e comercial entre os Estados Unidos e a China:
"China exports lots of goods and foreign companies are investing heavily there, so it's running a huge trade surplus. But rather than keep all that money, Beijing is using it, overwhelmingly, to buy US government Treasury bills."
"China could well decide to stop this. If so, the dollar falls sharply, US interest rates rise and our housing bubble bursts."
"that would stop the American economy, the locomotive for the whole world, in its tracks. So, in this weird way, China is now the financial nexus keeping the global recovery going."
Ler artigo no Telegraph
Monday, June 20, 2005
EUA-Israel-China

Photo: AP
"Mas foi sem querer, minha senhora" ..........."Vê lá o que andas a fazer"
A propósito da venda de armas de Israel à China:
Silvan Shalom, ministro israelita dos negócios estrangeiros
"If things were done that were not acceptable to the Americans then we are sorry but these things were done with the utmost innocence,"
Condoleeza Rice, secretária de estado norte-americana
"I think everybody knows our concerns about arms sales to China, particularly arms sales to China, with countries with which we have strong defense cooperation relationships, which we do with Israel".
O Jerusalem Post conta a história.
Entretanto

"Não tem de quê. Pode ser que a Rice não descubra"....."Obrigadinho pelas armas pá"
Li Zhaoxin, ministro chinês dos negócios estrangeiros
"My purpose of the visit here is to step up our joint efforts for the common cause of our peoples"
David Shaloom, depois de ter perdido um jogo de pingue pongue com o homólogo chinês
"I had to lose in order to avoid a diplomatic incident"
A Xinhua reporta a visita do chefe da diplomacia chinesa a Jerusalém.
Economia Socialista de Mercado...(com características Chinesas)
O China Daily publica um artigo sobre as disparidades sociais no "Império do Meio". O fosso entre os ricos e os pobres aumentou no primeriro trimestre do ano. Eis alguns dados:
- os 10 por cento mais abastados possuem 45 por cento da riqueza nacional
- os 10 por cento mais pobres detém apenas 1.4 por cento da riqueza
Este aumento do "income gap" não constitui surpresa. Apenas vem confirmar aquilo que está à vista de quem vai acompanhado a realidade socio-económica chinesa. O que me parece interessante é este assunto ter sido manchete, com direito a um artigo de análise onde é feita uma critíca à "once-egalitarian China no China Daily, voz do dono, ou seja do regime de Pequim.
Sunday, June 19, 2005
Saturday, June 18, 2005
Parabéns

Pelos 60 anos de Aung San Suu Kyi. Que este seja um dia o sorriso da libertação do povo de Myanmar (Birmânia) do jugo da Junta Militar.
Friday, June 17, 2005
A Política Externa Chinesa no Mundo Pós-Guerra Fria IV
Na verdade, apenas em meados dos anos 1990 a China regressou aos princípios de Deng.
Isto aconteceu devido a constrangimentos internos e externos: internamente, com a queda do Bloco de Leste e os eventos de Tiananmen, entre 1989 e 1991 o regime procurou segurar a unidade e a estabilidade; externamente, o sistema internacional tinha mudado do bipolarismo para o unipolarismo. Como consequência dos constrangimentos e da experiência da China no período imediato após o fim da Guerra Fria, uma “Grande Estratégia” emergiu – manter as condições conducentes ao crescimento continuado da China e reduzir a possibilidade dos outros países se oporem a Pequim (Goldstein, 2001, 2003) .
É neste contexto que devemos entender as várias incitavas multilaterais, regionais e bilaterais dos últimos 10 anos. No plano regional, em 1996 a China lançou em conjunto com a Rússia, o Cazaquistão, o Quirguistão e o Tajiquistão o “Shanghai Five” que mais tarde, em 2001, deu origem à Organização de Cooperação de Xangai (OCX), na altura já com o Turcomenistão.
A OCX é descrita na Cimeira de São Petersburgo, em 2002, como um instrumento regional de combate “o terrorismo, extremismo e separatismo”. Ao nível do “power politics”, “ aos olhos dos dirigentes russos e chineses, a OCX aprece como um instrumento estratégico para a partilha da dominação sobre as antigas republica soviéticas e os restantes países vizinhos da Ásia Centra” (Yom, 2001). Mesmo considerando que estes três “inimigos” são ameaças comuns aos seis estados membros, a verdade é que a China e a Rússia procuram com esta organização limitar a influên cia crescente dos Estados Unidos na região que aumentou tremendamente desde a invasão do Afeganistão. Desde então, Washington estabeleceu bases militares no Uzebequistão, no Tajiquistão e Quirguistão. Ou seja, a presença norte-americana na região funcionou também como um estímulo a este dinamismo regional. Curiosamente, na região quer os Estados Unidos quer a Rússia e a China convergem no objectivo da “Guerra ao Terrorismo”. No entanto a cumplicidade dos dois últimos é táctica, devido aos problemas no Cáucaso Norte na Rússia e em Xingjiang na China. Por detrás da cortina de fumo do luta anti-terrorista, os grandes poderes colocam as peças no novo xadrez político-económico da Ásia Central, uma zona onde as questões energética assumem um papel fundamental nas estratégia geopolíticas d Rússia, China e Estados Unidos (sobre este assunto, ver Amineh, Mehdi Parvizi, Howeling, Henk (Eds.). (2004) Central Eurasia in Global Politics)
.
(continua)
Referências bibliográficas:
Goldstein, Avery (2001). The Diplomatic Face of China’s Strategy: A rising Power’s Emerging Choice. The China Quarterly. Retrieved January 2004, from http://www.olemiss.edu/courses/pol324/goldstei.pdf
Goldstein, Avery (2003). Structural Realism and China’s Foreign Policy. In
Hanami, Andrew K. (Ed.) Perspectives on Structural Realism. Hampshire: Palgrave,
Yom, Sean L. (2002) “Power Politics in Central Asia”. Retrieved on June 2004 from the Harvard Asia Quaterly Web Site: http://www.fas.harvard.edu/~asiactr/haq/200204/0204a003.htm
Isto aconteceu devido a constrangimentos internos e externos: internamente, com a queda do Bloco de Leste e os eventos de Tiananmen, entre 1989 e 1991 o regime procurou segurar a unidade e a estabilidade; externamente, o sistema internacional tinha mudado do bipolarismo para o unipolarismo. Como consequência dos constrangimentos e da experiência da China no período imediato após o fim da Guerra Fria, uma “Grande Estratégia” emergiu – manter as condições conducentes ao crescimento continuado da China e reduzir a possibilidade dos outros países se oporem a Pequim (Goldstein, 2001, 2003) .
É neste contexto que devemos entender as várias incitavas multilaterais, regionais e bilaterais dos últimos 10 anos. No plano regional, em 1996 a China lançou em conjunto com a Rússia, o Cazaquistão, o Quirguistão e o Tajiquistão o “Shanghai Five” que mais tarde, em 2001, deu origem à Organização de Cooperação de Xangai (OCX), na altura já com o Turcomenistão.
A OCX é descrita na Cimeira de São Petersburgo, em 2002, como um instrumento regional de combate “o terrorismo, extremismo e separatismo”. Ao nível do “power politics”, “ aos olhos dos dirigentes russos e chineses, a OCX aprece como um instrumento estratégico para a partilha da dominação sobre as antigas republica soviéticas e os restantes países vizinhos da Ásia Centra” (Yom, 2001). Mesmo considerando que estes três “inimigos” são ameaças comuns aos seis estados membros, a verdade é que a China e a Rússia procuram com esta organização limitar a influên cia crescente dos Estados Unidos na região que aumentou tremendamente desde a invasão do Afeganistão. Desde então, Washington estabeleceu bases militares no Uzebequistão, no Tajiquistão e Quirguistão. Ou seja, a presença norte-americana na região funcionou também como um estímulo a este dinamismo regional. Curiosamente, na região quer os Estados Unidos quer a Rússia e a China convergem no objectivo da “Guerra ao Terrorismo”. No entanto a cumplicidade dos dois últimos é táctica, devido aos problemas no Cáucaso Norte na Rússia e em Xingjiang na China. Por detrás da cortina de fumo do luta anti-terrorista, os grandes poderes colocam as peças no novo xadrez político-económico da Ásia Central, uma zona onde as questões energética assumem um papel fundamental nas estratégia geopolíticas d Rússia, China e Estados Unidos (sobre este assunto, ver Amineh, Mehdi Parvizi, Howeling, Henk (Eds.). (2004) Central Eurasia in Global Politics)
.
(continua)
Referências bibliográficas:
Goldstein, Avery (2001). The Diplomatic Face of China’s Strategy: A rising Power’s Emerging Choice. The China Quarterly. Retrieved January 2004, from http://www.olemiss.edu/courses/pol324/goldstei.pdf
Goldstein, Avery (2003). Structural Realism and China’s Foreign Policy. In
Hanami, Andrew K. (Ed.) Perspectives on Structural Realism. Hampshire: Palgrave,
Yom, Sean L. (2002) “Power Politics in Central Asia”. Retrieved on June 2004 from the Harvard Asia Quaterly Web Site: http://www.fas.harvard.edu/~asiactr/haq/200204/0204a003.htm
Thursday, June 16, 2005
Já está!
The Standard
Donald Tsang foi eleito (quer dizer nomeado por falta de comparência dos adversários que não conmseguiram as assinaturas suficientes dos delegados do colégio eleitoral) Chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Hong Kong. Tão Fácil a "eleição". Mas parece-me que o mandato não vai ser "pera doce".
Wednesday, June 15, 2005
O Regresso do Proteccionismo?
Henry C. K. Liu esreve sobre o assunto num artigo publicado pelo Asia Times Online:
The coming trade war and global depression
The coming trade war and global depression
Liberdade Condicionada
A partir de agora os bloggers chineses terão que ter mais cuidado com o que escrevem nos blogues criados no portal “MSN China”.
Palavras como democracia, liberdade, direitos humanos, Independêcnia de Taiwan ou Dalai Lama não poderão ser utilizadas.
A Microsft que detém o portal MSN China em conjunto com a empresa chinesa Shanghai Alliance Investment, explicou que segue o código de conduta da empresa, ou seja respeitar as leis vigentes nos países onde opera.
Na prática os utilizadores que queiram escrever nos blogues dipsonibilizados pela MSN China as expressões proibidas vão receber uma mensagem em formato de pop up a dizer: esta mensagem contém uma expressão proibida, por favor apague as palvras queestão banidas”.
Quem não se conforma é a "Repórteres sem fronteiras". Esta organização que luta pela liberadde de expressão lamenta a falta de ética de empresas como a Microsoft que pactuam coma censura chinesa. Também a Yahoo recente mente passou a restringir o acesso a conteúdos considerados pergosos pelo regime de Pequim.
P.S. Felizmente, aqui no segundo sistema, esta parece ainda ser uma realidade longínqua.
Palavras como democracia, liberdade, direitos humanos, Independêcnia de Taiwan ou Dalai Lama não poderão ser utilizadas.
A Microsft que detém o portal MSN China em conjunto com a empresa chinesa Shanghai Alliance Investment, explicou que segue o código de conduta da empresa, ou seja respeitar as leis vigentes nos países onde opera.
Na prática os utilizadores que queiram escrever nos blogues dipsonibilizados pela MSN China as expressões proibidas vão receber uma mensagem em formato de pop up a dizer: esta mensagem contém uma expressão proibida, por favor apague as palvras queestão banidas”.
Quem não se conforma é a "Repórteres sem fronteiras". Esta organização que luta pela liberadde de expressão lamenta a falta de ética de empresas como a Microsoft que pactuam coma censura chinesa. Também a Yahoo recente mente passou a restringir o acesso a conteúdos considerados pergosos pelo regime de Pequim.
P.S. Felizmente, aqui no segundo sistema, esta parece ainda ser uma realidade longínqua.
Tuesday, June 14, 2005
A Política Externa Chinesa no Mundo Pós-Guerra Fria III
No entanto para Avery Goldstein (2003, p.136) “ para ser correcto, nem os chineses nem os russos estavam verdadeiramente interessados numa aliança anti-americana. O ligeiro benefício militar de uma real aliança (em especial com a decadência do poder da Rússia) iria provocar custos económicos incomportáveis”, uma vez que tal avanço iria colocar em causa as estratégias de desenvolvimento de Pequim e de Moscovo.
Perante este cenário, a China mudou de atitude. Desde então, a política externa chinesa seguiu duas traves mestras: por um lado mudar a percepção generalizada da “Ameaça-China”, tornando Pequim num actor responsável nos assuntos internacionais, em especial através do lançamento de parcerias estratégicas com o objectivo, em simultâneo, de estimular a sustentabilidade do crescimento da economia, por outro e deste modo, introduzir novas dinâmicas de multipolaridade na ordem internacional. Em suma, em causa estava uma campanha de transformação da imagem da China num parceiro internacional atractivo e de confiança.
Na verdade, Deng Xiaoping já tinha postulado, em 1984, os objectivos da Política Externa Chinesa: “Em Primeiro lugar para , salvaguardar a paz mundial nós opomo-nos à hegemonia. A China vai sempre pertencer ao Terceiro Mundo, hoje, e continuará a pertencer mesmo quando se tornar rica e poderosa, uma vez que tem um destino comum aos países do Terceiro Mundo. A China nunca vai procurar a hegemonia ou ameaçar os mais fracos”. Numa outra ocasião, em Março de 1985, perante uma delegação da Câmara do Comércio do Japão, Deng garantira: “ Do Ponto de vista político, há apenas uma coisa que posso dizer-vos de modo claro e positivo: a China procura preservar a paz mundial e a estabilidade não destruí-la. Quanto mais forte for a China, mais possibilidades há para a paz mundial”
(Continua)
Perante este cenário, a China mudou de atitude. Desde então, a política externa chinesa seguiu duas traves mestras: por um lado mudar a percepção generalizada da “Ameaça-China”, tornando Pequim num actor responsável nos assuntos internacionais, em especial através do lançamento de parcerias estratégicas com o objectivo, em simultâneo, de estimular a sustentabilidade do crescimento da economia, por outro e deste modo, introduzir novas dinâmicas de multipolaridade na ordem internacional. Em suma, em causa estava uma campanha de transformação da imagem da China num parceiro internacional atractivo e de confiança.
Na verdade, Deng Xiaoping já tinha postulado, em 1984, os objectivos da Política Externa Chinesa: “Em Primeiro lugar para , salvaguardar a paz mundial nós opomo-nos à hegemonia. A China vai sempre pertencer ao Terceiro Mundo, hoje, e continuará a pertencer mesmo quando se tornar rica e poderosa, uma vez que tem um destino comum aos países do Terceiro Mundo. A China nunca vai procurar a hegemonia ou ameaçar os mais fracos”. Numa outra ocasião, em Março de 1985, perante uma delegação da Câmara do Comércio do Japão, Deng garantira: “ Do Ponto de vista político, há apenas uma coisa que posso dizer-vos de modo claro e positivo: a China procura preservar a paz mundial e a estabilidade não destruí-la. Quanto mais forte for a China, mais possibilidades há para a paz mundial”
(Continua)
Monday, June 13, 2005
O Divórcio na China
Este artigo analisa a evolução da taxa de dívórcios na República Popular da China. Depois da onda de divórcios no pós-revolução comunista (inícios dos anos 1950) e da era da Revolução Cultural (final dos anos 1960), a China vive uma nova explosão de separações pela via legal. Zhong Wu escreve no The Standard que
"While the sharp increase in divorce appears at odds with traditional Chinese values concerning marriage and family, it should be hailed as progress. To choose your mate - or get rid of one - is a basic human right. From the point of view of human rights and liberty, divorce is progress, giving unhappily married couples the freedom to decide on their own whether they should continue to live together.
The latest statistics indicate that mainlanders are increasingly exercising their rights and, one hopes, living happier lives in the process."
"While the sharp increase in divorce appears at odds with traditional Chinese values concerning marriage and family, it should be hailed as progress. To choose your mate - or get rid of one - is a basic human right. From the point of view of human rights and liberty, divorce is progress, giving unhappily married couples the freedom to decide on their own whether they should continue to live together.
The latest statistics indicate that mainlanders are increasingly exercising their rights and, one hopes, living happier lives in the process."
Olhares sobre o mundo
1. Duncan Freeman analisa o impacto da crise na União Europeia na Ásia Oriental.
2. O Diário do Povo diz que
Mandelson returns home with satisfaction
3. David Shambaugh esreve este artigo no "International Security": "China Engages Asia: Reshaping the Regional Order"
A Política Externa Chinesa no Mundo Pós-Guerra Fria II
Depois de um manto de silêncio após a repressão dos protestos dos estudantes na Praça de Tiananmen, em 1989, e depois do primeira guerra pós-guerra fria (a “Tempestade no Deserto” no Iraque), a China acordou para a nova realidade de um sistema internacional, no qual a União Soviética tinha desaparecido e os Estados Unidos se tinham tornado na única superpotência. Sem a ameaça soviética, os E.U.A ocuparam o lugar cimeiro das ameaças percebidas pela liderança chinesa.
Mormente, em Washington enquanto a ideia que as democracias não entram em guerra com democracias (seguindo a tese da “paz democrática”) ganhava cada vez mais peso, os dirigentes de Pequim ficavam alarmados com a ameaça militar e com o cerco ideológico norte-americano.
Perante isto, a China lançou um programa de modernização militar, revitalizando o obsoleto Exército Popular de Libertação (EPL) através da aquisição de armamento d origem russa. Além do mais, a China procurou estabelecer uma nova aliança com a Rússia com quem partilhava as preocupações face à hegemonia norte-americana e que estava, igualmente, ansiosa por demonstrar que ainda tinha um papel essencial na “Nova Ordem Mundial”, apesar da fraqueza resultante da queda da União Soviética. De acordo com este “rationale”, Pequim e Moscovo lançaram a “cooperação estratégica” selada num acordo assinado em 1996 por Jiang Zemin e Boris Yeltsin.
Mormente, em Washington enquanto a ideia que as democracias não entram em guerra com democracias (seguindo a tese da “paz democrática”) ganhava cada vez mais peso, os dirigentes de Pequim ficavam alarmados com a ameaça militar e com o cerco ideológico norte-americano.
Perante isto, a China lançou um programa de modernização militar, revitalizando o obsoleto Exército Popular de Libertação (EPL) através da aquisição de armamento d origem russa. Além do mais, a China procurou estabelecer uma nova aliança com a Rússia com quem partilhava as preocupações face à hegemonia norte-americana e que estava, igualmente, ansiosa por demonstrar que ainda tinha um papel essencial na “Nova Ordem Mundial”, apesar da fraqueza resultante da queda da União Soviética. De acordo com este “rationale”, Pequim e Moscovo lançaram a “cooperação estratégica” selada num acordo assinado em 1996 por Jiang Zemin e Boris Yeltsin.
Saturday, June 11, 2005
Friday, June 10, 2005
A Política Externa Chinesa no Mundo Pós-Guerra Fria I
O Sínico inicia hoje uma série de escritos sobre a política externa chinesa desde a implosão da União Soviéca até ao nossos dias. De um modo retrospectivo vamos colher os contributos de vários especialistas e ensaiar uma visão que faça uma síntese do que tem sido publicado. Os vários capítulos vão sendo publicados aqui e depois migrarão para o Sínico Esclarecido.
Introdução
Depois do final da Guerra Fria, duas grandes características prevaleceram no sistema internacional: a natureza anárquica da estrutura internacional e a hegemonia dos Estados Unidos da América. Estas duas características constrangeram o comportamento a China na arena internacional.
Segundo a perspectiva neo-realista da balança de poderes, estados como a China iriam procurar contrabalançar a superpotência através de uma corrida ao armamento ou de alianças com outros estados que teriam os mesmo interesses em contrabalançar o poder hegemónico.
Mas cedo a China percebeu que “interesses em conflito o poder americano seria uma combinação que poderia colocar em causa o programa chinês de modernização que dependia da integração na economia global” (Goldstein, 2003, p.134). Ao mesmo tempo na Ásia Oriental, a China era desafiada pelos Estados Unidos devido a acordos bilaterais entre Washington e o Japão, a Austrália e países da ASEAN, além de Taiwan.
Perante este cenário, primeiramente, a China procurou balancear o poder com outros poderes que tinham preocupações semelhante acerca da hegemonia norte-americana. Nesta linha ,é possível dividir a acção da política externa de Pequim em dois períodos: entre 1989 e 1995 e de 1996 até 2004.
Referências:
Goldstein, Avery (2003) Structural Realism and China's Foreign Policy. In Andrew K. Hanami (Ed.) Perspectives on Structural Realism. Hampshire: Palgrave.
Introdução
Depois do final da Guerra Fria, duas grandes características prevaleceram no sistema internacional: a natureza anárquica da estrutura internacional e a hegemonia dos Estados Unidos da América. Estas duas características constrangeram o comportamento a China na arena internacional.
Segundo a perspectiva neo-realista da balança de poderes, estados como a China iriam procurar contrabalançar a superpotência através de uma corrida ao armamento ou de alianças com outros estados que teriam os mesmo interesses em contrabalançar o poder hegemónico.
Mas cedo a China percebeu que “interesses em conflito o poder americano seria uma combinação que poderia colocar em causa o programa chinês de modernização que dependia da integração na economia global” (Goldstein, 2003, p.134). Ao mesmo tempo na Ásia Oriental, a China era desafiada pelos Estados Unidos devido a acordos bilaterais entre Washington e o Japão, a Austrália e países da ASEAN, além de Taiwan.
Perante este cenário, primeiramente, a China procurou balancear o poder com outros poderes que tinham preocupações semelhante acerca da hegemonia norte-americana. Nesta linha ,é possível dividir a acção da política externa de Pequim em dois períodos: entre 1989 e 1995 e de 1996 até 2004.
Referências:
Goldstein, Avery (2003) Structural Realism and China's Foreign Policy. In Andrew K. Hanami (Ed.) Perspectives on Structural Realism. Hampshire: Palgrave.
A China e a reforma das Nações Unidas II
Algumas notas soltas: a posição chinesa
1- Não há que apressar o processo de reforma da ONU.
2- Os países em desenvolvimento devem estar na linha da frente das reformas.
3-A reforma da ONU não é apenas a reforma do Conselho de Segurança. O combate à pobreza e o apoio aod esenvolvimento devem ser as traves mestras das mudanças.
4-No Conselho de Segrança, os países em desenvolvimento devem estar mais representados.
5-Na Ásia Oriental, o Japão falhou em ganhar a confiança dos países vizinhos, pelas atitude que tem tomado face à História. Assim, se Tóquio quiser desempenhar um papel mais importante na ONU, deve haver consenso na região da Ásia Oriental sobre esse assunto.
Na prática a China quer dizer com este documento que tem o direito de veto sobre a passagem do Japão para o Conselho Permanente de Segurança da ONU e que, tendo em conta que em Maio o Japão, o Brasil, aÍndia e a Alemanha fizeram circular o esboço de uma resolução que pedia o aumento do número de assentos permanentes no CSONU para seis, quer dizer que a China apenas admite a entrada da Índia ou do Brasil, países que encaixam nos pontos 2 e 4.
1- Não há que apressar o processo de reforma da ONU.
2- Os países em desenvolvimento devem estar na linha da frente das reformas.
3-A reforma da ONU não é apenas a reforma do Conselho de Segurança. O combate à pobreza e o apoio aod esenvolvimento devem ser as traves mestras das mudanças.
4-No Conselho de Segrança, os países em desenvolvimento devem estar mais representados.
5-Na Ásia Oriental, o Japão falhou em ganhar a confiança dos países vizinhos, pelas atitude que tem tomado face à História. Assim, se Tóquio quiser desempenhar um papel mais importante na ONU, deve haver consenso na região da Ásia Oriental sobre esse assunto.
Na prática a China quer dizer com este documento que tem o direito de veto sobre a passagem do Japão para o Conselho Permanente de Segurança da ONU e que, tendo em conta que em Maio o Japão, o Brasil, aÍndia e a Alemanha fizeram circular o esboço de uma resolução que pedia o aumento do número de assentos permanentes no CSONU para seis, quer dizer que a China apenas admite a entrada da Índia ou do Brasil, países que encaixam nos pontos 2 e 4.
A "verdadeira" história
Três anos, três países em três línguas: um livro. É um livro escrito por académicos e historiadores da China , Japão e Coreia do Sul que procura contar o que de facto aconteceu na História contemporânea da Ásia Oriental.
Thursday, June 09, 2005
Depois dos têxteis

os sapatos...
Soou o alarme dos sapatos em Bruxelas. A entrada de sapatos chineses no espaçs dos 25 aumentou 700 por cento nos primeiros quatro meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Com os preços a desdecerem 28 por cento.
Perante esta situação, a Comissão Europeia disse que Bruxelas está a a estudar e a reflectir sobre o que vai fazer a seguir.
Tuesday, June 07, 2005
Bem Vindo Camarada

Chega hoje a Pequim uma delegação do PCP dirigida pelo Secretário-Geral, Jerónimo de Sousa. A visita à República Popular da China realiza-se a convite do Comité Central do Partido Comunista da China, no quadro das relações de amizade e cooperação existentes entre o PCP e o PC da China. (site oficial do PCP)
"De acordo com o gabinete de imprensa comunista, estes encontros "inserem-se nas prioridades internacionais" do PCP, destinando-se também à apresentação da nova direcção do partido, eleita no XVII congresso, em Novembro do ano passado.
A resolução política aprovada no congresso determina que "deve ser valorizado, na resistência à nova ordem imperialista, o papel dos países que definem como orientação e objectivo a construção de uma sociedade socialista" - Cuba, China, Vietname, Laos e Coreia do Norte.
"Para além de apresentarem profundas diferenças entre si, estes países constituem importantes realidades da vida internacional, cujas experiências é necessário acompanhar, conhecer e avaliar", refere a resolução política do PCP.
O documento salienta que esse conhecimento deve ser aprofundado "independentemente das diferenças que existem em relação à concepção programática de sociedade socialista" que o PCP preconiza para Portugal e "de inquietações e discordâncias, por vezes profundas e de princípio" que o PCP mantém em relação aos regimes daqueles países." Agência Lusa.
A este propósito lembro-me das palavras de um senhor com o qual discutia a natureza do regimes chinês: "Ó amigo, olhe que a França é bem mais socialista que a China".
Monday, June 06, 2005
A Chama imensa

Sport Macau e Benfica conquista título de sub-18 no campeonato de futebol de júniores da RAEM.
Mao, mesmo muito Mau

A nova biografia de Jung Chang, autora de "Cisnes Selvagens", atribui a Mao Zedong a responsabilidade pela morte de 70 milhões de chineses. Jung foi "guarda vermelha" viu os seus pais serem denunciados como traidores durante a Revolução Cultural e o seu pai foi torturado até à morte num campo de trabalho.
Para saber mais sobre este livro:
"Jung Chang: Of gods and monsters", no Independent.
"'This book will shake the world' ", No The Guardian.
O Ambiente para os negócios
As 10 províncias ocidentais da China sofrem uma per ecnonómica anual de 150 mil milhõesd e yuans devido à deteriorização ambiental. A região está a enfrentar graves problemas ao nível da erosão do solo, desertificação e degeneração da flora. Pode saber Mais sobre este estudo por um investigador da Universidade deNingxia, aqui.
Sunday, June 05, 2005
Saturday, June 04, 2005
Há 16 anos

O Governo chinês respondia assim aos protestos dos estudantes na Praça de Tiananmen em Pequim.
Por detrás do Néon

Algumas verdades sobre a situação económica e social em Macau:
"Há uma série de crocodilos oriundos de Hong Kong e do estrangeiro, a quem também chamam investidores, que estão a criar uma série de problemas económicos a Macau"
". As pessoas vivem muito desconfortáveis, sob pressão constante, e a harmonia e o conforto, que seriam a essência da qualidade de vida da população de Macau, foram destruídos. E por mais paradoxal que possa parecer, foram destruídos pelo desenvolvimento económico"
" grande fatia de dinheiro produzido está a ir parar às mãos de pouquíssimas pessoas, sobretudo aos empresários das áreas do turismo e do jogo. "
Joey Lao, dirigente da Associação das Ciências Económica de Macau no jornal Hoje Macau
Friday, June 03, 2005
O Homem do Laço

Donald Tsang apresentou a candidatura a chefe do executivo de Hong Kong. Há mais dois candidatos para as eleições decorrerm no dia 10 de Julho - o deputado Chim Pui-chung e o líder do Partido Democrata, Lee Wing.tat - mas já se sabe que Tsang vai ser o escolhido pela Comissão Eleitoral, porquanto é o eleito por Pequim para ocupar a cadeira deixada vaga por Tung Chee-hwa.
E o que pensa Donald Tsang, dedicado e condecorado funcionário público ao longo de mais de 30 anos, acerca da política e sociedade de Hong Kong?Eis umas frases soltas:
Sobre a governação, "We have made mistakes, but let's not look at the past as a reason for our grumble today".
Acerca do sufrágio directo, "Mapping out a rigid time is difficult. The biggest challenge is the mutual trust between Hong Kong and the central government"
E o que há a dizer sobre o 4 de Junho (Massacre de Tiananmen)? "We can see that our country has impressed the world with its economic, social and political reforms over the past 16 years. I think is more rational when we look at it from this perspective. That's all I have to say"
Thursday, June 02, 2005
'The soft get softer, the hard get harder,'
The Two Faces of China's Leadership LA Times
President Hu and Premier Wen are reaching out to the common man -- and coming down hard on dissidents and reporters.
President Hu and Premier Wen are reaching out to the common man -- and coming down hard on dissidents and reporters.
Tuesday, May 31, 2005
O "Non" visto daqui
Perguntava-me um amigo sobre o que penso do "não" francês ao Tratado Constitucional. Do que tenho lido nestes dias, gostaria de ter escrito estes dois textos:
"Sem Rumo na Tempestade", Vital Moreira no PÚBLICO (sem link)
"On a Perdu", Filipe Moura no BdE II
"Sem Rumo na Tempestade", Vital Moreira no PÚBLICO (sem link)
"On a Perdu", Filipe Moura no BdE II
A Sociedade Harmoniosa
"President Hu Jintao's ideas of creating a harmonious society have more to do with the Buddhist 'middle way' than with Marxism"
Laurence Brahm no "South China Morning Post"
Laurence Brahm no "South China Morning Post"
Monday, May 30, 2005
Ainda e sempre a Ameaça: um alerta
Escreve Nicholas D. Kristof no New York Times,
"So it's time for Americans to take a deep breath. Poisonous trade disputes with China will only aggravate the risks ahead, strengthen the hard-liners in Beijing and leave ordinary Chinese feeling that Americans are turning into China-bashers. Sadly, they'll have a point."
A retórica da "Ameaça-China" só leva à escalada do "security dilema", ao endurecimento da linha dura do regimes chinês e ao recrudescimento dos sentimentos "anti-americanos" entre a população. Afinal o objectivo não era integrar a China no sistema internacional, de modo a através de um "spill over effect" contribuir para a abertura do regime?
"So it's time for Americans to take a deep breath. Poisonous trade disputes with China will only aggravate the risks ahead, strengthen the hard-liners in Beijing and leave ordinary Chinese feeling that Americans are turning into China-bashers. Sadly, they'll have a point."
A retórica da "Ameaça-China" só leva à escalada do "security dilema", ao endurecimento da linha dura do regimes chinês e ao recrudescimento dos sentimentos "anti-americanos" entre a população. Afinal o objectivo não era integrar a China no sistema internacional, de modo a através de um "spill over effect" contribuir para a abertura do regime?
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