Thursday, September 22, 2005

Saturday, September 17, 2005

A língua portuguesa em Macau

De facto, o português só foi realmente uma língua muito utilizada em Macau nos séculos XVI e XVII quando era a língua franca do comércio na Ásia. Depois, a sua importância minguou ao ponto de hoje ser usada apenas por meia alguns milhares de pessoas. No entanto, o cenário é menos negro do que alguns previam no período imediatamente após a transição de administração. Mais: o interesse pela língua aumentou consideravelmente nos últimos dois anos. Este artigo da BBC Brasil ilustra bem como
Expansão da China pode salvar língua portuguesa em Macau.
Será apenas um wishful thinking?

Mais uma porta de entrada

para Macau. Chama-se Blogmacau.info

Friday, September 16, 2005

Macau no New York Times

Eis uma visão sobre Macau:

In Macao, Giant Pleasure Domes Are Decreed
By DAVID BARBOZA

"IT is 3 a.m. on a humid Sunday in Macao in late July, and hundreds of people, most of them Chinese, are still filing into the gigantic new Sands Macao hotel and casino, making their way up the escalator to the building's main gallery.
Under a 100,000-pound chandelier, on a carpeted floor nearly three times the size of a football field, people stand shoulder to shoulder around the baccarat tables, gambling the hours away.
Across the Avenida de Amizade, a sprawling theme park called Fisherman's Wharf is going up; the neon lights from the Sands illuminate such park features as an artificial 130-foot volcano that rises above a replica of the Roman Colosseum. (...)
No New York Times, 11-09-2005 (a subscrição é gratuíta)

Eleições Legislativas V: "Macau sã assi" *

Just 10 days before voters head to the polls, Macau's Commission Against Corruption has unearthed a massive vote-buying ring.
The commission said Thursday it has recommended prosecution of 485 people in the case - the latest and by far the biggest of a string of vote-buying cartels uncovered by investigators.

No The Standard

Será isto a ponta do iceberg?

*Expressão em Patuá - dialecto macaense de origem portuguesa com elementos do malaio e do chinês - que significa "Macau é assim".

Wednesday, September 14, 2005

A vitória de Koizumi

Confesso que não estou muito por dentro dos assuntos nipónicos. No entanto, acompanho a média-distância o que se vai passando na vida política e económica do Japão. Acerca da privatização dos Correios, percebo as reservas de Geosapiens, mas considero que esta é uma medida necessária, entre outras, para tornar a economia japonesa mais competitiva e menos agrilhoada aos lobbies e grupos de pressão que infestam o tecido económico, a começar pelo Partido Liberal Democrata de Koizumi. Num sistema transparente e em que é relevada a accountability, a privatização dos correios não trará males de maior. Mas resssalvo que estas observações são eminentemente superficiais, por isso desde já apelo aos bloguers mais entendidos nos assuntos do país do Sol Nascente para opinarem sobre assunto. Em traços gerais concordo com este editorial do New York Times, via IHT:

Japan needs postal service privatization, two-party democracy and a more constructive relationship with its neighbors and trading partners. Only the first was advanced by Sunday's election.

P.S. Na liderança de Koizumi o que me preocupa mais são os laivos nacionalistas patentes nas visitas aos túmulos de soldados acusados de crimes de guerra e o inevitável alinhamento com a política externa da Casa Branca. Mas quanto a este último aspecto, trata-se de uma aliança estrutural que se entende. Não quero com isto subscrever a nipofobia do nacionanalismo chinês, que levanta constantemente os fantasmas do passado; apenas sublinho que a reminilitarização do Japão, a par de outras potências asiáticas, pode gerar desiquilíbrios perigoso no sistema geopolítico da Ásia Oriental.

Tuesday, September 13, 2005

Eleições Legislativas IV: os portugueses

Em Macau a expressão portugueses pode ser entendida de diversas maneiras. Por um lado, os cidadãos portadores de passaporte de Portugal - o que representará cerca de 120 mil pessoas - por outro os cidadãos portadores de passaporte português que usam a língua de Camões no dia-a-dia e cujas referências culturais se encontram em Portugal - cerca de 10 mil, a maioria dos quais macaenses, ou seja pessoas com sangue português e oriental - finalmente os portugueses expatriados, ou seja oriundos da "metrópole" que serão cerca de 2 mil. Não menosprezando os direitos dos chineses de cidadania portuguesa, para este efeito temos em conta o segundo grupo, que inclui naturalmente o terceiro. Ora, tendo em conta os considerandos supracitados, existem duas candidaturas encabeçadas por portugueses, neste caso macaenses:

Nova Esperança: Encabeçada por José Pereira Coutinho, presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), esta candidatura procura seduzir não apenas o eleitorado de matriz portuguesa, mas também eleitores chineses. Prova disso é a inclusão de dois chineses no segundo e no terceiro lugar da lista. Trata-se de uma estratégia inteligente uma vez que eleitoralmente os portugueses têm muito pouco peso e que a figura de Pereira Coutinho, também conselheiro das comunidades portuguesas para a zona Ásia Pacífico, está longe de ser consensual. Há quatro anos esta candidatura obteve 4700 votos, ficando a pouco mais de 300 da eleição. Agora Coutinho não tem o arqui-rival Jorge Fão pela frente, mas a sua eleição não será mais facilitada, porque a Lista "Por Macau" de Sales Marques também pisa o terreno do eleitorado português e macaense.

Por Macau: Trata-se da candidatura com fortes ligações a vários ilustres da comunidade macanese. Prova disso é a comissão de honra recentemente apresnetada onde pontificam ilustres portugueses do território como Anabela Ritchie, ex presidented a Assembleia Legislativa, o arquitecto Carlos Marreiros ou o escritor Henrique de Senna Fernandes. Presidida por Sales Marques, ex presidente do Leal Senado, a "Por Macau" procura ir ao encontro não apenas do voto português, mas também de outras comunidades expatriadas de Macau. Nota-se igualmente uma preocupação em ter um discurso mais abrangente - daí o lema "Por Todas as comunidades" - em especial à procura do voto de alguma classe média chinesa.
No entanto, a eleição de Sales Marques para a Assembleia parece ser uma missão quase impossível.

Depois de em 2001 Jorge Fão ter sido eleito na lista de David Chow, e depois da sua recusa em voltar a ir a votos, desta vez a possibilidade da eleição de um deputado português pelo sufrágio directo afigura-se reduzida. Tudo vai depender da capacidade de cada uma destas candidaturas de mobilizar o eleitorado português, que parece estar algo alheado da vida política local, e, acima de tudo, de seduzir o eleitorado chinês. Mesmo assim a representação da comunidade portuguesa na Assembleia Legislativa estará sempre assegurada através de Leonel Alves, que vai ser eleito pelo sufrágio indirecto, e por um deputado nomeado pelo chefe do executivo.

Sunday, September 11, 2005

Eleições Legislativas em Macau III

Já começou a campanha eleitoral para as eleições legislativas da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM). 18 listas concorrem para 12 lugares que são eleitos através do sufrágio directo. Dez assentos serão apurados mediante um processo de eleição indirecto no qual intervêm as várias corporações e interesses, enquanto sete deputados serão nomeados directamente pelo chefe do executivo. Antes já aqui tinha referido quais são as listas favoritas para conseguir eleger um ou dois deputados, agora vou olhar para outras candidaturas que aparecem também com alguma força.

Aliança para o Desenvolvimento de Macau: com Angela Leong à cabeça, há fortes possibilidades desta candidatura eleger um deputado pelo menos. É que estamos a falar de uma mulher que é esposa de Stanley Ho e Administradora da STDM. E já se sabe que o "Tio Stanley não brinca em serviço".

União dos Trabalhadores dos Jogos de Fortuna e Azar: situa-se no extremo oposto da lista anterior, ou seja também representaos interesses do Jogo, mas procura ser a voz dos trabalhadores. Vai por isso lutar voto a voto opela reeleição de João Bosco Cheang que há quatro anos conseguiu ser eleito com 5170 votos, uma votação que será este ano insuficiente tendo em conta que o universo eleitoral aumentou consideravelmente.

Incógnitas:

União Geral para o bem-querer de Macau: Liderada pelo até agora deputado Fong Chi Keong que tinha sido eleitoem 2001 pelo sufrágio indirecto representando os interesses assistenciais, culturais, educacionais e desportivos, esta candidatura joga nesta eleições a notoriedade do seu líder. Fong Chi Keong destacou-se na última legislatura com declarações de defesa cega dos interesses empresariais, chegando a ter intervenções de fraquíssima qualidade, em especial na oposição que fez à proposta de Lei Sindical.

Dr. Fong Um Novo Vigor de Macau: como o próprio nome indica trata-se de uma lista unipessoal em torno de um médico que tem um instituto de sondagens. Apesar de ter um discurso ambíguo, Fong Man Tat poderá beneficiar de ter aparecido regularmente nos media à custa dessas sondagens. Será que isso suficiente?

Num próximo post prestaremos atenção às listas encabeçadas por portugueses.
Entretanto, para saber mais sobre cada uma das candidaturas pode ouvir aqui um programa especial da Rádio Macau sobre as eleições legislativas na RAEM.

Tuesday, September 06, 2005

Democracia na China?

Escreve o The Sun:
"TONY Blair’s mission to Asia was boosted last night when China’s premier Wen Jiabao vowed his country WILL become a democracy.Mr Blair was visibly shocked when Wen publicly promised the world’s largest country is heading for a peaceful revolution.The Chinese PM said free votes for all in the communist superpower are on their way."

Democracia Liberal, socialista, popular, orgânica ou tudo isto misturado, mas claro, com características chinesas?

China-UE: vamos de Airbus...

Um dia depois do acordo sobre os têxteis, a amizade sino-europeia foi brindada com a compra de 10 novos Airbus pela "China Southern Airlines".

Portugal (des) orientado II

Caro Geosapiens,
Aprecio a tua participação e contribuição para os debates lançados neste blogue. No comentário que fazes ao post "Portugal (des) orientado", observas duas razões relevantes que justificam parcialmente esta presença minguada de Lisboa nos assuntos sínicos.
No entanto, não concordo que "à China não lhe interessa mesmo, que haja uma memória da passagem portuguesa por esses bandas...tem a ver com o orgulho nacional que as suas elites tem em relação a esse assunto". Pelo menos a avaliar pelos primeiros cinco anos e meio da administração chinesa de Macau, por um lado, Pequim lançou aqui o "Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa", que apesar de ter muito mais a a ver com os interesses chineses na África Lusófona do que no papel de Portugal, não deixa de politicamente ser um sinal da importância de Macau como um território em que o português é língua oficial, por outro lado há uma preocupação coma preservação do património, desde a expansão da "calçada portuguesa" nos passeios de Macau, até à valorização da herança portuguesa na candidatura aprovada a património mundial da Humanidade. Por fim, há que enquadrar as conclusões de Moisés Silva Fernandes numa altura em que sobressaiam os receios que as autoridades da RAEM pretendessem desvanecer a presença portuguesa aqui.

Felizmente, pelo menos até ao momento, isso não tem acontecido. As sensibilidades referidas, os sectores mais tradicionalistas e "nacionalistas", não conseguiram impor essa tentação de, em poucos anos, apagar com uma borracha os quatro séculos de presença portuguesa. Isto não quer dizer que não haja uma linha, mais em Macau que em Pequim, que gostasse de o fazer. Daí que observe que Portugal avaliou mal o que poderia ser Macau no futuro, encarando a transição meramente como um alívio. Sem dúvida que foi, mas virar as costas às oportunidades que existem aqui e desbaratar as potencialidades não tanto de Macau, mas de toda a zona do Delta do Rio das Pérolas não me parece que seja uma atitude ajuizada. E isto acontece não apenas ao nível do Palácio das Necessidades ou de São Bento, mas sobretudo no sector privado como foi exemplo a recente venda do BCM a um grupo bancário de Hong Kong porque a Administração do BCP considerava este banco um "activo não estratégico". Sim, há limitações, mas julgo que elas têm a ver mais com as contingências da "Ocidental Praia Lusitana" do que de impedimentos da "Flor de Lótus" ou do "País do Meio".

Do ponto de vista empresarial, ou seja de capacidade e possibilidades de investimento na China, há sempre que ter em mente que provavelmente, hámuito poucas empresas portuguesas com fôlego para avançar com o capital necessário para investir na China. A solução, como a PT já fez, está em encontrar parceiros locais (o que não é fácil) para investir em "nichos de mercado". Exemplo disso foi o recente acordo para um investimento numa rede de telecomunicações de frotas de camiões de carga. O sector vinícola e corticeiro também se está a mexer. Mas não deixa de ser pouco, especialmente tendo em conta que fomos os primeiros ocidentais a chegar para fazer comércio com o Oriente e os últimos a entregar uma "colónia".

Acordo China-União Europeia

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Mais uma vez os laços políticos e os interesses económicos mútuos prevaleceram nas negociações sobre as toneladas de produtos têxteis chineses que estavam retidos nas alfândegas europeias. Resta saber se não vai ser necessário um novo acordo dentro de alguns meses... Trata-se de uma boa notícia para os importadores e para os distribuidores. Já os produtores, em especial os portugueses, não pensarão o mesmo. Mesmo admitindo que a China joga com armas menos éticas no comércio internacional de têxteis (e não só), qualquer ímpeto proteccionista afigura-se apenas como um paliativo para adiar o inevitável: o fim total das quotas, sem quaisquer medidas restritivas, nem limitações quer na fonte, quer á chegada a partir de 2007. Tudo isto tinha sido preparado desde o Uruguay Round, já lá vão mais de dez anos. É claro que a "destruição do aparelho produtivo" é muito preocupante para Portugal. Mas as empresas têxteis deviam ter-se preparado para este cenário. Agora talvez seja demasiado tarde. Mesmo assim há casos de excepção de companhias que estao a conseguir criar marcas no mercado internacional. Por fim, a China é muito mais que uma ameaça; trata-se como sabemos igualmente de uma janela de oportunidades. Mas desenganem-se aqueles que julgam que entrar no mercado chinês é como "faca a cortar manteiga"; é preciso estratégia. E, infelizmente, na generalidade as empresas de Portugal, país que esteve deste lado do mundo durante mais de 400 anos, carecem dessa mais valia. De qualquer modo, saliento que é uma assunto delicado que não se compadece nem com proteccionismos fora de prazo nem com profissões de fé cegas num (im) perfeito comércio livre internacional.

Thursday, September 01, 2005

Portugal (des) orientado

Não é novidade a falta de visão estartégica de Lisboa para este lado do mundo. Quanto a esta estranha ausência do primeiro país europeu a fazer comércio com o extremo oriente, Arnaldo Gonçalves, professor no Instituto Politécnico de Macau e especialista em Relações Internacionais, é claro:
"
“Ásia não é prioridade” para o Governo Português"
"“Quando mudou a soberania de Macau, para o Governo e o Presidente da República Portuguesa foi um grande suspiro de alívio, foi mais uma pedra colocada num problema”

No Jornal Tribuna de Macau

Entretanto, enquanto navegava perdido nas buscas do Google encontrei um contributo muito intressante para o entendimento das relações luso-chinesas e do papel de Macau depois de 1999.

Tuesday, August 30, 2005

Eleições Legislativas II

Caro Geosapiens,
Obrigado pela questão pertinente. Assim a olho nú, diria que há quatro listas que muito provavelmente vão eleger deputados:

Associação Novo Macau Democrático: liderada pelo activista Ng Kuok Cheong, é a única associação que exige o sufrágio directo e universal imediato. Com um estilo populista e próximo das causas sociais, a ANMD poderá conquistar um terceiro deputado que lhe escapou há 4 anos, altura em que venceu as eleições legislativas de Macau.

União Para o Desenvolvimento: é a candidatura da influente União Geral de Trabalhadores. Na legislatura que termina agora, a líder Kwang Tsui Hang teve um papel de destaque ao chamar a a etnção para os graves problemas laborais numa RAEM em que o crescimento económica só beneficia alguns. Sendo pró-Pequim e alinhada com o governo, trata-se de uma voz crítica que é acarinhada pela população. Deverá eleger dois deputados, não sendo impossível chegar ao terceiro, mas a concorrência é mais que muita.

União Promotora para o Progresso: encabeçada pelo deputado Leong Heng Teng, esta é a candidatura de outra associação tradicional chinesa: A União Geral das Associações dos Moradores. Tem uma rede de apoio muito cimentada, por isso terá condições para eleger dois deputados.

Convergência para o Desenvolvimento de Macau: É a lista d David Chow o carismático empresário ligado ao jogo e ao turismo. Já sem o português Jorge Fão na lista, Chow fará valer os contactos que tem junto de vários grupos. Mas não será fácil eleger de novo dois deputados. A nº 3 da lista é a enfermeira portuguesa (macaense) Mónica Assis Cordeiro.

Brevemente vamos analisar outras candidaturas que poder ser as surpresas deste ano e também as duas listas encabeçadas por portugueses. Entretanto os interessados podem espreitar este edital.

Direitos Humanos?

No dia em que o ministro chinês dos negócios estrangeiros afirmou que "cada país tem o direito de escolher a sua própria via de promover os direitos do Homem (Ó) Não existe um padrão único", afirmando que tendo em conta que dois terços dos chineses aidna vivem no limiar da pobreza, "Nessas condições, não temos outra escolha a não ser considerar o desenvolvimento económico, social e cultural como a prioridade", o O Banco de Desenvolvimento Asiático (BAD) divulgou que 621 milhões de pessoas vivem com menos de um dólar por dia na zona Ásia Pacífico (menos 300 milhões que em 1990), sublinhando que "o enorme sucesso obtido em toda a região nos últimos anos é resultado de uma forte redução da pobreza na China".

Relações China-União Europeia: multipolar ou multilateral

Benita Ferero-Waldner :
As global players, China and the EU are obviously interested in the nature of global politics in the 21st century. Some have talked of building a “multipolar world”. For the EU, however, it is not the number of poles which counts, but rather the basis on which they operate. Our vision is a world governed by rules created and monitored by multilateral institutions. And I know China shares this approach.

Thursday, August 25, 2005

Especificidades de Macau: Eleições Legislativas

Eleições para a Assembleia Legislativa:
Listas candidatas

1- Por Macau
2- Novo Vigor de Macau
3- Associação Novo Macau Democrático
4- Associação de Activismo para a Democracia
5-Nova Juventude Macau
6- União Promotora do Progresso
7- União Promotora para o Progresso
8- União Geral para o Bem-querer de Macau
9- Aliança para o Desenvovimento de Macau
10- Associação Pela Democracia e Bem-estar Social de Macau
11- Associação Visão de Macau
12- União dos Trabalhadores da Indústria de Jogos de Fortuna e Azar de Macau
13- Convergência para o Desenvolvimento de Macau
14- União Para o Desenvolvimento
15- Associação de Apoio á Comunidade e Pproximidade do Povo
16- Nova Esperança
17- Associação Direitos dos Cidadãos
18- Associação dos Cidadãos Unidos de Macau

Notas:
As eleiçõe sestão marcadas para 25 de Setembro
Apenas 12 dos 29 deputados são eleitos directamente a partir desas listas
Em Macau não existem partidos políticos; apenas associações

Tuesday, August 23, 2005

Coimbra em chamas

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Acordo às 5.40 da manhã. Vagarosamente vou tomado o pequeno almoço enquanto espreito a BBC World para saber as últimas do mundo. Depois do Iraque, da Faixa de Gaza vejo a minha cidade rodeada por chamas que me consomem a esperança. Ao longe, a 11 mil quilómetros, aperta-se o nó na garganta. Todos os anos é assim, mas tem mesmo que ser?

números da econmia à Beira-China

1- As receitas públicas de Macau estão a subir 22,1 por cento nos primeiros sete meses do ano para cerca de 1.247 milhões de euros (12.474,4 milhões de patacas) traduzindo uma execução de 57,7 por cento.

2- O índice de preços no consumidor em Macau aumentou 3,69 por cento entre Janeiro e Julho deste ano quando comparado com o período homólogo de 2004, revelaram hoje os serviços de estatística e censos do governo da Região.

3-Macau acolheu nos primeiros sete meses deste ano 10,6 milhões de pessoas, o que traduz um aumento de 14,4 por cento face ao período homólogo do ano anterior, revelaram os Serviços de Estatística e Censos.
Dados estatísticos oficiais indicam que entre Janeiro e Julho entraram em Macau 10.589.047 pessoas, mais 14,4 por cento do que nos primeiros sete meses de 2004.

4-O volume total estimado dos negócios do comércio a retalho em Macau aumentou 19 por cento no primeiro semestre deste ano para 425 milhões de euros (4.250 milhões de patacas), referem as estatísticas oficiais.

Tuesday, August 16, 2005

O estado em que se encontra este blogue

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Macau vista do Farol da Guia, Janeiro de 2005.

Ao contrário do que acontece nesta altura do ano um pouco pela blogosfera, não é por ausência para férias que O Sínico tem andado menos regular. É precisamente pelo contrário: pela carga de tarefas que se abate sobre o vosso humilde blogador. Mesmo assim, há tempo para ir lendo alguns artigos que suscitam o interesse dos que gostam de espreitar para este lado do mundo:

Stocks or real estate for China's middle class?, By Min Xu

China's leaders begin a crucial debate, Eric Teo Chu Cheow

Thursday, August 11, 2005

Senhor Presidente

"As a professional journalist, he has demonstrated concerns for and written many reports on the development and unification of China"

"We are shocked and concerned to learn of the recent detainment of Mr. Ching Cheong in the Mainland. We sincerely hope that in handling this case, full and impartial consideration would be given to his track record of love for and contributions to China, including Hong Kong"

Carta de um grupo de ex colegas de Faculdade de Ching Cheong dirigida ao Presidente da China devido á detenção deste jornalista, acusado pelas autoridades chinesas de espionagem.

Negócios da e na China

1. O gigante norte americano da Internet, Yahoo está em negociações para a compra de uma participação na Alibaba.com, empresa chinesa de comércio electrónico . De acordo com a agência Xinhua as conversações estão quase concluídas. A YAHOO deverá adquirir 35 por cento da Alibaba.com por quase mil milhões de dóalres, cerca de 8 mil milhões de patacas.

2. Ainda nos negócios da China, mas em sentido contrário, A Companhia chinesa Huawei Technologies pode estar perto de comprar o gigante inglês das telecomiunicações, Marconi.
Apesar das especulações, a Maarconi já emitiu um comunicado em que revela que as negociações estão apenas numa fase preliminar.
Caso se confirme este negócio será a segunda grande aquisição de uma grande multinacuoanl por parte de uma companhia chinesa, depois da Lenovo ter adquirido a unidade de computadores pessoais da IBM.
Neste caso, a Huawei é o maior fabricande de queipamentos de telecomunicações da China e já tem acordos de distribuição e de investigação e tecnologia com a Marconi.

3. O Porto Xangai registou em julho um volume record de movimento de mercadorias, atngindo cerca de 40 milhões de toneladas, um valor que representa mais 14 por cento que no memso mês do ano passado.
A Administração do Porto da capital económica da China explicou ao jornal China Daily que este aumento deve-se à recente valorização do yuan e ao crecsimento da economia do Delta do Rio YangTzé.

Tuesday, August 09, 2005

Koizumi joga tudo

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O primeiro-ministro japonês Junichiro Koizumi, anunciou hoje que vai dissolver o Parlamento e convocar eleições legislativas antecipadas.
A decisão surgiu na sequência do chumbo, pelo Senado, de uma proposta de privatização do serviço de correios.

Friday, August 05, 2005

Macau Connection

Interessante este post de Paulo Gorjão. Macau guarda muitos segredos desses tempos, entre 1985 e 1999: histórias caricatas, negócios, obras públicas, diálogo de culturas, humidade e outros contos de "Fim de Império". É curioso verificar que quase, senão todos, os nomes referidos que fizeram parte do Governo e de altos cargos da Administração portuguesa em Macau (Carlos Melancia, Murteira Nabo, Jorge Coelho, Alberto Costa, António Vitorino, Eduardo Cabrita, Vitalino Canas, Carlos Monjardino, Maria de Belém Roseira, Alexandre Rosa, Carlos Santos Ferreira) transitaram em 1995 para o governo de António Guterres. Verdade seja dita, nos últimos 15 anos da presença portuguesa foram edificadas várias infraestruturas fundamentais para o desenolvimento da agora Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), incluindo o Aeroporto Internacional de Macau. Mas, reconhecendo a utilidade desses empreendimentos, estas empreitadas terão sido, por vezes, envoltas nalgum nevoeiro (daquele que se faz sentir na altura do "capacete"). Uma vez que cheguei depois da transição apenas posso entreter-me a ouvir as inúmeras histórias. Algumas das quais com os políticos supra-referidos como protagonistas. São os "Contos de Embalar de Fim de Império". Um dia, sei que algumas pessoas quererão registar essa parte rica, literalmente, da História da presença portuguesa aqui. Mas não se pense que apenas estiveram por cá personagens ligadas ao Partido de Mário Soares. Aqui muitos outros serviram e serviram-se.

BCM vendido II

É certo que desde sempre as empresas portugueses estiveram a leste (geograficamente demasiado a oeste) das oportunidades que a China oferece. A aposta empresarial de Portugal em Macau e na China, tão propalada nos anos anteriores à transição de administração, acabou por ser para inglês ver e chinês ouvir. A venda do BCM ao grupo Dah Sing Banking de Hong Kong enquadra-se neste cenário desolador. É certo que logo a seguir ao dia 20 de Dezembro de 1999, o BCP estava a planear “ver-se livre” deste peso que é ter um Banco com 50 mil clientes numa Região Administrativa Especial da China. Mas porque é que ter um banco que dá algum lucro (6.4 milhões de euros, talvez peanuts em termos de banca) e que opera à beira-China (numa Região Administrativa Especial) é considerado algo de “não estratégico”? Segredos Orientais?
Percebe-se que o negócio é bom; que entrar no mercado da China continental é complicado e inexequível para um banco português, mesmo coma dimensão do BCP e que agora o maior banco privado de Portugal está a virar-se para o mercado da Europa de leste. Mesmo assim, considerar o BCM um activo não estratégico faz-me confusão. Alguém pode dizer uma palavrinha sobre isto?

Em Macau também

"Americanos e russas devem dominar em Helsínquia"

A diferença é que uns dominam, outras são dominadas (ou será ao contrário?)

BCM vendido

enquanto uns reforçam a presença em Macau e na China, outros desfazem-se de "pesos" que têm por aqui- é o caso do BCP. Há cinco anos que o BCP, o maior banco privado em Portugal, queria vender o BCM. Esta semana, em comunicado, o banco liderado por Paulo Teixeira Pinto anunciou ter chegado a acordo com o grupo financeiro Dah Sing Banking Group de Hong Kong, para a venda das actividades não só bancárias mas também seguradorsa em Macau. Assim, também a Companhia de Seguros de Macau será envolvida no negócio, que ascende aos 170 milhões de euros. Para o grupo BCP, a presença em Macau constituia um "activo não estratégico". Agora mantém apenas a sucursal offshore.

Thursday, August 04, 2005

Curiosidades em torno da discussão acerca da reforma da ONU

"Os Estados Unidos e a China concordaram em trabalhar paralelamente para bloquear o plano de alargamento do Conselho de Segurança da ONU proposto pela Alemanha, Brasil, Índia e Japão, afirmou o embaixador chinês na ONU" (Lusa)

"Portugal, não deixando de chamar à atenção para a conveniência de debater este assunto num ambiente aberto e consensual, e não sujeito a prazos artificiais, apoia as candidaturas da Alemanha, Brasil, Japão e Índia, e de mais dois países africanos, a membros permanentes do CSNU, sem direito de veto" Diogo Freitas do Amaral, Ministro dos Negócios Estrangeiros, no "Público", 04-08-2005.

Cabazada

O Barcelona ganhou por 9-0 ao Shenzhen Jianlibao.
Foi tudo demasiado fácil para o FC Barcelona no jogo de reabertura do Estádio de Macau na Taipa. O Shenzhen Jianlibao foi uma presa fácil para a arte e o engenho dos campeões espanhóis, que brindaram os espectadores com um festival de golos, num jogo em que o Barcelona mandou do princípio ao fim perante uns campeões chineses que foram pouco mais do que espectadores da classe do clube blaugrana, que até nem precisou de se esforçar muito... mais

Wednesday, August 03, 2005

Pois é

Tiro certeiro, Paulo Gorjão. Eu adiantava, ainda que noutra direcção, que recentemente A Caixa Geral de Depósitos abriu uma sucursal "offshore" em Macau e que a mesma Caixa firmou no início deste ano uma parceria com o banco Seng Heng , do mesmo senhor Ho.

Sunday, July 31, 2005

Tiger's eye

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Fotografia de Somon Song no jornal The Standard, 31-07-2005.

Aprendendo com Timothy Garton Ash

"The truth is that even the most powerful country in history, the early twenty-first-century United States, can only have a secondary impact on the internal evolution of a huge, proud and self-referential country like China"
Ash, Timothy Gartin (2004), Free World,Penguim Group, London, p.161.

Friday, July 29, 2005

Investimentos na China

A Portugal Telecom criou a Ásia PT, uma holding que vai juntar todos os investimentos da empresa de telecomunicações na zona asiática, num total de 15 milhões de euros.
O presidente Executivo da PT anunciou ainda reforço do investimento na TV Cabo Macau.
o grande investimento na China é a parceria com a China Passway Logístics. A Portugal Telecom vai investir cerca de 10 milhões de euros nesta joint venture que estabelece uma empresa de transmissão de informações para coordenar frotas de camiões de carga no território da China continental.

Tuesday, July 26, 2005

Subversivos, Corrosivos, Feios e Democratas

O Vice-Director do Gabinete do Governo de Pequim para Hong Kong e Macau deixou cair a máscara de algum amaciamento nas relações com as forças democráticas de Hong Kong. Chen Zuo'er afirma que existe uma mão cheia de gente ("gentalha", para ele) que coloca em perigo a segurança nacional. Pessoas que se atrevem a continuar a defender o sufrágio directo e universal de imediato. Se é veradade que alguns democratas de Hong Kong têm sido pouco hábeis politicamente, tembém é certo que Pequim quer dividir para reinar, chamando para o diálogo o grupo Artgo 45, juristas democratas considerados moderados, e ostracizando a ala mais "radical" do campo pró-democracia cujo ícone continua a ser o veterano Martin Lee.

Sunday, July 24, 2005

Leituras dominicais

"Pentagon's "China threat" paranoia", no Diário do Povo

"A small revaluation, a significant step ", Editorial do New York Times

"Beijing's 'Thursday surprise'", David Lenard, no Asia Times.

O yuan revalorizado e revisitado

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Ao longo destes dias muito tem sido escrito sobre a reforma do valor da moeda chinesa.Destaco aqui algumas contribuições:David Barboza no New York Times (via I.HT.) destaca o risco de uma sobrecarga de "hot money" especulativo que começou a entrar na China na sexta-feira, um dia depois do anúncio do Banco Central da China de desligar o yuan do "peg" fixo face ao dólar, passando a cotar a divisa chinesa contra um cabaz de moedas. Muitos investidores seguem as previsões que indicam que o yuan deverá continuar a valorizar-se contra o dólar ao longo dos próximos meses, podendo subir entre 10 a 20 por cento até ao final do ano. O novo mecanismo permite isso e muito mais. A banda de negociação diária da divisa chinesa é de 0.6 por cento - podendo por isso subir até 0.3 por cento diariamente. O que naturalmente não deverá acontecer. Certo é que a pressão vai aumentar, uma vez que com um crescimento económico "de cortar a respiração", a tendência será para uma valorização gradual do yuan. Veja-se por exemplo um estudo do Banco Mundial que prevê que o yuan suba para 5.80 por cada dólar em 2010, atingindo 2.80 yuans por cada unidade da moeda americana em 2020.Vários analistas têm sublinhado que esta medida é mais política que económica. Ou seja, o objectivo é agradar parceiros comerciais como os Estados Unidos e a União Europeia que se queixavam de uma situação de injustiça no comércio internacional devido a um valor artificialmente baixo do yuan. Mas há outras questões em jogo. Paul Krugman por exemplo lembra que "To keep China's currency from rising, the Chinese government has been buying up huge quantities of dollars and investing the proceeds in U.S. bondsadiantando que, "if the Chinese stopped buying all those U.S. bonds, interest rates would rise. This would be bad news for housing - maybe very bad news, if the interest rate rise burst the bubble" (...) Right now America is a superpower living on credit - something I don't think has happened since Philip II ruled Spain. What will happen to our stature if and when China takes away our credit card? Vêm aí tempos interessantes...

Saturday, July 23, 2005

Parabéns

Pelos dois anos deste blogue fascinante!

Friday, July 22, 2005

Eureka!

Depois de muita especulação, a China revalorizou o renmimbi não apenas contra o dólar, mas ligando a divisa chinesa a um cabaz de moedas. Trata-se da primeira alteração do valor do yuan em cerca de 10 anos.

Wednesday, July 20, 2005

A Divagar se vai ao longe

E neste caso um pouco mais devagar. Devido a vários afazeres, este blogue entra em fase de distensão. Ou seja a arte de postar vai ser exercida com mais parcimónia e menos regularidade. De quaquer modo, estaremos por aqui...

Sunday, July 17, 2005

Leituras Dominicais

"Arroyo hanged by history", por Leslie Davis
"Rove's World", Paul Krugman
"Chinese General sees US as nuclear target"

Macau Património da Humanidade

A UNESCO decidiu, esta sexta-feira. É um momento de alegria e regozijo para esta terra única, com mais de 400 anos de história. Os monumentos classificados ilustram a coexistência da cultura portuguesa e da cultura chinesa (apesar de tudo). Eis alguns dos espaços:

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Farol da Guia, o mais antigo farol do extremo-oriente.

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Dentro da Fortaleza do Monte.


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O Templo de A Ma, na Barra.



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As inevitáveis Ruínas da Igreja de São Paulo.

Thursday, July 14, 2005

China e União Europeia I

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Durão Barroso começou hoje uma vista de cinco dias à República Popular da China. Até segunda-feira, o presidente da Comissão Europeia vai encontrar-se com os altos dirigentes do governo de Pequim, visita Xangai, a capital económica, passa por aqui por Macau e termina a jornada chinesa em Hong Kong. Esta viagem acontece numa altura em que as relações entre a China e a União Europeia atingiram um grau de complexidade e abrangência nunca visto, no ano em que são comemorados os 30 anos das relações diplomáticas entre Bruxelas e Pequim. A este propósito analisamos três vertentes da cooperação sino-europeia – relações económicas e comerciais, políticas e ao nível da cooperação científica – e dois espinhos: o embargo à venda de armas e a questão do estatuto de economia de mercado.
Subjacente a esta análise estão duas observações que embora pareçam contraditórias não deixam de ter um certo grau de complementaridade. Karl Moller (2002, 10) descreve a União Europeia e a China como actores internacionais inacabados - o primeiro por causa do desempenho defeituoso das instituições do estado; o segundo porque os seus estados membros têm sobrevivido enquanto estados-nação, donde que não possuí ainda uma Política Externa Comum de facto coerente e sólida. Já David Shambaugh (2004) considera que a China e a União Europeia estão a formar paulatinamente um “eixo emergente nos assuntos internacionais” que vai servir como fonte de estabilidade num mundo volátil. Mais tarde voltaremos a estas observações.

No que diz respeito às trocas comerciais, os números falam por si: a União Europeia já é o maior parceiro comercial da China e a República Popular, por sua vez, é o segundo parceiro dos 25. Desde 1978, o comércio entre os dois lado aumentou mais de 40 vezes.

Bruxelas tem salientado a relevância da China na economia mundial. Na recta final das negociações para a entrada de Pequim na Organização Mundial de Comércio (OMC), Pascal Lamy , na altura comissário europeu do comércio, referira que “com um novo país que pesa um quarto da humanidade, já não é possível falar de uma mundialização ocidental. Desenham-se novos equilíbrio, a partir de uma multipolaridade que os europeus e os chineses sempre desejaram “ (Lamy, 2002, 29). Uma das consequências da entrada da China para o concerto do comércio internacional foi o fim das quotas à entrada de produtos têxteis, com o fim do Acordo Multi Fibras), a partir de 1 de Janeiro de 2005. O que tem gerado laivos de uma guerra comercial entre os dois lados, entretanto amainados através do acordo conseguido por Peter Mandelson, responsável pela pasta do comércio no executivo comunitário. No entanto, recentemente outro conflito emerge em torno do comércio de calçado, embora neste caso, a União Europeia não possa avançar com as cláusulas de salvaguarda que pretendia nos têxteis. Quanto muito, poderá (e deverá) activar processos anti-dumping, ou seja, processos em que as empresas chinesas são acusadas de colocar no mercado europeu produtos a um preço inferior ao praticado no mercado interno. Aqui entronca a questão do estatuto da economia chinesa. A União Europeia ainda não reconhece o estatuto de economia de mercado à China, argumentando que o estado ainda intervém substancialmente no mercado, distorcendo os preços dos bens de um mercado livre. Certo é que a Australia, a Nova Zelândia África do Sul, Brasil, Rússia e Islândia já concederam esse estatuto a Pequim.

O reconhecimento pleno da "economia de mercado" da China retira poderes aos outros países ao nível das acusações de produção abaixo do custo de fabrico ("dumping"). Mas a Comissão Europeia fez saber ontem que ainda não é hora de avançar nesse sentido, já que o assunto está ser alvo de uma prolongada análise técnico, não sendo por isso possível definir uma data para uma decisão nesse sentido.

Wednesday, July 13, 2005

A Política Externa Chinesa depois da Guerra Fria VI

Além da criação da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), na segunda metade dos anos 1990, a China esteve no lançamento de outras pontes, uma regional, outra inter-regional. Quanto ao primeiro, o “ASEAN Plus Three” (APT), trata-se do primeiro instrumento de cooperação e “agenda-setting” que reúne todo o Este da Ásia: os dez países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), mais a China, o Japão e a Coreia do Sul. No que diz respeito à segunda ponte, que surge como um factor de aceleração da primeira, o Asia-Europe Meeting (ASEM), estamos perante um fórum original de diálogo inter-regional entre, de um lado, os países da União Europeia, e, do outro, as nações da Ásia Oriental. Criado em 1997, este fórum assume características inovadoras no âmbito das relações internacionais, em especial nas dinâmicas inter-regionais e bi-regionais. Julie Gilson em “Asia Meets Europe: Interregionalism and the Asia-Europe Meeting” observa que este instrumento é importante porque foi criado depois do fim da Guerra Fria, num altura em que as alianças estão algo indefinidas, contém uma agenda com três pilares (diálogo económico, político e cultural) e coloca novas questões acerca do inter-regionalismo e a relação entre a integração regional e a globalização.
Além do envolvimento em organizaçõs multilaterais e regionais, nesta altura (final dos anos 1990), a China apostou forte também nas cooperações e parcerias estratégicas a nível bilateral.
(Contnua)

Monday, July 11, 2005

A incansável Rice

Mais uma vez, depois das visitas em Março, Condoleeza Rice está pela Ásia Oriental. Depois de, em Pequim, ter ouvido Hu Jintao dizer-lhe que a Coreia do Norte vai regressar à mesa das negociações e de ter admitido que o crescimento económico da China é algo de bom, a secretária de estado norte-americana está na Tailândia, não só para vistar as zonas mais fustigadas pelo tsunami, mas também para pressionar o governo de Banguecoque (é estranho escrever o nome desta cidade asim) e de outros países do Sudeste Asiático a fazerem mais pela mudança do regime do vizinho Myanmar.
Se já aqui tínhamos referido que a política externa de Washington parece estar menos activa na América Latina, o mesmo não se pode dizer quanto à Ásia Oriental. E desta vez com resultados. Em grande medida graças a Pequim, no que diz respeito à Coreia do Norte. Mas sobre a questão da crise nuclear na península coreana nem tudo será o que aparenta...

Sunday, July 10, 2005

Leituras Dominicais

Na imprensa internacional

"From G8 to G9: Brazil and India in - and Russia out", Timothy Garton Ash no The Guardian.

"Grudge on Unocal bid reveals double standards", na Xinhua.

"www. (censored) "REBECCA MACKINNON / Yaleglobal

E na Blogosfera...

As foto-reportagens do Nic no Tripping Out of my Space. De Taiwan para o Mundo, em especial para estas paragens da Ásia Oriental e do Sudeste Asiático.

"O EXEMPLO DE LONDRES" no Blogue de Esquerda (II)

As sumptuosas e pós-modernas comemorações do segundo aniversário do Futeblog Total

Entretanto em Macau...

Uma vez que a política em Macau tem estado algo ausente deste blogue, selecciono alguns artigos que sairam nesta semana na imprensa local sobre os assuntos do momento: o chumbo da Lei de Regulamentação da Liberdade Sindical e as movimentação na comunidade portuguesa e macanse em torno de candidaturas às eleições para a Assembleia Legislativa:

"Metem-me dó", Helder Fernando no Hoje Macau

"A Assembleia do nosso descontentamento", Nuno Lima Bastos, no Ponto Final

"A representatividade da comunidade", Gilberto Lopes, no Hoje Macau

China-EUA-Rússia

Na sequência do que escrevi aqui, chamo a atenção para este artigo de Mehdi Parvizi Amineh (ao qual cheguei através do Bloguítica) onde é analisada a relação triangular entre a China, a Rússia e os Estados Unidos na zona da Ásia Central, em especial na área do Mar Cáspio.

It is not yet clear whether the three main contending powers - the US, Russia and China - see each other as rivals, allies or as combinations of the two. Russia and China claim a common interest in the Caspian Sea but until now have not acted in common. The US will use political, economic, and perhaps military pressure to expand its influence and remove any obstacles to the safe flow of oil. Russia and China are unable to compete with the US military and will avoid a direct confrontation with Washington, but they will ally with local powers to defend their regional interests. The nightmare for all three powers is an alliance of the other two; the worst-case scenario for the world would be direct confrontation.

A China na América Latina

Este é um óptimo artigo. Saul Landau analisa a estratégia chinesa para a América Latina; de que modo Pequim está a aproveitar a desilusão com o "Consenso de Washington" e alguma falta de atenção dos Estados Unidos face ao "quintal do sul". Na mira da China estão as matérias primas, o petróleo e demais fontes de energia que posssam alimentar uma economia incessantemente voraz.

Wednesday, July 06, 2005

Toca a sair daqui para fora!

Os países da Organização de Cooperação de Xangai (OCX) pedem aos Estados Unidos a definição de uma data para a retirada das bases militares do Quirguistão e Uzebequistão. Em Astana, no Cazaquistão, na cimeira da OCX (Organização que reúne a Rússia, a China e as quatro antigas repúblicas soviéticas da ásia Central), Moscovo e Pequim enviam esta mensagem a Washington procurando demonstrar que estão a recuperar a influência sobre os países que na altura da intervenção norte-americana no Afeganistão cederam o espaço aéreo e terrestre, além do direito de utilização de bases militares no seu território. A própria imprensa russa classificou a OCX de "alternativa à Nato" na região. Percebe-se a preocupação da Rússia e da China, países que vêem o seu território rodeado de bases militares norte americanos, numa região que assume um papel geoestratégico crescente, por razões geopolíticas e geoenergéticas (petróleo e gás natural). Henk Howeling e Mehdi Amineh editam um livro essencial para compreender as dinâmicas geopolíticas e energéticas na Ásia Central:
Central Eurasia in Global Politics
Conflict, Security, and Development

5000

O contador marca as 5000 visitas. Terão sido mais, uma vez que apenas inseri o contador apenas um mês e meio depois do iníco do blogue, no final de Janeiro deste ano. Ao longo destes cinco meses, visitantes de 49 países dos cinco continentes passaram por este blogue que procura ser uma janela para este lado do mundo. A todos muito obrigado!

Tuesday, July 05, 2005

Rock Chinês

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Cui Jian nos anos 1980 e na passada sexta-feira em Pequim.

Cui Jian é considerado o pai do Rock Chinês. Depois de vários anos de proibição de tocar em Pequim, o autor de músicas entoadas pelos estudantes de Tiananmen, em 1989, actuou no Estádio dos Trabalhadores, no festival "Peaceful Sky". Em declarações à Agência Lusa e à Agência EFE, Cui explicou o levantamento da interdição com o facto de o governo Governo agora não ligar "à cultura subterrânea, porque esta já não tem tanta influência como antes." Sinais contraditórios numa China em que existe uma maior liberalzação dos costumes e da economia, mas onde o controlo político é mantido com mão de ferro pelo Partido Comunista.

Numa entrevista publicado no Asia Pacific Arts, Cui Jian fala assim sobre a situação política na China:

It's not black or white. There's some color in between, like gray. I think there's nothing you can do, but there's nothing you cannot do. There's a lot of freedom there too, but if you really want to show art to the public, that is hard. If you create and write at home, I don't think you'll have any problems with that; you can talk to friends and write anything you want to write and nobody will bother you.

Olha Olha

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Nós também não te queremos ver aqui na China.

Monday, July 04, 2005

O Tsunami silencioso

"A UNAids report, released at the conference, said 8.2m people were infected with HIV in the Asia-Pacific region, the biggest total anywhere after sub-Saharan Africa. East Asia has the world's fastest rate of infection, owing to the rapid spread of HIV among injecting drug users and sex workers in China, Indonesia and Vietnam." FT

Eles Andam Aí

O Telegraph diz que a China está a mobilizar uma rede de espiões na Europa com o objectivo de ganhar vatagens competitivas a nível comercial. Um agente revela que centenas de chineses que trabalham em indústrias europeias estão a espiar para Pequim. Como seria de esperar, os chineses não andam a ver passar navios, eles andam mesmo aí. Estará a começar (ou já começou?) uma nova era de espionagem internacional centrada mais nas questões económicas e ao nível das vantagens competitivas que se podem obter através deste tipo de informação? E já agora quantos espiões terão os EUA nas indústrias europeias? E o que têm feito os que estão ao serviço de sua majestade?

Mais Parabéns

Ao Bloguítica (um dos meus blogues favoritos) pelos dois anos. Força Paulo Gorjão!

e um até sempre

Ao Barnabé, o blogue que me fez começar a vibrar com a blogosfera...

Friday, July 01, 2005

Hong Kong 8 anos depois

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Foi no dia 1 de Julho de 1997 que Hong Kong voltou à mãe-pátria China - nascia a Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK). Oito anos volvidos, a palavra que melhor pode descrever a história da RAEHK é inconstância. Logo a seguir ao estabelecimento a RAEHK, rebentou a crise Asiática que fez afundar uma economia sedimentada no terreno movediço do sector financeiro e na área da propriedade. Mas passados os ventos mais fortes da crise financeira que soprou do Sudeste Asiático, Tung Chee-Hwa, o primeiro chefe do executivo, viu-se a par com a crise da gripe das aves. Ainda mal recomposto desse tombo, em 2003 a pneumonia atípica infecta e mata centenas de pessoas, mostrando as fragilidades do sistema de saúde. Passado o terramoto, meio milhão de pessoas clamavam por eleições directas e universais nas ruas de Hong Kong, na maior demonstração popular desde as manifestações contra o massacre de Tiananmen. Perante tudo isto Tung Chee-hwa respondeu com uma notável inabilidade política que terminou este ano quando o governo central acedeu ao pedido do próprio Tung para sair de cena. Agora Donald Tsang procurará alcançar a paz social num sociedade que começa a ver os frutos do regersso do crescimento económico. Tudo indica que as águas do Delta do Rio das Pérolas estejam mais calmas no próximo ano, mas a vontade popular da aceleração das reformas democráticas permanece. E pelos vistos, Tsang não parece disposto a apressar
A introdução do sufrágio directo e universal para o cargo de chefe do governo e para o Conselho legislativo. Do ponto de vista económico, não estão afastados os receios de uma imersão na grande região do Delta do Rio das Pérolas nem a rivalidade crescente de Xangai. Mas se algo correr mal, Pequim está sempre disposta a dar a mão para ajudar a querida Bahunia, pérola financeira e “Nova Iorque” do Oriente. Apesar de tudo, Hong Kong ainda é um local vibrante e cosmopolita. Em especial visto daqui de Macau.
O Nic conta como foi esse dia 1 de Julho de 1997.

As especificidades de Macau...

Assembleia Legislativa de Macau chumba proposta de Lei de Liberdade Sindical.

Thursday, June 30, 2005

A ler

Ana Cristina Alves, Uma Viagem de Muitos Quilómetros começa
por um passo
, COD, Macau, 2004.

É um livro de quem olha para a
cultura chinesa com um imenso brilho nos olhos. Uma Viagem de Muitos
Quilómetros começa por um passo
é um provérbio chinês e literalmente um
passo rumo à descoberta da milenar civilização chinesa. Ana Cristina Alves
conhece bem a cultura do "Império do Meio". Fala mandarim, trabalhou na China e
em Macau e estuda a filosofia da China antiga. Isso é notório neste lvro
composto por cronicas publicadas no jornal macanese "Hoje Macau". Dividida em em
cinco partes - relações, feminino, imagens, símbolos e filosofias - a obra
procura descodificar os hábitos, os costumes, as tradiçoes, a religião e a
filosofia da China. Sem cair numa espécie de "Orientalismo", Ana Cristna Alves
abre a porta para um caminho de muitos quilómetros. Agora é só dar esse
passo.

Wednesday, June 29, 2005

Macapagal em Maus Lençóis!

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"The gravest thing that you have done is that you [Arroyo] have stolen the presidency, not once, but twice"

Susan Roces, viúva do ex xandidato presidencial Fernando Poe.

O IHT e a BBC contam os dias difíceis por que passa a presidente das Filipinas.

ITER e GALILEO

Esta semana vieram a lume duas boas notícias para dois dos ptojectos de "Grande Ciência" em que a União Europeia está envolvida, com destaque para a França.No caso do Galileo, o consórcio liderado pela frabcesa Alcatel e pela EADS ganhou o concurso para o início da construção do sistema europeu de navegação Rádio-Satélite Galileo que vai ser uma alternativa ao norte americano GPS. Trata-se do maior projecto de cooperação científica de sempre da União Europeia, envolvendo também parceiros externos. O Galileo promete não só revolucionar vários sectores da economia como agricultura, pescas, aviação, navegação marítima, trânsito, como garantir independência aos 25 nas operações de manutenção de paz e noutras actividades que envolvam as forças de segurança. Os "europeístas" encaram o Galileo como um instrumento para que os europeus se libertam das amararras de Washington. Os "transatlanticistas" depois de algum cepticismo sempre deram o aval ao projecto em especial depois da UE e dos EUA terem assinado o acordo de interoperabilidade entre o Galileo e o GPS.Quanto ao ITER, o reactor termonuclear de energia de fusão, a França ganhou a corrida ao Japão para ser sede de um projecto que poderá ser a saída para os problemas de energéticos de hoje.Finalmente os cinco países envolvidos, , Japão, Coreia do Sul, China, União Europeia e Estados Unidos, chegaram a um entendimento após anos de avanços e recuos nas negociações. Num e noutro caso a França leva a dianteira. No Galileo as empresas aeronáuticas francesas estão em força num projecto especialmente acarinhado por Jacques Chirac; no ITER, os franceses conseguiram que Cadarache fosse o local escolhido depois de várias concessões feitas ao Japão que apresentava a candidatura rival.Mas nos dois casos venceu também o Multilateralismo: No Galileo foi possível desapertar o nó e tornar compatíveis os dois sistemas -Galileo e ITER- através de um acordo de interoperabilidade; no ITER, as cinco grandes potências mundiais entenderam-se finalmente.Mas, como seria de esperar, ainda é cedo para tocar os sinos. Em projectos desta natureza, em que estamos lidar com activos geotratégicos e geoeconómicos vitais para o futuro, alguma água turva passará debaixo da ponte. Esperemos é que seja sempre possível fazer a tal ponte...

Tuesday, June 28, 2005

Imagens das minhas terras

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Alcouce

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Macau

Paris 1 Tóquio 0

O jornal Le Figaro diz que a localidade francesa de Cadarache vai albergar o projecto internacional de energia de fusão termo-nuclear ITER. O Japão não conseguiu impor a candidatura de Rokkasho-mura.

Friday, June 24, 2005

EUA-China: da interdependência e da dependência II

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Alan Greenspan, presidente da Reserva Federal, perante o Senado, sobre as relações económicas entre os EUA e a China:

"Some observers mistakenly believe that a marked increase in the exchange value of the Chinese renminbi (RMB) relative to the U.S. dollar would significantly increase manufacturing activity and jobs in the United States. I am aware of no credible evidence that supports such a conclusion."

"In the decades ahead, it is in our interest and that of the global economy that China continue to progress toward becoming a more market-based, productive, and dynamic economy in which individual initiative, not government decisionmaking, is the fundamental strength behind economic activity. For our part, it is essential that we not put that outcome, or our future, at risk with a step back into protectionism."

Ler aqui a declaração de Greenspan.

Thursday, June 23, 2005

CNOOC In

A China National Offshore Oil Corporation está determinada em adquirir a norte-americana Unocal, mas a Cheron não se fica e sobe a parada. Despois do avanço da Lenovo sobre a unidade de PC da IBM, mais uma companhia chinesa procura a internacionalização.

Wednesday, June 22, 2005

A Política Externa Chinesa no Mundo Pós-Guerra Fria V

Outro exemplo deste envolvimento com fora e organizações regionais é a participação da China no ASEAN Regional Forum e mais tarde na dinâmica ASEAN Plus Three. O primeiro reúne informalmente 23 países: os 10 da ASEAN – Indonésia, Malásia, Tailândia, Singapura, Vietname, Laos, Brunei, Cambodja, Myanmar e Filipinas – e os parceiros de diáogo preferenciais da organização - Austrália, Canadá, China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Estados Unidos, Índia, Japão, Mongólia, Nova Zelândia, Rússia e União Europeia, além da Papua Nova Guiné que tem o estatuto de observador. No que concerne ao segundo Fórum, o APT, trata-se do primeiro instrumento de diálogo, cooperação e agenda-setting de todo o espaço da ásia Oriental, já que junta as 10 nações do sudeste asiático com a China, o Japão e a Coreia do Sul. A rede de contactos e relações multilaterais e bilaterais foi estendida também às grandes potências, nesta segunda fase da política externa chinesa, nos anos 1990. Em 1997, a China e os Estados Unidos acordaram numa “parceria estratégica construtiva”, na qual os dois países concordavam em trabalhar em conjunto para resolver os problemas que ameaçavam a paz. No entanto estas palavras não abriram caminho para a reabilitação da entente sino-americana que tinha surpreendido o mundo nos anos 1970.
(Continua)

Tuesday, June 21, 2005

EUA-China: da interdependência e da dependência

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Paul Krugman sobre a relação económica e comercial entre os Estados Unidos e a China:

"China exports lots of goods and foreign companies are investing heavily there, so it's running a huge trade surplus. But rather than keep all that money, Beijing is using it, overwhelmingly, to buy US government Treasury bills."

"China could well decide to stop this. If so, the dollar falls sharply, US interest rates rise and our housing bubble bursts."


"that would stop the American economy, the locomotive for the whole world, in its tracks. So, in this weird way, China is now the financial nexus keeping the global recovery going."

Ler artigo no Telegraph

Monday, June 20, 2005

Novos sinais

de democracia na China? Parece que sim.

EUA-Israel-China

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Photo: AP
"Mas foi sem querer, minha senhora" ..........."Vê lá o que andas a fazer"

A propósito da venda de armas de Israel à China:

Silvan Shalom, ministro israelita dos negócios estrangeiros
"If things were done that were not acceptable to the Americans then we are sorry but these things were done with the utmost innocence,"

Condoleeza Rice, secretária de estado norte-americana
"I think everybody knows our concerns about arms sales to China, particularly arms sales to China, with countries with which we have strong defense cooperation relationships, which we do with Israel".
O Jerusalem Post conta a história.

Entretanto
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"Não tem de quê. Pode ser que a Rice não descubra"....."Obrigadinho pelas armas pá"

Li Zhaoxin, ministro chinês dos negócios estrangeiros
"My purpose of the visit here is to step up our joint efforts for the common cause of our peoples"

David Shaloom, depois de ter perdido um jogo de pingue pongue com o homólogo chinês
"I had to lose in order to avoid a diplomatic incident"
A Xinhua reporta a visita do chefe da diplomacia chinesa a Jerusalém.

Economia Socialista de Mercado...(com características Chinesas)

O China Daily publica um artigo sobre as disparidades sociais no "Império do Meio". O fosso entre os ricos e os pobres aumentou no primeriro trimestre do ano. Eis alguns dados:
  • os 10 por cento mais abastados possuem 45 por cento da riqueza nacional
  • os 10 por cento mais pobres detém apenas 1.4 por cento da riqueza

Este aumento do "income gap" não constitui surpresa. Apenas vem confirmar aquilo que está à vista de quem vai acompanhado a realidade socio-económica chinesa. O que me parece interessante é este assunto ter sido manchete, com direito a um artigo de análise onde é feita uma critíca à "once-egalitarian China no China Daily, voz do dono, ou seja do regime de Pequim.

Saturday, June 18, 2005

Parabéns

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Pelos 60 anos de Aung San Suu Kyi. Que este seja um dia o sorriso da libertação do povo de Myanmar (Birmânia) do jugo da Junta Militar.

Friday, June 17, 2005

A Política Externa Chinesa no Mundo Pós-Guerra Fria IV

Na verdade, apenas em meados dos anos 1990 a China regressou aos princípios de Deng.
Isto aconteceu devido a constrangimentos internos e externos: internamente, com a queda do Bloco de Leste e os eventos de Tiananmen, entre 1989 e 1991 o regime procurou segurar a unidade e a estabilidade; externamente, o sistema internacional tinha mudado do bipolarismo para o unipolarismo. Como consequência dos constrangimentos e da experiência da China no período imediato após o fim da Guerra Fria, uma “Grande Estratégia” emergiu – manter as condições conducentes ao crescimento continuado da China e reduzir a possibilidade dos outros países se oporem a Pequim (Goldstein, 2001, 2003) .
É neste contexto que devemos entender as várias incitavas multilaterais, regionais e bilaterais dos últimos 10 anos. No plano regional, em 1996 a China lançou em conjunto com a Rússia, o Cazaquistão, o Quirguistão e o Tajiquistão o “Shanghai Five” que mais tarde, em 2001, deu origem à Organização de Cooperação de Xangai (OCX), na altura já com o Turcomenistão.
A OCX é descrita na Cimeira de São Petersburgo, em 2002, como um instrumento regional de combate “o terrorismo, extremismo e separatismo”. Ao nível do “power politics”, “ aos olhos dos dirigentes russos e chineses, a OCX aprece como um instrumento estratégico para a partilha da dominação sobre as antigas republica soviéticas e os restantes países vizinhos da Ásia Centra” (Yom, 2001). Mesmo considerando que estes três “inimigos” são ameaças comuns aos seis estados membros, a verdade é que a China e a Rússia procuram com esta organização limitar a influên cia crescente dos Estados Unidos na região que aumentou tremendamente desde a invasão do Afeganistão. Desde então, Washington estabeleceu bases militares no Uzebequistão, no Tajiquistão e Quirguistão. Ou seja, a presença norte-americana na região funcionou também como um estímulo a este dinamismo regional. Curiosamente, na região quer os Estados Unidos quer a Rússia e a China convergem no objectivo da “Guerra ao Terrorismo”. No entanto a cumplicidade dos dois últimos é táctica, devido aos problemas no Cáucaso Norte na Rússia e em Xingjiang na China. Por detrás da cortina de fumo do luta anti-terrorista, os grandes poderes colocam as peças no novo xadrez político-económico da Ásia Central, uma zona onde as questões energética assumem um papel fundamental nas estratégia geopolíticas d Rússia, China e Estados Unidos (sobre este assunto, ver Amineh, Mehdi Parvizi, Howeling, Henk (Eds.). (2004) Central Eurasia in Global Politics)
.
(continua)

Referências bibliográficas:

Goldstein, Avery (2001). The Diplomatic Face of China’s Strategy: A rising Power’s Emerging Choice. The China Quarterly. Retrieved January 2004, from http://www.olemiss.edu/courses/pol324/goldstei.pdf

Goldstein, Avery (2003). Structural Realism and China’s Foreign Policy. In
Hanami, Andrew K. (Ed.) Perspectives on Structural Realism. Hampshire: Palgrave,


Yom, Sean L. (2002) “Power Politics in Central Asia”. Retrieved on June 2004 from the Harvard Asia Quaterly Web Site: http://www.fas.harvard.edu/~asiactr/haq/200204/0204a003.htm

Thursday, June 16, 2005

Já está!

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The Standard

Donald Tsang foi eleito (quer dizer nomeado por falta de comparência dos adversários que não conmseguiram as assinaturas suficientes dos delegados do colégio eleitoral) Chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Hong Kong. Tão Fácil a "eleição". Mas parece-me que o mandato não vai ser "pera doce".

Wednesday, June 15, 2005

O Regresso do Proteccionismo?

Henry C. K. Liu esreve sobre o assunto num artigo publicado pelo Asia Times Online:
The coming trade war and global depression

Liberdade Condicionada

A partir de agora os bloggers chineses terão que ter mais cuidado com o que escrevem nos blogues criados no portal “MSN China”.
Palavras como democracia, liberdade, direitos humanos, Independêcnia de Taiwan ou Dalai Lama não poderão ser utilizadas.
A Microsft que detém o portal MSN China em conjunto com a empresa chinesa Shanghai Alliance Investment, explicou que segue o código de conduta da empresa, ou seja respeitar as leis vigentes nos países onde opera.
Na prática os utilizadores que queiram escrever nos blogues dipsonibilizados pela MSN China as expressões proibidas vão receber uma mensagem em formato de pop up a dizer: esta mensagem contém uma expressão proibida, por favor apague as palvras queestão banidas”.
Quem não se conforma é a "Repórteres sem fronteiras". Esta organização que luta pela liberadde de expressão lamenta a falta de ética de empresas como a Microsoft que pactuam coma censura chinesa. Também a Yahoo recente mente passou a restringir o acesso a conteúdos considerados pergosos pelo regime de Pequim.

P.S. Felizmente, aqui no segundo sistema, esta parece ainda ser uma realidade longínqua.

Tuesday, June 14, 2005

A Política Externa Chinesa no Mundo Pós-Guerra Fria III

No entanto para Avery Goldstein (2003, p.136) “ para ser correcto, nem os chineses nem os russos estavam verdadeiramente interessados numa aliança anti-americana. O ligeiro benefício militar de uma real aliança (em especial com a decadência do poder da Rússia) iria provocar custos económicos incomportáveis”, uma vez que tal avanço iria colocar em causa as estratégias de desenvolvimento de Pequim e de Moscovo.
Perante este cenário, a China mudou de atitude. Desde então, a política externa chinesa seguiu duas traves mestras: por um lado mudar a percepção generalizada da “Ameaça-China”, tornando Pequim num actor responsável nos assuntos internacionais, em especial através do lançamento de parcerias estratégicas com o objectivo, em simultâneo, de estimular a sustentabilidade do crescimento da economia, por outro e deste modo, introduzir novas dinâmicas de multipolaridade na ordem internacional. Em suma, em causa estava uma campanha de transformação da imagem da China num parceiro internacional atractivo e de confiança.
Na verdade, Deng Xiaoping já tinha postulado, em 1984, os objectivos da Política Externa Chinesa: “Em Primeiro lugar para , salvaguardar a paz mundial nós opomo-nos à hegemonia. A China vai sempre pertencer ao Terceiro Mundo, hoje, e continuará a pertencer mesmo quando se tornar rica e poderosa, uma vez que tem um destino comum aos países do Terceiro Mundo. A China nunca vai procurar a hegemonia ou ameaçar os mais fracos”. Numa outra ocasião, em Março de 1985, perante uma delegação da Câmara do Comércio do Japão, Deng garantira: “ Do Ponto de vista político, há apenas uma coisa que posso dizer-vos de modo claro e positivo: a China procura preservar a paz mundial e a estabilidade não destruí-la. Quanto mais forte for a China, mais possibilidades há para a paz mundial”
(Continua)