Friday, March 03, 2006

Forced out of its shell I

Laurence Brahm

South China Morning Post
28-02-2006

“Na próxima década, a dependência face à importação de energia vai condicionar decisivamente a política externa chinesa. Por seu turno, o fornecimento de energia tornou-se no principal risco e factor de potencial instabilidade na projecção do crescimento e estabilidade da China.
Entre 2001 e 2004, o consumo de energia da China aumentou a uma média de quase dez por cento, chegando a subir 15 por cento, em 2004. No momento em que ainda não são conhecidos dados oficiais relativos a 2005, espera-se que o padrão continue: o consumo anual energético aumenta mais que o ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto e o desenvolvimento industrial.
A dependência da China face à importação de energia vai obrigar a China a adoptar uma atitude mais activa no plano internacional, marcada de modo diferente da do passado que seguia o princípio de taoguang yanghui – ou seja manter-se longe dos holofotes e evitar o conflito. Essa política foi iniciada nos anos oitenta por Deng Xiaping, quando a China precisava de tempo e espaço para fortalecer o seu desenvolvimento económico doméstico,
A política externa da China nos anos oitenta e noventa esteve centrada na preocupação em garantir a segurança dos investimentos externos, com Jiang Zemin a manter a política de Deng. A importação de energia não era ainda um problema tão visível.
A invasão do Iraque mudou a situação. A reacção inicial da China de prudência e low-profile, no entanto, parecia continuar a tendência verificada nas duas décadas anteriores.
Pouco depois de assumir a chefia do governo, o primeiro-ministro Wen Jiabao falou insistentemente sobre as Nações Unidas como local apropriado para a resolução de conflitos, mesmo quando os rockets unilaterais (dos EUA n. t.) cruzavam os céus de Bagdade. Muitos observadores diplomáticos especulavam sobre a inabilidade da China em tomar uma posição firme na cena internacional, questionando se esta não seria uma a titude que visava sobretudo fugir às suas responsabilidade para garantir o seu interesse económico. Agora esse mesmo interesse está a mudar o comportamento chinês".

(Continua)

Tradução e adaptação de JCM.

Thursday, March 02, 2006

China-Países Lusófonos

Passo a passo, a China vai desvendando o que pretende para a Cooperação com os países Lusófonos. A segunda reunião ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa trará novidades interessantes, como a criaçãod e um banco de investimentos para os projectos comuns e parcerias entre os países membros. Esta semana ficou a saber-se que o comércio bilateral aumentou consideravelmente no ano passado - o comércio bilateral entre a China e os países lusófonos atingiu em 2005 um máximo histórico de 19,53 mil milhões de euros, um aumento de 26,9 por cento em comparação com 2004. Mas desde o início que se entende que as inciativas são quase sempre unidireccionais (China- Países Lusófonos) e que têm como alvo principal os PALOP. Embora este fórum, sediado em macau, não possa, nem deva, ser um substituto da CPLP, certo é que está a imprimir uma dinâmica que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa nunca conseguiu. O desafio para alguns dos países do Fórum - Portugal, nomeadamente - é marcar a agenda e fazer sentir que é uma peça-chave neste processo. Não estou a falar de palavras de ocasião e de boas intenções. Já sabemos que a China e Portugal têm uma relação especial, uma parceria estratégica, que Lisboa apoia o fim do embargo à venda de armas, etc. Algo de mais concreto. Provavelmente estou a escrever isto sem ter alguns dados na mão. Mas essa é a sensação que fica.
P.S. Nunca nos podemos esquecer que este fórum é uma iniciativa chinesa para os países lusófonos (excepto São Tomé e Príncipe que não tem relações diplomáticas com Pequim) e que estamos perante um mecanismo complementar das relações bilaterais previamente existentes.

[Adenda]
A propósito da (falta de) estratégia de Portugal para o Oriente, ler estas declarações de Vasconcelos Saldanha, ex presidente do IPOR, num artigo publicado no Jornal Tribuna de Macau, de alguém que, não estando isento de responsabilidades, demonstra lucidez nos reparos que faz.

Wednesday, March 01, 2006

Nós é que inventámos a pólvora

Image hosting by Photobucket
E o golfe.

Sinais

China: Lei proibe aos polícias tortura para obter confissões
China: Governo aumenta despesa em educação para 4 por cento do PIB

80 anos

Image hosting by Photobucket

Viola Chinesa

Ao longo da viola morosa
.Vai adormecendo a parlenda,
Sem que, amadornado, eu atenda
A lengalenga fastidiosa.

Sem que o meu coração se prenda,
Enquanto, nasal, minuciosa,
Ao longo da viola morosa,
Vai adormecendo a parlenda.


Mas que cicatriz melindrosa
Há nele, que essa viola ofenda
E faz que as asitas distenda
Numa agitação dolorosa?
Ao longo da viola, morosa...



Camilo Pessanha
Coimbra - 7 de Setembro de 1867
Macau-1 de Março de 1926

20 anos

Image hosting by Photobucket Image hosting by Photobucket

Há duas décadas nascia um sonho. Uma rádio de sonho. A melhor do mundo.
A Rádio Universidade de Coimbra. Uma rádio livre. Onde aprendi muito do que sei e sou hoje. Onde, ao longo de sete anos fiz os grande amigos. Onde despertei para o mundo. Deste lado do mundo – acreditem que me custa imenso não estar convosco nestes dias – envio o amplexo mais vigoroso com saudade a todos os que fizeram e fazem a RUC. Uma fantástica emissão especial e venham mais 20! Sempre no Ar!

José Carlos Matias dos Santos

Tuesday, February 28, 2006

Esticar a corda

wwwImage hosting by Photobucket Image hosting by Photobucket
Numa altura em que o seu partido, o Partido Democrático Progessista, vem de pesadas derrotas eleitorais e quandoa sua popularidade estava em níveis mínimos desde que ocupa a presidência da Formosa, Chen Shui Bian está apostado em desafiar Pequim ao dissolver o Conselho da Reunificação Nacional. Novamente, "A-Bian" - como gosta de ser chamado - joga uma cartada arriscada de modo a fortalecer o campo pró-independência, que me parece desajustada e contraproducente e que só poderá ser entendida num contexto de fragilidade doméstica e esperando que haja uma forte reacção de Pequim. Trata-se igualmente da resposta de Chen ao namoro entre o Kuomintang e Pequim, patente ao logo do último ano. É nesse sentido que vai análise de George Tsai, investigador do Instituto de Relações Internacionais de Taipé, em declarações ao Washington Post:

"Deep in their hearts, they (China's leaders) are worried and even mad about this provocative behavior" (...)"China has to calculate how to respond to not annoy the (Taiwan) populace and not fall into Chen's trap. Chen wants a strong reaction from China.They are watching what the United States does next, what the opposition parties do next, and then they will decide what to do."

Pequim já deixou claro que Chen é um troublemaker.

E o Nic, o que pensa disto?

Monday, February 27, 2006

As Fragilidades democráticas do Sudeste Asiático

Image hosting by Photobucket Image hosting by Photobucket
Os acontecimentos dos últimos dias na Tailândia e nas Filipinas demonstram que o processo rumo ao estabelecimento de democracias liberais no Sudeste Asiático é lento e está sujeito a derivas autoritárias. No antigo reino de Sião, o primeiro ministro Thaksin Shinawatra convocou eleições atecipadas, na sequência de uma série de manifestações que pedem a demissão do chefe do governo de Banguecoque, despoletadas pela venda da Shin Corporation, empresa da família de Shinawatra, à Tamasek, braço do governo de Singapura para os investimentos externos, numa operação livre de impostos. Nas Filipinas, o caso é diferente. A Presidente Gloria Arroyo chamou a si poderes de emergência depois de ter sido denunicado uma suposto plano para de um golpe de estado que envolveria elementos da oposção e facções do Exército. Os contornos deste caso soam aos de uma história muito mal contada. Arroyo está sob fogo desde as últimas eleições presidenciais, que venceu supostamente com recurso a fraudes eleitorais. Na memória destes povos está ainda fresco o período ditatorial, na Tailândia dos generais e nas Filipinas de Ferdinand Marcos . Agora, quando ainda estamos numa fase de aprendizagem da vida em democracia, nomeadamente no que diz respeito à consolidação do estado de direito e à consciencialização da importância da accountability, estes líderes eleitos democraticamente (ainda que haja dúvidas quando a Arroyo), demonstram que convivem mal com a crítica, a imprensa livre e com a escrutínio sobre os negócios públicos e os interesses privados. Existe, por outro lado, sempre a tentação populista de Thaksin Shinawatra que, numa fuga para a frente - ao estilo de Berlusconi - prometeu aumentar o salário mínimo, benefícios aos agricultores, e empregos de part-time para estudantes. Noutro país da ASEAN, no Camboja, os sinais são em sentido contrário. O regime democrático musculado de Hun Sen decidiu amolecer o punho, lançando pontes de diálogo com a oposição.

Friday, February 24, 2006

Novas ligações

À direita "Outros olhares sobre a China", com ligações a blogues escritos na ou sobre a China.

Thursday, February 23, 2006

The Great Firewall

"Bloggers Who Pursue Change Confront Fear And Mistrust" Philip Pan no Washington Post.

De vez em quando

Surgem notícias como esta.
Mas só mesmo de vez em quando.

Gambling-driven economy

Macau encerrou as contas de 2005 com um saldo orçamental positivo de cerca de 701 milhões de euros elevando assim as reservas da Administração para 2.400 milhões de euros.
De acordo com os dados provisórios disponíveis na página oficial dos Serviços de Finanças do Governo de Macau, as contas públicas locais encerraram 2005 com receitas totais, excluindo Contas de Ordem, de cerca de 2.276,8 milhões de euros (22.768,7 milhões de patacas).
No capítulo das receitas correntes foram registados cerca de 2.271,8 milhões de euros ou 22.718,6 milhões de patacas com os impostos directos sobre o jogo a fixaram-se em 1.656,1 milhões de euros ou 16.561,9 milhões de patacas. (Lusa)

Mais Blogues sínicos (ou o Sínico é Galego?)

O Chinochano, em castelhano, lança um olhar interessante sobre a China. E diz que o Sínico é um blogue em galego (!!!). De facto existem muitas semelhanças entre as línguas dos dois lados do Rio Minho e a raiz é comum, mas daí...
De qualquer modo, fica o agradecimento pela referência.

Wednesday, February 22, 2006

Cardeal Zen

Image hosting by Photobucket
O Bispo de Hong Kong, Joseph Zen, é um dos novos cardeiais designados pelo Vaticano, esta quarta-feira. Trata-se de uma figura tão conhecida e admirada pelos católicos e não só de Hong Kong, como vista com grande incómodo por Pequim. Não admira porquê:

"He has been staunch critic of Beijing’s response to the Falun Gong spiritual movement, which China's leaders have outlawed for “attempting to overthrow” the Communist Party.
After becoming Bishop of Hong Kong on September 23, 2002, he and his diocese voiced reservations about proposed anti-subversion laws, required under Article 23 of the Basic Law, which could easily lead to violations of basic civil and political rights."



Numa altura emq ue se debate a possibilidade de Pequim e o Vaticano finalmente estabelecerem relações diplomáticas (A Igreja Católica reconhece Taiwan e na China; o governo de Pequim não autoriza a a existência de uma Igreja Católica com obediência ao Papa), esta nomeação ganha um significado político especial.

"Vatican beckons as Zen named cardinal", The Standard.

Tuesday, February 21, 2006

Os ventos da mudança e a lei do mercado

Image hosting by Photobucket Image hosting by Photobucket
A propósito da polémica em torno da censura na internet chinesa e dos atropelos à liberdade de imprensa, é interssante ler eastas declarações de um antigo editor, sob anonimato, ao jornal The Guardian, em Pequim:
"There is a big change in attitude among journalists," says one former editor, who asks to remain nameless. "The Communist party always claimed to be on the side of the public, but most journalists and editors no longer believe this. They want to write reports that reform society, that hold the authorities to account. This is now mainstream thinking. It wasn't 10 years ago."

Na audição no Congresso norte-americano a responsáveis da Cisco, Yahoo, Google e Microsft, vale a pena tomar nota das seguintes afirmações:

Christopher Smith, congressista republicano:
"Women and men are going to the gulag and being tortured as a direct result of information handed over to Chinese officials"

Tom Lantos, congressita democrata:
"Can you say, in plain English, that you are ashamed of what you and the other companies have done?"

Elliot Schrage, vice-presidente da Google
"In a situation where there are only imperfect options, we think we have made a reasonable choice"

Jack Krumholtz, Microsoft
"If the outcome of these hearings is to make it possible to continue these services in China - either because of conditions imposed by our government, or because of further actuions in the part of the Chinese government -we believe the Chinese would be the principal losers"

Michael Callahan, Yahoo
"US companies in China face a choice: comply with Chinese law, or leave".


Os mecanismos de censura da Google são evidentes ( e assumidos) se escrevermos no motor de busca Google, na pesquisa de imagens, a palavra "Tiananmen" no Google.com e no Google.cn

Monday, February 20, 2006

Social Unrest

Obrigado pelo contributo, MC. Também eu, que estou plantado à beira-China há três anos, sinto que me escapa tanta coisa e que apenas consigo ter um olhar de soslaio baseado em leituras e em esporádicas idas ao primeiro sistema
Sim, de facto, as assimetrias atingem de sobremaneira as zonas urbanas, onde um exército de mão de obra migrante vive em condições precárias q.b. Esta reportagem da BBC ilustra bem isso. E o barril de pólvora não está apenas nas zonas rurais - basta lembrar-mo-nos que o massacre (os incidentes, na linguagem oficial) de Tiananmen aconteceram "apenas" na capital.
No entanto, as notícias que nos chegam - as que são conhecidas, muitas vezes com semanas de atraso - indicam que é nas zonas rurais que a instabilidade é maior. Há também que ter em conta que nas cidades os mecanismos de controlo são mais rigorosos.
Quanto à situação laboral, nas zonas urbanas, é a própria Xinhua, agência oficial a lançar o alerta:

"Imagine 25 million men and women about the combined population of Australia and New Zealand pressing for new jobs. That is the daunting reality that the Chinese economy faces this year, the National Development and Reform Commission (NDRC) has reported.
This is the country's worst employment crisis ever, as the children of baby boomers flood the job market seeking their first jobs. Their parents were born in the early 1960s, and they themselves in the late 1980s.
China can generate only an estimated 11 million new jobs this year, according to the NDRC. And at no time this decade did they exceed 10 million a year.
This means that despite a record number of employment openings about 11 million jobs have to be found for about 14 million people more"


P.S. Na semana passada, a Der Spiegel publicou esta reportagem que traça um cenário, no mínimo, preocupante.


(to be continued)

Interessante, não?

China's Muslims, pragmatically, avoid cartoon protests, New York Times via I.H.T.

Sunday, February 19, 2006

Questões quinquenais: o mundo rural e as soluções à vista

Ainda não demos aqui a devida atenção ao Plano Quinquenal 2006-2010, nem aos objectivos traçados de promoçãodo desenvolvimento rural.
A melhoria das condições de vida dos agricultores e da população que vive nas zonas rurais da China – cerca de 700 milhões de chineses, ou seja mais de metade da população da China – foi sublinhada como a prioridade para os próximos cinco anos. Não admira porquê. Ao longo do ano passado terão acontecido mais de 70 mil casos de protestos, na maioria no campo, onde existe uma outra China, bem diferente da Nova China da face turística de Xangai, Pequim ou Guangzhou. Uma boa parte destes protestos tema ver com expropriações que são feitas, sem que haja a devida (às vezes nenhuma recompensa), fruto do elevado grau de corrupção das autoridade locais ou provinciais. Esse é um problema endémico cuja resolução não parece à vista, mesmo coma expulsão de milhares de membros do Partido Comunista Chinês, como aconteceu em 2005. É interessante verificar que a questão do aumento das assimetrias entre as zonas urbanas e rurais e dentro das megalopolis chinesas é assumida pelo regime como um grave problema. Isto é, já não se varre tudo para debaixo do tapete. O que por si só quer dizer algo. Para entendermos esta nova postura é preciso olhar para o percurso de alguns dos líderes da quarta geração, como Hu Jintao.
O chefe de estado foi um dos milhões que no auge da “Gloriosa Revolução Cultural Proletária” acedeu ao apelo de Mao e rumou para o campo para aprender com a vida dos camponeses, na província de Gansu. Mais tarde, foi nomeado secretário provincial do PCC, para a província de Guizhou, a mais pobre da China. Na altura, entre 1985 e 1988, era conhecido como um líder modelo, visitando as zonas mais recônditas da região e ouvindo atentamente as queixas dos pobres agricultores. Em 1988, Hu teve uma nova missão no Oeste, desta vez no Tibete, onde teve mão de ferro, decretando Lei Marcial, perante as revoltas de 1988.
Anos mais tarde, já como secretário-geral do PCC, Hu Jintao começava a expressar algumas ideias que vieram a ser parte do discurso central hoje em dia: a importância de reduzir as disparidade de rendimento e as assimetrias sociais, bem como a atenção que deveria ser dada aos agricultores, cuja única saída para alguns, os que conseguem, é migrar para as cinturas industriais das cidades onde são tratados, ainda em muitos casos, como cidadãos de segunda.
Após ter consolidado a sua posição como líder do partido, do estado e do exército, com o abandono de Jiang Zemin das comissões militares do PCC e da RPC, Hu Jintao pretende ddeixar o seu legado, ambicionando eventualmente ocupar um lugar, pelo menos de igual valor ao de Jiang Zemin. Para isso já lançou – juntamente com outros líderes da quarta geração como o primeiro ministro Wen Jiabao – algumas ideias centrais, que já tinham sido ensaiadas anteriormente: ao nível da política externa, os conceitos de “Emergência Pacífica” e de “Sociedade Mundial Harmoniosa”; a nível interno, a “Sociedade Harmoniosa” e a "Prosperidade Comum", rumo à estabilidade que passa pela atenuação das dificuldades com que vivem as populações rurais, os trabalhadores migrantes ou os funcionários públicos despedidos de empresas que estão a ser privatizadas, entre outros aspectos de índole social, com ênfase para a importância de um crescimento mais sustentado.

Neste contexto, algumas questões emergem:
1. Para resolver muitos destes problemas é necessário criar mecanismos de auscultação das populações rurais e de participação no processo de tomada de decisões. Estará Pequim na disposição de introduzir mecanismos democráticos em larga escala, e não só em casos pontuais?

2.Como será possível controlar a corrupção que se verifica em larga escala ao nível local e provincial?

3. Num sistema burocrático de estado altamente centralizado qual será a margem para torná-lo devidamente accountable?

4. Será que estamos perante uma viragem no processo de reformas, que se tem centrado na abertura de bolsas de capitalismo, na criação de condições atractivas para o investimento estrangeiro e nos primeiros passos que estão a ser dados na abertura do sistema financeiro, para uma abordagem mais ampla que englobe uma resposta efectiva às assimetrias causadas pela introdução de uma economia de mercado em que a protecção social é nitidamente deficitária?

5.Ou será que este discurso visa apenas atenuar o descontentamento, como forma de garantir a popularidade do governo junto das populações rurais?