1. "The lame duck and the greenhorn";
"The challenge of unilateralism"
Henry C. Liu no Asia Times.
2. "A divided electorate on Hong Kong anniversary", The New York Times
Sunday, July 02, 2006
Wednesday, June 28, 2006
Tuesday, June 27, 2006
“A Arte da Guerra” e “O Voo da Águia”
"Dois exércitos estavam a travar uma batalha. O soldado de um dos exércitos chega a correr à beira do capitão e diz 'Vamos perder a batalha, pois para cada um de nós há cinco soldados deles'. O capitão ouviu e respondeu: 'Nós não viemos aqui para os contar, viemos aqui para os vencer."
Poderá ter sido isto que Luís Filipe Scolari disse aos jogadores portugueses no intervalo do jogo com a Holanda. É uma passagem do livro "O Voo da Águia" do escritor brasileiro João Roberto Gretz , o mais recente manual de "Felipão", um trunfo para motivar a selecção das quinas para este Mundial.
Se antes o "sargentão" se socorria dos ensinamentos de "A Arte da Guerra" do general chinês Sun Tzu, agora é Gertz que inspira o seleccionador que somou mais um recorde ao somar o 11º triunfo em fases finais do campeonto do mundo – sete ao serviço do Brasil em 2002, quatro (para já) com Portugal.
E aludindo à citação referida anteriormente, em Nuremberga, mais do que um jogo de futebol, o que aconteceu ao longo dos 96 minutos foi, nomeadamente na Segunda parte, uma batalha em que durante grande parte do desafio o adversário tinha mais "soldados" em campo.
Apesar da ascendência de Gretz sobre Scolari, o treinador Campeão do mundo não esqueceu os ensinamentos de Sun Tzu. Se não vejamos. O mítico e milenar militar chinês não só defendia que " A invencibilidade está na defesa; a possibilidade de vitória, no ataque", como, na avaliação dos factores que permitem que se possa prever que sairá vencedor de uma batalha, referia, entre outros aspectos, que é crucial verificar quem é "aquele que sabe quando deve ou não lutar" ; "aquele que sabe como adotar a arte militar apropriada de acordo com a superioridade ou inferioridade de suas forças frente ao inimigo"; "aquele que sabe como manter seus superiores e subordinados unidos de acordo com suas propostas"; e "aquele que é um general sábio e capaz, em cujas decisões o soberano não interfere". Em todos estes aspectos o "sargentão" e as tropas lusitanas estiveram impecáveis, mas convenhamos que a sorte, a água benta e a Nossa Senhora do Caravaggio, que desviou aquele remate de Cocu para a trave da baliza de Ricardo, também tiveram mão nesta vitória histórica.
Texto publicado no Jornal "Hoje Macau", 27-06-2006.
Poderá ter sido isto que Luís Filipe Scolari disse aos jogadores portugueses no intervalo do jogo com a Holanda. É uma passagem do livro "O Voo da Águia" do escritor brasileiro João Roberto Gretz , o mais recente manual de "Felipão", um trunfo para motivar a selecção das quinas para este Mundial.
Se antes o "sargentão" se socorria dos ensinamentos de "A Arte da Guerra" do general chinês Sun Tzu, agora é Gertz que inspira o seleccionador que somou mais um recorde ao somar o 11º triunfo em fases finais do campeonto do mundo – sete ao serviço do Brasil em 2002, quatro (para já) com Portugal.
E aludindo à citação referida anteriormente, em Nuremberga, mais do que um jogo de futebol, o que aconteceu ao longo dos 96 minutos foi, nomeadamente na Segunda parte, uma batalha em que durante grande parte do desafio o adversário tinha mais "soldados" em campo.
Apesar da ascendência de Gretz sobre Scolari, o treinador Campeão do mundo não esqueceu os ensinamentos de Sun Tzu. Se não vejamos. O mítico e milenar militar chinês não só defendia que " A invencibilidade está na defesa; a possibilidade de vitória, no ataque", como, na avaliação dos factores que permitem que se possa prever que sairá vencedor de uma batalha, referia, entre outros aspectos, que é crucial verificar quem é "aquele que sabe quando deve ou não lutar" ; "aquele que sabe como adotar a arte militar apropriada de acordo com a superioridade ou inferioridade de suas forças frente ao inimigo"; "aquele que sabe como manter seus superiores e subordinados unidos de acordo com suas propostas"; e "aquele que é um general sábio e capaz, em cujas decisões o soberano não interfere". Em todos estes aspectos o "sargentão" e as tropas lusitanas estiveram impecáveis, mas convenhamos que a sorte, a água benta e a Nossa Senhora do Caravaggio, que desviou aquele remate de Cocu para a trave da baliza de Ricardo, também tiveram mão nesta vitória histórica.
Texto publicado no Jornal "Hoje Macau", 27-06-2006.
Friday, June 23, 2006
China-Países Lusófonos; a ler com atenção
China’s Portuguese Connection, Loro Horta e Ian Storey, YaleGlobal
Thursday, June 22, 2006
EPC e Macau II
1. "Eduardo Prado Coelho diz-se desiludido com Macau. Passou pela Avenida da Amizade, deve ter visto a Doca dos Pescadores de relance, esteve na Universidade, e dormiu num hotel onde encontrou “hordas” de chineses a gritar na recepção. Eduardo Prado Coelho queria, em 2006, encontrar os cenários que Wong Kar-wai descreveu e utilizou de forma sublime no In The Mood For Love, um filme passado na Hong Kong dos anos… sessenta. O romantismo bacoco, barato, para intelectual português ler e concordar cegamente sem conhecimento do meio tem limites. E somos nós, portugueses de Macau, que temos de explicar a esta gente que a hoje RAEM, felizmente, ainda não se limita aos casinos que habitam porta sim, porta não numa avenida de Macau, nem à “lama visual” que é a Doca dos Pescadores".
"Coelho para todo o prado", João Varela no Hoje Macau.
2. "Ainda bem que Eduardo Prado Coelho tem noção de que o defeito é dele, quando diz de Macau e das suas gentes algo próximo do que Maomé diria do toucinho. Quando me surpreendi com o texto (que publicamos na página 9) interroguei-me, antes de mais, se haveria em mim algum defeito que me fizesse gostar (e muito) de viver nesta terra. A resposta foi não, por razões que já exporeiE rapidamente percebi qual o defeito de Prado Coelho: etnocentrismo, um defeito não raro nos europeus, mas que a inteligência do cronista deveria ter sabido evitar. Vir à Ásia e esperar um cheiro a Paris é coisa que não lembraria a um campónio... Vir à China e esperar ruas desertas, então, roça o ridículo. Mas pronto, Prado Coelho não gostou de Macau, está no seu direito e não precisa de voltar".
Precipitação e falta de educação, Rodolfo Ascenso, no Ponto Final.
"Coelho para todo o prado", João Varela no Hoje Macau.
2. "Ainda bem que Eduardo Prado Coelho tem noção de que o defeito é dele, quando diz de Macau e das suas gentes algo próximo do que Maomé diria do toucinho. Quando me surpreendi com o texto (que publicamos na página 9) interroguei-me, antes de mais, se haveria em mim algum defeito que me fizesse gostar (e muito) de viver nesta terra. A resposta foi não, por razões que já exporeiE rapidamente percebi qual o defeito de Prado Coelho: etnocentrismo, um defeito não raro nos europeus, mas que a inteligência do cronista deveria ter sabido evitar. Vir à Ásia e esperar um cheiro a Paris é coisa que não lembraria a um campónio... Vir à China e esperar ruas desertas, então, roça o ridículo. Mas pronto, Prado Coelho não gostou de Macau, está no seu direito e não precisa de voltar".
Precipitação e falta de educação, Rodolfo Ascenso, no Ponto Final.
Wednesday, June 21, 2006
EPC e Macau
Leio com alguma surpresa o texto de Eduardo Prado Coelho sobre Macau - "Desilusão com Macau"(ediçãod e Hoje do Público, sem link). Percebe-se que quem vem a Macau a pensar em econtrar as "belas burguesas" que se pavoneiam nas ruas de Paris, perante o olhar deslumbrado do intelectual paroquiano, possa sair desiludido .
Percebe-se também que quem julga encontrar em Macau o mundo sedutor de In the Mood for Love, magnífico filme de Wong Kar-Wai, uma película que retrata Hong Kong dos anos 60, tenha uma reacção negativa ao que vê.
Agora quando escreve, "Há também as pessoas: as vozes são esganiçadas e contundentes criando uma atmosfera de permanente agressão. As mulheres parecem tábuas de engomar com aquele andar de pastaschocas que define a gravidez avançada. Apesar de mini-saias frequentes, não há nelas (e também neles) a menor sensualidade " o professor EPC demonstra que atingiu o Outono da sua sensibilidade.
Percebe-se também que quem julga encontrar em Macau o mundo sedutor de In the Mood for Love, magnífico filme de Wong Kar-Wai, uma película que retrata Hong Kong dos anos 60, tenha uma reacção negativa ao que vê.
Agora quando escreve, "Há também as pessoas: as vozes são esganiçadas e contundentes criando uma atmosfera de permanente agressão. As mulheres parecem tábuas de engomar com aquele andar de pastaschocas que define a gravidez avançada. Apesar de mini-saias frequentes, não há nelas (e também neles) a menor sensualidade " o professor EPC demonstra que atingiu o Outono da sua sensibilidade.
Monday, June 19, 2006
We came in peace; we are friends II
"Chinese Premier Wen Jiabao said on Sunday that China's ties with African and Latin American countries in a bid to expand trade and energy cooperation posed no threat to U.S. interests.
Speaking at a news conference in Cairo at the start of a tour of seven African nations, Wen said China's foreign policy was based on mutual benefit, adding that his country would not interfere in internal matters such as human rights". Ler mais aqui
Speaking at a news conference in Cairo at the start of a tour of seven African nations, Wen said China's foreign policy was based on mutual benefit, adding that his country would not interfere in internal matters such as human rights". Ler mais aqui
Sunday, June 18, 2006
Thursday, June 15, 2006
Wednesday, June 14, 2006
Organização de Cooperação de Xangai
n

O General Loureiro dos Santos alude, na edição de hoje do Público (14 de Junho de 2006, sem link) à importância da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), cuja cimeira decorre esta semana, encarando esta organização que junta a Rússia, a China e as antigas repúblicas soviéticas da Ásia Central., como a NATO do Leste. Esta análise contradiz o que Pequim tendo vindo a sublinhar repetidamente: "Even when it comes to collaboration in security, SCO does not posture itself against the US or NATO as some people have claimed. It has no imaginary or imagined enemy; real enemies of the organization are terrorism, splittism and extremism as well as poverty, ignorance and backwardness".
Loureiro dos Santos considera ainda que “A sua pretensão é expulsar da Eurásia as inetrferências que lhe são estranhas. O que permitiria erigir uma nova ordem internacional de natureza multipolar, na qual as potências da ilha mundial integrem o círculo que governa o mundo, sobre os escombros da actual ordem internacional unipolar”.
Não desmerecendo a observação de Loureiro dos Santos, considero que será importante entender a OCX à luz da nova Grande Estratégia da China para as relações Internacionais, patente desde o final do século XX e tendo em conta as contradições da aliança sino-russa.
Evan S. Medeiros e M. Taylor Fravel consideram que desde meados dos anos noventa a China deu início a uma série de contactos, acordos parecerias que reflectem uma nova “flexibilidade e sofisticação” no seu comportamento com actor global. Na perspectiva destes autores, a postura chinesa tem sempre como pano de fundo promover os seus interesses económicos, reforçar a sua segurança e limitar a influência dos Estados Unidos na vizinhança da China, em especial na Ásia Central e no Sudeste Asiático. De entre os vários motivos que impelem esta nova abordagem ao contexto internacional, em nosso entender as necessidades de consumo e abastecimento da economia doméstica, em especial a questão do acesso a recursos e fontes energéticos as e a recursos naturais em geral são aspectos que assumem preponderância no relacionamento com a Ásia Central, a América do Sul, o Médio Oriente e África.
Deste modo, a China decidiu encetar um caminho mais amplo e complexo na sua relação com o mundo, baseada numa atitude multifacetada e multidireccional.
Acerca dos objectivos e do futuro da OCX Ariel Cohen deixa no ar questões que me parecem pertinentes, quando analisada a questão numa lógica triangular EUA-Rússia-China, salientando a posição de Moscovo.
"In the future, does Russia want to be a member of the community of democracies or a junior partner in a coalition led by China? Talking about Eurasia, one quickly touches the third rail of the debate between Westernizers and Eurasianists, which has been going on for a century and a half. Do the Russian elites, who are culturally European, want to be politically European as well? The majority of them did a hundred years ago, as well as in the early 1990s. Does Russia want to be politically like Uzbekistan or Pakistan? Or like the U.S. and Canada? Or maybe like Korea, Taiwan, and India? After all, democracy ceased to be a Western invention a long time ago".

O General Loureiro dos Santos alude, na edição de hoje do Público (14 de Junho de 2006, sem link) à importância da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), cuja cimeira decorre esta semana, encarando esta organização que junta a Rússia, a China e as antigas repúblicas soviéticas da Ásia Central., como a NATO do Leste. Esta análise contradiz o que Pequim tendo vindo a sublinhar repetidamente: "Even when it comes to collaboration in security, SCO does not posture itself against the US or NATO as some people have claimed. It has no imaginary or imagined enemy; real enemies of the organization are terrorism, splittism and extremism as well as poverty, ignorance and backwardness".
Loureiro dos Santos considera ainda que “A sua pretensão é expulsar da Eurásia as inetrferências que lhe são estranhas. O que permitiria erigir uma nova ordem internacional de natureza multipolar, na qual as potências da ilha mundial integrem o círculo que governa o mundo, sobre os escombros da actual ordem internacional unipolar”.
Não desmerecendo a observação de Loureiro dos Santos, considero que será importante entender a OCX à luz da nova Grande Estratégia da China para as relações Internacionais, patente desde o final do século XX e tendo em conta as contradições da aliança sino-russa.
Evan S. Medeiros e M. Taylor Fravel consideram que desde meados dos anos noventa a China deu início a uma série de contactos, acordos parecerias que reflectem uma nova “flexibilidade e sofisticação” no seu comportamento com actor global. Na perspectiva destes autores, a postura chinesa tem sempre como pano de fundo promover os seus interesses económicos, reforçar a sua segurança e limitar a influência dos Estados Unidos na vizinhança da China, em especial na Ásia Central e no Sudeste Asiático. De entre os vários motivos que impelem esta nova abordagem ao contexto internacional, em nosso entender as necessidades de consumo e abastecimento da economia doméstica, em especial a questão do acesso a recursos e fontes energéticos as e a recursos naturais em geral são aspectos que assumem preponderância no relacionamento com a Ásia Central, a América do Sul, o Médio Oriente e África.
Deste modo, a China decidiu encetar um caminho mais amplo e complexo na sua relação com o mundo, baseada numa atitude multifacetada e multidireccional.
Acerca dos objectivos e do futuro da OCX Ariel Cohen deixa no ar questões que me parecem pertinentes, quando analisada a questão numa lógica triangular EUA-Rússia-China, salientando a posição de Moscovo.
"In the future, does Russia want to be a member of the community of democracies or a junior partner in a coalition led by China? Talking about Eurasia, one quickly touches the third rail of the debate between Westernizers and Eurasianists, which has been going on for a century and a half. Do the Russian elites, who are culturally European, want to be politically European as well? The majority of them did a hundred years ago, as well as in the early 1990s. Does Russia want to be politically like Uzbekistan or Pakistan? Or like the U.S. and Canada? Or maybe like Korea, Taiwan, and India? After all, democracy ceased to be a Western invention a long time ago".
Tuesday, June 13, 2006
Sunday, June 11, 2006
Friday, June 09, 2006
Pai do povo tailandês

Há sessenta anos Bhumibol Adulyadej ascendia ao trono da Tailândia num dos mais longos reinados do mundo.
Muitos tailandeses olham para ele quase como um divindade. Por isso é também o principal cimento da unidade do antigo Reino de Sião.
Asccendeu ao trono aos 18 anos, depois do seu irmão mais velho ter falecido. Mas a coroação só foi concretizada em 1950. Formado na Suiça, raramente interveio na política da Tailândia. A mais recente intervenção aconteceu em Abril, numa altura em que o primeiro ministro Thaksin Shinawatra estava sob forte contestação popular. Na altura, o rei pediu aos juízes do tribunal supremo para deciddirem se as eleições de Abril era válidas. Os juizes declararam nulas as eleições que tinham dado a vitória a Shinawatra, num acto eleitoral boicotado pela oposição.
A edição de hoje do Bangkok Post é o espelho do consenso nacional sobre o Rei. Num editorial, o matutino chama-lhe o pilar da estabilidade, o farol da nação, e alguém que nos faz ter fé na humanidade.
Thursday, June 08, 2006
A Mão de ferro com luva de veludo
A cruzada de Pequim contra a liberdade de acesso à informação teve um novo episódio pouco edificante. O motor de busca google.com foi bloqueado em várias regiões e províncias da China.
De novo, o regime chinês se assemelha à mão de ferro com luva de veludo. Por um lado a economia chinesa abre as portas às influências externas com a abertura das portas de vários sectores ao investimento directo estrangeiro, ao mesmo tempo que os hábitos de consumo dos chineses se vão tornando mais exigentes, numa sociedade em que a classe média vai engordando de ano para ano; por outro o controlo sobre a liberdade de expressão e de acesso à informação. Este exercício acrobático afigura-se cada vez mais como a "quadratura do círculo".
De novo, o regime chinês se assemelha à mão de ferro com luva de veludo. Por um lado a economia chinesa abre as portas às influências externas com a abertura das portas de vários sectores ao investimento directo estrangeiro, ao mesmo tempo que os hábitos de consumo dos chineses se vão tornando mais exigentes, numa sociedade em que a classe média vai engordando de ano para ano; por outro o controlo sobre a liberdade de expressão e de acesso à informação. Este exercício acrobático afigura-se cada vez mais como a "quadratura do círculo".
Sunday, June 04, 2006
Leituras Dominicais
"Add energy insecurity to US-China tensions", Elizabeth Wishnick no Asia Times.
Southeast Asia Casts Wide Net for Cooperation, Yale Global.
Cardinal speaks out in vigil on Tiananmen , New York Times.
Southeast Asia Casts Wide Net for Cooperation, Yale Global.
Cardinal speaks out in vigil on Tiananmen , New York Times.
Thursday, June 01, 2006
Dois livros
para um entendimento da política na China

Uma "Bíblia" da política externa chinesa, um livro editado pelo conceituado sinólogo David Shambaugh.

Uma obra publicada em Portugal acerca da política interna e os mecanismo de tomada de decisão na China, da autoria de Heitor Romana.

Uma "Bíblia" da política externa chinesa, um livro editado pelo conceituado sinólogo David Shambaugh.

Uma obra publicada em Portugal acerca da política interna e os mecanismo de tomada de decisão na China, da autoria de Heitor Romana.
Wednesday, May 31, 2006
Timor:um mar de dúvidas (com adenda)
Sou daqueles, entre muitos, que viveram intensamente os dias 1999. Dos que se emocionaram, foram à embaixada indonésia em Madrid, para quem Timor era uma causa, finalmente uma causa que valia a pena, que movimentava a boa vontade dos portugueses. Era importante para quem, como eu, ainda não era nascido nos tempos de Abril. E continua a ser.
E confesso que sou daqueles que também ficaram algo boquiabertos com o que se tem passado nestes dias.
Mas também me lembro, citando Diogo Pires Aurélio, que naqueles meses, “As raras vozes que, na altura, ousaram pedir um pouco mais de informação e menos emoção foram abafadas por um coro de gente entusiasmada com a nobreza da causa timorense e, sobretudo, com a ocasião que esta representava de voltar a sentir por cá uma unidade e um patriotismo como há muito não se via”.
E de facto, tenho a sensação que os media portugueses talvez tenham sido contaminados demasiado com um militantismo (justificado, provavelmente) que extravasou em demasia o domínio do racional, turvando as águas da clarividência. No fundo havia uma certa ideia de anjos - independentistas - versus diabos, as milícias pró-integração na Indonésia.
Tendo lido o que tem sido escrito nestas semanas - na linha das perguntas e dúvidas levantadas por Paulo Gorjão permaneço com algumas questões que me parecem pouco exploradas:
- Porque é que as principais figuras da oposição, da UDT, PD, PSD têm estado silenciosas?
- Porque é que a Igreja tão importante num país fervorosamente religioso não fez, logo no início da onda de violência, um apelo à paz e à acalmia - ou será que fez e eu não dei conta?
- O que levou Xanana Gusmão a demorar tanto tempo a convocar o Conselho de Estado?
- A quem interessa, dentro de Timor, esta intervenção das tropas australianas?
- onde está o povo que votou de forma massiva na Fretilin?
- A exportação de um modelo semi-presidencial à portuguesa mostra-se desajustada á realidade local?
- E a Indonésia?
P.S.
"KERRY O'BRIEN: I have the presidential statement under the presidential seal in front of me right now, both in English and Portuguese, and although he says he's doing this in close collaboration with you and the President of the Parliament, he makes it plain that he's taken responsibility and effective control for national security in East Timor for the next month at least. MARI ALKATIRI: I think that it's a misunderstanding somewhere. I don't think that the President really said it. "
(...)
"KERRY O'BRIEN: You've talked of an attempted coup. By whom? MARI ALKATIRI: Up to now, I've been telling you that I still don't know by whom, but, for sure, not by the President. KERRY O'BRIEN: There is clearly enormous pressure on you to resign over your failure to properly manage the crisis with the East Timorese army. Why are you determined not to respond to that pressure? MARI ALKATIRI: Pressure from some hundred peoples is not pressure for me. I represent more than hundreds of thousands of people in this government. "
East Timor Prime Minister speaks out
E confesso que sou daqueles que também ficaram algo boquiabertos com o que se tem passado nestes dias.
Mas também me lembro, citando Diogo Pires Aurélio, que naqueles meses, “As raras vozes que, na altura, ousaram pedir um pouco mais de informação e menos emoção foram abafadas por um coro de gente entusiasmada com a nobreza da causa timorense e, sobretudo, com a ocasião que esta representava de voltar a sentir por cá uma unidade e um patriotismo como há muito não se via”.
E de facto, tenho a sensação que os media portugueses talvez tenham sido contaminados demasiado com um militantismo (justificado, provavelmente) que extravasou em demasia o domínio do racional, turvando as águas da clarividência. No fundo havia uma certa ideia de anjos - independentistas - versus diabos, as milícias pró-integração na Indonésia.
Tendo lido o que tem sido escrito nestas semanas - na linha das perguntas e dúvidas levantadas por Paulo Gorjão permaneço com algumas questões que me parecem pouco exploradas:
- Porque é que as principais figuras da oposição, da UDT, PD, PSD têm estado silenciosas?
- Porque é que a Igreja tão importante num país fervorosamente religioso não fez, logo no início da onda de violência, um apelo à paz e à acalmia - ou será que fez e eu não dei conta?
- O que levou Xanana Gusmão a demorar tanto tempo a convocar o Conselho de Estado?
- A quem interessa, dentro de Timor, esta intervenção das tropas australianas?
- onde está o povo que votou de forma massiva na Fretilin?
- A exportação de um modelo semi-presidencial à portuguesa mostra-se desajustada á realidade local?
- E a Indonésia?
P.S.
"KERRY O'BRIEN: I have the presidential statement under the presidential seal in front of me right now, both in English and Portuguese, and although he says he's doing this in close collaboration with you and the President of the Parliament, he makes it plain that he's taken responsibility and effective control for national security in East Timor for the next month at least. MARI ALKATIRI: I think that it's a misunderstanding somewhere. I don't think that the President really said it. "
(...)
"KERRY O'BRIEN: You've talked of an attempted coup. By whom? MARI ALKATIRI: Up to now, I've been telling you that I still don't know by whom, but, for sure, not by the President. KERRY O'BRIEN: There is clearly enormous pressure on you to resign over your failure to properly manage the crisis with the East Timorese army. Why are you determined not to respond to that pressure? MARI ALKATIRI: Pressure from some hundred peoples is not pressure for me. I represent more than hundreds of thousands of people in this government. "
East Timor Prime Minister speaks out
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