Monday, November 13, 2006
Leituras Dominicais
"Beijing’s Safari: China’s Move into Africa and Its Implications for Aid, Development, and Governance", Josh Kurlantzick , Carnegie Endowment.
Saturday, November 11, 2006
O século da Ásia
"Na quarta-feira, uma chinesa foi eleita director da Organização Mundial da Saúde. Um japonês dirige a UNESCO. O secretário-geral eleito da ONU é coreano. Em 2009, a China terá ultrapassado os Estados Unidos na emissão de CO2. Este século vai ser o século da Ásia."
O embaixador defende por isso que "Interesses e valores ocidentais serão mais bem garantidos se Europa e América do Norte fizerem causa comum".
Em 2002, Charles Kupchan escrevia:
"Europe will inevitably rise up as America's principal competitor. Should Washington and Brussels begin to recognize the dangers of the growing gulf between them, they may be able to contain their budding rivalry. Should they fail, however, to prepare for life after Pax Americana, they will ensure that the coming clash of civilizations will be not between the West and the rest but within a West divided against itself.
Ref. Kupchan, C. A. The End of the West. The Atlantic Monthly, November 2002. Volume 290, No. 4.
O que é que a vitória do Partido Democrata, nos EUA, pode ter a ver com isto? Ou será que estamos a meio de um processo estrutural de realinhamento complexo que leva a Europa a reforçar os laços com a Ásia (A China, especialmente), ao mesmo tempo que procura redesenhar a relação de forças com o parceiro transatlântico?
Friday, November 10, 2006
Tuesday, November 07, 2006
Monday, November 06, 2006
A Bian em apuros

"Taiwan President Chen Shui-bian has refused to resign immediately but pledged to do so if his wife is found guilty of embezzlement, after using a TV address to deny accusations of corruption and to shore up support ahead of a possible vote on a recall motion".
Chen defies quit calls, The Standard.
Friday, November 03, 2006
Fórum China-África
"The perils of Beijing's Africa strategy ", Elizabeth Economy and Karen Monaghan no International Herald Tribune.
"Wrong model, right continent", The Economist.
"China’s trade safari in Africa ", Jean-Christophe Servant no Le Monde Diplomatique.
"China as Africa's 'angel in white'", Scott Zhou no Asia Times.
Tuesday, October 31, 2006
China multilateral

1. Ontem começou em Nanning a conferência China-ASEAN, um encontro que reúne Pequim e os dez países da Associação das Nações do Sudeste Asiático. Em cima da mesa está o plano de criação de uma zona de comércio livre, parcial em 2010, e total, em 2015. A propósito das ligações cada vez mais estreitas da China com os vizinhos asiáticos, vale a pena (re) ler “China Engages Asia”, de David Shambaugh.

2.Na sexta-feira, começa a conferência de chefes de estado e de governo do Fórum China-África. Outra janela multilateral de Pequim. As relações sino-africanas estão cada vez mais na agenda diplomática internacional e na da investigação académica.
3. Em traços gerais, estes são os principais instrumentos de diálogo e cooperação, de âmbitito multilateral e regional, da China, criados nos últimos dez anos:
--Organização de Cooperação de Xangai: China, Russia mais antigas repúblicas soviéticas da Ásia Central
--China-ASEAN: A China e os países do sudeste asiático
--Fórum China-África
--Fórum de Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa
--ASEM: Asia Europe Meeting – fórum/encontro inter-regional que junta a União Europeia, os países da ASEAN mais a China, Japão e Coreia do Sul – juntamente com a Índia, Paquistão e Mongólia, países que foram convidados a juntar-se ao ASEM na cimeira deste ano.
Questões de algibeira:
1- Que tipo de estratégia está na base destas novas redes?
2- Para quando um fórum China-Mercosur ou Andean?
3 - Que tipo de ligação institucional poderá haver com o Médio-Oriente?
4 - Em que aspectos estes laços são complementares ou concorrenciais com os interesses norte-americanos em África, ASEAN e América Latina?
Na China
Chamo a atenção, especialmente, para a notável reportagem que foi publicada na edição de dia 22 de Outubro da revista "Pública" sobre a Coreia do Norte.
Quem também lá esteve foi a jornalista Rita Colaço que elaborou uma reportagem impressionante para a RDP-Antena 1.
Parabéns às duas!
Monday, October 30, 2006
Saturday, October 28, 2006
China-UE-Pequim-Bruxelas
Vale a pena dar uma espreitadela. Num destes dias vamos olhar para isto com mais atenção...
Thursday, October 26, 2006
Já está!!!
Segundo Wei Jianguo, nos primeiros nove meses de 2006, Angola foi o maior parceiro comercial chinês em África, com um comércio bilateral superior a 7,39 mil milhões de euros, seguindo-se a África do Sul, com um comércio bilateral superior a 5,40 mil milhões de euros" Lusa
Wednesday, October 25, 2006
Tuesday, October 24, 2006
China-África: Wolfowitz ao ataque
Vale a pena ler e pensar, em especial, sobre a seguinte declaração:
"There is a real risk of seeing countries which have benefited from debt relief become heavily indebted once more"
Algo, claro está, que os países "desenvolvidos" nunca fizeram ao longo dos últimos cinquenta anos...
A China já reagiu. como se esperava:
"China said on Tuesday criticisms that its loans to Africa failed to take into account local human rights situations were "groundless" and "unacceptable".
Chinese Foreign Ministry Spokesman Liu Jianchao made the remarks at a regular press conference when asked to comment on World Bank President Paul Wolfowitz's reported remarks that China had ignored the human rights situation in African countries when providing loans.
Liu said that China's economic and trade cooperation with African countries is carried out on the basis of equality and mutual benefit, adding that it contributes to improving African people's living standards, and their economic and social development.
China has always adopted a policy of non-interference in the internal affairs of other countries, Liu noted".
P.S. Começa a doer esta ever-close relationship.
Saturday, October 21, 2006
China-África-EUA
"com essa concorrência garantem [os EUA] o apoio da China no combate ao terrorismo. É que, naquele combate, a China é um aliado fundamental. Mas esta aliança tácita só se manterá se a China não puder controlar, sozinha, as fontes de abastecimento de petróleo. Se um tal controlo lhe fosse permitido, a China desinteressar-se-ia da cooperação na guerra contra o terrorismo. E os EUA ver-se-iam a braços com a necessidade de se abastecerem, quase exclusivamente, dentro do espaço geográfico do conflito e de ter que enfrentar o terrorismo sem o apoio de um aliado imprescindível ao sucesso dessa luta".
Vale a pena (re) ler "A rising China counters US clout in Africa», Abraham McLaughlin no C.S.M.
Quanto à potencialidade normativa da China no plano internacional, tenho sérias dúvidas. Mesmo quando leio o que disse há dias um chefe de governo de um país africano lusófono:
"Por seu turno, o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, também entrevistado pela Xinhua, disse que África devia aprender com a experiência chinesa e o seu modelo de desenvolvimento a fim de evitar ser marginalizado do processo de globalização".
O modelo de desenvovimento chinês é muito específico. Não me parece que seja exportável - só mesmo com muitas adpatações. Não me parece também que possa surgir como um modelo alternativo à ordem demo-liberal. Dito isto, há que reconhecer que, na prática, os cinco princípios da coexistência pacífica entram que nem faca em manteiga em África. A não ingerência é digerida com especial sabor por muitos lideres africanos.
Wednesday, October 18, 2006
Sobre as imagens no Tibete
"O governo chinês, que procura credibilizar-se aos olhos de todos – a começar pelos do próprio povo – não pode, simplesmente, ignorar as imagens de televisão que mostram civis a serem abatidos por militares no Tibete. Muito menos pode, face ao que se vê nas imagens, dizer que tentaram persuadir as pessoas a não passarem a fronteira ilegalmentePela reacção chinesa, as imagens são reais – e assim a desculpa esfarrapada. A censura à passagem da reportagem nos canais de televisão por satélite reforça essa convicção. Não comentar perante a imprensa internacional, como ontem sucedeu na conferência de imprensa do ministério dos Negócios Estrangeiros, é enterrar a cabeça na areia, como faz a avestruz.
Ler mais aqui.
Saturday, October 14, 2006
Afundado
1. A Rússsia e a China opõem-se a "sanções extremas contra a Coreia do Norte".
2. A "Nova Esquerda" na China está com uma dinâmica que vale a pena acompanhar.
3. A Wikipedia está com acesso quase total na China. Excepto em chinês.
Tuesday, October 10, 2006
Monday, October 09, 2006
Sinais do Extremo do Oriente

1. North Korea says it has carried out its first test of a nuclear weapon.
North Korea carried out a nuclear test on Monday to allay doubts about its strength and deter U.S. threats of regime change, but still wants talks to rid the Korean peninsula of atomic weapons, a source close to the regime said.Pyongyang announced on Monday it had safely and successfully carried out an underground nuclear test, defying a warning from the U.N. Security Council and drawing international condemnation.

(Ng Han Guan/AP, via Bloguítica)
2.Abe's China trip has provided a turning point for the improvement of Sino-Japanese relations. The high-level contacts and communications, and an exchange of visits and meetings between their leaders will facilitate bilateral relations warming up.
Leituras Dominicais
2. "How al-Qaida Ends: The Decline and Demise of Terrorist Groups", Audrey Kurth Cronin, na International Security.
Friday, October 06, 2006
Não foi por acaso
Thailand's new military rulers say they have agreed to talks with Islamic rebels in the south, in a significant policy change from the ousted regime.
BBC
Wednesday, October 04, 2006
Tuesday, October 03, 2006
Ban Ki Moon: O Senhor que se segue
Excertos do discurso que proferiu no dia 21 de Setembro perante a Assembleia-Geral da ONU:
"The key lesson to be drawn from the Korean experience over the past decades is that education is key to development, and woman and girls are the most effective agents for change and social progress"
"The undiminished human suffering in Palestine remains another source of deep concern. We urge the early revival of the stalled peace process. The violence and loss of innocent lives in Iraq concern us enormously as well. We trust that Iraq will become a stable and prosperous democracy under the leadership of its new government"
O discurso pode ser lido aqui.
Monday, October 02, 2006
Sunday, October 01, 2006
Friday, September 29, 2006
Então

"Thailand's military rulers have chosen General Surayud Chulanont, a former head of the military, to succeed overthrown prime minister Thaksin Shinawatra, the website of state-run Radio Thailand reported Friday. The website quoted Thailand's auditor general Jaruvan Maintaka as telling reporters that Surayud, 63, was the generals' choice. "It is quite certain," she said."
"Retired general picked as new Thai PM: state radio2, Channel News Asia.
Thursday, September 28, 2006
O Fórum/China em África: leituras

1. "a CPLP nunca fez nada, esteve sempre no papel. Apesar de existir a CPLP, Moçambique já dava sinais de querer sair da CPLP para entrar na Comonwealth. Oque travou Moçambique para se manter como país de língua portuguesa foi a China" (...) " a língua portuguesa nunca foi tão fundamental na concretização deste projecto apesar de todos falarem português, a não ser que haja um terceiro a pegar nesta língua e, à base desta língua, construir algo que diga respeito a todos e que dá vantagem a todos, que não prejudique nenhum dos países".
Entrevista a Narana Coissoró: "A China está a construir a sua obra"
2. " (...) o secretário-executivo-adjunto da CPLP, Tadeu Soares, rejeita ver o fórum como um substituto da comunidade de países criada há dez anos. “A CPLP foi a materialização de um sentimento já existente”, afirmou. Quanto ao Fórum, Tadeu Soares considera que “é como um shopping center onde a China pode ir de loja em loja falando com os ministros dos países lusófonos”.
"Para além do Fórum", no Hoje Macau
3."Beijing claims to attach no inconvenient political, environmental or social conditions to the money it hands over. Anyone who looks back over the past century and a half at the behaviour of the European colonial powers – and the Americans and the Soviets during the cold war – can see the absurdity of heaping blame only on China for behaving callously in Africa".
"Ugly face of China in Africa" Victor Mallet no Financial Times
Wednesday, September 27, 2006
Breves notas sobre o Fórum China-PLP
1. A China anunciou a criação de uma linha de crédito para os países africanos de língua portuguesa no valor de 800 milhões de yuans (cerca de 100 milhões de dólares) para a construção de infra-estruturas.
2. O Pano de Acção coloca uma tónica mais forte no investimento. Alguns países (como por Portugal) expressaram o desejo de atrair investimentos chineses, nomeadamente no turismo e construção de infra-estruturas. A posição de Lisboa foi mais acertada este ano que há três anos, mas falta ainda uma visão mais clara de Portugal neste processo. Nota positiva, no entanto, para a forte presença , a maior de sempre, de empresas portuguesas na Feira Internacional de Macau. Além disso a criação do Centro de Negócios e do Centro de Distribuição de Produtos Portugueses para o mercado chinês parecem, à partida, óptimas iniciativas. Falta agora saber se estamos perante mais do mesmo, ou seja “fogo-de-vista” para chinês ver, como aconteceu ao longo dos últimos dez anos.
3. O mesmo Plano de Acção traz à tona novas áreas de cooperação como o turismo (os países lusófonos anseiam que Pequim os coloque nos mercados turísticos preferenciais), transportes – o objectivo é criar uma rede regular de ligações aéreas e marítimas entre os países indústria farmacêutica e combate à SIDA.
4. Fica, aparentemente, adiado o objectivo de reduzir as barreiras alfandegárias.
5. A estrutura do Fórum em Macau, o secretariado, terá que mudar. Terá que ser ágil, inovadora e catalisadora de projectos. A opinião é partilhada por praticamente todos os analistas que têm acompanhado o processo.
6. Se Macau é a Plataforma, a China é o gancho, o Brasil é de outro mundo, Portugal navega à vista e os outros vão à bolina.
7. Há um fértil campo de investigação sobre o verdadeiro impacto do Fórum nas relações bilaterais China-PLP e sobretudo vis-a-vis a CPLP.
8. São Tomé e Príncipe enviou uma ministra, Cristina Dias, responsável pela pasta do comércio, que pôde assistir ao que está a perder com a ligação com Taiwan. É claramente uma vitória diplomática de Pequim.
9. O Fórum é o que é e deve ser visto numa perspectiva mais ampla.
10. Três questões:
A - (pergunta construtivista) Como é que o Fórum cria novas percepções intersubjectivas entre os participantes e redefine os conceitos de pertença e da relação com o outro (a China , uma actor externo à lusofonia)?
B – (pergunta liberal-institucionalista) Que tipo de “regime “ é este, o criado pelo Fórum, e que “spill over effects” poderão surgir em virtude do reforço da cooperação económica e comercial que se apresenta como um “win-win game”?
C –(pergunta realista) Ao nível da balança de poderes dentro do Fórum, que países viram a sua posição relativa ser aumentada e de que modo? De que forma o Fórum serve os intuitos da China de emergir na cena internacional como uma grande potência?
Tuesday, September 26, 2006
Sacked!

Secretário do Partido Couminista de Xangai, aliado de Jiang Zemin, afastado e detido em prisão domiciliário por alegado envolvimento em escândalo de corrupção.
"Jiang ally held over role in fund scandal", The Standart.
"Shanghai party chief sacked for graft", China Daily.
Monday, September 25, 2006
Thursday, September 21, 2006
Para além do Fórum: A China e os Países de Língua Portuguesa

Quando os ministros da China e dos países de língua portuguesa se juntarem este fim-de-semana espera-se que manifestem, de forma veemente, que o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (FCECCPLP), criado em Macau em Outubro de 2003, não é uma redundância face às pré-existentes relações bilaterais.E como poderão fazer isso? A questão prende-se, em grande medida, com o que a China vai apresentar e que tem estado a ser negociado ao longo dos últimos meses nas embaixadas dos países lusófonos em Pequim.
Certamente que seria desejável que emergisse um “rasgo” e que o Ministro do Comércio, Bo Xilai, tirasse “um coelho da cartola”. Tal possibilidade afigura-se pouco provável, mas não impossível. Pelo menos a fazer crer na entrevista que Francis Tam, Secretário para a Economia e Finanças, concedeu à última edição da Revista Macau, em que garantia que “ele (Bo Xilai) está a trabalhar em algo para o sucesso do Fórum. Ele não vai estar em Macau, só para fazer um discurso e regressar a Pequim”.
Naturalmente que nestes três anos foram dados passos importantes nas relações sino-lusófonas: criou-se uma agenda comum, foi lançado um mecanismo multilateral, as trocas comerciais duplicaram, surgiram novos projectos de investimento e as visitas de chefes de estado e governo e ao nível ministerial multiplicaram-se.
Quer isto dizer indubitavelmente que esta nova realidade nas relações internacionais é palpável. Mas até que ponto o Fórum foi a força propulsora desta dinâmica e não apenas um elemento formal de complementaridade neste processo?
Da ideologia ao pragmatismo
Quando olhamos para este processo não devemos encará-lo isoladamente do que tem sido a política externa chinesa desde a fundação da República Popular da China (RPC) e, nomeadamente, desde o início, há mais de um quarto de século, da “Era da Reforma” de Deng Xiaoping. Sob a liderança de Deng, a China substituiu o radicalismo de Mao Zedong por uma nova abordagem pragmática da política interna e externa passando a ter como base a nova raison d’être do regime chinês: o desenvolvimento e a modernização da economia.
Na arena internacional, Pequim iniciou um caminho de descolagem da aliança táctica e tácita com os Estados Unidos da América (EUA) que tinha sido iniciada no início dos anos 1970 após a ruptura com a URSS, para abraçar um novo modelo ancorado em dois conceitos que ainda hoje são apresentados como o âmago da política externa da China: Paz e Desenvolvimento, seguindo a máxima de Deng Xiaoping: “Quanto mais forte a China crescer, mais hipóteses há para preservar a paz mundial” (é neste fraseado que sedimenta a retórica da “emergência pacífica” da China)
Além desse binómio – Paz e Desenvolvimento - Pequim proclamou nessa altura, início dos anos 1980, a postura de uma política externa independente, que seja conduzida para satisfazer as necessidades internas de um país que se levantava depois de ter vivido em constante convulsão durante os três primeiros quartéis do século XX. Necessidades dessas que passam actualmente sobretudo pela necessidade de diversificar o acesso a fontes de energia, nomeadamente, de petróleo de forma a alimentar uma economia em perigo de sobreaquecimento.
Tendo como base osproclamados “Cinco Princípios da Coexistência Pacífica” - respeito mútuo pela integridade territorial e soberania, não agressão mútua, não interferência nos assuntos internos, igualdade e benefício mútuo – a China mudou a sua abordagem face aos “Países em Desenvolvimento” de uma postura marcadamente ideológica, nos anos sessenta e setenta, para uma atitude definitivamente pragmática.
O comportamento da China face aos Países de Língua Portuguesa (PLP) deve ser pois entendido no quadro da sua relação com as nações em desenvolvimento em especial com África e a América Latina, uma vez que, à excepção de Portugal, todos os restantes PLP se situam na orla do que dantes era designado por “Terceiro Mundo”.

Os sentidos das oportunidades
Em dois anos, o comércio bilateral aumentou mais de 100 por cento – passou de cerca de 11 mil milhões de dólares norte-americanos, em 2003, para mais de 23 mil milhões, em 2005, ao mesmo tempo que os grande projectos de cooperação emergiram num ambiente de reforço dos laços e consciencialização da importância desta parceria. Estes dados são impressionantes, no entanto, seria um acto de wishful thinking atribuir ao FCECCPLP a grande dose de responsabilidades pelos número. Sem dúvida que terá aberto a porta a alguns negócios, criando uma ambiente de aprofundamento de conhecimento mútuo e, consequentemente, novas oportunidades numa relação que aparece como um jogo de soma positiva para as duas partes, contudo esta tendência reflecte sim toda a estratégia da China para os países de língua portuguesa que, por sua vez, é subsidiária do novo posicionamento na economia política internacional, em especial, no relacionamento da China com os países em desenvolvimento. E todos sabem que o “big business”, o que realmente interessa, fez-se e far-se-ia independentemente do Fórum.
Ainda é cedo para avaliar de forma efectiva o papel e a influência que Fórum nas relações sino-lusófonas. De qualquer modo, parece claro que é urgente que haja um “Grande Salto”, sob pena de se tornar em pouco mais que um ornamento.
Sabe-se que o Plano de Acção que vai ser assinado este fim-de-semana vai incluir algumas novidades que poderão contribuir para que haja o tão esperado salto qualitativo. Sectores como o financeiro ou o turismo terão um papel de maior peso. Mas além de definir prioridades e proclamar boas intenções, o Fórum terá que abrir a porta para algo de substantivo. Em concreto, será importante iniciar um processo que conduza à facilitação do inestimento ou comércio; algo que a China tem estado a fazer com as negociações sobre acordos de livre-comércio com a Austrália ou os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).
No meio disto tudo, Macau não tem que ser apenas a sede do Secretariado e o território anfitrião das sessões ministeriais. Já foram dados alguns passos, como os acordos que estão em preparação para evitar a dupla tributação com alguns países de língua portuguesa ou a formação de recursos humanos, entre outras iniciativas e actividades. Falta o resto: imaginação, rasgo e uma visão estratégica clara sobre as potencialidades deste processo. Pequim quis dar um sentido geo-político-económico, de facto, à RAEM, para que o território seja mais do que a “Las Vegas da Ásia”; seria um grande desilusão que esta oportunidade fosse perdida.
Wednesday, September 20, 2006
Shinzo Abe: O senhor que se segue

"Shinzo Abe is a political "blue blood". He comes from a dynasty that has already produced prime ministers - his grandfather and great uncle." BBC News
"When Japanese Prime Minister Junichiro Koizumi visited the controversial Tokyo war memorial known as Yasukuni Shrine last month, the story made headlines around the world and triggered indignant protests in Seoul and Beijing. But when the news broke a few days later that Koizumi's political confidant Shinzo Abe had made his own surreptitious visit to the shrine earlier in the year, few outside Japan took notice. " Ler mais na Newsweek.
Coup in Thailand (em actualização)

"Signs of Thai coup have been there for months", por Richard Beeston, The Times.
"Military coup tumbles Thailand's Thaksin", Shawn W Crispin, no Asia Times.
"Asian cycle: An election, then a coup ", Seth Mydans, no International Herald Tribune
Coup
Soldiers have entered Government House and tanks have moved into position around the building.
Mr Thaksin, who is at the UN in New York, announced he had removed the chief of the army and had ordered troops not to "move illegally".
BBC
Monday, September 18, 2006
Vem aí
Quando os ministros da China e dos países de língua portuguesa se juntarem este fim-de-semana, espera-se que manifestem de forma veemente que o Fórum criado em Macau em Outubro de 2003 não é uma redundância face às pré-existentes relações bilaterais.
E como poderão fazer isso? A questão prende-se apenas com o que a China vai apresentar e que tem estado a ser negociado ao longo dos últimos meses nas embaixadas dos países lusófonos em Pequim.
(continua)
Sunday, September 17, 2006
Thursday, September 14, 2006
ASEM: a promessa do inter-regionalismo
"ASEM promete passar à acção na cooperação entre UE e Ásia", Fernando Sousa No DN
Ficam por ver na prática dinâmicas que passem por uma agenda e acção, de facto, inter-regional.
A propósito do ASEM, numa perspectiva teórica, valerá apena ler este ensaio, no Sínico Esclarecido.
A China e a "guerra contra o terrorismo" II
Tuesday, September 12, 2006
A China e a "guerra contra o terrorismo"

No dia em que passam cinco anos sobre aquela trágica manhã nova iorquina, vale a pena (re) ler este artigo publicado há quatro anos pela "Foreign Affairs":
"China's "War on Terror": September 11 and Uighur Separatism".
Monday, September 11, 2006
Wen Jiabao em discurso directo
(...)
"Democracy and direct elections in particular, should develop in an orderly way in keeping with the particular condition of a country. We are confident that when the people are capable of running a village through direct election, they will later be able to run a township, then a county and a province, true to the principle that our country is run by the people.
Since time is running out, I am afraid we have to stop here. The last message that I have for you is this: China’s development is a long-term and daunting task. To achieve development, we need peace, we need friends and we need time".
Ler mais em "Full text of the Chinese Prime Minister's interview", Times Online. (ligação via Arrastão)
Sunday, September 10, 2006
Destino submerso

O "Leão de Ouro" do 63º Festival Internacional de Cinema de Veneza foi atribuído ao filme "Sanxia Haoren", do realizador chinês Jia Zhangke.O filme é uma crónica da vida de uma aldeia que vai ser submersa devido à construção de uma barragem.
"Still Life" was shot in the old village of Fengjie, which has been destroyed by the building of China's Three Gorges Dam. It recounts the story of people who come back to Fengjie during the upheaval. A miner comes back to the village to look for his wife, a nurse for her husband.
Saturday, September 09, 2006
Mao 30 anos depois da morte

"Chairman Mao's long shadow", Martin Adams, no Asia Times.
"Mon grand-père s'appelle Mao", Abel Segretin, no Libération.
"30 years on, Mao's memory preserved", Diego Montero, no China Daily.
Ler também,
"Mao, 30 anos depois", Exílio de Andarilho.
Tuesday, September 05, 2006
Legitimidade e legitimação na China pós-Maoísta
Texto publicado no jornal Hoje Macau no dia 4 de Setembro de 2006.
Seguindo a definição formulada por Seymour Lipset, a legitimidade de um sistema político deverá ser entendida como a sua capacidade de engendrar e manter a crença de que as instituições políticas vigentes são as mais apropriadas para a sociedade. David Beetham acrescentou uma outra dimensão a este conceito, tendo em conta o processo de legitimação, ao nível da interacção comunicativa numa sociedade. Nesta perspectiva o objectivo passa pela reprodução da legitimidade de um regime num proceso em que a ideologia assume um papel relevante. Sendo óbvio, como referia Max Weber, que diferentes sistemas de dominação implicam lógicas díspares de legitimação, qualquer sistema procura fomentar a sua legitimidade, ou, por outras palavras, justificar-se.
Ao analisarmos o momento de transição por que passa a República Popular da China (RPC) no início deste século – um movimento que começou no final dos anos setenta com a ascenção ao poder de Deng Xiaoping – em termos de legitimidade e legitimação, somos levados a induzir que existe um desfasamento entre uma retórica da via socialista chinesa (o socialismo de mercado com características chinesas) e a realidade de uma sociedade desideologizada, que vai procurando adptar-se ao ritmo das mudanças decorrentes da abertura das portas ao capitalismo.
Verdade, Benevolência e Glória
Para percebermos o significado dos conceitos de legitimidade e legitimação na pós-Maoísta é importante mergulharmos (continuar a ler no Sínico Esclarecido)
Monday, September 04, 2006
Wednesday, August 30, 2006
Golpes d'Ásia I *
Os caminhos da China e do Vietname cruzaram-se por várias vezes ao longo do século XX, gerando inimizades, desconfianças e uma guerra: em 1979 quando o Exército Popular de Libertação invadiu o território vietnamita, naquela que foi designada também de “Terceira Guerra da Indochina”.
Na altura faziam-se sentir os efeitos do cisma sino-soviético e da guerra entre o Vietname e o Camboja de Pol Pot. Mais de um quarto de século depois, os caminhos entre Hanói e Pequim cruzam-se de novo, mas agora sob a égide do pragmatismo e da transição de dois países que viveram experiências díspares, mas de algum modo comparáveis, de “socialismo real” para o capitalismo. Enquanto, pouco depois da guerra sino-vietnamita, Pequim começou a abandonar o colectivismo, num processo de desmaoização da sociedade e sobretudo da economia, sob o comando de Deng Xiaoping, Hanói abraçava o início da abertura à economia de mercado em 1986, quando o Partido Comunista do Vietname (PCV) decretou o início do período “doi moi” (Renovação). Contrariamente ao que Gorbatchov fez na URSS, a abertura no Vietname, à semelhança do que aconteceu na China, foi essencialmente económica e não política. Mas as semelhanças do percurso entre os dois vizinhos da Ásia Oriental não se ficam por aqui.
A abertura à economia de mercado trouxe consigo um movimento de melhoria geral das condições de vida da população. Mas, tal como no país vizinho, o desenvolvimento está fazer-se também à custa de expropriações em grande escala que estão a causar ondas de protesto, uma vez que as compensações pela perda de propriedade chegam tarde e são geralmente bastante inferiores ao que tinha sido prometido. Em Julho, quase diariamente dezenas de pessoas juntaram-se em frente da sede do PCV e nos “encontros com o povo” promovidos pelas autoridades. Em Abril, milhares de pessoas de três provícnias meridionais enviaram cartas ao governo em que acusam as autoridades locais de fazer expropriações ilegais.
Tal como a China, também o Vietname é cada vez mais destino de Investimento Directo Estrangeiro, mas o curioso é que uma fatia desse investimento provém justamente de capital chinês. Também ao nível do comércio bilateral, as ligações são cada vez mais significativas: em 2005 as trocas ultrapassaram 8 mil milhões dólares; em 2010 espera-se que atinjam 10 mil milhões. Politicamente é signifiactivo que a primeira visita ao exterior do recém-empossado primeiro-ministro vietanamita, Nong Duc Manh, tenha sido a Pequim. Na sequência dos econtros com os dirigentes chineses - como é habitual – Hanói e Pequim assinaram vários acordos de cooperação.
No entanto, simultaneamente, o Vietname vai fortalecendo o seu relacionamento com Washington, agora que o tempo vai sarando as feridas do passado belicoso. Em Junho, o Secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, anunciou passos no sentido de reforçar a cooperação militar. Numa altura em que oVietame prepara a entrada na Organização Mundial de Comércio, e num cenário de forte crescimento económico, a China e os EUA competem pela fidelidade de Hanói. Os vietnamitas vertamente que agradecem, uma vez que assim poderão maximizar a sua posição estratégica e tirar proveitos económicos. A sua posição é clara, como disse Ton Nu Thi Ninh, vice-persidente da Comissão Parlamentar dos Negóciso Estrangeiros, ao New York Times: Neither "leaning over" toward Washington”, nor “bow” to Beijing. A administração Bush entretanto vai monitorizando a exopansão da rede económica e coemrcial da China no espaçod a Ásia Oriental, considerado “vital” para a segurança internacional norte-americana. Como escreve Jane perlez, no NYT: The Bush administration, also concerned about Beijing's designs in Asia, is happy to provide a counterweight. The competition between Beijing and Washington for Vietnam's allegiance sometimes seems toe-to-toe.
* Este é o primeiro de uma série de vários textos que planeio escrever sobre a Ásia Oriental, nomeadamente, acerca das relações da China com os países vizinhos.
Diplomacia de Megafone
No FT.
Nota: Não deixa de ser irónica esta retórica de "superioridade moral" norte-americana sobre a liberalização do comércio quando, na prática, os EUA, o Japão e a UE têm sido consdieravelmnente resposnáveis pelos entrave às negociações de Doha.
Monday, August 28, 2006
Friday, August 25, 2006
Mais importante que a ida à lua
A propósito desta declaração, recordo um posto escrito por aqui em Abril de 2005.
Se Karl Marx foi a figura mais influente do século XX, será Deng Xioaping a mais determinante do século XXI? (...)
Tuesday, August 22, 2006
Leituras Pós-Dominicais
"Japan-China: Nationalism on the Rise", Brahma Chellaney no International Herald Tribune
2. "Washington is correct in not interfering in the Yasukuni issue. As a senior administration official told reporters before Koizumi's sayonara summit with Bush, "I don't think it's the place of either leader to tell the other one what he can and cannot do domestically."
But Beijing would argue that by not doing anything, Washington is in fact siding more with Tokyo. China could ask the United States how it can support Japan becoming a permanent member of the UN Security Council and embrace its re-emergence when the Japanese have not fully come to grips with their own history?" "The China Syndrome", Liu Kin-ming no The Standard.
Wednesday, August 16, 2006
Monday, August 14, 2006
O que é nacional é bom

The Simpsons and Mickey Mouse are to be banned from peak-time TV schedules in China to try to protect the country's homegrown animators, reports say.
BBC News.
Leituras Pós-Dominicais
The Japan Institute of International Affairs, via Yale Global.
"Viewpoint: China on the verge", William Pesek Jr. , Bloomberg News.
"Os chineses - uma reflexão", Exílio de Andarilho.
Saturday, August 12, 2006
Dos limites do modelo chinês
A perspectiva deste autor deve ser tido em conta uma vez que estamos perante um dos mais conceituados peritos na politica e economica chinesa da actualidade. No entanto, como Nathan refere, há outras perspectivas, que sendo menos dramáticas, poderão acabar por dar uma visão mais abrangente.
Thursday, August 10, 2006
A minha
A Xinhua explica tudo:
"An NBS report affirms that China's GDP grew 9.9 percent in 2005. If local government statistics are to be believed, then GDP growth averaged 12.39 percent in 2005.
The gap between the average GDP growth reported by local governments and the figure published by NBS has widened since 2000. This gap was 1.7, 2.0, 2.6 and 2.8 percentage points respectively in 2000, 2001, 2002 and 2003.
As the most important index reflecting regional economic growth, GDP growth is still the goal pursued by local governments and officials.
Since many corporations have branches in different provinces, their output and investment may be counted several times by different regions, leading to an exaggerated GDP figure, the newspaper said.
To avoid overblown figures, the central government is trying to restructure the official achievement evaluation system by introducing the new concept of green GDP, which would calculate environmental and ecological costs along with economic growth."
Ler mais em "Local governments report higher GDP growth than central government", no Diário do Povo.
Wednesday, August 09, 2006
Leituras A gosto (mais uma)

"The world is frequently taken to be a collection of religions (or of "civilizations" or of "cultures"), ignoring other identities that people have and value, involving class, gender, profession, language, science, morals, and politics. This unique divisiveness is much more confrontational than the universe of plural and diverse classifications that shape the world in which we actually live."
Do Prefácio, p. xvi
Tuesday, August 08, 2006
Friday, August 04, 2006
Wednesday, August 02, 2006
Outros horizontes

Desde há algum tempo que olho com atenção para o projecto Galileo, o sistema de Navegação e Posicionamento por Satélite da União Europeia, contruído –em construção– como alternativa (competidor) ao norte-americano Global Positioning System (GPS).
Considerei desde logo interessante este projecto por vários motivos: em primeiro lugar pela dimensão desta parceria entre a UE e a Agência Espacial Europeia (ESA); em segundo pelo facto de ter surgido numa altura em que as águas do Atlântico começam a deixar visíveis algumas fissuras; em terceiro, porque sendo uma “dual-use” technology implica questões de natureza política e económica e, simultaneamente, de índole securitário e, maxime, militar.
A importância do Galileo na construção de uma infraestrutura tecnológica, por si só, suscita implicações ao nível da intenção da UE não perder mais tempo numa corrida que continua a perder face aos EUA, ao nível da Investigação e Desenvolvimento e igualmente no que diz respeito à capacidade de dar um novo ímpeto à rede de transportes pan-europeia. Naturalmente que os EUA não viram com bons olhos esta iniciativa europeia. Afinal, por que é que os europeus vão gastar cerca de 3.3 mil milhões de euros num sistema deste género, se têm acesso ao GPS de forma “gratuíta”? Mas o que incomodou ainda mais Washington foi a parceria preferencial firmada entre a UE e a China, no desenvolvimento do Galileo.
Não deixa também de ser inetressante que o Galileo esteja sob a alçada da DG TREN – Directorate General dos Transportes e Energia da Comissão Europeia, ao passo que o GPS, criado nos anos 1970, nasceu e continua ligado ao Departamento de Defesa dos EUA.
Entretanto, a Rússia pretende finalmente tornar operacional na plenitude o seu sistema, o GLONASS e a China mantém no horizonte a criação de um sistema de navegação e posicionamento por satélite próprio.
Para olhar, de vários ângulos, para este tema, nasceu o PROJECTO GALILEO.
Tuesday, August 01, 2006
Sunday, July 30, 2006
Unrest

"An unhappy toy story: Unrest in China", no IHT
Mais um exemplo da instabilidade que emerge no "Império do Meio". Ao contrário de outras manifestações, esta não é uma revolta camponesa, mas sim proletária...
A propósito vale a pena perder uns minutos e ler:
Esta entrevista a Hu Dongfang, na New Left Review
e a consultar o China Labour Watch
Saturday, July 29, 2006
Aí está
Friday, July 28, 2006
Sobre a querra Israel-Hezzbollah (com adenda)
Planeta Hezzbollah, Rui Bebiano (Que saudades da Zona Non!), n'A Terceira Noite
"O regresso do reprimido", Miguel Vale d'Almeida
"As lealdades em debate", Bruno Sena Martins-Avatares e um desejo.
E já agora, aproveitando a sugestão do blogue supra-citado, vale a pena ler o que escreve o senhor Garton-Ash.
[Adenda]
Em todo o caso, salvaguardando algumas reservas quanto ao tom, encontro-me próximo do que Vital Mopreira e João Morgado Fernandes têm escrito.
Wednesday, July 26, 2006
Hong Kong democracy: A missão possível?

Numa altura em que auumentam as movimentações políticas de figuras que pretendem marcar a agenda da democratização, como Anson Chan e Regina Ip, Donald Tsang veio dizer claramente:
"Chief Executive Donald Tsang Yam- kuen, tottering under the full weight of public outrage for dragging his feet over universal suffrage, claims there's "absolutely no problem" with implementing full democracy in Hong Kong." (The Standard)
Mas ainda não avançou com a calendarização. O que significam de facto estas palavras? Manobra para aliviar a pressão, após a visita do ex governador Chris Patten ou será que Pequim tem na manga, de facto, uma data para o sufrágio directo e universal?
Tuesday, July 25, 2006
Sunday, July 23, 2006
Politics in Hong Kong: O duelo das damas da "democracia"

Anson Chan

Regina Ip
Estas poderão ser as senhoras que se seguem. As duas tiveram responsabilidades políticas no passado recente e agora surgem como cartas no baralho político de Hong Kong. Ambas falam de democratização, mas de maneira diferente.
"Ip accuses Anson over her five years of silence"
Friday, July 21, 2006
Thursday, July 20, 2006
Wednesday, July 19, 2006
Vale a pena
Monday, July 17, 2006
We came in peace; we are friends III
A revista, que vai ser publicada de dois em dois meses, tem como objectivo dissipar a visão da China como uma ameaça económica, uma opinião que tem vindo a ganhar terreno nos Estados Unidos e na Europa.
Sunday, July 16, 2006
Hong Kong Democracy
Donald Tsang afirmou ontem que 2012 seria uma data possível para a intrudução do sufrágio universal. As delcrações foram proferidas durante uma visita a Singapura e surgiram no mesmo dia em que Anson Chan, antiga secertária-chefe de Hong Kong ter dito que Hong Kong não é uma sociedade democrática.
O chefe do governo lançou ainda um recado… “As pessoas não devem continua a usar slogans oportunistas”.
Ler mais em "Hong Kong leader hints at full vote in 2012 - paper", Reuters.
Friday, July 14, 2006
Christopher McNally
O seu pensamento pode ser lido neste paper elucidativo.
Thursday, July 13, 2006
Chefe, mas muito
Segundo a edição de ontem do jornal Va Kio, numa reunião com altas figuras da sociedade de Macau, Edmund Ho admitiu que surgiram novos problemas nos últimos dois anos, mas que algumas pessoas usam métodos da era colonial para ganhar o apoio da população.
O líder do governo frisou que o executivo tem responsabilidades face a compromisos, mas certas figuras também.
Edmund Ho aproveitou para deixar recados, lembrando que o conceito “um país” “dois sistemas” não pode servir de desculpa para pedir ao governo central benefícios nem para ir a Pequim pedir protecção face ao dsenvolvimento regional e à globalização.
Ao mesmo tempo, o chefe do governo disse querer melhor a comunicação com a poulação. Nesse sentido serão criados porta-vozes sectoriais.
Mais detalhes, aqui.
Tuesday, July 11, 2006
Macau (Delta Asia Bank) - North Korea Connection
Mais de 9 toneladas de ouro em pouco mais de três anos. Por Macau – ou melhor, pelos cofres do Banco Delta Ásia – passava a totalidade da produção da Coreia do Norte. E até algumas das suas reservas. Os lingotes iam parar a uma empresa alemã de comércio de ouro em Hong Kong e o Delta Ásia extraía da operação importantes lucros
Um trabalho do jornalista Ricardo Pinto, no Ponto Final.
Maria João Rodrigues
"O que nós temos que fazer é justamente desenvolver esses novos factores competitivos mas também reformar o modelo social. O que é fundamental é que as pessoas estejam capacitadas para ter acesso ao emprego, mas esse emprego podem ser vários postos de trabalho, várias profissões ao longo da vida, portanto isto quer dizer que a educação e a formação é a grande prioridade, justamente para que as pessoas possam ter essa mobilidade profissional e esse horizonte que os permite estar sempre, de uma maneira ou de outra, no mercado de trabalho"
"A China é o país que tem sido mais visitado por comissários europeus em várias frentes e isso demonstra a vontade da UE em trabalhar com Pequim. Nós sabemos que a China tem problemas profundos de reequilíbrio profissional e portanto a China manifesta interesse e cooperação nessas visitas. Uma das lições da experiência europeia é que a nossa política regional não é só uma política para compensar a falta de rendimento, para compensar as regiões, é uma política para as tornar mais competitivas e mais produtivas".
Ler entrevista completa ao jornal Hoje Macau aqui
Ouvir na Rádio Macau.
Sunday, July 09, 2006
Leituras Dominicais
"North Korean Nuclear Conundrum", Chung Min Lee, YaleGlobal
"China's Brutal Crackdown on Dissidents", Andreas Lorenz no Der Spiegel.
Thursday, July 06, 2006
War Games
"N Korea's missiles met by Japanese sanctions", Hisane Masaki no Asia Times.
"''Intelligence Brief: North Korea's Missile Tests'", PINR, via Bloguitica
Tuesday, July 04, 2006
O Quarto Poder
The World Bank said that by its official measure China produced US$2.263825 trillion in output in 2005, just US$94 million, or 0.004 per cent, more than Britain. China comfortably overtook Britain last year based on each country's gross domestic product converted into US dollars at current exchange rates.
Ler mais aqui
Sunday, July 02, 2006
Leituras Dominicais
"The challenge of unilateralism"
Henry C. Liu no Asia Times.
2. "A divided electorate on Hong Kong anniversary", The New York Times
Wednesday, June 28, 2006
Tuesday, June 27, 2006
“A Arte da Guerra” e “O Voo da Águia”
Poderá ter sido isto que Luís Filipe Scolari disse aos jogadores portugueses no intervalo do jogo com a Holanda. É uma passagem do livro "O Voo da Águia" do escritor brasileiro João Roberto Gretz , o mais recente manual de "Felipão", um trunfo para motivar a selecção das quinas para este Mundial.
Se antes o "sargentão" se socorria dos ensinamentos de "A Arte da Guerra" do general chinês Sun Tzu, agora é Gertz que inspira o seleccionador que somou mais um recorde ao somar o 11º triunfo em fases finais do campeonto do mundo – sete ao serviço do Brasil em 2002, quatro (para já) com Portugal.
E aludindo à citação referida anteriormente, em Nuremberga, mais do que um jogo de futebol, o que aconteceu ao longo dos 96 minutos foi, nomeadamente na Segunda parte, uma batalha em que durante grande parte do desafio o adversário tinha mais "soldados" em campo.
Apesar da ascendência de Gretz sobre Scolari, o treinador Campeão do mundo não esqueceu os ensinamentos de Sun Tzu. Se não vejamos. O mítico e milenar militar chinês não só defendia que " A invencibilidade está na defesa; a possibilidade de vitória, no ataque", como, na avaliação dos factores que permitem que se possa prever que sairá vencedor de uma batalha, referia, entre outros aspectos, que é crucial verificar quem é "aquele que sabe quando deve ou não lutar" ; "aquele que sabe como adotar a arte militar apropriada de acordo com a superioridade ou inferioridade de suas forças frente ao inimigo"; "aquele que sabe como manter seus superiores e subordinados unidos de acordo com suas propostas"; e "aquele que é um general sábio e capaz, em cujas decisões o soberano não interfere". Em todos estes aspectos o "sargentão" e as tropas lusitanas estiveram impecáveis, mas convenhamos que a sorte, a água benta e a Nossa Senhora do Caravaggio, que desviou aquele remate de Cocu para a trave da baliza de Ricardo, também tiveram mão nesta vitória histórica.
Texto publicado no Jornal "Hoje Macau", 27-06-2006.
Friday, June 23, 2006
China-Países Lusófonos; a ler com atenção
Thursday, June 22, 2006
EPC e Macau II
"Coelho para todo o prado", João Varela no Hoje Macau.
2. "Ainda bem que Eduardo Prado Coelho tem noção de que o defeito é dele, quando diz de Macau e das suas gentes algo próximo do que Maomé diria do toucinho. Quando me surpreendi com o texto (que publicamos na página 9) interroguei-me, antes de mais, se haveria em mim algum defeito que me fizesse gostar (e muito) de viver nesta terra. A resposta foi não, por razões que já exporeiE rapidamente percebi qual o defeito de Prado Coelho: etnocentrismo, um defeito não raro nos europeus, mas que a inteligência do cronista deveria ter sabido evitar. Vir à Ásia e esperar um cheiro a Paris é coisa que não lembraria a um campónio... Vir à China e esperar ruas desertas, então, roça o ridículo. Mas pronto, Prado Coelho não gostou de Macau, está no seu direito e não precisa de voltar".
Precipitação e falta de educação, Rodolfo Ascenso, no Ponto Final.
Wednesday, June 21, 2006
EPC e Macau
Percebe-se também que quem julga encontrar em Macau o mundo sedutor de In the Mood for Love, magnífico filme de Wong Kar-Wai, uma película que retrata Hong Kong dos anos 60, tenha uma reacção negativa ao que vê.
Agora quando escreve, "Há também as pessoas: as vozes são esganiçadas e contundentes criando uma atmosfera de permanente agressão. As mulheres parecem tábuas de engomar com aquele andar de pastaschocas que define a gravidez avançada. Apesar de mini-saias frequentes, não há nelas (e também neles) a menor sensualidade " o professor EPC demonstra que atingiu o Outono da sua sensibilidade.
Monday, June 19, 2006
We came in peace; we are friends II
Speaking at a news conference in Cairo at the start of a tour of seven African nations, Wen said China's foreign policy was based on mutual benefit, adding that his country would not interfere in internal matters such as human rights". Ler mais aqui
Sunday, June 18, 2006
Thursday, June 15, 2006
Wednesday, June 14, 2006
Organização de Cooperação de Xangai

O General Loureiro dos Santos alude, na edição de hoje do Público (14 de Junho de 2006, sem link) à importância da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), cuja cimeira decorre esta semana, encarando esta organização que junta a Rússia, a China e as antigas repúblicas soviéticas da Ásia Central., como a NATO do Leste. Esta análise contradiz o que Pequim tendo vindo a sublinhar repetidamente: "Even when it comes to collaboration in security, SCO does not posture itself against the US or NATO as some people have claimed. It has no imaginary or imagined enemy; real enemies of the organization are terrorism, splittism and extremism as well as poverty, ignorance and backwardness".
Loureiro dos Santos considera ainda que “A sua pretensão é expulsar da Eurásia as inetrferências que lhe são estranhas. O que permitiria erigir uma nova ordem internacional de natureza multipolar, na qual as potências da ilha mundial integrem o círculo que governa o mundo, sobre os escombros da actual ordem internacional unipolar”.
Não desmerecendo a observação de Loureiro dos Santos, considero que será importante entender a OCX à luz da nova Grande Estratégia da China para as relações Internacionais, patente desde o final do século XX e tendo em conta as contradições da aliança sino-russa.
Evan S. Medeiros e M. Taylor Fravel consideram que desde meados dos anos noventa a China deu início a uma série de contactos, acordos parecerias que reflectem uma nova “flexibilidade e sofisticação” no seu comportamento com actor global. Na perspectiva destes autores, a postura chinesa tem sempre como pano de fundo promover os seus interesses económicos, reforçar a sua segurança e limitar a influência dos Estados Unidos na vizinhança da China, em especial na Ásia Central e no Sudeste Asiático. De entre os vários motivos que impelem esta nova abordagem ao contexto internacional, em nosso entender as necessidades de consumo e abastecimento da economia doméstica, em especial a questão do acesso a recursos e fontes energéticos as e a recursos naturais em geral são aspectos que assumem preponderância no relacionamento com a Ásia Central, a América do Sul, o Médio Oriente e África.
Deste modo, a China decidiu encetar um caminho mais amplo e complexo na sua relação com o mundo, baseada numa atitude multifacetada e multidireccional.
Acerca dos objectivos e do futuro da OCX Ariel Cohen deixa no ar questões que me parecem pertinentes, quando analisada a questão numa lógica triangular EUA-Rússia-China, salientando a posição de Moscovo.
"In the future, does Russia want to be a member of the community of democracies or a junior partner in a coalition led by China? Talking about Eurasia, one quickly touches the third rail of the debate between Westernizers and Eurasianists, which has been going on for a century and a half. Do the Russian elites, who are culturally European, want to be politically European as well? The majority of them did a hundred years ago, as well as in the early 1990s. Does Russia want to be politically like Uzbekistan or Pakistan? Or like the U.S. and Canada? Or maybe like Korea, Taiwan, and India? After all, democracy ceased to be a Western invention a long time ago".
Tuesday, June 13, 2006
Sunday, June 11, 2006
Friday, June 09, 2006
Pai do povo tailandês

Há sessenta anos Bhumibol Adulyadej ascendia ao trono da Tailândia num dos mais longos reinados do mundo.
Muitos tailandeses olham para ele quase como um divindade. Por isso é também o principal cimento da unidade do antigo Reino de Sião.
Asccendeu ao trono aos 18 anos, depois do seu irmão mais velho ter falecido. Mas a coroação só foi concretizada em 1950. Formado na Suiça, raramente interveio na política da Tailândia. A mais recente intervenção aconteceu em Abril, numa altura em que o primeiro ministro Thaksin Shinawatra estava sob forte contestação popular. Na altura, o rei pediu aos juízes do tribunal supremo para deciddirem se as eleições de Abril era válidas. Os juizes declararam nulas as eleições que tinham dado a vitória a Shinawatra, num acto eleitoral boicotado pela oposição.
A edição de hoje do Bangkok Post é o espelho do consenso nacional sobre o Rei. Num editorial, o matutino chama-lhe o pilar da estabilidade, o farol da nação, e alguém que nos faz ter fé na humanidade.













