Wednesday, January 31, 2007

Significativo


É significativo que Alan Leong tenha conseguido as nomeações suficientes para se apresentar nas eleições para Chefe do Executivo de Hong Kong. Sabe-se que Donald Tsang é o vencedor antecipado por ser o escolhido por Pequim e por ter o apoio provável de cerca de 650 dos 800 membros do Comité Eleitoral que elege o chefe do governo de Hong Kong. Contudo, esta é a primeira vez que existe um candidato alternativo a quem tem o apoio de Pequim, sendo que neste caso é um destacado legislador do Partido Cívico, organização política pro-democracia que tem mostrado grande dinamismo e lucidez.

"Democracy champion to contest Hong Kong leadership", Sydney Morning Herald.

China ausente/presente

Quem chega pela primeira vez à Ásia Oriental, vindo de Portugal, repara que na "metrópole" a atenção que é dirigida aos Extremo Oriente é manifestamente diminuta face ao papel que este lado do mundo ocupa na economia e na política internacional. Esse desinteresse começa, desde logo, na generalidade dos meios de comunicação social. Admito que, por ser jornalista e viver em Macau não entenda que na maioria dos media de Lisboa o que se passa para lá (no meu caso para cá) do Afeganistão pouco interessa. Temos Timor-leste e o epifenómeno de Macau em 1999, mas essas são excepções conjunturais.
Não estou tanto a falar de Macau - embora também note que quando leio a Reuters a The Economist, New York Times veja mais vezes notícias e reportagens sobre Macau que na maioria dos media de Portugal. Refiro-me mais à China, país que tem sido alvo de grande atenção por parte do La Reppublica, El Pais, Agência Efe, Liberation, Le Monde, Guardian, etc, só para falar de alguns jornais de referência europeus.

Esta ausência das questões da China – com a excepção da Agência Lusa que vai produzindo notícias com bastante regularidade de Macau e de Pequim - e do resto da Ásia de Leste (Tailândia, Malásia ou Vietname, etc) nos meios de comunicação social coincide com o nível das relações económicas e comerciais.

Não seria, no entanto, correcto ignorar os passos que têm sido dados nos últimos anos: as trocas comerciais aumentaram, há novos investimentos e iniciativas que poderão ter algum impacto com a criação do Centro de Distribuição do Produtos Portugueses na China, cuja escritura vai ser assinada no próximo sábado em Macau. A criação em Macau, pela China, do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa representa uma oportunidade para tirar proveito de mecanismo de cooperação tripartida Portugal-China-PALOP. Quanto à investida lusitana por esse Rio das Pérolas acima dá a impressão que muito poucas empresas portuguesas terão fôlego para entrar a sério na República Popular. Há no entanto espaços em que as empresas de Portugal poderão entrar, a nível provincial, em projectos específicos; em nichos de mercado que na China representam grandes oportunidades para a escala portuguesa. Até porque o clima político entre Pequim e Lisboa é bastante propício.

Sócrates no China Daily

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"PM wants to showcase 'a modern Portugal", By Li Xing and Qin Jize

"European Union-China relations and Africa are high on the agenda of the meeting today between Premier Wen Jiabao and Jose Socrates, the visiting prime minister of Portugal.
"I am here to reinforce the political ties between Portugal and China and further our strategic partnership in all domains," he said in an exclusive interview with China Daily after he arrived in Beijing yesterday evening, adding that Sino-Portuguese ties are in excellent shape.
He expects to sign cooperative agreements with the Chinese premier on justice, the economy, finance, culture and taxation; and revealed that the two sides have worked out solutions to extradition issues and would sign a pact.
Accompanied by a large business delegation representing a variety of sectors, Socrates said he hoped to present "a modern Portugal" to China, so that more Chinese entrepreneurs would go and invest in his country, and vice versa.
He quoted a Portuguese poet "A part of us goes to the East and part of us is on the East", when talking about the Portuguese understanding of China, before leaving for dinner at the famous Quanjude Peking Roast Duck Restaurant.
Apart from bilateral issues, he will also discuss with Wen preparations for the China-EU summit scheduled for November in Beijing.
"The summit will be a good opportunity for EU countries and China to discuss political and economic issues," which would include "sensitive issues", Socrates said, in answer to a question over the lifting of the EU arms embargo on China.
Socrates emphasized that he would also bring up Africa as an important issue so as to achieve "coordination of our policies" toward the continent.
Portugal is preparing for the EU-Africa Summit to be held in Lisbon later this year, he said, stressing that Portugal's and the EU's relations with African countries are very special and go back in history.
Making his first visit to the Chinese mainland, Socrates said he was eager to see a "modern Macao", which he visited a few months before its handover in 1999. "I've heard Macao is now an example of success, contributing a lot to China's growth," he said.
Analysts say Sino-Portuguese ties have taken a great leap forward since the return of Macao and have been developing rapidly.
"Macao's smooth handover and its continuing prosperity have greatly enhanced Portuguese confidence in the Chinese government and opened a new page in establishing a sound foundation for cordial relations," said Zhao Junjie, senior researcher at the Chinese Academy of Social Sciences.
Zhao said using Macao as a trade platform to link China and Portuguese-speaking countries is a smart strategy as the special administrative region is uniquely qualified to liaise between the two sides.
Zhao said Portugal considers the coastal city with colonial-era buildings and streets a showcase of its culture in the East while on the other hand, China wants to take advantage of Macao's strengths to better integrate with other parts of the world.
According to official figures, two-way trade reached US$1.7 billion last year, 40 percent up from the previous year. China is the third biggest buyer of Portuguese exports outside the EU".
(China Daily 01/31/2007

Monday, January 29, 2007

Enquanto

José Sócrates estiver na China, o presidente Hu Jintao estará atarefado, algures:

South China Morning Post, 29 de Janeiro de 2007

Saturday, January 27, 2007

Lapidar

"Por favor, não se esqueçam: No dia em que a luz do Farol da Guia ficar bloqueada, Macau mergulhará no escuro."

Paul Chan Wai Chi, no Hoje Macau.

Friday, January 26, 2007

As torres, o farol e os sinais de cidadania

O projecto de construção das torrres no sopé do Monte da Guia, em Macau, está a levantar protestos que se começam a fazer ouvir de várias formas:

"Farol, manifestações e You Tube", Island Ian no Hoje Macau
"Amigos da Guia", Leocardo.

Thursday, January 25, 2007


Haikou, Ilha de Hainão. Maio de 2006.

Wednesday, January 24, 2007

Ok, we did it... but

Vale a pena ler na íntegra este breve texto da Xinhua:

China says it opposes arms race in space

" China opposes the weaponization of space and any arms race in space, Chinese Foreign Ministry spokesman Liu Jianchao said here Tuesday in response to questions concerning China's space experiment recently.
"What needs to be stressed is that China has always supported the peaceful use of space," Liu said.
China has never participated and will never participate in any arms race in outer space. This test was not directed at any country and does not pose a threat to any country, he said.
The spokesman also revealed that China has informed some countries including Japan and the United States about the experiment"

.

Monday, January 22, 2007

O teste anti-satélite e o programa espacial da China

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O teste de míssil anti-satélite chinês gerou um coro de protestos face ao perigo de uma nova corrida ao armamento espacial. Na verdade, ao não negar (assumindo por omissão) o ensaio, Pequim deixa uma mensagem ao mundo e em especial aos EUA. É esse o ponto de vista de Joseph Kahn, neste artigo publicado pelo New York Times e International Herald Tribune:"Some analysts suggested that one possible motivation was to prod the Bush administration to negotiate a treaty to ban space weapons. Russia and China have advocated such a treaty, but President Bush rejected those calls when he authorized a policy that seeks to preserve "freedom of action" in space”.Já em 2002, A.V. Lele (1), analista...
(Ler mais no blogue Projecto Galileo)

Leituras Dominicais

"China's missile test: A message for U.S". Joseph Kahn no IHT.
"China begins to define the rules ", M K Bhadrakumar no Asia Times.

Friday, January 19, 2007

China as a Space Player

"China successfully carried out its first test of an antisatellite weapon last week, signaling its resolve to play a major role in military space activities and bringing expressions of concern from Washington and other capitals, the Bush administration said yesterday."

Flexing muscle, China destroys satellite in test, no IHT.

Thursday, January 18, 2007

Nuno Portas em discurso directo

"Macau está a querer resolver tudo num espaço extremamente pequeno, os casinos, o centro histórico, as novas empresas, tudo. Não há centro histórico que resista a este cerco dos ícones que têm uma expressão completamente oposta"

"Como as pessoas gostam de ver as outras partes da cidade, fazer uma barreira que tape o velho Macau, para quem está na Taipa ou em Zhuhai, é um desastre. Estamos a tapá-lo."

"Os ícones estão a desfazer o espaço público”, Nuno Portas entrevistado por Carlos Picassinos no Hoje Macau.

A visita de Sócrates à China

E o trabalho de casa diplomático?
"Confusão diplomática na visita de Sócrates à China", Diário de Notícias.

P.S. Afinal. Tudo indica que a visita vai mesmo realizar-se de 30 de Janeiro a 4 de Fevereiro. Aguardemos os desenvolvimentos.

Wednesday, January 17, 2007

Tuesday, January 16, 2007

Monday, January 15, 2007

Sinais de desanuviamento

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Desde a entrada em cena de Shinzo Abe como primeiro-ministro do Japão, em substituição de Junichiro Koizumi, as expectativas face ao relacionamento de Tóquio com Pequim elevaram-se. Sendo um nacionalista, Abe parecer ter mais bom senso e - apesar de alguns sinais dúbios - mostra-se publicamente mais empenhado em institucionalizar algo que na prática existe: a interdependência económica e comercial entre os dois países. Este domingo, os chefes de governo de Tóquio, Seul e Pequim posaram para a fotografia, à margem da cimeira da ASEAN. Ficaram bem. Falta ver o que acontece depois dos flashes.

"China, Japan, South Korea vow to enhance political trust", na Xinhua.

Também

Estou por aqui. E em muito boa companhia.