Fevereiro de 2007.
Saturday, February 24, 2007
Sunday, February 18, 2007
Pausa e Leituras

Caros leitores,
Durante a próxima semana rumarei para Sul, pelo que o Sínico ficará quase inactivo até 24 de Fevereiro.
Entretanto ficam algumas sugestões de leitura:
"Nationalism, Internationalism and Chinese Foreign Policy", Chen Zhimin no Journal of Contemporary China.
"It may not be golden, but the Pig is here", Kent Ewing , no Asia Times.
"North Korean Nuclear Agreement: Back to the Future?", Shim Jae Hoon, Yale Global.
"America’s China Worries - I, II e III", Joan Johnson-Freese, Yale Global.
Saturday, February 17, 2007
Está à porta

O senhor Porco. Faça o favor de entrar!
Kung Hei Fat Choi
Gong Xi Fa Cai
Feliz Ano Novo Lunar do Porco.
Friday, February 16, 2007
Thursday, February 15, 2007
CFA: A Praga sinófoba

O artigo de opinião “A praga chinesa”, assinado por Clara Ferreira Alves (CFA), é de tal forma ofensivo, demostra um grau de ignorância e de xenofobia que a sua leitura, por si só, bastaria para que tirássemos as devidas conclusões. De qualquer modo, não resisto a transcrever aqui algumas pérolas de uma autora cuja credibilidade, rigor e lucidez de análise estão há muito em processo de erosão acelerada.
“As lojas chinesas são inestéticas, são concorrência desleal e estão a matar o equilíbrio do mercado e das lojas tradicionais portuguesas”.
“Se esta frase parece racista é provavelmente porque ela é racista. Não tenho simpatia pelas condições humanas e de trabalho na China, não me embasbaco com as Avenidas Madison de Pequim, e acho a sociedade chinesa cruel, fechada e desinteressante, remota em relação aos nossos gostos e conceitos. Os chineses são impenetráveis e a sua cultura de massas representa o que de mais «kitsch» a Humanidade consegue fabricar e vender pelo puro prazer do consumo gratuito”
“A população chinesa tem neste momento um problema de falta de homens, simplesmente porque se entreteve, durante décadas, a exterminar as mulheres e a matar o sexo feminino. Tudo, na China, é estranho à sensibilidade europeia, e não é pelo facto de a China ser uma potência emergente que se tornou uma sociedade mais humana ou mais amável.”
“Quem sustenta e apoia estes imigrantes que não sabem falar português e que não são de Macau nem são sobras do império, e lhes diz para vir inundar zonas economicamente deprimidas com quinquilharia ambulante. A China, além de poluir a terra (e toda a gente sabe que já não se consegue respirar em Hong Kong), polui o mundo com o seu modelo de negócio”.
Clara Ferreira Alves, "A Praga Chinesa", Revista Única, Expresso, 9 de Fevereiro de 2007.
Esta perspectiva de CFA ilustra, infelizmente, a visão afunilada e etnocênctrica de alguns "fazedores de opinião". Não me parece que valha a pena falar a CFA da cultura chinesa, das tradições milenares, confucionismo, do processo de desenvovlimento económico e social da China no período pós-Mao Zedong, de como a entrada de produtos mais baratos da China libertou verbas de consumidores europeus para adquirirem bens de valor acrescentado, de como o próprio pequeno comércio chinês está já a gerar postos de trabalho a portugueses em Portugal, da ascenção de uma classe média que representa uma grande oportunidade para a exportação de produtos europeus, do facto de, em 25 anos mais de 300 milhões de pessoas terem saído do estado de pobreza extrema na China, fruto das reformas económicas, da vida cultural e artística vibrante de Xangai, Pequim, Guangzhou, Harbin, etc, ect, ect.
P.S. Ler também Maria João Belchior no China em Reportagem e Carlos Oliveira no Além do Bojador.
P.S. 2 João Vasconcelos Costa também escreve sobre o assunto no Bloco de Notas.
Wednesday, February 14, 2007
Sunday, February 11, 2007
Friday, February 09, 2007
China-EUA em África
Afinal quem representa a verdadeira ameaça?
Beidou GPS ganha forma
O blog projecto Galileo continuará a acompanhar este processo.
Thursday, February 08, 2007
A propósito
"Carta Aberta a Hu Jintao", via blog Moçambique para todos.
Ver também,
"Broader prospect of co-op between China, Mozambique ", Xinhua.
Wednesday, February 07, 2007
Index

1 - Cang Sang by Xiao Jian tells the story of a man in northern Shaanxi from the 1911 Revolution to the Great Leap Forward.
2- Object: The Road to Politics by a People's Congress Member by journalist Zhu Ling tells of the 12-year struggle of activist Yao Lifa to run for a seat in the local legislature.
3- Past Stories of Peking Opera Stars by Zhang Yihe is an account of the lives and deaths of seven Peking Opera artists.
4- The Family History of an Ordinary Chinese by Guo Ya describes the experiences of a normal Chinese family during the war of liberation, the Cultural Revolution and other eras.
5- The Other Stories of History: My Days at the Supplement Division of the People's Daily by Yuan Ying is a memoir of time working for the People's Daily.
6- Era of History edited by Kuang Chen is a historic series on major events from the 1950s to the 1980s.
7 - This is How it Goes@sars.com by Hu Fayun tells the story of a woman who fell in love with the internet at the cost of her relationship with a vice-mayor during the Sars outbreak.
8- The Press by Zhu Huaxiang uses fictional characters to tell of the intrigues and behind-the-news stories of China's media industry.
Lista de oito livros na "lista negra" de Pequim, banidos na China continental - South China Morning Post (19-01-2007), via Asia Media. Tentarei encontrá-los deste lado, no segundo sistema.
Tuesday, February 06, 2007
A quinta geração I

Este é Li Keqiang, líder do Partido em Liaoning e considerado o primus inter pares dos "pretegés" de Hu Jintao. Caso o presidente ganhe o braço de ferro sobre o Grupo de Xangai é bastante provável que seja designado para o Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês no Outono deste ano no Congresso do PCC; se assim for, estamos perante um candidato à sucessão. Sobre Li Keqiang, Willy Lam escreve que
"[He] has risen so fast through the hierarchy that party insiders have dubbed him the potential “core of the Fifth-Generation leadership,” a reference to senior cadres now in their late 30s to early 50s".
(...)
"Yet Beijing’s political observers have only given Li a mediocre rating. They point to his six-odd years in Henan, first as vice-party secretary, then as governor and party secretary"
(...)
"t is true that during his tenure the economy of Henan, China’s largest province in terms of population, has improved in lockstep with the rest of the country.
(...)
"Party Secretary Li was also ineffective in deterring grassroots officials from pocketing funds and donations that central authorities and foreign NGOs had given AIDS victims in 2003 and 2004."
Willy Lam, "The Fifth Generation of Chinese Communist Party", China Brief, Volume 6 , Issue 3 (February 01, 2006).
Incrível!
Monday, February 05, 2007
Leituras Pós-Dominicais
Sócrates na China e em Macau: breves notas
2 - Sócrates teve um discurso repetitivo e redondo, mas certinho, sem "gaffes". O balanço da sua prestação é positivo. O governo português fez o número que se esperava: assinou acordos, fez declarações de intenção e teve um discurso de sintonia com Pequim. Agora já se sabe: o executivo apenas é facilitador - os negócios são com as empresas.
3 - A classe empresarial jura que, agora sim, agora é que as empresas portuguesas vão olhar para a China como uma prioridade. Quanto a isto, convém dizer que me pareceu que não havia grande trabalho de casa feito; por outro lado, este discurso já tinha sido ouvido noutras comitivas empresariais que viajaram com Soares, Cavaco Silva e Guterres nos anos noventa ou com Sampaio há dois anos.
4 - Existe uma contradição entre o discurso de aumento do investimento português na China e a eventual vontade da EDP em vendera participação que tem na CEM. Ainda há menos de dois anos o BCP vendeu o BCM, já para não falar da saída da PT da TV Cabo Macau. Embora estejamos perante casos diferentes, o resultado é o mesmo: esvaziamento da presença empresarial portuguesa em Macau, quando a RAEM cresce como cresce...
5 – Dizer à China que “Portugal é uma porta de entrada para a Europa e para África”, como referiu José Sócrates num discuso, no sábado, em Macau, é o mesmo que entregar as chaves de casa a alguém que já lá está dentro. Talvez empresas chinesas abram as portas a companhias portuguesas para investimentos conjuntos na Europa e em África. Boa ideia, não?
6 – Quais questões?
Sócrates dixit: (Portugal e China têm) "relações maduras, desenvolvidas e com confiança mútua, partilhando os mesmos pontos de vista em relação às principais questões mundiais".
Friday, February 02, 2007
Bem Vindo a Macau, Senhor Primeiro-Ministro
Thursday, February 01, 2007
JoaKim Jong-nan da Silva Barreiros

"O cônsul-geral de Portugal em Macau negou hoje que Kim Jong-nam, filho mais velho do líder norte-coreano, seja detentor de um p assaporte português emitido em Macau tal como foi avançado pelo diário de Hong K ong South China Morning Post".
(...)
Numa busca efectuada na base de dados do Consulado de Macau não existe nenhum passaporte português emitido tanto em nome do senhor Kim Jong-nam como n os nomes de Pang Xiong e de Kim Chul", referiu o embaixador Pedro Moitinho de Al meida em declarações à agência Lusa, aludindo a outros dois nomes alegadamente u sados pelo filho de Kim Jung-il.
Nesse sentido, o diplomata considera que a existir qualquer documento d e viagem português com referência à emissão no consulado de Macau "só pode ser f also".
Lusa. Macau.
Kim Jong Il Jr, conterrâneo e compatriota


Coreia Norte: Filho de Kim Jong-il tem passaporte português, vive em Macau
"Lusa, Pequim - Kim Jong-nam, o filho mais velho do líder norte-coreano K im Jong-il, vive em Macau e tem passaporte português, diz hoje a cadeia de telev isão sul-coreana YTN, numa informação que a embaixada norte-coreana em Pequim re cusou comentar.
"Não sabemos nem comentamos", disse à Agência Lusa um funcionário da embaixada d a Coreia do Norte em Pequim. A televisão sul-coreana afirma que Kim Jong-nam regressou no domingo a Macau, vi ndo de Pequim, onde se submeteu a exames médicos. Contactada pela Agência Lusa, a representação de Macau em Pequim afirmou também desconhecer as viagens de Kim Jong-nam, ou se o filho primogénito do ditador nor te-coreano vive no antigo território sobre administração portuguesa.
O jornal "South China Morning Post", de Hong Kong, afirma também que Kim Jong-na m "viaja com passaportes de Portugal e da República Dominicana".
A presença de Kim em Macau estará relacionada, afirma a YTN, com o congelamento de 24 milhões de dólares em várias contas bancárias de Kim Jong-il no Banco Delt a Ásia (BDA) em Macau.
Em Setembro de 2005, os Estados Unidos mandaram suspender todas as transacções n orte-coreanas com este banco de Macau depois de o acusar de distribuir moeda fal sa na Coreia do Norte e de branquear dinheiro.
A cadeia televisiva YTN disse hoje que Kim Jong-nam abriu uma conta bancária em 2005 num banco de Hong Kong, com o nome de Kim Chul, e agora a entidade bancária pediu explicações ao filho do líder norte-coreano.
Wednesday, January 31, 2007
Significativo

É significativo que Alan Leong tenha conseguido as nomeações suficientes para se apresentar nas eleições para Chefe do Executivo de Hong Kong. Sabe-se que Donald Tsang é o vencedor antecipado por ser o escolhido por Pequim e por ter o apoio provável de cerca de 650 dos 800 membros do Comité Eleitoral que elege o chefe do governo de Hong Kong. Contudo, esta é a primeira vez que existe um candidato alternativo a quem tem o apoio de Pequim, sendo que neste caso é um destacado legislador do Partido Cívico, organização política pro-democracia que tem mostrado grande dinamismo e lucidez.
"Democracy champion to contest Hong Kong leadership", Sydney Morning Herald.
China ausente/presente
Não estou tanto a falar de Macau - embora também note que quando leio a Reuters a The Economist, New York Times veja mais vezes notícias e reportagens sobre Macau que na maioria dos media de Portugal. Refiro-me mais à China, país que tem sido alvo de grande atenção por parte do La Reppublica, El Pais, Agência Efe, Liberation, Le Monde, Guardian, etc, só para falar de alguns jornais de referência europeus.
Esta ausência das questões da China – com a excepção da Agência Lusa que vai produzindo notícias com bastante regularidade de Macau e de Pequim - e do resto da Ásia de Leste (Tailândia, Malásia ou Vietname, etc) nos meios de comunicação social coincide com o nível das relações económicas e comerciais.
Não seria, no entanto, correcto ignorar os passos que têm sido dados nos últimos anos: as trocas comerciais aumentaram, há novos investimentos e iniciativas que poderão ter algum impacto com a criação do Centro de Distribuição do Produtos Portugueses na China, cuja escritura vai ser assinada no próximo sábado em Macau. A criação em Macau, pela China, do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa representa uma oportunidade para tirar proveito de mecanismo de cooperação tripartida Portugal-China-PALOP. Quanto à investida lusitana por esse Rio das Pérolas acima dá a impressão que muito poucas empresas portuguesas terão fôlego para entrar a sério na República Popular. Há no entanto espaços em que as empresas de Portugal poderão entrar, a nível provincial, em projectos específicos; em nichos de mercado que na China representam grandes oportunidades para a escala portuguesa. Até porque o clima político entre Pequim e Lisboa é bastante propício.
Sócrates no China Daily


"PM wants to showcase 'a modern Portugal", By Li Xing and Qin Jize
"European Union-China relations and Africa are high on the agenda of the meeting today between Premier Wen Jiabao and Jose Socrates, the visiting prime minister of Portugal.
"I am here to reinforce the political ties between Portugal and China and further our strategic partnership in all domains," he said in an exclusive interview with China Daily after he arrived in Beijing yesterday evening, adding that Sino-Portuguese ties are in excellent shape.
He expects to sign cooperative agreements with the Chinese premier on justice, the economy, finance, culture and taxation; and revealed that the two sides have worked out solutions to extradition issues and would sign a pact.
Accompanied by a large business delegation representing a variety of sectors, Socrates said he hoped to present "a modern Portugal" to China, so that more Chinese entrepreneurs would go and invest in his country, and vice versa.
He quoted a Portuguese poet "A part of us goes to the East and part of us is on the East", when talking about the Portuguese understanding of China, before leaving for dinner at the famous Quanjude Peking Roast Duck Restaurant.
Apart from bilateral issues, he will also discuss with Wen preparations for the China-EU summit scheduled for November in Beijing.
"The summit will be a good opportunity for EU countries and China to discuss political and economic issues," which would include "sensitive issues", Socrates said, in answer to a question over the lifting of the EU arms embargo on China.
Socrates emphasized that he would also bring up Africa as an important issue so as to achieve "coordination of our policies" toward the continent.
Portugal is preparing for the EU-Africa Summit to be held in Lisbon later this year, he said, stressing that Portugal's and the EU's relations with African countries are very special and go back in history.
Making his first visit to the Chinese mainland, Socrates said he was eager to see a "modern Macao", which he visited a few months before its handover in 1999. "I've heard Macao is now an example of success, contributing a lot to China's growth," he said.
Analysts say Sino-Portuguese ties have taken a great leap forward since the return of Macao and have been developing rapidly.
"Macao's smooth handover and its continuing prosperity have greatly enhanced Portuguese confidence in the Chinese government and opened a new page in establishing a sound foundation for cordial relations," said Zhao Junjie, senior researcher at the Chinese Academy of Social Sciences.
Zhao said using Macao as a trade platform to link China and Portuguese-speaking countries is a smart strategy as the special administrative region is uniquely qualified to liaise between the two sides.
Zhao said Portugal considers the coastal city with colonial-era buildings and streets a showcase of its culture in the East while on the other hand, China wants to take advantage of Macao's strengths to better integrate with other parts of the world.
According to official figures, two-way trade reached US$1.7 billion last year, 40 percent up from the previous year. China is the third biggest buyer of Portuguese exports outside the EU".
(China Daily 01/31/2007
Monday, January 29, 2007
Enquanto

South China Morning Post, 29 de Janeiro de 2007
Sunday, January 28, 2007
Saturday, January 27, 2007
Lapidar
Paul Chan Wai Chi, no Hoje Macau.
Friday, January 26, 2007
As torres, o farol e os sinais de cidadania
"Farol, manifestações e You Tube", Island Ian no Hoje Macau
"Amigos da Guia", Leocardo.
Thursday, January 25, 2007
Wednesday, January 24, 2007
Ok, we did it... but
China says it opposes arms race in space
" China opposes the weaponization of space and any arms race in space, Chinese Foreign Ministry spokesman Liu Jianchao said here Tuesday in response to questions concerning China's space experiment recently.
"What needs to be stressed is that China has always supported the peaceful use of space," Liu said.
China has never participated and will never participate in any arms race in outer space. This test was not directed at any country and does not pose a threat to any country, he said.
The spokesman also revealed that China has informed some countries including Japan and the United States about the experiment"
.
Tuesday, January 23, 2007
A pré-visita atribulada
Monday, January 22, 2007
O teste anti-satélite e o programa espacial da China

O teste de míssil anti-satélite chinês gerou um coro de protestos face ao perigo de uma nova corrida ao armamento espacial. Na verdade, ao não negar (assumindo por omissão) o ensaio, Pequim deixa uma mensagem ao mundo e em especial aos EUA. É esse o ponto de vista de Joseph Kahn, neste artigo publicado pelo New York Times e International Herald Tribune:"Some analysts suggested that one possible motivation was to prod the Bush administration to negotiate a treaty to ban space weapons. Russia and China have advocated such a treaty, but President Bush rejected those calls when he authorized a policy that seeks to preserve "freedom of action" in space”.Já em 2002, A.V. Lele (1), analista...
(Ler mais no blogue Projecto Galileo)
Friday, January 19, 2007
China as a Space Player
Flexing muscle, China destroys satellite in test, no IHT.
Thursday, January 18, 2007
Nuno Portas em discurso directo
"Como as pessoas gostam de ver as outras partes da cidade, fazer uma barreira que tape o velho Macau, para quem está na Taipa ou em Zhuhai, é um desastre. Estamos a tapá-lo."
"Os ícones estão a desfazer o espaço público”, Nuno Portas entrevistado por Carlos Picassinos no Hoje Macau.
A visita de Sócrates à China
"Confusão diplomática na visita de Sócrates à China", Diário de Notícias.
P.S. Afinal. Tudo indica que a visita vai mesmo realizar-se de 30 de Janeiro a 4 de Fevereiro. Aguardemos os desenvolvimentos.
Wednesday, January 17, 2007
Tuesday, January 16, 2007
China e ASEAN
Olhando para a big picture, em termos geo-políticos e tendo em conta a economia política internacional, Sheng Lijun escreve na Yale Global que,
"China has gained its influence in Southeast Asia less by ‘muscles’ and more by skillfully exploiting changes in the international and regional environment, absent any wise and strong US engagement with the region,”
Para o sinólogo norte-americano David Shambaugh,
"Integrating China into the regional order has been a long-standing goal of ASEAN, Japan, and the United States. Now that this is occurring, the United States and China’s neighbors should welcome China’s place at the regional table and the constructive role that Beijing is increasingly playing multilaterally in addressing regional challenges. If U.S. infuence declines in Asia while China’s rises relatively in regional problem solving, it will more reflect Washington’s aloofness than Beijing’s assertiveness".
In "China Engages Asia", International Security, Volume 29, Issue 3, Winter 2005.
Monday, January 15, 2007
Sinais de desanuviamento

Desde a entrada em cena de Shinzo Abe como primeiro-ministro do Japão, em substituição de Junichiro Koizumi, as expectativas face ao relacionamento de Tóquio com Pequim elevaram-se. Sendo um nacionalista, Abe parecer ter mais bom senso e - apesar de alguns sinais dúbios - mostra-se publicamente mais empenhado em institucionalizar algo que na prática existe: a interdependência económica e comercial entre os dois países. Este domingo, os chefes de governo de Tóquio, Seul e Pequim posaram para a fotografia, à margem da cimeira da ASEAN. Ficaram bem. Falta ver o que acontece depois dos flashes.
"China, Japan, South Korea vow to enhance political trust", na Xinhua.
Sunday, January 14, 2007
Thursday, January 11, 2007
What If...
Wednesday, January 10, 2007
TV Cabo Macau: a saída da PT
"While recognising the continued efforts being made by Macao in upgrading its legislative framework and enforcement structure for the protection of intellectual property rights, the European Commission is concerned about the current situation of TV signal piracy in Macao. It notes that antenna companies have for years been providing pirated TV signals for channels with European and American content without a licence or authorisation from the respective copyright owners.Macau Cable TV has signed a contract with the Macao SAR Government for the exclusive provision of pay TV services, covering worldwide and European channels.The company has filed complaints with the Macao authorities against the antenna companies and for several years has been seeking civil remedies, without much progress. Despite repeated diplomatic efforts by the European Commission and the host countries of right holders, Macao has yet to find solutions to redress the situation. The European Commission urges the Macao SAR Government to take the necessary measures to effectively protect the legitimate signal
provider and copyright owners".
A saída da PT da TV Cabo Macau, em si, não surpreende nem é motivo para grande preocupação para quem considera importante a presença da empresas portuguesas na RAEM. O mesmo não se pode dizer se vier a alienar as participações detem na CTM-Companhia de Telecomunicações de Macau .
Francisco Rui Cádima lembra que ainda há não muito tempo Macau e a China eram considerados mercados importantes para investimentos da PT. Só falta agora a PT imitar o grupo BCP quando vendeu o Banco Comercial de Macau, argumentado que estava a alienar activos não estratégicos.
Monday, January 08, 2007
Ségo, l'étoile de Pékin

Pequim, 8 de Janeiro de 2008 - A presidente francesa Ségolene Royal está de visita à República Popular da China. Nove meses depois de ter derrotado o candidato da direita, Nicolas Sarkozy, Royal salientou a importância dos laços entre Paris e Pequim e deixou os votos de todo o sucesso para o grande evento que vai ser realizado este ano na capital chinesa: Os Jogos Olímpicos.
Há exactamente um ano, quando era apenas candidata socialista ao Eliseu, Ségolene Royal já tinha demonstrado toda a cordialidade e sintonia com Pequim, numa visita retratada pela imprensa mundial:
"French party 'can help boost ties', China Daily.
"Royal: China Must Respect Human Rights", Times Daily.
Sunday, January 07, 2007
Leituras Dominicais
"China's Latin Leap Forward", Josh Kurlantzick, no World Policy Journal.
"Alter Globo in Hong Kong", entrevista a Au Long-Yu na New Left Review.
Saturday, January 06, 2007
Aprendendo com o Pequeno Timoneiro

The four modernizations will bring foreign capital into China, and this will inevitably give rise to private investment. Won't this lead to a miniaturized capitalism?
Deng: In the final analysis, the general principle for our economic development is still that formulated by Chairman Mao, that is, to rely mainly on our own efforts with external assistance subsidiary. No matter to what degree we open up to the outside world and admit foreign capital, its relative magnitude will be small and it can't affect our system of socialist public ownership of the means of production. Absorbing foreign capital and technology and even allowing foreigners to construct plants in China can only play a complementary role to our effort to develop the productive forces in a socialist society. Of course, this will bring some decadent capitalist influences into China. We are aware of this possibility; it's nothing to be afraid of.
Does it mean that not all in capitalism is so bad?
Deng: It depends on how you define capitalism. Any capitalism is superior to feudalism. And we cannot say that everything developed in capitalist countries is of a capitalist nature. For instance, technology, science -- even advanced production management is also a sort of science -- will be useful in any society or country. We intend to acquire advanced technology, science and management skills to serve our socialist production. And these things as such have no class character".
Deng Xiaoping entrevistado por Oriana Fallaci, 21 e 23 de Agosto de 1980.
Thursday, January 04, 2007
Explosões em Banguecoque II
A leitura de Shawn W Crispin no Asia Times.
Tuesday, January 02, 2007
As explosões em Bangkok
"Supporters of Thaksin suspected in Bangkok attacks ", Seth Mydans no International Herald Tribune.
Monday, January 01, 2007
O Sínico Renovado
Como já deveis ter notado, o Sínico mudou de cara. O processo de reformulação está ainda em marcha, nomeadamente no que diz respeito às ligações que estão colocadas no lado direito da página. Trata-se de um "lifting" e não de uma refundação, pelo que é de esperar que o blog continue a seguir os passos que o seu autor tem dado desde Fevereiro de 2003, altura em que chegou a este lado do mundo.
A todos, desejos revigorantes de um 2007, no mínimo, feliz.
Saturday, December 30, 2006
As facções e o Congresso do Partido em 2007
Não sendo esta observação incorrecta é manifestamente insuficiente. Na análise à vida política interna do PCC encontramos vários obstáculos. Desde logo, a opacidade da estrutura do centralismo democrático. Por outro lado – no meu caso – a falta de conhecimento da língua e dos códigos de língua implícitos e os subtextos que estão associados ao discurso dos dirigentes leva a que o processo interpretativo e indutivo seja mais complexo.
Embora seja referida por vezes a dicotomia ala direita/ala esquerda ou conservadores/reformistas, na verdade esta dialéctica não se aplica adequadamente à dinâmica interna do Partido (o que não quer dizer que não haja sensibilidades mais favoráveis à abertura política e/ou económica e outras menos).
Deste modo é necessário utilizar outro tipo de grelhas de análise. Por exemplo, Heitor Romana no seu muito interessante “República Popular da China: A Sede do Poder Estratégico” divide o posicionamento dentro do Comité Permanente do Politburo do PCC decorrente do 16º Congresso do PCC em dois grupos: sector moderado-tecnocrata e sector moderado-ideológico. No primeiro coloca dirigentes como o primeiro-ministro Wen Jiabao, Li Changchung ou Huang Ju. O segundo engloba o presidente hu Jintao, Zheng Qinhong ou Wu Bangguo. Os moderados-tecnocratas defendem que as reformas económicas – gradual introdução do capitalismo - devem ser controladas e conduzidas pela burocracia tecnocárica do Partido. Já os moderados-ideológicos “procuram controlar o processo [de reformas] assumindo uma posição de consciência ideológica do Partido face à ruptura do novo modelo de economia em relação ao sistema ideológico socialista”(p.150), não sendo contra as reformas –defendendo-as – são mais cautelosos face ao ritmo e à profundidade.
Numa outra perspectiva Cheng Li pergunta “Towards a system of one Party, two factions?”, num artigo publicado no início de Dezembro pela Jamestown Foundation da série China Brief. Grosso modo, Cheng identifica duas grandes coligações com base no percurso dos dirigentes, na origem geográfica e em questões ideológicas: os elitistas e os populistas. Os primeiros são identificados com o chamado “Grupo de Xangai”, tendo em Jiang Zemin e Zen Qinhong os actores primordiais, sendo seguidos por Wu Bangguo ou Huang Ju. Muitos destes dirigentes estudaram fora do país e estão mais ligados às províncias ricas do litoral. Outros são descendentes das famílias de dirigentes históricos; são os denominados “princelings”.
Contrariamente, o presidente Hu Jintao ou o primeiro-ministro Wen Jiabo são oriundos de famílias pouco abastadas e passaram parte significativa das suas carreiras políticas nas “fronteiras do império” e nas zonas menos desenvolvidas do interior e do oeste. Têm um discurso dirigido às zonas rurais, procurando alavancar a posição económica das províncias menos desenvolvidas – uma posição política expressa no último Plano Quinquenal através do conceito de “Novo Campo Socialista”.
As recentes detenções de dirigentes do PCC de Xangai, acusados de corrupção, indicam que a limpeza servirá para fortalecer a posição dos homens de Hu. Mas nada disto é linear. Prova disso foi a nomeação de um homem próximo de Jiang Zemin e do Grupo de Xangai para preparara a sessão plenária do 17º Congresso do PCC, onde será eleito o novo Politburo e o Comité Permanente do Poliburo, o sistema nervoso central do aparelho do Partido-Estado.
Cheng Li em “China’s inner-party democracy: toward a system of one party, two factions?” perspectiva que
“In the elections for the 16th Party Congress in 2002, most members of the elitist coalition appear to have voted for both Hu and Wen, since neither individual lost more than a few votes. One can reasonably predict that during the elections for the 17th Party Congress, both Hu and Wen are unlikely to receive the same categorical support. Members of the elite coalition have already begun to realize the need to constrain the powers of the populist coalition, and China’s politicians will be more familiar with the new “rules of the game” in elite politics. If these assumptions are correct, we may soon witness an even more dynamic and “bipartisan” phase in the development of China’s elite politics”.
Já Lyman Miller em “The Road to the 17th Party Congress"da Hoover Institution observa que
“the congress may elevate Hu Jintao’s implicitly designated successor. If
Hu himself follows the norm of retirement at age 70, his second term as party generalsecretary following the 17th Congress will be his last. Hu benefited from a process ofincremental preparation to succeed Jiang Zemin that began in 1992 and culminated in hisemergence as China’s top party, state, and military leader in the 2002–2004 leadershiptransition. If a course comparable to Hu’s is followed, preparation of Hu’s successorwould perhaps begin with his elevation onto the Politburo Standing Committee at the
17th Congress, followed by his incremental assumption of posts second in command toHu as vice president and, eventually, vice chairman of the CMC. Most of these posts are currently occupied by Zeng Qinghong, who will be 68 by the time of the party congress.The preparation of Hu’s successor may well become entangled in the fate of Zeng Qinghong, an important leader long associated with Jiang Zemin”.
Naturalmente que estas duas visões são oriundas de "think tanks" norte-americanos, carecendo provavelmente de carecem de pontos da China continental. Em todo o caso, serve este texto para lançar um assunto que irá certamente ser o acontecimento político do ano da China em 2007: o 17º Congresso do PCC.
Wednesday, December 27, 2006
Saturday, December 23, 2006
Wednesday, December 20, 2006
Parabéns RAEM


Há sete anos Portugal dizia adeus ao “último pedaço do Império” -Macau era entregue/regressava à soberania chinesa. Desse dia, tenho recordações muito vagas. Lembro-me de ver a cerimónia na RTP 1, da cena de Rocha Vieira a guardar a bandeira junto ao peito e de considerar normal o que estava a acontecer. Não imaginava, de modo algum, que viesse a viver neste enclave à Beira-China.
Mas mais do que olhar para o modo como decorreu a transição de administração, interessa hoje olhar para o momento por que passa a Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), numa altura que se vive a mais grave crise política desde 20 de Dezembro de 1999. Os efeitos da detenção do ex secretário para as obras públicas e transportes, Ao Man Long, ainda estão por ser avaliados. Em qualquer caso, ganha força a ideia que “Nada será igual daqui em diante”. Além de perguntar Quod Vadis, talvez se possa apenas inferir que Macau não sabe para onde vai, só sabe que não vai por aí... A aposta feita, numa gambling-based-driven economy sem um forte rule of law já se sabia que era de alto risco. E há sempre quem lembre: TINA-There Is No Alternative.
Tuesday, December 19, 2006
Monday, December 18, 2006
Paving the way
Tudo isto vem a propósito deste artigo:
"When residents here in southern mainland China's richest city learned of plans to build an expressway that would cut through the heart of their congested, middle-class neighborhood, they immediately organized a campaign to fight city hall.
Over the next two years they managed to halt work on the most destructive and problematic segment of the highway and to force design changes to reduce pollution from the roadway. Their actions became a landmark in citizen efforts to win concessions from a government that by tradition brooked no opposition"
"Shenzhen's citizens are defending their rights", International Herald Tribune
Wednesday, December 13, 2006
O Novo Campo socialista
"China is to abolish tuition and other fees for 150 million rural students, in a bid to narrow the gap between wealthy coastal provinces and poorer regions."
"China ends school fees for 150m" , BBC
Que nem tordos...
Mais um alto responsável apanhado nas malhas da luta anti-corrupção.
Monday, December 11, 2006
Há 5 anos
"After 5 years in WTO, China gets good report card", Reuters.
"China's WTO entry recasts economic landscape", China Daily.
No Oriente, agora médio

Foto: Nic
O Nic, que nos trouxe o seu olhar a partir de Taiwan durante alguns anos, migrou para Ocidente para Doha. Vale a pena continuar a visitá-lo, no Tripping Out of My Space.
Sunday, December 10, 2006
Leituras Dominicais
"O dia seguinte", Rodolfo Ascenso no Ponto Final.
"The Dragon's metamorphosis ", David Gosset no Asia Times.
Saturday, December 09, 2006
With Great Power comes great responsability*

"China's Communist Party has a new agenda: It is encouraging people to discuss what it means to be a major world power, and has largely stopped denying that China intends to become one soon."
"China opens public discussion of its rising power", Joseph Kahn no I.HT.
De acordo com este artigo, o Partido Comunista Chinês abre o debate sobre o estatuto de grande potência. Será que estamos mesmo perante uma mudança significativa acerca do modo como a China se apresenta ao mundo? Deng Xiaoping dissera que a China nunca deveria tomara dianteira nas questões internacionais e a sabedoria milenar chinesa ensina que o poder não deve ser proclamado mas sim reconhecido...
Para um aprofundamento do debate, ler, entre outros:
David Shambaugh, China Engages Asia, International Security, Volume 29, Issue 3, Winter 2005.
Alastair Iain Johnston, Is China a Status Quo Power?, International Security, Vol. 27, No. 4 (Spring 2003), pp. 5–56.
Avery Goldstein, The Diplomatic Face of China's Grand Strategy: A Rising Power's Emerging Choice, China Quarterly 2001.
*Uncle Ben to Peter Parker in Spider-Man I
Thursday, December 07, 2006
Ao que parece, yao man tai!

"O secretário dos Transportes e Obras Pública s do governo de Macau, Ao Man Long, foi detido por alegado envolvimento num caso de corrupção, anunciou hoje o Chefe do Executivo, Edmund Ho.
O membro do governo foi detido pela polícia na noite de quarta-feira numa operação com aval de Edmund Ho.
O secretário dos Transportes e Obras Públicas já foi exonerado das suas fu nções numa proposta apresentada, e imediatamente aprovada, ao governo Central em Pequim.
Edmund Ho assumiu interinamente todas as pastas que estavam na dependência de Ao Man Long "até à nomeação" de um novo membro do Governo."
JCS Lusa/Macau
Wednesday, December 06, 2006
A China em debate
Na Rua Marques de Fronteira 20, Lisboa
1 2 3 40 anos depois

Foi assim que foi conhecida a Revolução Cultural, por causa dos acontecimentos de 3 de Dezembro de 1966. Os dias de tumultos e cerco à administração portuguesa por parte dos guardas vermelhos continuaram durante as semanas seguintes. Quatro décadas depois convém que se faça mais luz sobre esses momentos cujo relato ainda, por vezes, é feito em voz baixa por alguns dos intervenientes.
Algumas leituras:
"A China impediu que Macau fosse invadido pelos guardas vermelhos durante a Revolução Cultural, nos anos sessenta, e ajudou a restaurar a autoridade da administração portuguesa, revela um novo estudo sobre a política externa chinesa."A China era vista como a potência mais revolucionária da Ásia, hostil ao Ocidente, mas em relação a Macau e Hong Kong sempre defendeu o status quo", realçou à Agência Lusa o autor do estudo, Moisés Silva Fernandes." Ler mais aqui.
“A Revolução Cultural legitimou o poder português”, Carlos Picassinos no Hoje Macau.
Além, claro, do livro de José Pedro Castanheira, "58 DIAS QUE ABALARAM MACAU"
Thursday, November 23, 2006
E o Sol brilhará para todos nós

"China vai construir uma das maiores centrais de energia solar do mundo, na cidade de Dunhuang, na província noroeste de Gansu, informou hoje a agência noticiosa oficial chinesa Nova China.
A central terá uma capacidade de 100 megawats, custará cerca de 765 milhões de dólares (596,3 mil milhões de euros) e a construção terminará dentro de cinco anos, segundo a agência chinesa". (Lusa)
Vale a pena ler

"Hu's purge for both power and purity", John Ng no Asia Times.
"Is India Emerging as France of Asia?", Alyssa Ayres na YaleGlobal.
Tuesday, November 14, 2006
Nas próximas semanas
Monday, November 13, 2006
Saturday, November 11, 2006
O século da Ásia
"Na quarta-feira, uma chinesa foi eleita director da Organização Mundial da Saúde. Um japonês dirige a UNESCO. O secretário-geral eleito da ONU é coreano. Em 2009, a China terá ultrapassado os Estados Unidos na emissão de CO2. Este século vai ser o século da Ásia."
O embaixador defende por isso que "Interesses e valores ocidentais serão mais bem garantidos se Europa e América do Norte fizerem causa comum".
Em 2002, Charles Kupchan escrevia:
"Europe will inevitably rise up as America's principal competitor. Should Washington and Brussels begin to recognize the dangers of the growing gulf between them, they may be able to contain their budding rivalry. Should they fail, however, to prepare for life after Pax Americana, they will ensure that the coming clash of civilizations will be not between the West and the rest but within a West divided against itself.
Ref. Kupchan, C. A. The End of the West. The Atlantic Monthly, November 2002. Volume 290, No. 4.
O que é que a vitória do Partido Democrata, nos EUA, pode ter a ver com isto? Ou será que estamos a meio de um processo estrutural de realinhamento complexo que leva a Europa a reforçar os laços com a Ásia (A China, especialmente), ao mesmo tempo que procura redesenhar a relação de forças com o parceiro transatlântico?
Friday, November 10, 2006
Tuesday, November 07, 2006
Monday, November 06, 2006
A Bian em apuros

"Taiwan President Chen Shui-bian has refused to resign immediately but pledged to do so if his wife is found guilty of embezzlement, after using a TV address to deny accusations of corruption and to shore up support ahead of a possible vote on a recall motion".
Chen defies quit calls, The Standard.
Friday, November 03, 2006
Fórum China-África
"The perils of Beijing's Africa strategy ", Elizabeth Economy and Karen Monaghan no International Herald Tribune.
"Wrong model, right continent", The Economist.
"China’s trade safari in Africa ", Jean-Christophe Servant no Le Monde Diplomatique.
"China as Africa's 'angel in white'", Scott Zhou no Asia Times.
Tuesday, October 31, 2006
China multilateral

1. Ontem começou em Nanning a conferência China-ASEAN, um encontro que reúne Pequim e os dez países da Associação das Nações do Sudeste Asiático. Em cima da mesa está o plano de criação de uma zona de comércio livre, parcial em 2010, e total, em 2015. A propósito das ligações cada vez mais estreitas da China com os vizinhos asiáticos, vale a pena (re) ler “China Engages Asia”, de David Shambaugh.

2.Na sexta-feira, começa a conferência de chefes de estado e de governo do Fórum China-África. Outra janela multilateral de Pequim. As relações sino-africanas estão cada vez mais na agenda diplomática internacional e na da investigação académica.
3. Em traços gerais, estes são os principais instrumentos de diálogo e cooperação, de âmbitito multilateral e regional, da China, criados nos últimos dez anos:
--Organização de Cooperação de Xangai: China, Russia mais antigas repúblicas soviéticas da Ásia Central
--China-ASEAN: A China e os países do sudeste asiático
--Fórum China-África
--Fórum de Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa
--ASEM: Asia Europe Meeting – fórum/encontro inter-regional que junta a União Europeia, os países da ASEAN mais a China, Japão e Coreia do Sul – juntamente com a Índia, Paquistão e Mongólia, países que foram convidados a juntar-se ao ASEM na cimeira deste ano.
Questões de algibeira:
1- Que tipo de estratégia está na base destas novas redes?
2- Para quando um fórum China-Mercosur ou Andean?
3 - Que tipo de ligação institucional poderá haver com o Médio-Oriente?
4 - Em que aspectos estes laços são complementares ou concorrenciais com os interesses norte-americanos em África, ASEAN e América Latina?
Na China
Chamo a atenção, especialmente, para a notável reportagem que foi publicada na edição de dia 22 de Outubro da revista "Pública" sobre a Coreia do Norte.
Quem também lá esteve foi a jornalista Rita Colaço que elaborou uma reportagem impressionante para a RDP-Antena 1.
Parabéns às duas!
Monday, October 30, 2006
Saturday, October 28, 2006
China-UE-Pequim-Bruxelas
Vale a pena dar uma espreitadela. Num destes dias vamos olhar para isto com mais atenção...
Thursday, October 26, 2006
Já está!!!
Segundo Wei Jianguo, nos primeiros nove meses de 2006, Angola foi o maior parceiro comercial chinês em África, com um comércio bilateral superior a 7,39 mil milhões de euros, seguindo-se a África do Sul, com um comércio bilateral superior a 5,40 mil milhões de euros" Lusa
Wednesday, October 25, 2006
Tuesday, October 24, 2006
China-África: Wolfowitz ao ataque
Vale a pena ler e pensar, em especial, sobre a seguinte declaração:
"There is a real risk of seeing countries which have benefited from debt relief become heavily indebted once more"
Algo, claro está, que os países "desenvolvidos" nunca fizeram ao longo dos últimos cinquenta anos...
A China já reagiu. como se esperava:
"China said on Tuesday criticisms that its loans to Africa failed to take into account local human rights situations were "groundless" and "unacceptable".
Chinese Foreign Ministry Spokesman Liu Jianchao made the remarks at a regular press conference when asked to comment on World Bank President Paul Wolfowitz's reported remarks that China had ignored the human rights situation in African countries when providing loans.
Liu said that China's economic and trade cooperation with African countries is carried out on the basis of equality and mutual benefit, adding that it contributes to improving African people's living standards, and their economic and social development.
China has always adopted a policy of non-interference in the internal affairs of other countries, Liu noted".
P.S. Começa a doer esta ever-close relationship.
Saturday, October 21, 2006
China-África-EUA
"com essa concorrência garantem [os EUA] o apoio da China no combate ao terrorismo. É que, naquele combate, a China é um aliado fundamental. Mas esta aliança tácita só se manterá se a China não puder controlar, sozinha, as fontes de abastecimento de petróleo. Se um tal controlo lhe fosse permitido, a China desinteressar-se-ia da cooperação na guerra contra o terrorismo. E os EUA ver-se-iam a braços com a necessidade de se abastecerem, quase exclusivamente, dentro do espaço geográfico do conflito e de ter que enfrentar o terrorismo sem o apoio de um aliado imprescindível ao sucesso dessa luta".
Vale a pena (re) ler "A rising China counters US clout in Africa», Abraham McLaughlin no C.S.M.
Quanto à potencialidade normativa da China no plano internacional, tenho sérias dúvidas. Mesmo quando leio o que disse há dias um chefe de governo de um país africano lusófono:
"Por seu turno, o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, também entrevistado pela Xinhua, disse que África devia aprender com a experiência chinesa e o seu modelo de desenvolvimento a fim de evitar ser marginalizado do processo de globalização".
O modelo de desenvovimento chinês é muito específico. Não me parece que seja exportável - só mesmo com muitas adpatações. Não me parece também que possa surgir como um modelo alternativo à ordem demo-liberal. Dito isto, há que reconhecer que, na prática, os cinco princípios da coexistência pacífica entram que nem faca em manteiga em África. A não ingerência é digerida com especial sabor por muitos lideres africanos.
Wednesday, October 18, 2006
Sobre as imagens no Tibete
"O governo chinês, que procura credibilizar-se aos olhos de todos – a começar pelos do próprio povo – não pode, simplesmente, ignorar as imagens de televisão que mostram civis a serem abatidos por militares no Tibete. Muito menos pode, face ao que se vê nas imagens, dizer que tentaram persuadir as pessoas a não passarem a fronteira ilegalmentePela reacção chinesa, as imagens são reais – e assim a desculpa esfarrapada. A censura à passagem da reportagem nos canais de televisão por satélite reforça essa convicção. Não comentar perante a imprensa internacional, como ontem sucedeu na conferência de imprensa do ministério dos Negócios Estrangeiros, é enterrar a cabeça na areia, como faz a avestruz.
Ler mais aqui.
Saturday, October 14, 2006
Afundado
1. A Rússsia e a China opõem-se a "sanções extremas contra a Coreia do Norte".
2. A "Nova Esquerda" na China está com uma dinâmica que vale a pena acompanhar.
3. A Wikipedia está com acesso quase total na China. Excepto em chinês.
Tuesday, October 10, 2006
Monday, October 09, 2006
Sinais do Extremo do Oriente

1. North Korea says it has carried out its first test of a nuclear weapon.
North Korea carried out a nuclear test on Monday to allay doubts about its strength and deter U.S. threats of regime change, but still wants talks to rid the Korean peninsula of atomic weapons, a source close to the regime said.Pyongyang announced on Monday it had safely and successfully carried out an underground nuclear test, defying a warning from the U.N. Security Council and drawing international condemnation.

(Ng Han Guan/AP, via Bloguítica)
2.Abe's China trip has provided a turning point for the improvement of Sino-Japanese relations. The high-level contacts and communications, and an exchange of visits and meetings between their leaders will facilitate bilateral relations warming up.
Leituras Dominicais
2. "How al-Qaida Ends: The Decline and Demise of Terrorist Groups", Audrey Kurth Cronin, na International Security.
Friday, October 06, 2006
Não foi por acaso
Thailand's new military rulers say they have agreed to talks with Islamic rebels in the south, in a significant policy change from the ousted regime.
BBC
Wednesday, October 04, 2006
Tuesday, October 03, 2006
Ban Ki Moon: O Senhor que se segue
Excertos do discurso que proferiu no dia 21 de Setembro perante a Assembleia-Geral da ONU:
"The key lesson to be drawn from the Korean experience over the past decades is that education is key to development, and woman and girls are the most effective agents for change and social progress"
"The undiminished human suffering in Palestine remains another source of deep concern. We urge the early revival of the stalled peace process. The violence and loss of innocent lives in Iraq concern us enormously as well. We trust that Iraq will become a stable and prosperous democracy under the leadership of its new government"
O discurso pode ser lido aqui.
Monday, October 02, 2006
Sunday, October 01, 2006
Friday, September 29, 2006
Então

"Thailand's military rulers have chosen General Surayud Chulanont, a former head of the military, to succeed overthrown prime minister Thaksin Shinawatra, the website of state-run Radio Thailand reported Friday. The website quoted Thailand's auditor general Jaruvan Maintaka as telling reporters that Surayud, 63, was the generals' choice. "It is quite certain," she said."
"Retired general picked as new Thai PM: state radio2, Channel News Asia.
Thursday, September 28, 2006
O Fórum/China em África: leituras

1. "a CPLP nunca fez nada, esteve sempre no papel. Apesar de existir a CPLP, Moçambique já dava sinais de querer sair da CPLP para entrar na Comonwealth. Oque travou Moçambique para se manter como país de língua portuguesa foi a China" (...) " a língua portuguesa nunca foi tão fundamental na concretização deste projecto apesar de todos falarem português, a não ser que haja um terceiro a pegar nesta língua e, à base desta língua, construir algo que diga respeito a todos e que dá vantagem a todos, que não prejudique nenhum dos países".
Entrevista a Narana Coissoró: "A China está a construir a sua obra"
2. " (...) o secretário-executivo-adjunto da CPLP, Tadeu Soares, rejeita ver o fórum como um substituto da comunidade de países criada há dez anos. “A CPLP foi a materialização de um sentimento já existente”, afirmou. Quanto ao Fórum, Tadeu Soares considera que “é como um shopping center onde a China pode ir de loja em loja falando com os ministros dos países lusófonos”.
"Para além do Fórum", no Hoje Macau
3."Beijing claims to attach no inconvenient political, environmental or social conditions to the money it hands over. Anyone who looks back over the past century and a half at the behaviour of the European colonial powers – and the Americans and the Soviets during the cold war – can see the absurdity of heaping blame only on China for behaving callously in Africa".
"Ugly face of China in Africa" Victor Mallet no Financial Times
Wednesday, September 27, 2006
Breves notas sobre o Fórum China-PLP
1. A China anunciou a criação de uma linha de crédito para os países africanos de língua portuguesa no valor de 800 milhões de yuans (cerca de 100 milhões de dólares) para a construção de infra-estruturas.
2. O Pano de Acção coloca uma tónica mais forte no investimento. Alguns países (como por Portugal) expressaram o desejo de atrair investimentos chineses, nomeadamente no turismo e construção de infra-estruturas. A posição de Lisboa foi mais acertada este ano que há três anos, mas falta ainda uma visão mais clara de Portugal neste processo. Nota positiva, no entanto, para a forte presença , a maior de sempre, de empresas portuguesas na Feira Internacional de Macau. Além disso a criação do Centro de Negócios e do Centro de Distribuição de Produtos Portugueses para o mercado chinês parecem, à partida, óptimas iniciativas. Falta agora saber se estamos perante mais do mesmo, ou seja “fogo-de-vista” para chinês ver, como aconteceu ao longo dos últimos dez anos.
3. O mesmo Plano de Acção traz à tona novas áreas de cooperação como o turismo (os países lusófonos anseiam que Pequim os coloque nos mercados turísticos preferenciais), transportes – o objectivo é criar uma rede regular de ligações aéreas e marítimas entre os países indústria farmacêutica e combate à SIDA.
4. Fica, aparentemente, adiado o objectivo de reduzir as barreiras alfandegárias.
5. A estrutura do Fórum em Macau, o secretariado, terá que mudar. Terá que ser ágil, inovadora e catalisadora de projectos. A opinião é partilhada por praticamente todos os analistas que têm acompanhado o processo.
6. Se Macau é a Plataforma, a China é o gancho, o Brasil é de outro mundo, Portugal navega à vista e os outros vão à bolina.
7. Há um fértil campo de investigação sobre o verdadeiro impacto do Fórum nas relações bilaterais China-PLP e sobretudo vis-a-vis a CPLP.
8. São Tomé e Príncipe enviou uma ministra, Cristina Dias, responsável pela pasta do comércio, que pôde assistir ao que está a perder com a ligação com Taiwan. É claramente uma vitória diplomática de Pequim.
9. O Fórum é o que é e deve ser visto numa perspectiva mais ampla.
10. Três questões:
A - (pergunta construtivista) Como é que o Fórum cria novas percepções intersubjectivas entre os participantes e redefine os conceitos de pertença e da relação com o outro (a China , uma actor externo à lusofonia)?
B – (pergunta liberal-institucionalista) Que tipo de “regime “ é este, o criado pelo Fórum, e que “spill over effects” poderão surgir em virtude do reforço da cooperação económica e comercial que se apresenta como um “win-win game”?
C –(pergunta realista) Ao nível da balança de poderes dentro do Fórum, que países viram a sua posição relativa ser aumentada e de que modo? De que forma o Fórum serve os intuitos da China de emergir na cena internacional como uma grande potência?













