Wednesday, April 11, 2007

Tuesday, April 10, 2007

Hermenêutica


Foto: Xinhua

Quando entregou a "carta de nomeação" do cargo de Chefe do Executivo de Hong Kong a Donald Tsang, o primeiro-ministro Wen Jiabao citou uma passagem dos "Anacletos" de Confúcio:
"Benevolence is the responsability he has taken upon himsel: is it not heavy? Only after his death does it end: is it not long?"

Há dois anos quando Tsang foi empossado, pela primeira vez, o mesmo Wen tinha parafraseado outro ensinamento do Mestre:

"A scholar must not be without perspective, for his task is ardous and the road ahead is long"

O exercício da leitura nas entrelinhas, do implícitito, do não-dito está a intrigar os analistas em Hong Kong.

Saturday, April 07, 2007

Friday, April 06, 2007

Meanwhile in Macau...


Esta semana o Chefe do Executivo de Macau anunciou uma série de medidas na Assembleia Legislativa, apanhado de surpresa deputados e muitos observadores e cidadãos. Entre as medidas referidas destaca-se a suspensão doe esquema de aquisição de residência por compra de imóveis e a intenção do executivo de levara a cabo concursos públicos para concessão de terrenos com fins habitacionais. Outra medida sugerida diz respeito à descida idade mínima para concessão de pensão de velhice para os 60 anos.
O jornal Hoje Macau titula "Cedência ou talvez não", na edição de quarta-feira, referindo que as medidas anunciadas eram bandeiras levantadas pelos deputados da "oposição". O Jornal Tribuna de Macau fala de "uma mão cheia de reformas". Fazer leituras políticas em Macau não é tarefa fácil; as dúvidas sobrepõem-se às certezas. As medidas são positivas e podem sinalizar o regresso de Edmund Ho ao leme, depois de dois anos em que pareceu estar mais distante e sem controlo sobre alguns dossiers mais sensíveis.
Todavia seria "wishful thinking" pensar que, em Macau, o grau de intervenção do governo na economia e na sociedade possa aproximar-se de um "estado social". As medidas propostas advêm sobretudo de uma pressão que se tem feito sentir não apenas por parte dos sectores mais críticos (deputados da Associação Novo Macau Democrático ou Pereira Coutinho), mas igualmente dos "tradicionais" (Kai Fong e Operários). Não sendo crível que na RAEM possa ser edificado um "estado providência" - nem a lógica do "Segundo Sistema" o sugere, nem a actual liderança o pretende - seria positivo que emergisse uma rede de "sociedade providência", com a intervenção adequada do executivo para que se alcance a tão propalada "sociedade harmoniosa", no contexto "Um País, Dois Sistemas", num território "governado pelas suas gentes", que funciona como um a"plataforma". E já chega de lugares comuns, até porque este (Macau) sempre foi algo incomum. E específico.

Wednesday, April 04, 2007

Kissinger na China

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1- O Boston Globe (via Reuters) escreve que, para Kissinger, a emergência da China configura um risco de conflito com os Estados Unidos: "China's inevitable rise risks conflict: Kissinger"

2- A Xinhua refere que Kissinger defende que as relações sino-americanas deverão evoluir para um novo patamar de entendimento nas questões inertancionais: "Kissinger: Sino-U.S. ties to shape new int'l understanding"

Sunday, April 01, 2007

Blame China

Não pretendendo ignorar que a China nem sempre joga no comércio internacional com as armas mais justas e correctas, não posso deixar de ficar algo apreensivo com a decisão dos Estados Unidos de impor barreiras alfandegárias.
Na justificação, o secretário do Comércio dos EUA, Carlos Gutierrez, admitiu que "China's economy has developed to the point that we can add another trade remedy tool, such as the countervailing duty law. The China of today is not the China of years ago," .
A nova legislação dirige-se a produtos que sejam na China alvo de subsídios que distorcem o seu valor de mercado nas trocas internacionais. No caso da indústria do papel as tarifas vão variar entre 10 e 20 por cento. Mas o mais significativo prende-se com a possibilidade de as companhias norte-americanas poderem invocar, noutros sectores de actividade, que a existência de indústrias subsidiadas como um motivo suficiente para que novas tarifas sejam criadas.
A argumentação de Washington diz respeito aos facto de a China não ser considerada uma economia de mercado. É interessante verificar que vários países asiáticos e mesmo a Austrália já concederam o estatuto de economia de mercado á China. A União Europeia ainda não o fez - esse é dos espinhos do relacionamento sino-europeu. Contudo como se verificou no caso dos têxteis e dos sapatos os dois lados estão a resolver as disputas comerciais pela via do diálogo. Os EUA não. Existem várias razões para que Washington não o faça. Por um lado, o fenómeno de outsourcing, do fecho de portas de manufacturas que ou se mudam para outros mercados com mão-de-obra mais competitiva (neste caso mais barata), como a China, o Vietname entre outros países, ou pura e simplesmente encerram as actividades. A vitória do Partido Democrata nas eleições para o Senado e Congresso também não ajuda, uma vez que existem fortes tensões proteccionistas entre os democratas, em especial face à China.
Esta medida foi anunciada pelos EUA um dia depois de um alto funcionário do Departamento do Comércio ter dito que a China estava a demorar demasiado tempo a abrir vários sectores do mercado. Podemos estar perante uma mudança na política adoptada por Hank Paulson, secretário do Comércio dos EUA, de uma abordagem negociada e com base no diálogo com Pequim para uma atitude de maior confrontação e de diplomacia económica de megafone.

Saturday, March 31, 2007

Thursday, March 29, 2007

Novas do "País dos Sorrisos"


1. Um cidadão de nacionalidade suiça foi condenado a dez anos de prisão por ter "bricado" com a imagem do Rei em noite de copos, ainda por cima no dia do aniversário de Sua divindade.

2. Já há data anunciada para as eleições na Tailândia.

Tuesday, March 27, 2007

Pequim-Moscovo-Pequim

A propósito da visita de Hu Jintao à Rússia, seguindo a sugestão do Paulo Gorjão vale a pena ler este texto:

"Hu's trip to Russia: Without love, but ...", Yu Bin no Asia Times.

Monday, March 26, 2007

Quinta Geração III



Um sinal:

"XI Jinping, who held leadership positions in Zhejiang and other provinces, was appointed secretary of the Shanghai Municipal Committee of the Communist Party of China over the weekend."

"Xi Jinping appointed Shanghai Party chief", Shanhai Daily.
"A Princeling Takes Control Of Shanghai", Forbes.

Leituras Pós-Dominicais

"North Koreans hungry for a deal", Donald Kirk no Asia Times.
"China's gamblers are prize in Macao's casino war", David Barboza no IHT.
"Reframing China Policy Debate 4: U.S. Engagement and Human Rights in China", ver e ouvir o debate no site do Carnegie Endowment.

Sunday, March 25, 2007

Há meio século

Nascia um projecto único nas relações internacionais. A Comunidade Económica Europeia (CEE), criada e desenvolvida sobretudo numa lógica funcionalista, merece que as velas sejam sopradas, de pulmões cheios, neste dia 25 de Março. Em 50 anos os progressos foram notáveis. A crise institucional e de certo modo de legitimidade é motivo para uma reflexão séria sobre o ritmo da integração (a questão dos passos e das pernas) e acerca do lugar da UE no mundo.E da aqui a 50 anos como sérá?"The Europe of 2057 is a larger place, its borders stretched eastward to encompass Turkey and, probably, Russia. It is a greener place, where wind and sun power have supplanted fossil fuels. It has been the battleground for at least one new war. And the dominant language is English"

A Ler no International Herald Tribune.

Surpresa!!!

"Hong Kong's Tsang Wins Easy Victory", The Guardian.

Friday, March 23, 2007

Passou despercebida

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A escala de algumas horas que Li Changchun, membro do Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês, fez na segunda-feira em Lisboa. Li encontrou-se com Sócrates. Do que falaram?

"Senior Chinese leader Li Changchun said here Monday that China is ready to advance the all-round strategic partnership with Portugal to a new level.
Li made the remark during a meeting with Portuguese Prime Minister Jose Socrates Monday evening.
Li, a member of the Standing Committee of the Political Bureau of the Chinese Communist Party Central Committee, stopped over in Lisbon Monday on his way to a four-nation visit to Latin America. The trip will lead him to Mexico, Venezuela, Suriname and Peru. He will also visit Samoa, a island nation in the South Pacific.
During his meeting with Socrates, Li said China is ready to join hands with Portugal to substantially enhance practical cooperation in all areas. He said the two countries should respect the concerns of each other and promote their all-round strategic partnership to a new level."


Agência Xinhua.

O que resta?

Rui Bebiano, no seu sempre interessante "A Terceira Noite", pergunta: que resta então, no «Império do Meio», do socialismo e da utopia comunista?

Entre as várias respostas em jeito de pergunta, sublinho estas:

"As coreografias mecanizadas dos desfiles militares e dos espectáculos desportivos? As recepções cerimoniais às delegações dos «partidos irmãos»? Os stands na Festa do Avante?"

Por outro lado devemos perguntar: O que é menos prejudicial para a China e para o mundo? O totalitarismo Maoísta ou o autoritarismo - "socialismo de mercado com características chinesas" - desevolvimentalista da Era de Deng Xiaoping, Jiang Zemin e Hu Jintao?

É claro que a Quinta modernização está por cumprir. A da democratização. É importante, por outro lado, verificar que existe uma tensão dentro do partido entre os que defendem um avanço mais rápido para a economia de mercado e outros sectores no Partido Comunista que procuram resistir a isso em nome do que resta do socialismo. Wen Jiabao e Hu Jintao procuram fazer uma síntese. E há sinais contraditórios. É a mão de ferro coma luva de veludo. Mas não deixa de ser interessante que a liderança fale e proponha o fim das propinas para o ensino obrigatório nas zonas rurais ou um esquema de saúde pública mais abrangente, além de outras medidas sociais (socialistas? sociais democratas? um neobismarkismo social?).

Wednesday, March 21, 2007

What if...

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Um historiador australiano garante que um navegador português chegou primeiro à Austrália e Nova Zelândia que o famoso capitão britânico James Cook.
Com base num mapa antigo, Peter Trickett afirma aque uma armada de quatro embarcações partiu de Malaca para um missão secreta em 1522 tendo chegado à costa leste da Austrália e à ilha do norte da Nova Zelândia.

No livro "Beyond Capricorn", o historiador escreve que se o exército português não tivesse cometido o erro de tentar invadir sem sucesso Marrocos nos anos 1560, a Austrália poderia ter-se tronado numa colónia portuguesa. Trickett adiantou ainda, em declarações aos jornalistas, que "os australianos falariam agora português e jogariam bem melhor futebol" .


"A 16th century maritime map in a Los Angeles library vault proves that Portuguese adventurers, not British or Dutch, were the first Europeans to discover Australia, says a new book which details the secret discovery of Australia.
The book "Beyond Capricorn" says the map, which accurately marks geographical sites along Australia's east coast in Portuguese, proves that Portuguese seafarer Christopher de Mendonca led a fleet of four ships into Botany Bay in 1522 -- almost 250 years before Britain's Captain James Cook".


"Author: Map proves Portuguese discovered Australia", Reuters via CNN.

"We'd all be speaking Portuguese, I suppose," Trickett said. "And we'd be a lot better at soccer."

Ler também: "Portuguese visited New Zealand '250 years before Cook'", New Zealand Herald.


Macau-Pyongyang

"Ninguém sabe, quer ou pode comentar. Mas entre 1999 e 2002, de acordo com dados oficiais do governo de Macau, o regime de Pyongyang fez passar em trânsito pela RAEM quase 10 toneladas de armas e munições. Os serviços de Alfândega ainda começaram por se mostrar disponíveis para fornecer informações sobre o assunto. Mas, por “ordens superiores”, remeteram-se depois ao silêncio"

"Que armas fez a Coreia do Norte passar por Macau? , Ricardo Pinto no Ponto Final.

Bloggin' in Singapore

"How can Singapore, in its purported aim to become a cutting-edge knowledge-driven economy, afford not to have a vibrant digital news industry? For now, there are no indications as to whether this question is even being addressed in the corridors of power, though it is being vigorously discussed in various Web-based forums"

Alex Au no Asia Times.