A visão de Minxin Pei:
"Prospects for a peaceful and gradual transition to democracy may also grow dim because these negative effects will hinder the development of the social, economic and political infrastructures conductive to a peaceful democractic transition. Regime transition may still be possible, but such a transition, when it comes, is more likely to be tumultous and disruptive."
Pei, Minxin, China's Trapped Transition: The Limits of Developmental Autocracy, Harvard University Press. 2006. p.166
Monday, April 16, 2007
Leituras Pós-Dominicais
"A new breed of migrants fans out ", Bertil Lintner no Asia Times.
"China and the US: To Hedge or Engage", David Shambaugh e Karl F. Inderfurth.
"Tenho nome de camponês", Maria João Belchior no China em Reportagem.
"China and the US: To Hedge or Engage", David Shambaugh e Karl F. Inderfurth.
"Tenho nome de camponês", Maria João Belchior no China em Reportagem.
Saturday, April 14, 2007
Declaração Conjunta - 20 anos

Há 20 anos (e um dia) era escrita a primeira página da história da Região Administrativa Especial de Macau.
A Rádio Macau emitiu ontem um programa especial sobre a efeméride.
Ler:
"E assim nasceu a RAEM", Carlos Picassinos no Hoje Macau.
Thursday, April 12, 2007
Wen Jiabao em Tóquio

Foto:IHT
Não deixa de ser interessante notar que enquanto os media chineses classificam esta visita de Wen Jiabao como uma missão para "quebrar o gelo", ao passo que um porta-voz do governo japonês garantiu que "não há qualquer gelo para quebrar".
Perante a Dieta - o parlamento nipónico - o chefe de governo da China disse:
"If Prime Minister (Shinzo) Abe's visit to China last October can be described as an ice breaker, then I hope my visit to Japan will be an ice thawer. I came to Japan for friendship and cooperation"
"Chinese prime minister addresses Japan's Diet", International Herald Tribune.

Cartoon: The Economist.
Algumas leituras sobre esta visita e o que ela significa para as relações sino-japonesas:
"Ways to End the Sino-Japanese Chill", a análise de Minxin Pei.
"Peace breaking out", a antevisão da visita sob a perspectiva da The Economist.
"Chinese premier's 'ice-melting' Japan visit ", Hisane Masaki no Asia Times.
Wednesday, April 11, 2007
Tuesday, April 10, 2007
Hermenêutica

Foto: Xinhua
Quando entregou a "carta de nomeação" do cargo de Chefe do Executivo de Hong Kong a Donald Tsang, o primeiro-ministro Wen Jiabao citou uma passagem dos "Anacletos" de Confúcio:
"Benevolence is the responsability he has taken upon himsel: is it not heavy? Only after his death does it end: is it not long?"
Há dois anos quando Tsang foi empossado, pela primeira vez, o mesmo Wen tinha parafraseado outro ensinamento do Mestre:
"A scholar must not be without perspective, for his task is ardous and the road ahead is long"
O exercício da leitura nas entrelinhas, do implícitito, do não-dito está a intrigar os analistas em Hong Kong.
Sunday, April 08, 2007
Leituras Domicais
"Peace breaking out", Economist.
"U.S. allowed Ethiopian arms deal with North Korea", International Herald Tribune.
"Anticipating Chinese Leadership Changes at The 17th Party Congress", Cheng Li.
Saturday, April 07, 2007
Friday, April 06, 2007
Meanwhile in Macau...
Esta semana o Chefe do Executivo de Macau anunciou uma série de medidas na Assembleia Legislativa, apanhado de surpresa deputados e muitos observadores e cidadãos. Entre as medidas referidas destaca-se a suspensão doe esquema de aquisição de residência por compra de imóveis e a intenção do executivo de levara a cabo concursos públicos para concessão de terrenos com fins habitacionais. Outra medida sugerida diz respeito à descida idade mínima para concessão de pensão de velhice para os 60 anos.
O jornal Hoje Macau titula "Cedência ou talvez não", na edição de quarta-feira, referindo que as medidas anunciadas eram bandeiras levantadas pelos deputados da "oposição". O Jornal Tribuna de Macau fala de "uma mão cheia de reformas". Fazer leituras políticas em Macau não é tarefa fácil; as dúvidas sobrepõem-se às certezas. As medidas são positivas e podem sinalizar o regresso de Edmund Ho ao leme, depois de dois anos em que pareceu estar mais distante e sem controlo sobre alguns dossiers mais sensíveis.
Todavia seria "wishful thinking" pensar que, em Macau, o grau de intervenção do governo na economia e na sociedade possa aproximar-se de um "estado social". As medidas propostas advêm sobretudo de uma pressão que se tem feito sentir não apenas por parte dos sectores mais críticos (deputados da Associação Novo Macau Democrático ou Pereira Coutinho), mas igualmente dos "tradicionais" (Kai Fong e Operários). Não sendo crível que na RAEM possa ser edificado um "estado providência" - nem a lógica do "Segundo Sistema" o sugere, nem a actual liderança o pretende - seria positivo que emergisse uma rede de "sociedade providência", com a intervenção adequada do executivo para que se alcance a tão propalada "sociedade harmoniosa", no contexto "Um País, Dois Sistemas", num território "governado pelas suas gentes", que funciona como um a"plataforma". E já chega de lugares comuns, até porque este (Macau) sempre foi algo incomum. E específico.
Wednesday, April 04, 2007
Kissinger na China

1- O Boston Globe (via Reuters) escreve que, para Kissinger, a emergência da China configura um risco de conflito com os Estados Unidos: "China's inevitable rise risks conflict: Kissinger"
2- A Xinhua refere que Kissinger defende que as relações sino-americanas deverão evoluir para um novo patamar de entendimento nas questões inertancionais: "Kissinger: Sino-U.S. ties to shape new int'l understanding"
Monday, April 02, 2007
Leituras Dominicais
"China's 'fifth generation' leaders come of age", Cheng Li no Asia Times.
"For Chinese schools, a creative spark", Ann Hulbert no IHT.
"The Trouble with Japanese Nationalism", Francis Fukuyama, Project Syndicate
"For Chinese schools, a creative spark", Ann Hulbert no IHT.
"The Trouble with Japanese Nationalism", Francis Fukuyama, Project Syndicate
Sunday, April 01, 2007
Blame China
Não pretendendo ignorar que a China nem sempre joga no comércio internacional com as armas mais justas e correctas, não posso deixar de ficar algo apreensivo com a decisão dos Estados Unidos de impor barreiras alfandegárias.
Na justificação, o secretário do Comércio dos EUA, Carlos Gutierrez, admitiu que "China's economy has developed to the point that we can add another trade remedy tool, such as the countervailing duty law. The China of today is not the China of years ago," .
A nova legislação dirige-se a produtos que sejam na China alvo de subsídios que distorcem o seu valor de mercado nas trocas internacionais. No caso da indústria do papel as tarifas vão variar entre 10 e 20 por cento. Mas o mais significativo prende-se com a possibilidade de as companhias norte-americanas poderem invocar, noutros sectores de actividade, que a existência de indústrias subsidiadas como um motivo suficiente para que novas tarifas sejam criadas.
A argumentação de Washington diz respeito aos facto de a China não ser considerada uma economia de mercado. É interessante verificar que vários países asiáticos e mesmo a Austrália já concederam o estatuto de economia de mercado á China. A União Europeia ainda não o fez - esse é dos espinhos do relacionamento sino-europeu. Contudo como se verificou no caso dos têxteis e dos sapatos os dois lados estão a resolver as disputas comerciais pela via do diálogo. Os EUA não. Existem várias razões para que Washington não o faça. Por um lado, o fenómeno de outsourcing, do fecho de portas de manufacturas que ou se mudam para outros mercados com mão-de-obra mais competitiva (neste caso mais barata), como a China, o Vietname entre outros países, ou pura e simplesmente encerram as actividades. A vitória do Partido Democrata nas eleições para o Senado e Congresso também não ajuda, uma vez que existem fortes tensões proteccionistas entre os democratas, em especial face à China.
Esta medida foi anunciada pelos EUA um dia depois de um alto funcionário do Departamento do Comércio ter dito que a China estava a demorar demasiado tempo a abrir vários sectores do mercado. Podemos estar perante uma mudança na política adoptada por Hank Paulson, secretário do Comércio dos EUA, de uma abordagem negociada e com base no diálogo com Pequim para uma atitude de maior confrontação e de diplomacia económica de megafone.
Na justificação, o secretário do Comércio dos EUA, Carlos Gutierrez, admitiu que "China's economy has developed to the point that we can add another trade remedy tool, such as the countervailing duty law. The China of today is not the China of years ago," .
A nova legislação dirige-se a produtos que sejam na China alvo de subsídios que distorcem o seu valor de mercado nas trocas internacionais. No caso da indústria do papel as tarifas vão variar entre 10 e 20 por cento. Mas o mais significativo prende-se com a possibilidade de as companhias norte-americanas poderem invocar, noutros sectores de actividade, que a existência de indústrias subsidiadas como um motivo suficiente para que novas tarifas sejam criadas.
A argumentação de Washington diz respeito aos facto de a China não ser considerada uma economia de mercado. É interessante verificar que vários países asiáticos e mesmo a Austrália já concederam o estatuto de economia de mercado á China. A União Europeia ainda não o fez - esse é dos espinhos do relacionamento sino-europeu. Contudo como se verificou no caso dos têxteis e dos sapatos os dois lados estão a resolver as disputas comerciais pela via do diálogo. Os EUA não. Existem várias razões para que Washington não o faça. Por um lado, o fenómeno de outsourcing, do fecho de portas de manufacturas que ou se mudam para outros mercados com mão-de-obra mais competitiva (neste caso mais barata), como a China, o Vietname entre outros países, ou pura e simplesmente encerram as actividades. A vitória do Partido Democrata nas eleições para o Senado e Congresso também não ajuda, uma vez que existem fortes tensões proteccionistas entre os democratas, em especial face à China.
Esta medida foi anunciada pelos EUA um dia depois de um alto funcionário do Departamento do Comércio ter dito que a China estava a demorar demasiado tempo a abrir vários sectores do mercado. Podemos estar perante uma mudança na política adoptada por Hank Paulson, secretário do Comércio dos EUA, de uma abordagem negociada e com base no diálogo com Pequim para uma atitude de maior confrontação e de diplomacia económica de megafone.
Saturday, March 31, 2007
Blogues a Oriente
1. Mais alguns a visitar:
"Desterrado em Pequim"
"Deserto de Gobi"
"Nuno At China"
2. Parabéns pelo primeiro aniversário do Leocardo.
"Desterrado em Pequim"
"Deserto de Gobi"
"Nuno At China"
2. Parabéns pelo primeiro aniversário do Leocardo.
Thursday, March 29, 2007
Novas do "País dos Sorrisos"
1. Um cidadão de nacionalidade suiça foi condenado a dez anos de prisão por ter "bricado" com a imagem do Rei em noite de copos, ainda por cima no dia do aniversário de Sua divindade.
2. Já há data anunciada para as eleições na Tailândia.
Tuesday, March 27, 2007
Pequim-Moscovo-Pequim
A propósito da visita de Hu Jintao à Rússia, seguindo a sugestão do Paulo Gorjão vale a pena ler este texto:
"Hu's trip to Russia: Without love, but ...", Yu Bin no Asia Times.
"Hu's trip to Russia: Without love, but ...", Yu Bin no Asia Times.
Monday, March 26, 2007
Quinta Geração III

Um sinal:
"XI Jinping, who held leadership positions in Zhejiang and other provinces, was appointed secretary of the Shanghai Municipal Committee of the Communist Party of China over the weekend."
"Xi Jinping appointed Shanghai Party chief", Shanhai Daily.
"A Princeling Takes Control Of Shanghai", Forbes.
Leituras Pós-Dominicais
"North Koreans hungry for a deal", Donald Kirk no Asia Times.
"China's gamblers are prize in Macao's casino war", David Barboza no IHT.
"Reframing China Policy Debate 4: U.S. Engagement and Human Rights in China", ver e ouvir o debate no site do Carnegie Endowment.
"China's gamblers are prize in Macao's casino war", David Barboza no IHT.
"Reframing China Policy Debate 4: U.S. Engagement and Human Rights in China", ver e ouvir o debate no site do Carnegie Endowment.
Sunday, March 25, 2007
Há meio século
Nascia um projecto único nas relações internacionais. A Comunidade Económica Europeia (CEE), criada e desenvolvida sobretudo numa lógica funcionalista, merece que as velas sejam sopradas, de pulmões cheios, neste dia 25 de Março. Em 50 anos os progressos foram notáveis. A crise institucional e de certo modo de legitimidade é motivo para uma reflexão séria sobre o ritmo da integração (a questão dos passos e das pernas) e acerca do lugar da UE no mundo.E da aqui a 50 anos como sérá?"The Europe of 2057 is a larger place, its borders stretched eastward to encompass Turkey and, probably, Russia. It is a greener place, where wind and sun power have supplanted fossil fuels. It has been the battleground for at least one new war. And the dominant language is English"
A Ler no International Herald Tribune.
A Ler no International Herald Tribune.
Friday, March 23, 2007
Passou despercebida

A escala de algumas horas que Li Changchun, membro do Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês, fez na segunda-feira em Lisboa. Li encontrou-se com Sócrates. Do que falaram?
"Senior Chinese leader Li Changchun said here Monday that China is ready to advance the all-round strategic partnership with Portugal to a new level.
Li made the remark during a meeting with Portuguese Prime Minister Jose Socrates Monday evening.
Li, a member of the Standing Committee of the Political Bureau of the Chinese Communist Party Central Committee, stopped over in Lisbon Monday on his way to a four-nation visit to Latin America. The trip will lead him to Mexico, Venezuela, Suriname and Peru. He will also visit Samoa, a island nation in the South Pacific.
During his meeting with Socrates, Li said China is ready to join hands with Portugal to substantially enhance practical cooperation in all areas. He said the two countries should respect the concerns of each other and promote their all-round strategic partnership to a new level."
Agência Xinhua.
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