Friday, June 01, 2007
Wednesday, May 30, 2007
Sobe sobe PIB sobe

Fonte: Direcção dos Serviços de Estatística e Censos de Macau
O Produto Interno Bruto de Macau cresceu 25 por cento no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Os seviços de estatística e census indicam que a subida significativa foi apoiada pelo crescimento em 38 por cento da formação bruta do capital fixo, especialmente nas áreas da construção e equipamento. Enquanto o investimento privado subiu 40 por cento, o investimento do sector público desceu 61 por cento. A contribuir para esta expansão do PIB da RAEM contribuiu esteve também a subida, em termos homólogos, de 43 por cento das receitas do jogo nos primeiros três meses do ano.
Monday, May 28, 2007
Leituras Dominicais

"Hu Jintao Battles the CCP's Crisis of Confidence", Willy Lam no China Brief.
"Beijing's Big Push", Joshua Kurlantzick na Newsweek.
"The language of Chinese soft power in the US", Will Wachter no Asia Times.
"Beijing's 'soft power' offensive", Purnendra Jain e Gerry Groot no Asia Times.
Saturday, May 26, 2007
May Riots 67 - 12 3

South China Morning Post, 25 de Maio de 2007.
Enquanto em Macau praticamente ninguém quer falar dos acontecimentos do “12 3”,( quando no final de 1966 a Revolução cultural ultrapassou as Portas do Cerco), em Hong Kong a discussão tem lugar com protagonistas das duas partes que estiveram em confronto nas Revoltas de 1967. Saber lidar com os tormentos do passado ajudaria muito, mas na Terra do Nome de Deus o manto de silêncio é mesmo muito difícil de quebrar. O encontro que vai decorrer em Hong Kong seria impensável em Macau.
Thursday, May 24, 2007
Monday, May 21, 2007
Leituras Dominicais
"Africa seeks lessons in Shanghai", Zhou Jiangong no Asia Times.
"O Partido Comunista Chinês em Congresso II", Arnaldo Gonçalves no Jornal Tribuna de Macau.
"O Partido Comunista Chinês em Congresso II", Arnaldo Gonçalves no Jornal Tribuna de Macau.
Friday, May 18, 2007
Slow blog motion

Os leitores mais regulares deste espaço já deverão ter notado a falta de regularidade e de extensão dos textos que são publicados, algo que se deverá manter nas próximas semanas. Depois desta fase, o ritmo do Sínico regressará –espero – à cadência normal.
Meanwhile, 我很忙 (wo hen mang), que é como quem diz, muito ocupado.
Obrigado pela compreensão dos estimados "clientes" deste canto da blogosfera.
Sem mais de momento, deixo-vos com os pensamentos/observações de Mencius (Mengzi):

"O sábio é bom para as criaturas, é bom, mas não as ama. Para os homens, ama-os mas sem familiaridade" (LivroVII, secção A, cap. XLV)
"Há uma nobreza que vem do Céu, e outra que confere o soberano. O humanismo, a equidade, a lealdade, a liberdade, gostar do bem sem se fartar. São coisas nobres que o Céu dá; ser duque, ministro ou grande senhor: são nobrezas que o soberano confere” (Livro VI, secção a, cap. XVI-1)
“A tendência da natureza para o bem é como da água para baixo. Não há ninguém inclinado naturalmente para o mal, como a água não tende senão para baixo”. (Livro VI, secção a, cap 2-2)
Citado em Ana Cristina Alves, “Uma Viagem de Muitos Quilómetros começa por um passo”, COD, Macau, 2004.
Tuesday, May 15, 2007
Xue Hanyu

Aprender chinês também através de um blogue. "Aprende Chino Hoy" é um bom exemplo, especialmente para quem trata o castelhano por tu .
Monday, May 14, 2007
Leituras Dominicais
"What price a Chinese emperor?", Antoaneta Bezlova no Asia Times.
"China's "Peaceful Rise" to Great-Power Status", IR China., Foreign Affairs, via IR China.
"Rise in abortions marks a changing society in China", Jim Yardley no International Gerald Tribune.
"China's "Peaceful Rise" to Great-Power Status", IR China., Foreign Affairs, via IR China.
"Rise in abortions marks a changing society in China", Jim Yardley no International Gerald Tribune.
Friday, May 11, 2007
The "Coolest Nail House"!

"Nail house' blogger is homeowners' hope", South China Morning Post de 29 de Abril (via Asia Media).
Wednesday, May 09, 2007
Ser Jornalista chinês na China (primeiro sistema)
A propósito da visita do veterano repórter de guerra Peter Arnett à Universidade de Shantou:
"For Chinese journalists, self-censorship ensures the news is good", John Weaver, AFP.
"For Chinese journalists, self-censorship ensures the news is good", John Weaver, AFP.
Tuesday, May 08, 2007
A visitar

Diariamente, se possível, o espaço DaWei, um site multimedia feito em formato de blogue, que funciona, simultaneamente, como webjournal e web tv. Jeremy Goldkorn, Joel Martinsen, Anna Sophie Loewenberg e Luke Mines fazem um site que procura acompanhar o pulsar da vida urbana da China, com olhares que vão da descodificação da linguagem política, à interpretação dos sinais do quotidiano. São naturalmente sentimentos de vários "ocidentais".
Monday, May 07, 2007
O socialismo democrático e a democracia socialista
"A veteran Chinese Communist's call for democracy has stirred a secretive campaign of condemnation from the party, wary of fanning disputes over political reform before a congress to cement President Hu Jintao's grip on power.
Xie Tao, 85, made his plea for "democratic socialism" in the magazine China Across the Ages (Yanhuang Chunqiu), a monthly backed by reformist party elders.
"Political system reform can no longer be delayed," Xie wrote in his essay published in February. "Only constitutional democracy can fundamentally solve the ruling party's problems of corruption and graft, only democratic socialism can save China!""
"In China a call for democracy stirs secretive storm", Reuters.
Xie Tao, 85, made his plea for "democratic socialism" in the magazine China Across the Ages (Yanhuang Chunqiu), a monthly backed by reformist party elders.
"Political system reform can no longer be delayed," Xie wrote in his essay published in February. "Only constitutional democracy can fundamentally solve the ruling party's problems of corruption and graft, only democratic socialism can save China!""
"In China a call for democracy stirs secretive storm", Reuters.
Sunday, May 06, 2007
Leituras Pós-Dominicais
"O que se passou no 1o de Maio é sinal de uma inquietação em crescendo”, entrevista a Jorge Bruxo, no Jornal Tribuna de Macau.
"Wang Yang: A rising star in China ", Fong Tak-ho no Asia Times.
"Malaysia Backpedals on Modernity", Sadanand Dhume na Yale Global.
"Wang Yang: A rising star in China ", Fong Tak-ho no Asia Times.
"Malaysia Backpedals on Modernity", Sadanand Dhume na Yale Global.
Thursday, May 03, 2007
O Congresso
A ler o artigo de Arnaldo Gonçalves no Jornal Tribuna de Macau:
"O Partido Comunista Chinês em Congresso (I) "
"O Partido Comunista Chinês em Congresso (I) "
Japao: Guerra, Paz e Defesa
O Primeiro-ministro japonês fez um apelo à revisão da constituição pacifista que vigora desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
Por altura do 60º aniversário da Lei Fundamental, Shinzo Abe falou da necessidade de uma nova era que permita ao “País do Sol Nascente” ter um papel mais relevate na segurança global.
O chefe de governo nipónico afirmou que quer ver as crianças japonesas terem mais orgulho e confiança no seu país. Estas declarações deverão provocar reacções negativas, quer em Seul, quer em Pequim.
"Japan PM calls for defence review ", BBC.
Por altura do 60º aniversário da Lei Fundamental, Shinzo Abe falou da necessidade de uma nova era que permita ao “País do Sol Nascente” ter um papel mais relevate na segurança global.
O chefe de governo nipónico afirmou que quer ver as crianças japonesas terem mais orgulho e confiança no seu país. Estas declarações deverão provocar reacções negativas, quer em Seul, quer em Pequim.
"Japan PM calls for defence review ", BBC.
Tuesday, May 01, 2007
O Primeiro de Maio em Macau

O que foi publicado (em actualização)
"Police fire shots into air at Macau May Day protest against immigrant workers, corruption", International Herald Tribune.
"Rare Macau protest turns violent ", BBC.
"Police fire in air as Macau workers protest", Reuters.
"Macau investigates after man shot at protest", Reuters.
"Shots fired in Macau rally", The Standard
"O 1º de Maio e o regime que aparece ", Marco Mendes Velho no Prestes João.
Ver a blogo-reportagem no Leocardo.
"A harmonia não bate assim", Hoje Macau.
"Falta o projecto", Editorial do Hoje Macau.
"Tiros para o ar, não: para os pés!", Ponto Final
"As várias indignações", Ponto Final.
"Agente não teve autorização para disparar", Jornal Tribuna de Macau.
"Para o ano há mais!", Editorial do Jornal Tribuna de Macau.

Foto: Jornal The Standard

Foto: Jornal Ou Mun

Cartoon publicado no South China Morning Post (via Além do Bojador)
Sunday, April 29, 2007
Leituras Dominicais
"Beijing spring: Democracy is in the air", Kent Ewing no Asia Times.
"China-Japan: Cautious Steps Across the Divide", Wenran Jiang, Yale Global.
"The people's republic in the grip of popular capitalism", The Economist.
"China-Japan: Cautious Steps Across the Divide", Wenran Jiang, Yale Global.
"The people's republic in the grip of popular capitalism", The Economist.
Friday, April 27, 2007
Reshuffle
As mudanças anunciadas hoje no governo de Pequim só surpreendem pelo timing. Alguns analistas esperavam que só no final de 2007,/início de 2008 viessem a acontecer.
The new foreign minister, like his predecessor, is a career diplomat regarded as an expert on U.S. affairs - signaling the importance China places on steady relations with the superpower.
``China emphasizes major-power foreign policy, and the U.S. is the most important major power,'' said Shen Dingli, dean of the Institute of International Studies at Fudan University in Shanghai. ``Other countries can rest assured that foreign policy will not change.''
"China Names New Foreign Minister ", The Guardian
The new foreign minister, like his predecessor, is a career diplomat regarded as an expert on U.S. affairs - signaling the importance China places on steady relations with the superpower.
``China emphasizes major-power foreign policy, and the U.S. is the most important major power,'' said Shen Dingli, dean of the Institute of International Studies at Fudan University in Shanghai. ``Other countries can rest assured that foreign policy will not change.''
"China Names New Foreign Minister ", The Guardian
Wednesday, April 25, 2007
O 25 de Abril em Macau
Chegou atrasado dois dias. Alguns dizem que demorou 25 anos...
"Revolução chegou atrasada ao Oriente", Jornal Tribuna de Macau

Obrigado Capitães!
"Revolução chegou atrasada ao Oriente", Jornal Tribuna de Macau

Obrigado Capitães!
O Congresso e a Diwudai
Em momentos de transição de poder, a leitura dos sinais que nos chegam fica ainda mais complexa. Embora a transição, de facto, de poder da Quarta para a Quinta Geração (Diwudai) só se consubstancie em 2012, é este ano que deverá emergir o núcleo duro que tomará o leme da RPC entre 2012 e 2022 - partindo, obviamente, do princípio que o mecanismo institucionalizado de transição de poder iniciado por Deng Xiaoping não sofrerá alterações. O 17º Congresso do Partido Comunista Chinês (PCC), marcado para o último trimestre de 2007, será o momento-chave.
Artigo Publicado no jornal Hoje Macau. Também disponível no Sínico Esclarecido.
Tuesday, April 24, 2007
Leituras Pós-Dominicais
"Among China's elite, talk of 'democracy'", Joseph Khan no IHT.
"China’s Lesson for India", Cheng Hu na Globalist.
"The Sinicizing of the South Pacific ", Bertil Lintner no Asia Times.
"China’s Lesson for India", Cheng Hu na Globalist.
"The Sinicizing of the South Pacific ", Bertil Lintner no Asia Times.
Monday, April 23, 2007
Friday, April 20, 2007
Maverick Wen

"But wearing a mask is an important survival technique in China's treacherous one-party politics, and if anything, Wen has proved his skills as a survivor. This, remember, is a man who stood beside Zhao Ziyang in Tiananmen Square at the height of the student protests. Zhao, the party chief at the time, was disgraced and effectively served out a life sentence under house arrest. Wen, his aide, went on to the become the third-highest figure in the Chinese hierarchy, and is on his way to becoming its most gifted politician."
Howard French no Internationa Herald Tribune.
Tuesday, April 17, 2007
Lendo e Re Lendo
A propósito de "China´s Trapped Transition" de Minxin Pei.

Minxin Pei não é optimista. Assume-o desde logo na introdução “China’s Trapped Transition”. Este académico chinês, residente nos EUA e investigador do Carnegie Endowment, coloca em causa o argumento segundo o qual, em regimes autoritários, a abertura à economia de mercado gera forças que pressionam as elites a acelerar as reformas políticas rumo à democratização. Logo no início do livro, Pei é claro: “(...) the autoritanian ruling elites can reap political gains from the increasing economic growth because such growth helps legitimize their rule and their policies” (P.9). Para Pei a China está a gerar estados-mafia a nível provincial que fogem quase por completo à cadeia de comando de Pequim e que funcionam à margem do incipiente estado de direito chinês. A transição está armadilhada porque o estado se torna num predador; em vez de cumprir o seu papel de alguma redistribuição da riqueza e de modernização da economia, no verdadeiro sentido, ou seja em termos de inovação e competitividade além do factor da mão de obra extensiva. O autor argumenta com base em estatísticas oficiais e independentes, estudos de opinião e entrevistas que, não só a legitimação, como a legitimidade está num processo sem retorno de erosão e que as reformas económicas na década de noventa fracassaram. O conluio entre o partido, o estado e as empresas recém-privatizadas agudiza uma situação de corrupção que considera ser endémica. “(a developmental autocarcy’s overriding goal of self-perpetuation is ultimately imperiled by the self-destructive dynamics found in nearly all autocracies: low political accountability, unresponsiveness, collusion and corruption” (p.208). O resultado de tudo isto, antecipa, pode ser o colapso de um regime em decadência ética, económica (apesar do crescimento do PIB) política e que acima de tudo não tem capacidade para satisfazer as necessidades de uma parte significativa da população para quem o crescimento económico tem passado ao lado da sua sobrevivência.

Do lado contrário da barricada intelectual sobre a transição da China coloca-se o sinólogo norte-americano Andrew Nathan. Numa recensão publicada na Foreign Affairs de Julho/Agosto de 2006, o académico autor de “China’s New Rulers” desmonta a argumentação de Pei. Elogia o seu trabalho de recolha e análise dos dados - “his description of these problems is accurate, but his interpretation is questionable” (p.177).
Nathan considera que existe uma capacidade regeneradore no Partido Comunista Chinês capaz de resistir à disrupção. Ou seja, a sua capacidade continuada de manter apoio popular através da combinação de um crescimento económico pujante, repressão e propaganda engenhosa e sucessos na política externa que agradem às facções nacionalistas. No entender de Nathan o que está à prova na China é a capacidade de um regime autoritário. Argumentando que existem passos dados por Pequim no reconhecimento dos desafios, problemas e limitações de um modelo de desenvolvimento económico e social pouco sustentável, Nathan afirma que Pei ignora que actualmente são os próprios órgãos de informação estatal a denunciar situações de destruição do ambiente falta de harmonia social e desequilíbrios campo/cidade e oeste/este. Mais importante, “Pei ignores the central fact of Chinese political life today: the power and unity of the central party elite”.
Comecei por ler a crítica de Nathan ao livro antes de “entrar” na obra de Minxin Pei. Condicionado? Talvez. De facto, o enquadramento teórico e algumas conclusões de “China’s Tarpped Transition” apontam para um beco sem saída. A questão é se na verdade a China está mesmo a seguir esse caminho ou se, em alternativa, ainda se encontra numa bifurcação ou mesmo num Entroncamento. “Learning by doing” espera o maquinista. E os passageiros o que pensam ? E os que perderam o comboio?

Minxin Pei não é optimista. Assume-o desde logo na introdução “China’s Trapped Transition”. Este académico chinês, residente nos EUA e investigador do Carnegie Endowment, coloca em causa o argumento segundo o qual, em regimes autoritários, a abertura à economia de mercado gera forças que pressionam as elites a acelerar as reformas políticas rumo à democratização. Logo no início do livro, Pei é claro: “(...) the autoritanian ruling elites can reap political gains from the increasing economic growth because such growth helps legitimize their rule and their policies” (P.9). Para Pei a China está a gerar estados-mafia a nível provincial que fogem quase por completo à cadeia de comando de Pequim e que funcionam à margem do incipiente estado de direito chinês. A transição está armadilhada porque o estado se torna num predador; em vez de cumprir o seu papel de alguma redistribuição da riqueza e de modernização da economia, no verdadeiro sentido, ou seja em termos de inovação e competitividade além do factor da mão de obra extensiva. O autor argumenta com base em estatísticas oficiais e independentes, estudos de opinião e entrevistas que, não só a legitimação, como a legitimidade está num processo sem retorno de erosão e que as reformas económicas na década de noventa fracassaram. O conluio entre o partido, o estado e as empresas recém-privatizadas agudiza uma situação de corrupção que considera ser endémica. “(a developmental autocarcy’s overriding goal of self-perpetuation is ultimately imperiled by the self-destructive dynamics found in nearly all autocracies: low political accountability, unresponsiveness, collusion and corruption” (p.208). O resultado de tudo isto, antecipa, pode ser o colapso de um regime em decadência ética, económica (apesar do crescimento do PIB) política e que acima de tudo não tem capacidade para satisfazer as necessidades de uma parte significativa da população para quem o crescimento económico tem passado ao lado da sua sobrevivência.
Do lado contrário da barricada intelectual sobre a transição da China coloca-se o sinólogo norte-americano Andrew Nathan. Numa recensão publicada na Foreign Affairs de Julho/Agosto de 2006, o académico autor de “China’s New Rulers” desmonta a argumentação de Pei. Elogia o seu trabalho de recolha e análise dos dados - “his description of these problems is accurate, but his interpretation is questionable” (p.177).
Nathan considera que existe uma capacidade regeneradore no Partido Comunista Chinês capaz de resistir à disrupção. Ou seja, a sua capacidade continuada de manter apoio popular através da combinação de um crescimento económico pujante, repressão e propaganda engenhosa e sucessos na política externa que agradem às facções nacionalistas. No entender de Nathan o que está à prova na China é a capacidade de um regime autoritário. Argumentando que existem passos dados por Pequim no reconhecimento dos desafios, problemas e limitações de um modelo de desenvolvimento económico e social pouco sustentável, Nathan afirma que Pei ignora que actualmente são os próprios órgãos de informação estatal a denunciar situações de destruição do ambiente falta de harmonia social e desequilíbrios campo/cidade e oeste/este. Mais importante, “Pei ignores the central fact of Chinese political life today: the power and unity of the central party elite”.
Comecei por ler a crítica de Nathan ao livro antes de “entrar” na obra de Minxin Pei. Condicionado? Talvez. De facto, o enquadramento teórico e algumas conclusões de “China’s Tarpped Transition” apontam para um beco sem saída. A questão é se na verdade a China está mesmo a seguir esse caminho ou se, em alternativa, ainda se encontra numa bifurcação ou mesmo num Entroncamento. “Learning by doing” espera o maquinista. E os passageiros o que pensam ? E os que perderam o comboio?
Monday, April 16, 2007
Transição e gradualismo na China
A visão de Minxin Pei:
"Prospects for a peaceful and gradual transition to democracy may also grow dim because these negative effects will hinder the development of the social, economic and political infrastructures conductive to a peaceful democractic transition. Regime transition may still be possible, but such a transition, when it comes, is more likely to be tumultous and disruptive."
Pei, Minxin, China's Trapped Transition: The Limits of Developmental Autocracy, Harvard University Press. 2006. p.166
"Prospects for a peaceful and gradual transition to democracy may also grow dim because these negative effects will hinder the development of the social, economic and political infrastructures conductive to a peaceful democractic transition. Regime transition may still be possible, but such a transition, when it comes, is more likely to be tumultous and disruptive."
Pei, Minxin, China's Trapped Transition: The Limits of Developmental Autocracy, Harvard University Press. 2006. p.166
Leituras Pós-Dominicais
"A new breed of migrants fans out ", Bertil Lintner no Asia Times.
"China and the US: To Hedge or Engage", David Shambaugh e Karl F. Inderfurth.
"Tenho nome de camponês", Maria João Belchior no China em Reportagem.
"China and the US: To Hedge or Engage", David Shambaugh e Karl F. Inderfurth.
"Tenho nome de camponês", Maria João Belchior no China em Reportagem.
Saturday, April 14, 2007
Declaração Conjunta - 20 anos

Há 20 anos (e um dia) era escrita a primeira página da história da Região Administrativa Especial de Macau.
A Rádio Macau emitiu ontem um programa especial sobre a efeméride.
Ler:
"E assim nasceu a RAEM", Carlos Picassinos no Hoje Macau.
Thursday, April 12, 2007
Wen Jiabao em Tóquio

Foto:IHT
Não deixa de ser interessante notar que enquanto os media chineses classificam esta visita de Wen Jiabao como uma missão para "quebrar o gelo", ao passo que um porta-voz do governo japonês garantiu que "não há qualquer gelo para quebrar".
Perante a Dieta - o parlamento nipónico - o chefe de governo da China disse:
"If Prime Minister (Shinzo) Abe's visit to China last October can be described as an ice breaker, then I hope my visit to Japan will be an ice thawer. I came to Japan for friendship and cooperation"
"Chinese prime minister addresses Japan's Diet", International Herald Tribune.

Cartoon: The Economist.
Algumas leituras sobre esta visita e o que ela significa para as relações sino-japonesas:
"Ways to End the Sino-Japanese Chill", a análise de Minxin Pei.
"Peace breaking out", a antevisão da visita sob a perspectiva da The Economist.
"Chinese premier's 'ice-melting' Japan visit ", Hisane Masaki no Asia Times.
Wednesday, April 11, 2007
Tuesday, April 10, 2007
Hermenêutica

Foto: Xinhua
Quando entregou a "carta de nomeação" do cargo de Chefe do Executivo de Hong Kong a Donald Tsang, o primeiro-ministro Wen Jiabao citou uma passagem dos "Anacletos" de Confúcio:
"Benevolence is the responsability he has taken upon himsel: is it not heavy? Only after his death does it end: is it not long?"
Há dois anos quando Tsang foi empossado, pela primeira vez, o mesmo Wen tinha parafraseado outro ensinamento do Mestre:
"A scholar must not be without perspective, for his task is ardous and the road ahead is long"
O exercício da leitura nas entrelinhas, do implícitito, do não-dito está a intrigar os analistas em Hong Kong.
Sunday, April 08, 2007
Leituras Domicais
"Peace breaking out", Economist.
"U.S. allowed Ethiopian arms deal with North Korea", International Herald Tribune.
"Anticipating Chinese Leadership Changes at The 17th Party Congress", Cheng Li.
Saturday, April 07, 2007
Friday, April 06, 2007
Meanwhile in Macau...
Esta semana o Chefe do Executivo de Macau anunciou uma série de medidas na Assembleia Legislativa, apanhado de surpresa deputados e muitos observadores e cidadãos. Entre as medidas referidas destaca-se a suspensão doe esquema de aquisição de residência por compra de imóveis e a intenção do executivo de levara a cabo concursos públicos para concessão de terrenos com fins habitacionais. Outra medida sugerida diz respeito à descida idade mínima para concessão de pensão de velhice para os 60 anos.
O jornal Hoje Macau titula "Cedência ou talvez não", na edição de quarta-feira, referindo que as medidas anunciadas eram bandeiras levantadas pelos deputados da "oposição". O Jornal Tribuna de Macau fala de "uma mão cheia de reformas". Fazer leituras políticas em Macau não é tarefa fácil; as dúvidas sobrepõem-se às certezas. As medidas são positivas e podem sinalizar o regresso de Edmund Ho ao leme, depois de dois anos em que pareceu estar mais distante e sem controlo sobre alguns dossiers mais sensíveis.
Todavia seria "wishful thinking" pensar que, em Macau, o grau de intervenção do governo na economia e na sociedade possa aproximar-se de um "estado social". As medidas propostas advêm sobretudo de uma pressão que se tem feito sentir não apenas por parte dos sectores mais críticos (deputados da Associação Novo Macau Democrático ou Pereira Coutinho), mas igualmente dos "tradicionais" (Kai Fong e Operários). Não sendo crível que na RAEM possa ser edificado um "estado providência" - nem a lógica do "Segundo Sistema" o sugere, nem a actual liderança o pretende - seria positivo que emergisse uma rede de "sociedade providência", com a intervenção adequada do executivo para que se alcance a tão propalada "sociedade harmoniosa", no contexto "Um País, Dois Sistemas", num território "governado pelas suas gentes", que funciona como um a"plataforma". E já chega de lugares comuns, até porque este (Macau) sempre foi algo incomum. E específico.
Wednesday, April 04, 2007
Kissinger na China

1- O Boston Globe (via Reuters) escreve que, para Kissinger, a emergência da China configura um risco de conflito com os Estados Unidos: "China's inevitable rise risks conflict: Kissinger"
2- A Xinhua refere que Kissinger defende que as relações sino-americanas deverão evoluir para um novo patamar de entendimento nas questões inertancionais: "Kissinger: Sino-U.S. ties to shape new int'l understanding"
Monday, April 02, 2007
Leituras Dominicais
"China's 'fifth generation' leaders come of age", Cheng Li no Asia Times.
"For Chinese schools, a creative spark", Ann Hulbert no IHT.
"The Trouble with Japanese Nationalism", Francis Fukuyama, Project Syndicate
"For Chinese schools, a creative spark", Ann Hulbert no IHT.
"The Trouble with Japanese Nationalism", Francis Fukuyama, Project Syndicate
Sunday, April 01, 2007
Blame China
Não pretendendo ignorar que a China nem sempre joga no comércio internacional com as armas mais justas e correctas, não posso deixar de ficar algo apreensivo com a decisão dos Estados Unidos de impor barreiras alfandegárias.
Na justificação, o secretário do Comércio dos EUA, Carlos Gutierrez, admitiu que "China's economy has developed to the point that we can add another trade remedy tool, such as the countervailing duty law. The China of today is not the China of years ago," .
A nova legislação dirige-se a produtos que sejam na China alvo de subsídios que distorcem o seu valor de mercado nas trocas internacionais. No caso da indústria do papel as tarifas vão variar entre 10 e 20 por cento. Mas o mais significativo prende-se com a possibilidade de as companhias norte-americanas poderem invocar, noutros sectores de actividade, que a existência de indústrias subsidiadas como um motivo suficiente para que novas tarifas sejam criadas.
A argumentação de Washington diz respeito aos facto de a China não ser considerada uma economia de mercado. É interessante verificar que vários países asiáticos e mesmo a Austrália já concederam o estatuto de economia de mercado á China. A União Europeia ainda não o fez - esse é dos espinhos do relacionamento sino-europeu. Contudo como se verificou no caso dos têxteis e dos sapatos os dois lados estão a resolver as disputas comerciais pela via do diálogo. Os EUA não. Existem várias razões para que Washington não o faça. Por um lado, o fenómeno de outsourcing, do fecho de portas de manufacturas que ou se mudam para outros mercados com mão-de-obra mais competitiva (neste caso mais barata), como a China, o Vietname entre outros países, ou pura e simplesmente encerram as actividades. A vitória do Partido Democrata nas eleições para o Senado e Congresso também não ajuda, uma vez que existem fortes tensões proteccionistas entre os democratas, em especial face à China.
Esta medida foi anunciada pelos EUA um dia depois de um alto funcionário do Departamento do Comércio ter dito que a China estava a demorar demasiado tempo a abrir vários sectores do mercado. Podemos estar perante uma mudança na política adoptada por Hank Paulson, secretário do Comércio dos EUA, de uma abordagem negociada e com base no diálogo com Pequim para uma atitude de maior confrontação e de diplomacia económica de megafone.
Na justificação, o secretário do Comércio dos EUA, Carlos Gutierrez, admitiu que "China's economy has developed to the point that we can add another trade remedy tool, such as the countervailing duty law. The China of today is not the China of years ago," .
A nova legislação dirige-se a produtos que sejam na China alvo de subsídios que distorcem o seu valor de mercado nas trocas internacionais. No caso da indústria do papel as tarifas vão variar entre 10 e 20 por cento. Mas o mais significativo prende-se com a possibilidade de as companhias norte-americanas poderem invocar, noutros sectores de actividade, que a existência de indústrias subsidiadas como um motivo suficiente para que novas tarifas sejam criadas.
A argumentação de Washington diz respeito aos facto de a China não ser considerada uma economia de mercado. É interessante verificar que vários países asiáticos e mesmo a Austrália já concederam o estatuto de economia de mercado á China. A União Europeia ainda não o fez - esse é dos espinhos do relacionamento sino-europeu. Contudo como se verificou no caso dos têxteis e dos sapatos os dois lados estão a resolver as disputas comerciais pela via do diálogo. Os EUA não. Existem várias razões para que Washington não o faça. Por um lado, o fenómeno de outsourcing, do fecho de portas de manufacturas que ou se mudam para outros mercados com mão-de-obra mais competitiva (neste caso mais barata), como a China, o Vietname entre outros países, ou pura e simplesmente encerram as actividades. A vitória do Partido Democrata nas eleições para o Senado e Congresso também não ajuda, uma vez que existem fortes tensões proteccionistas entre os democratas, em especial face à China.
Esta medida foi anunciada pelos EUA um dia depois de um alto funcionário do Departamento do Comércio ter dito que a China estava a demorar demasiado tempo a abrir vários sectores do mercado. Podemos estar perante uma mudança na política adoptada por Hank Paulson, secretário do Comércio dos EUA, de uma abordagem negociada e com base no diálogo com Pequim para uma atitude de maior confrontação e de diplomacia económica de megafone.
Saturday, March 31, 2007
Blogues a Oriente
1. Mais alguns a visitar:
"Desterrado em Pequim"
"Deserto de Gobi"
"Nuno At China"
2. Parabéns pelo primeiro aniversário do Leocardo.
"Desterrado em Pequim"
"Deserto de Gobi"
"Nuno At China"
2. Parabéns pelo primeiro aniversário do Leocardo.
Thursday, March 29, 2007
Novas do "País dos Sorrisos"
1. Um cidadão de nacionalidade suiça foi condenado a dez anos de prisão por ter "bricado" com a imagem do Rei em noite de copos, ainda por cima no dia do aniversário de Sua divindade.
2. Já há data anunciada para as eleições na Tailândia.
Tuesday, March 27, 2007
Pequim-Moscovo-Pequim
A propósito da visita de Hu Jintao à Rússia, seguindo a sugestão do Paulo Gorjão vale a pena ler este texto:
"Hu's trip to Russia: Without love, but ...", Yu Bin no Asia Times.
"Hu's trip to Russia: Without love, but ...", Yu Bin no Asia Times.
Monday, March 26, 2007
Quinta Geração III

Um sinal:
"XI Jinping, who held leadership positions in Zhejiang and other provinces, was appointed secretary of the Shanghai Municipal Committee of the Communist Party of China over the weekend."
"Xi Jinping appointed Shanghai Party chief", Shanhai Daily.
"A Princeling Takes Control Of Shanghai", Forbes.
Leituras Pós-Dominicais
"North Koreans hungry for a deal", Donald Kirk no Asia Times.
"China's gamblers are prize in Macao's casino war", David Barboza no IHT.
"Reframing China Policy Debate 4: U.S. Engagement and Human Rights in China", ver e ouvir o debate no site do Carnegie Endowment.
"China's gamblers are prize in Macao's casino war", David Barboza no IHT.
"Reframing China Policy Debate 4: U.S. Engagement and Human Rights in China", ver e ouvir o debate no site do Carnegie Endowment.
Sunday, March 25, 2007
Há meio século
Nascia um projecto único nas relações internacionais. A Comunidade Económica Europeia (CEE), criada e desenvolvida sobretudo numa lógica funcionalista, merece que as velas sejam sopradas, de pulmões cheios, neste dia 25 de Março. Em 50 anos os progressos foram notáveis. A crise institucional e de certo modo de legitimidade é motivo para uma reflexão séria sobre o ritmo da integração (a questão dos passos e das pernas) e acerca do lugar da UE no mundo.E da aqui a 50 anos como sérá?"The Europe of 2057 is a larger place, its borders stretched eastward to encompass Turkey and, probably, Russia. It is a greener place, where wind and sun power have supplanted fossil fuels. It has been the battleground for at least one new war. And the dominant language is English"
A Ler no International Herald Tribune.
A Ler no International Herald Tribune.
Friday, March 23, 2007
Passou despercebida

A escala de algumas horas que Li Changchun, membro do Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês, fez na segunda-feira em Lisboa. Li encontrou-se com Sócrates. Do que falaram?
"Senior Chinese leader Li Changchun said here Monday that China is ready to advance the all-round strategic partnership with Portugal to a new level.
Li made the remark during a meeting with Portuguese Prime Minister Jose Socrates Monday evening.
Li, a member of the Standing Committee of the Political Bureau of the Chinese Communist Party Central Committee, stopped over in Lisbon Monday on his way to a four-nation visit to Latin America. The trip will lead him to Mexico, Venezuela, Suriname and Peru. He will also visit Samoa, a island nation in the South Pacific.
During his meeting with Socrates, Li said China is ready to join hands with Portugal to substantially enhance practical cooperation in all areas. He said the two countries should respect the concerns of each other and promote their all-round strategic partnership to a new level."
Agência Xinhua.
O que resta?
Rui Bebiano, no seu sempre interessante "A Terceira Noite", pergunta: que resta então, no «Império do Meio», do socialismo e da utopia comunista?
Entre as várias respostas em jeito de pergunta, sublinho estas:
"As coreografias mecanizadas dos desfiles militares e dos espectáculos desportivos? As recepções cerimoniais às delegações dos «partidos irmãos»? Os stands na Festa do Avante?"
Por outro lado devemos perguntar: O que é menos prejudicial para a China e para o mundo? O totalitarismo Maoísta ou o autoritarismo - "socialismo de mercado com características chinesas" - desevolvimentalista da Era de Deng Xiaoping, Jiang Zemin e Hu Jintao?
É claro que a Quinta modernização está por cumprir. A da democratização. É importante, por outro lado, verificar que existe uma tensão dentro do partido entre os que defendem um avanço mais rápido para a economia de mercado e outros sectores no Partido Comunista que procuram resistir a isso em nome do que resta do socialismo. Wen Jiabao e Hu Jintao procuram fazer uma síntese. E há sinais contraditórios. É a mão de ferro coma luva de veludo. Mas não deixa de ser interessante que a liderança fale e proponha o fim das propinas para o ensino obrigatório nas zonas rurais ou um esquema de saúde pública mais abrangente, além de outras medidas sociais (socialistas? sociais democratas? um neobismarkismo social?).
Entre as várias respostas em jeito de pergunta, sublinho estas:
"As coreografias mecanizadas dos desfiles militares e dos espectáculos desportivos? As recepções cerimoniais às delegações dos «partidos irmãos»? Os stands na Festa do Avante?"
Por outro lado devemos perguntar: O que é menos prejudicial para a China e para o mundo? O totalitarismo Maoísta ou o autoritarismo - "socialismo de mercado com características chinesas" - desevolvimentalista da Era de Deng Xiaoping, Jiang Zemin e Hu Jintao?
É claro que a Quinta modernização está por cumprir. A da democratização. É importante, por outro lado, verificar que existe uma tensão dentro do partido entre os que defendem um avanço mais rápido para a economia de mercado e outros sectores no Partido Comunista que procuram resistir a isso em nome do que resta do socialismo. Wen Jiabao e Hu Jintao procuram fazer uma síntese. E há sinais contraditórios. É a mão de ferro coma luva de veludo. Mas não deixa de ser interessante que a liderança fale e proponha o fim das propinas para o ensino obrigatório nas zonas rurais ou um esquema de saúde pública mais abrangente, além de outras medidas sociais (socialistas? sociais democratas? um neobismarkismo social?).
Wednesday, March 21, 2007
What if...


Um historiador australiano garante que um navegador português chegou primeiro à Austrália e Nova Zelândia que o famoso capitão britânico James Cook.
Com base num mapa antigo, Peter Trickett afirma aque uma armada de quatro embarcações partiu de Malaca para um missão secreta em 1522 tendo chegado à costa leste da Austrália e à ilha do norte da Nova Zelândia.
No livro "Beyond Capricorn", o historiador escreve que se o exército português não tivesse cometido o erro de tentar invadir sem sucesso Marrocos nos anos 1560, a Austrália poderia ter-se tronado numa colónia portuguesa. Trickett adiantou ainda, em declarações aos jornalistas, que "os australianos falariam agora português e jogariam bem melhor futebol" .
"A 16th century maritime map in a Los Angeles library vault proves that Portuguese adventurers, not British or Dutch, were the first Europeans to discover Australia, says a new book which details the secret discovery of Australia.
The book "Beyond Capricorn" says the map, which accurately marks geographical sites along Australia's east coast in Portuguese, proves that Portuguese seafarer Christopher de Mendonca led a fleet of four ships into Botany Bay in 1522 -- almost 250 years before Britain's Captain James Cook".
"Author: Map proves Portuguese discovered Australia", Reuters via CNN.
"We'd all be speaking Portuguese, I suppose," Trickett said. "And we'd be a lot better at soccer."
Ler também: "Portuguese visited New Zealand '250 years before Cook'", New Zealand Herald.
Macau-Pyongyang
"Ninguém sabe, quer ou pode comentar. Mas entre 1999 e 2002, de acordo com dados oficiais do governo de Macau, o regime de Pyongyang fez passar em trânsito pela RAEM quase 10 toneladas de armas e munições. Os serviços de Alfândega ainda começaram por se mostrar disponíveis para fornecer informações sobre o assunto. Mas, por “ordens superiores”, remeteram-se depois ao silêncio"
"Que armas fez a Coreia do Norte passar por Macau? , Ricardo Pinto no Ponto Final.
"Que armas fez a Coreia do Norte passar por Macau? , Ricardo Pinto no Ponto Final.
Bloggin' in Singapore
"How can Singapore, in its purported aim to become a cutting-edge knowledge-driven economy, afford not to have a vibrant digital news industry? For now, there are no indications as to whether this question is even being addressed in the corridors of power, though it is being vigorously discussed in various Web-based forums"
Alex Au no Asia Times.
Alex Au no Asia Times.
Tuesday, March 20, 2007
Boas Vindas
Ao "Within a Sky Full of Earth ", um blog oriental interessante e de bom gosto. A visitar com regularidade.
Sunday, March 18, 2007
Leiruras Dominicais
"The third way for China", Review do livro The China Fantasy de James Mann por Benjamin A Shobert no Asia Times.
"Estado da Nação ", Maria João Belchior no China em Reportagem.
"China's Manchu speakers struggle to save language", David Lague no IHT.
"Estado da Nação ", Maria João Belchior no China em Reportagem.
"China's Manchu speakers struggle to save language", David Lague no IHT.
Saturday, March 17, 2007
Beidou: espaço e posicionamento
Texto publicado no jornal Hoje Macau, 16 de Março de 2007.
José Carlos Matias
Nas últimas semanas, o programa espacial chinês voltou à agenda dos meios de comunicação devido à realização do teste anti-satélite que destrui um antigo satélite meteorológico no espaço. Um outro desenvolvimento que recebeu menos atenção reflecte um outro passo dado pela China no âmbito da tecnologia espacial: foi lançado o quarto satélite do sistema de navegação Beidou, depois de quatro anos de inactividade do programa de navegação por satélite da China. Começa assim a desenhar-se um sistema alternativo ao norte-americano GPS e mesmo ao sistema europeu Galileo, do qual a China faz parte enquanto parceiro externo preferencial. À medida que (ler mais no blogue Projecto Galileo)
José Carlos Matias
Nas últimas semanas, o programa espacial chinês voltou à agenda dos meios de comunicação devido à realização do teste anti-satélite que destrui um antigo satélite meteorológico no espaço. Um outro desenvolvimento que recebeu menos atenção reflecte um outro passo dado pela China no âmbito da tecnologia espacial: foi lançado o quarto satélite do sistema de navegação Beidou, depois de quatro anos de inactividade do programa de navegação por satélite da China. Começa assim a desenhar-se um sistema alternativo ao norte-americano GPS e mesmo ao sistema europeu Galileo, do qual a China faz parte enquanto parceiro externo preferencial. À medida que (ler mais no blogue Projecto Galileo)
Thursday, March 15, 2007
O Caso Banco Delta Ásia
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos divulgou um relatório arrasador sobre as actividades do Banco Delta Ásia. O Governo de Macau diz que nunca recebeu dos Estados Unidos quaisquer provas do envolvimento do Delta Ásia em actividades ilícitas com o regime norte-coreano.
Breves leituras na imprensa:
"China 'regrets' US ruling on bank ", BBC.
"N. Korea said to tie nuclear accord to freeing of funds", International Herald Tribune.
"China Says U.S. Move on Macau Bank Threatens Talks ", Bloomberg.
"O secretário para a Economia e Finanças do Governo de Macau, Francis Tam, afirmou hoje que os Estados Unidos não apresentaram qualquer prova de comportamentos ilícitos do Banco Delta Ásia.
O banco Delta Ásia é acusado pelos Estados Unidos desde 2005 de ser um dos suportes a alegadas actividades ilegais de e em favor da Coreia do Norte com vista ao financiamento do regime e do seu programa de armamento, nomeadamente o nuclear.
Questionado pelos jornalistas se o Tesouro norte-americano tinha apresentado provas de actividades ilegais do banco, Francis Tam respondeu apenas: "não".
Lusa/Macau
Breves leituras na imprensa:
"China 'regrets' US ruling on bank ", BBC.
"N. Korea said to tie nuclear accord to freeing of funds", International Herald Tribune.
"China Says U.S. Move on Macau Bank Threatens Talks ", Bloomberg.
"O secretário para a Economia e Finanças do Governo de Macau, Francis Tam, afirmou hoje que os Estados Unidos não apresentaram qualquer prova de comportamentos ilícitos do Banco Delta Ásia.
O banco Delta Ásia é acusado pelos Estados Unidos desde 2005 de ser um dos suportes a alegadas actividades ilegais de e em favor da Coreia do Norte com vista ao financiamento do regime e do seu programa de armamento, nomeadamente o nuclear.
Questionado pelos jornalistas se o Tesouro norte-americano tinha apresentado provas de actividades ilegais do banco, Francis Tam respondeu apenas: "não".
Lusa/Macau
Tuesday, March 13, 2007
Sinais
As relações entre a União Europeia e a China no que diz respeito à cooperação em indústrias estratégicas e de tecnologia sensível podermsofrer algumas alterações. A China já tinha revelado que vai acelerar o desenvolvimento do Beidou - sistema de navegação e posicionamento por satélite, que objectivamente vai emergir como um rival quer do norte-americano GPS, quer do projecto europeu, o Galileo (em que a China está envovida como parceiro preferencial externo). Agora surge a notícia do projecto de construção de aviões comerciais de longo curso, o que irá colocar pressão sobre a concorrência, a norte-americana Boeing e a conturbada europeia Airbus.
Começa a desenhar-se uma relação de forças triangular em termos geo-económicos, especialmente no que diz respeito a indústrias estratégicas que envolvem aplicações militares e civis - aeronáutica e projecção de poder no espaço.
A ler com atenção:
"China's satellite navigation plans threaten Galileo", Paul Marks na New Scientist.
"China to challenge Boeing and Airbus", Jonathan Watts no The Guardian.
Começa a desenhar-se uma relação de forças triangular em termos geo-económicos, especialmente no que diz respeito a indústrias estratégicas que envolvem aplicações militares e civis - aeronáutica e projecção de poder no espaço.
A ler com atenção:
"China's satellite navigation plans threaten Galileo", Paul Marks na New Scientist.
"China to challenge Boeing and Airbus", Jonathan Watts no The Guardian.
Monday, March 12, 2007
Leituras Pós-Dominicais
Fui alertado por um amigo para este texto de João Carlos Barradas:
"Os safanões da Bolsa de Xangai representam uma preocupação menor para os dirigentes chineses bem mais atormentados pelo esgotamento do modelo de desenvolvimento económico seguido desde os anos 80, como constatou, uma vez mais, o primeiro-ministro, Wen Jiabao, na abertura da sessão anual da Assembleia Nacional Popular."
No Jornal de Negócios
"Os safanões da Bolsa de Xangai representam uma preocupação menor para os dirigentes chineses bem mais atormentados pelo esgotamento do modelo de desenvolvimento económico seguido desde os anos 80, como constatou, uma vez mais, o primeiro-ministro, Wen Jiabao, na abertura da sessão anual da Assembleia Nacional Popular."
No Jornal de Negócios
Sunday, March 11, 2007
Leituras Dominicais
"Abe apologizes for wartime sex slavery", Xinhua.
"Hu's new Gola: Inspiring PLA for Victory", Willy Lam mo China Brief.
"To blog or not to blog in Singapore", Alex Au no Asia Times.
"Hu's new Gola: Inspiring PLA for Victory", Willy Lam mo China Brief.
"To blog or not to blog in Singapore", Alex Au no Asia Times.
Friday, March 09, 2007
Propriedade
A nova lei da propriedade privada foi apresentada na Assembleia Nacional Popular. A Maria João Belchior chama a atenção para o significado deste passo que já sendo esperado, sabe-se que gera divisões dentro do Partido.
O Diário do Povo publica na íntegra a proposta.
A The Economist escreve:
"Property rights are at the root of both—which is why the dozing NPC delegates may have started a process this month that will one day change their country completely".
Ler também:
"China property law bolsters private rights", Reuters.
O Diário do Povo publica na íntegra a proposta.
A The Economist escreve:
"Property rights are at the root of both—which is why the dozing NPC delegates may have started a process this month that will one day change their country completely".
Ler também:
"China property law bolsters private rights", Reuters.
Tuesday, March 06, 2007
A Paz Celestial e o Mundo Harmonioso
Ao longo de mais de uma hora Li Zhaoxing falou dos grandes temas da actualidade internacional: Darfur, Médio Oriente, África, Japão, Coreia do Norte, Irão, posição da China no mundo, etc. Depois de atravessar a infindável Praça de Tiananmen - com membros do Exército Popular de Libertação e da Polícia a cada esquina (imagine-se uma praça com esquinas), numa tarde fria, bonita, azul clara, chego a sala que já está abarrotar de jornalistas de todo o mundo.
Li é uma figura "castiça": simpático, expressivo, e com uma ponta de sentido de humor. A conferência de imprensa começa com uma pergunta de um jornalista da Rádio China Internacional, órgão oficial:
"A China tem assumido um papel de cada vez maior relevância nas questões internacionais. Vários países ocidentais criticam a China por negligenciar os assuntos liugados aos direitos humanos nas relações bilaterais que estabelece. Qual é o seu comentário?"
As declarações de Li Zhaoxing na imprensa:
"China urges Japan to confront wartime sexual slavery", Reuters via IHT.
"China urges Iran to cooperate with nuclear agency", AP
"China hopes to see peace in Iraq and Middle East ", Xinhua.
Monday, March 05, 2007
ANP

No interior do Grande Palácio do Povo,o vermelho omipresente esmaga. A banda do Exército Popular de Libertação dá o mote para a entrada em cena os lugares-tenente da Quarta Geração. A sala estremece ao som da "Marcha dos Voluntários", o hino da República Popular da China.
Ao fundo, o primeiro-ministro prepara-se para falar à Assembeleia, ao país e ao mundo. Sociedade harmoniosa, novo campo socialista, desenvolvimento sustentável, protecção do ambiente, combate às desigualdades entre as zonas rurais e os centros urbanos e nova legislação sobre a propriedade privada e acerca dos impostos sobre as empresas vão ser as palavras mais ouvidas. Durante duas horas, Wen Jiabao fala com determinação ao som do virar de folhas dos quase 3000 deputados, em uníssono.
Horas mais tarde vejo na CCTV 9 um debate sobre as experiências democráticas nas aldeias chinesas. De que modo vai emergir a "democracia socialista com características chinesas"? Afinal qual é a relação entre o signo o significado e o significante destas palavras?
O discurso de Wen Jiabao na imprensa:
"China Premier Vows to Support Education ", The Guardian.
"China to expand subsistence allowance system to all rural poor ", Xinhua
"Premier Says China to Focus on the Poor ", CBS News.
"A healthier - and better armed - China", Asia Times
Sunday, March 04, 2007
Breves de Pequim
1. Os gastos da China com a defesa vão aumentar 17 por cento. Este é o valor anunciado para o orçamento que vai ser votado na sessão anual da Assembleia Nacional Popular.
2. Na véspera do início da Assembleia Nacional Popular um deputado chamou a atenção para as injustiças enfrentadas pelos trabalhadores migrantes. Wang Yuancheng defendeu mais direitos sociais e políticos para os migrantes.
2. Na véspera do início da Assembleia Nacional Popular um deputado chamou a atenção para as injustiças enfrentadas pelos trabalhadores migrantes. Wang Yuancheng defendeu mais direitos sociais e políticos para os migrantes.
Thursday, March 01, 2007
O Incidente 228
Foi há 60 anos. No dia 28 de Fevereiro de 1947 as forças do governo do Kuomintang reprimiram uma manifestação de dezenas de milhares de pessoas que protestavam em Taipé contra o Partido Nacionalista. As dúvidas permanecem quato ao número de mortes. Algumas centenas seguramente, vários milhares indicam alguns relatos. O debate ainda divide Taiwan:
"Hardline academics blame Japan for 228 Incident", Taipei Times
"Chen blasts Chiang over 228 role", Taipei Times.
"Hardline academics blame Japan for 228 Incident", Taipei Times
"Chen blasts Chiang over 228 role", Taipei Times.
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