1. O comércio bilateral entre a China e os Países de Língua Portuguesa aumentou cerca de 60 por cento no primeiro semestre de 2007 para um total de 13,8 mil milhões de euros. (Lusa)
2.Ontem Adriano Moreira escrevia sobre "A China na África", no Diário de Notícias.
Wednesday, August 29, 2007
Merkel em Pequim (II)
Diferente de Schroeder.
"Germany's Merkel prods China on rights, women", Claudia Kade no The Guardian.
"Germany's Merkel prods China on rights, women", Claudia Kade no The Guardian.
Tuesday, August 28, 2007
Monday, August 27, 2007
Merkel em Pequim
Diferente de Schroeder. Bastante...

Der Spiegel
Sunday, August 26, 2007
Eduardo Prado Coelho
Acordei triste. Lia-o desde os tempos do saudoso eixo Calvin-EPC, na última página do também saudoso"Público" dos anos 90. Como muitos outros, pensei dele várias coisas enquanto cronista. Não era fácil ficar indiferente ao que escrevia. Como intelectual da "vida pública" portuguesa era único.
Friday, August 24, 2007
NATO do Oriente?
Criada em 1996 sob a designação de “Shanghai Five”, a Organização de Cooperação de Xanghai (SCO, na sigla inglesa) surge aos olhos de muitos analistas ocidentais como uma “NATO do Oriente”, em ascensão. Em traços gerais, a SCO funciona cnum sistema de “2 mais 4”, ou seja China e Rússia como potências que se aliam num plano de igualdade de tratamento, juntamente com cinco das antigas repúblicas soviéticas da Ásia Central: Cazaquistão, Uzbequistão, Tadjiquistão, e Quirguistão.
A SCO foi descrita na Cimeira de São Petersburgo, em 2002, como um instrumento regional de combate “o terrorismo, extremismo e separatismo”. Ao nível do “power politics”, aos olhos dos dirigentes russos e chineses, a SCO aprece como um instrumento estratégico para a partilha da dominação sobre as antigas república soviéticas e os restantes países vizinhos da Ásia Centra. Mesmo considerando que estes três “inimigos” são ameaças comuns aos seis estados membros, a verdade é que a China e a Rússia procuram com esta organização limitar a influência crescente dos Estados Unidos na região que aumentou tremendamente desde a invasão do Afeganistão. Desde então, Washington estabeleceu bases militares no Uzebequistão, no Tajiquistão e Quirguistão (entretanto apenas subsiste a base militar em território quirguíze). Ou seja, a presença norte-americana na região funcionou também como um estímulo a este dinamismo regional. Curiosamente, na região quer os Estados Unidos quer a Rússia e a China convergem no objectivo da “Guerra ao Terrorismo”. No entanto a cumplicidade dos dois últimos é táctica, devido aos problemas no Cáucaso Norte na Rússia e em Xingjiang na China. Por detrás da cortina de fumo do luta anti-terrorista, os grandes poderes colocam as peças no novo xadrez político-económico da Ásia Central, uma zona onde as questões energética assumem um papel fundamental nas estratégia geopolíticas d Rússia, China e Estados Unidos.
Na cimeira realizada este mês em Bishek, este mês, várias mensagens foram interpretadas pelos analistas como recados à postura norte-americana nos assuntos internacionais.
Além das seis nações que fazem parte da SCO, a organização contempla cinco estados observadores: Índia, Paquistão, Mongólia, Irão e Turquemenistão. À semelhança da cimeira da Ásia oriental realizada em 2005 em Kuala Lumpur, os Estados Unidos não foram convidados. Se lá estivesse um alto representante de Washington, em Bishek, teria o “prazer” de estar num encontro em que um dos focos de atenção foi o presidente iraniano Mahmoud Ahmedinejad. Por essa e por outras razões, Washington não encara com bons olhos o processo da SCO. No entendimento de Russell Ong, da School for Oriental and African Studies, em declrações ao site EurasiaNet, "In the long run, countering the US [military presence] is the more important goal [than countering Islamist extremist forces] so getting American forces out would be a gain”.
M K Bhadrakumar, num texto de análise publicado no Asia Times, não tem dúvidas em afirmar que está a nascer uma “NATO do Oriente”, através da SCO:
“the Bishkek summit marks one more step toward the SCO's evolution into a "supra-regional" organization. It has gained observer status at the UN; it is forging links with sister organizations such as the Association of Southeast Asian Nations. That is to say, the SCO is incrementally placing itself on the same political pedestal as, say, the Organization for Security and Cooperation in Europe, and with a military profile somewhat resembling NATO's”
Naturalmente que a Rússia e a China afastam essa possiblidade. Vladimir Putin garantiu, nesta cimeira que
“As for the military component, it is not a military component as such but rather a counter-terrorism component ... I repeat that the military component is not the dominant and most important part of the SCO. Moreover, the SCO is not a closed organization. It is not a bloc organization. We hold military training exercises not only with the SCO member states but also with other countries, including with NATO member countries."
Já no ano passado, o governo chinês tinha supostamente clarificado a questão:
“SCO never aims to confront any party, and its goal has nothing to do with becoming a military organization. SCO is engaged in multi-field cooperation in China and all-sided exchanges in the international arena. Even when it comes to collaboration in security, SCO does not posture itself against the US or NATO as some people have claimed. It has no imaginary or imagined enemy; real enemies of the organization are terrorism, splittism and extremism as well as poverty, ignorance and backwardness”.
O grande jogo da Ásia Central está em marcha. Recursos energéticos, estabilidade transfronteiriça, luta contra o terrorismo, balança de poderes e multipolarismo são as palavras-chave. E a relação triangular China-Rússia-EUA é menos previsível que à vista desarmada. Quanto à União Europeia, enquanto a Moscovo e Pequim lançavam a SCO e os EUA faziam acordos para instalar bases militares na Ásia Central, Bruxelas não mostrava ter uma estratégia clara para esta zona do mundo. Prova disso é que apenas este ano foi realizada a primeira cimeira UE-ÁSIA Central.
A SCO foi descrita na Cimeira de São Petersburgo, em 2002, como um instrumento regional de combate “o terrorismo, extremismo e separatismo”. Ao nível do “power politics”, aos olhos dos dirigentes russos e chineses, a SCO aprece como um instrumento estratégico para a partilha da dominação sobre as antigas república soviéticas e os restantes países vizinhos da Ásia Centra. Mesmo considerando que estes três “inimigos” são ameaças comuns aos seis estados membros, a verdade é que a China e a Rússia procuram com esta organização limitar a influência crescente dos Estados Unidos na região que aumentou tremendamente desde a invasão do Afeganistão. Desde então, Washington estabeleceu bases militares no Uzebequistão, no Tajiquistão e Quirguistão (entretanto apenas subsiste a base militar em território quirguíze). Ou seja, a presença norte-americana na região funcionou também como um estímulo a este dinamismo regional. Curiosamente, na região quer os Estados Unidos quer a Rússia e a China convergem no objectivo da “Guerra ao Terrorismo”. No entanto a cumplicidade dos dois últimos é táctica, devido aos problemas no Cáucaso Norte na Rússia e em Xingjiang na China. Por detrás da cortina de fumo do luta anti-terrorista, os grandes poderes colocam as peças no novo xadrez político-económico da Ásia Central, uma zona onde as questões energética assumem um papel fundamental nas estratégia geopolíticas d Rússia, China e Estados Unidos.
Na cimeira realizada este mês em Bishek, este mês, várias mensagens foram interpretadas pelos analistas como recados à postura norte-americana nos assuntos internacionais.
Além das seis nações que fazem parte da SCO, a organização contempla cinco estados observadores: Índia, Paquistão, Mongólia, Irão e Turquemenistão. À semelhança da cimeira da Ásia oriental realizada em 2005 em Kuala Lumpur, os Estados Unidos não foram convidados. Se lá estivesse um alto representante de Washington, em Bishek, teria o “prazer” de estar num encontro em que um dos focos de atenção foi o presidente iraniano Mahmoud Ahmedinejad. Por essa e por outras razões, Washington não encara com bons olhos o processo da SCO. No entendimento de Russell Ong, da School for Oriental and African Studies, em declrações ao site EurasiaNet, "In the long run, countering the US [military presence] is the more important goal [than countering Islamist extremist forces] so getting American forces out would be a gain”.
M K Bhadrakumar, num texto de análise publicado no Asia Times, não tem dúvidas em afirmar que está a nascer uma “NATO do Oriente”, através da SCO:
“the Bishkek summit marks one more step toward the SCO's evolution into a "supra-regional" organization. It has gained observer status at the UN; it is forging links with sister organizations such as the Association of Southeast Asian Nations. That is to say, the SCO is incrementally placing itself on the same political pedestal as, say, the Organization for Security and Cooperation in Europe, and with a military profile somewhat resembling NATO's”
Naturalmente que a Rússia e a China afastam essa possiblidade. Vladimir Putin garantiu, nesta cimeira que
“As for the military component, it is not a military component as such but rather a counter-terrorism component ... I repeat that the military component is not the dominant and most important part of the SCO. Moreover, the SCO is not a closed organization. It is not a bloc organization. We hold military training exercises not only with the SCO member states but also with other countries, including with NATO member countries."
Já no ano passado, o governo chinês tinha supostamente clarificado a questão:
“SCO never aims to confront any party, and its goal has nothing to do with becoming a military organization. SCO is engaged in multi-field cooperation in China and all-sided exchanges in the international arena. Even when it comes to collaboration in security, SCO does not posture itself against the US or NATO as some people have claimed. It has no imaginary or imagined enemy; real enemies of the organization are terrorism, splittism and extremism as well as poverty, ignorance and backwardness”.
O grande jogo da Ásia Central está em marcha. Recursos energéticos, estabilidade transfronteiriça, luta contra o terrorismo, balança de poderes e multipolarismo são as palavras-chave. E a relação triangular China-Rússia-EUA é menos previsível que à vista desarmada. Quanto à União Europeia, enquanto a Moscovo e Pequim lançavam a SCO e os EUA faziam acordos para instalar bases militares na Ásia Central, Bruxelas não mostrava ter uma estratégia clara para esta zona do mundo. Prova disso é que apenas este ano foi realizada a primeira cimeira UE-ÁSIA Central.
Wednesday, August 22, 2007
Monday, July 30, 2007
Parabéns Iraque!

"Nos últimos quinze minutos a Arábia Saudita entrou finalmente em jogo, lançando-se em contínuas jogadas de ataque, que no entanto, não chegaram para tirar a alegria aos iraquianos que levantaram a Taça Asiática com toda a justiça, pelo futebol apresentado na final de ontem. Mahmoud Younis, o homem do jogo, correu sem parar, sem rumo pelo relvado do Estádio Nacional Gelora Bung Karno, em Jacarta. As lágrimas, finalmente, eram de alegria. Pela primeira vez o Iraque venceu a Taça Asiática".
Excerto de um texto publicado no Jornal Hoje Macau.
Thursday, July 26, 2007
Leituras Pré-Dominicais
"China's democracy debate: The end is nigh" Kent Ewing no Asia Times.
"Chinese Migration Goes Global", Peter Kwong na Yale Global.
"China in the Times to Come", Chas W. Freeman no Globalist.
"Chinese Migration Goes Global", Peter Kwong na Yale Global.
"China in the Times to Come", Chas W. Freeman no Globalist.
Tuesday, July 24, 2007
Friday, July 20, 2007
Tell us about Macau
Foto: Dado (ou melhor, emprestado)
"It is a bit wild west, frantic about money, frantic about building and screw the rest. It is supremely capitalist.", David Tang, um empesário de Hong Kong em declarações ao The Guardian em "Macau beats Vegas at its own game".
Não bem assim, mas não deixa de o ser...
Tuesday, July 17, 2007
Galileo-China-UE-EUA

"E.U.-China Partnership on the Galileo Satellite System" , José Carlos Matias no Power and Interest News Report - PINR, no Asia Times Online e no Japan Focus
Monday, July 16, 2007
O Movimento Anti-direitista; 50 anos depois

Faz parte, a par de outras ocasiões da história da República Popular da China como a revolução Cultural ou o Massacre de Tiananmen, da "zona proibída" de discussão pública. Há 50 anos, começava o chamado "Movimento Anti-Direitista", como reacção à rasteira "Campanha das cem Flores". Nos primeiros seis meses 300 mil pessoas tinham sido classificadas como "direitistas" e purgadas.
A discussão está vedada e devidamente censurada, mas há "fugas" na web:
"Anti-Rightist campaign: China's censored history leaks around the Internet (in spite of Sohu)"
Friday, July 13, 2007
Monday, July 09, 2007
Leituras Pós-Dominicais
"China's Climate Change Strategy", Johanna Lewis no China Brief.
"India has its own 'soft power' - Buddhism", Sudha Ramachandran no Asia Times.
"India has its own 'soft power' - Buddhism", Sudha Ramachandran no Asia Times.
Saturday, July 07, 2007
Friday, July 06, 2007
Faz todo o sentido

Há um ano e quatro meses dizia por aqui que ser Benfiquista é ter na alma a China imensa. No futuro pode ser que ser chinês seja ter na alma o Benfica Imenso...
"Grupo chinês poderá lançar OPA alternativa sobre a Benfica SAD ", Público.
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