Sunday, September 16, 2007

A um mês

do XVII Congresso do Partido Comunista Chinês, Wu Zhong indaga sobre as movimentações das várias facções com vista ao Comité Permanente do Politburo.

"Balancing act at the party congress", no Asia Times.

(o)caso


O filme dos acontecimentos, de segunda a sexta-feira, do caso da semana nos jornais em língua portuguesa de Macau (referência apenas para os que têm edição online) :

"Dois pormenores", Hoje Macau
"H. Nolasco diz que Susana Chou já não está ligada ao grupo", Jornal Tribuna de Macau.
"Interesses anda existem", Hoje Macau.
"H. Nolasco e Susana Chou ligados por participação indirecta", Jornal Tribuna de Macau.

“Nunca pagámos um avo”, Hoje Macau.

Wednesday, September 12, 2007

Sensibilidade, Tolerância e Pragmatismo


A boa vontade tomou conta dos corações dos munícipes de Pequim. Depois de uma reacção "a quente" às declarações da ex vereadora lisboeta, para evitar uma crise diplomática de repercussões imprevisíveis, o Governo Municipal colocou este "outdoor" nas principais artérias da metrópole.

Tradução literal do que está escrito no outdoor:

1. Pequim dá as boas vindas às Tias Louras
2. China Airlines é a melhor escolha
3. Desenvolvimento Pacífico, Socialismo com Características Chinesas, Sociedade Harmosiosa

Nota: Qualquer semelhança entre este outdoor e um cartaz "fabricado" por Daniel Oliveira em "o Arrastão" é pura coincidência.

Tuesday, September 11, 2007

Campanha em Pequim



Wang Fu Jing sem Zezinhas!

Está correr um abaixo assinado na Baixa pequinense contra a proliferação de Zezinhas numa zona nobre da cidade. "É uma vergonha", afirmou um vendedor de jornais. "Já não basta este ar insuportável que respiramos, ainda temos de gramar com a multiplicação de pessoas que se assemelham à Lady Grafstein", adiantou, revelando uma surpreendente cultura geral.


Anson Chan na corrida



"Anson Chan, one of Hong Kong's most popular political figures, said Tuesday she plans to run for a recently vacated legislative seat to campaign for full democracy in this Chinese-ruled former British colony.
The 67-year-old Chan was viewed as a key figure in bridging Hong Kong's British and Chinese rule after the change in sovereignty in 1997, but she quit as the territory's No. 2 official — chief secretary for administration — in 2001. In recent years, she has emerged as a prominent democracy advocate".

"Popular former Hong Kong official to run for legislative seat", no IHT

Monday, September 10, 2007

O Sínico saúda

A entrada em cena (regresso) do suplemento em português do jornal "Tai Chung Pou".



"Macau, China, 10 Set (Lusa) - O regresso às aulas em língua veicular portuguesa e uma entrevista com o ex-deputado à Assembleia Legislativa Jorge Fão marcaram hoje o arranque do suplemento em língua portuguesa do diário chinês Tai Chung Pou. Com quatro páginas em formato ‘broadsheet’, o novo suplemento é coordenado pelo jornalista Luís Ortet e conta com uma redacção fixa de três jornalistas e um leque de colaboradores locais, adiantou o editor em declarações à agência Lusa. Nas bancas desde 1933, o Tai Chung Pou é o mais antigo diário de língua chinesa do território de Macau e lança-se agora num suplmento em português que, segundo Luís Ortet, "oferece uma informação complementar da dos jornais em português que se publicam em Macau". "Vamos ter reportagens e análises a temas variados incluindo da própria imprensa chinesa", disse ao salientar que o suplementos pretende também "contribuir para que as pessoas que não dominam o chinês possam saber quais os temas abordados pela imprensa chinesa". Além das entrevistas e análises, Luís Ortet acrescentou também que diariamente será publicado um roteiro televisivo e de cinema de Macau bem como a explicação de um caracter chinês, "dando assim oportunidade aos leitores de aprenderem a reconhecer os caracteres"."

JCS/Lusa

O Sínico aplaude

O regresso ao activo do Andarilho Exilado.

Sunday Evening Post

"Balancing act at the party congress", Wu Zhong no Asia Times.

"China hopes a homegrown regional jetliner can challenge Airbus and
Boeing", Donald Greenlees e Nicola Clark no IHT.

"The Great Leap Backward?", Elizabeth Economy, Foregn Affairs via Yale Global.

Thursday, September 06, 2007

Hu Howard Bush Abe


Este fim-de-semana estão reunidos os Chefes de estado e governo dos países da APEC – Cooperação Económica Ásia-Pacífico. Em Sydney estão representados os líderes do “Pacific Rim” por onde passa cada vez mais a pujança da economia mundial. As atenções estão centradas nos “quatro magníficos” que constituem os pilares de poder económico e militar a APEC: China, EUA, Japão e Austrália. Nas semanas que antecederam a cimeira Shinzo Abe e John Howard referiram-se ao “Arco da Liberdade”, das grandes democracias da zona Ásia-Pacífico, numa alusão que excluía Pequim. O desconforto na diplomacia chinesa não foi escondido. O tal “Arch of FReedom” dizia respeito à cooperação na área da segurança internacional, o que terá causado ainda mais azia em Pequim. Foi neste cenário que decorreu o encontro entre Howard e Hu. Afinal Camberra vai tratar com a China das questões da segurabça em cimeiras bilaterais anuais. A face chinesa foi salvaguardada, mas no país-continente as vozes cépticas quanto a uma aproximação sino-australiana – que tem acontecido sobretudo em termos económicos –estão a subir de tom.

"China, Australia discuss security ", BBC.
"Aust does not understand China, defence expert says", Karen Barlow na ABC.
"China, Australia issue joint statement on climate change, energy", Diário do Povo.

Wednesday, August 29, 2007

China-PLP

1. O comércio bilateral entre a China e os Países de Língua Portuguesa aumentou cerca de 60 por cento no primeiro semestre de 2007 para um total de 13,8 mil milhões de euros. (Lusa)

2.Ontem Adriano Moreira escrevia sobre "A China na África", no Diário de Notícias.

Merkel em Pequim (II)

Diferente de Schroeder.

"Germany's Merkel prods China on rights, women", Claudia Kade no The Guardian.

Tuesday, August 28, 2007

Diz (I)


que é uma espécie de Veneza.

Diz (II)


que é o maior casino do mundo.

Diz (III)


que é o sexto homem mais rico do mundo.

Monday, August 27, 2007

Sunday, August 26, 2007

Eduardo Prado Coelho

Acordei triste. Lia-o desde os tempos do saudoso eixo Calvin-EPC, na última página do também saudoso"Público" dos anos 90. Como muitos outros, pensei dele várias coisas enquanto cronista. Não era fácil ficar indiferente ao que escrevia. Como intelectual da "vida pública" portuguesa era único.

Friday, August 24, 2007

NATO do Oriente?

Criada em 1996 sob a designação de “Shanghai Five”, a Organização de Cooperação de Xanghai (SCO, na sigla inglesa) surge aos olhos de muitos analistas ocidentais como uma “NATO do Oriente”, em ascensão. Em traços gerais, a SCO funciona cnum sistema de “2 mais 4”, ou seja China e Rússia como potências que se aliam num plano de igualdade de tratamento, juntamente com cinco das antigas repúblicas soviéticas da Ásia Central: Cazaquistão, Uzbequistão, Tadjiquistão, e Quirguistão.
A SCO foi descrita na Cimeira de São Petersburgo, em 2002, como um instrumento regional de combate “o terrorismo, extremismo e separatismo”. Ao nível do “power politics”, aos olhos dos dirigentes russos e chineses, a SCO aprece como um instrumento estratégico para a partilha da dominação sobre as antigas república soviéticas e os restantes países vizinhos da Ásia Centra. Mesmo considerando que estes três “inimigos” são ameaças comuns aos seis estados membros, a verdade é que a China e a Rússia procuram com esta organização limitar a influência crescente dos Estados Unidos na região que aumentou tremendamente desde a invasão do Afeganistão. Desde então, Washington estabeleceu bases militares no Uzebequistão, no Tajiquistão e Quirguistão (entretanto apenas subsiste a base militar em território quirguíze). Ou seja, a presença norte-americana na região funcionou também como um estímulo a este dinamismo regional. Curiosamente, na região quer os Estados Unidos quer a Rússia e a China convergem no objectivo da “Guerra ao Terrorismo”. No entanto a cumplicidade dos dois últimos é táctica, devido aos problemas no Cáucaso Norte na Rússia e em Xingjiang na China. Por detrás da cortina de fumo do luta anti-terrorista, os grandes poderes colocam as peças no novo xadrez político-económico da Ásia Central, uma zona onde as questões energética assumem um papel fundamental nas estratégia geopolíticas d Rússia, China e Estados Unidos.
Na cimeira realizada este mês em Bishek, este mês, várias mensagens foram interpretadas pelos analistas como recados à postura norte-americana nos assuntos internacionais.
Além das seis nações que fazem parte da SCO, a organização contempla cinco estados observadores: Índia, Paquistão, Mongólia, Irão e Turquemenistão. À semelhança da cimeira da Ásia oriental realizada em 2005 em Kuala Lumpur, os Estados Unidos não foram convidados. Se lá estivesse um alto representante de Washington, em Bishek, teria o “prazer” de estar num encontro em que um dos focos de atenção foi o presidente iraniano Mahmoud Ahmedinejad. Por essa e por outras razões, Washington não encara com bons olhos o processo da SCO. No entendimento de Russell Ong, da School for Oriental and African Studies, em declrações ao site EurasiaNet, "In the long run, countering the US [military presence] is the more important goal [than countering Islamist extremist forces] so getting American forces out would be a gain”.
M K Bhadrakumar, num texto de análise publicado no Asia Times, não tem dúvidas em afirmar que está a nascer uma “NATO do Oriente”, através da SCO:

“the Bishkek summit marks one more step toward the SCO's evolution into a "supra-regional" organization. It has gained observer status at the UN; it is forging links with sister organizations such as the Association of Southeast Asian Nations. That is to say, the SCO is incrementally placing itself on the same political pedestal as, say, the Organization for Security and Cooperation in Europe, and with a military profile somewhat resembling NATO's”

Naturalmente que a Rússia e a China afastam essa possiblidade. Vladimir Putin garantiu, nesta cimeira que

“As for the military component, it is not a military component as such but rather a counter-terrorism component ... I repeat that the military component is not the dominant and most important part of the SCO. Moreover, the SCO is not a closed organization. It is not a bloc organization. We hold military training exercises not only with the SCO member states but also with other countries, including with NATO member countries."

Já no ano passado, o governo chinês tinha supostamente clarificado a questão:

“SCO never aims to confront any party, and its goal has nothing to do with becoming a military organization. SCO is engaged in multi-field cooperation in China and all-sided exchanges in the international arena. Even when it comes to collaboration in security, SCO does not posture itself against the US or NATO as some people have claimed. It has no imaginary or imagined enemy; real enemies of the organization are terrorism, splittism and extremism as well as poverty, ignorance and backwardness”.

O grande jogo da Ásia Central está em marcha. Recursos energéticos, estabilidade transfronteiriça, luta contra o terrorismo, balança de poderes e multipolarismo são as palavras-chave. E a relação triangular China-Rússia-EUA é menos previsível que à vista desarmada. Quanto à União Europeia, enquanto a Moscovo e Pequim lançavam a SCO e os EUA faziam acordos para instalar bases militares na Ásia Central, Bruxelas não mostrava ter uma estratégia clara para esta zona do mundo. Prova disso é que apenas este ano foi realizada a primeira cimeira UE-ÁSIA Central.

Wednesday, August 22, 2007