Wednesday, December 19, 2007
Sunday, December 16, 2007
Thursday, December 13, 2007
70 anos

Sete décadas depois, as feridas estão por sarar. O Massacre de Nanjing (Nanquim) ocupa na memória da China um lugar de luto, que, em muitos casos, se transforma em ressentimento e ódio face aos japoneses. A forma como em Tóquio se desculpabiliza – entre os sectores mais nacionalistas – a barbárie de Nanjing também impede que as relações sino-japonesas sigam o caminho da reconciliação entre franceses e alemães.
O Sínico presta tributo às centenas de milhar que pereceram nesse 13 de Dezembro de 1937.
Tuesday, December 11, 2007
CINCO
A Clock Work Orange de Stanley Kubrik (1971)
La Haine de Mathieu Kassovitz (1995)
Underground de Emir Kusturica (1995)
Fa Yeung Nin Wa - In the Mood for Love, de Wong Kar Wai (2000)
Mou Gaan Dou - Infernal Affairs, de Andrew Lau Wai-Keung (2002)
Passo a corrente ao Bruno Senna Martins, ao Rui Nix e ao João André.
Saturday, December 08, 2007
Leituras Dominicais

1 - "(...) while German Chancellor Angela Merkel reiterated last month her purposes to launch a "new foreign policy" based on human rights rather than commercial interests, Sarkozy's visit marked the strengthening of a Sino-French strategic partnership and economic relations".
Federico Bordonaro, "For Paris, there's no China la rupture", Asia times.
2 - "Thousands of people in Shenyang, capital of north-eastern China’s Liaoning province, took to the streets over several days last week, surrounding government offices to demand government help in recovering money from a pyramid-style financial scheme to raise ants for the manufacture of an aphrodisiac drug. ",
Via China Digital Times: "Thousands Protest Over Financial Losses From ”Ant Farming” Scam"
Uma breve nota
"Intervenção de Au Kam San aqueceu tarde no hemiciclo", JTM
"Leonel e Coutinho juntos em protesto", Hoje Macau .
Mais interessante do que discutir sobre quem supostamente "roubou" mais, é reflectir sobre o que esteve ou está na base dos alegados "saques" (partindo do princípio que antes e depois de 1999 houve atitudes de delapidação do bem público). Ou seja, provavelmente, estamos perante um problema sistémico de deficiências em termos de "pesos e contra-pesos", transparência e (falta de) "accountability", independentemente de quem (portugueses ou chineses) a administrou ou administra este sistema tão peculiar com as suas "especificidades". O registo populista do senhor Au não é nada bom conselheiro para o debate, nem a forma como algumas reacções deviaram a atenção da discussão para o passado.
Wednesday, December 05, 2007
Ainda a Cimeira
"The 'China honeymoon' is over", David Shambaugh no IHT.
Tuesday, December 04, 2007
China Frágil - a visão de Susan L. Shirk

"China: Fragile Superpower: How China's Internal Politics Could Derail Its Peaceful Rise"
O tema tem sido recorrente entre os sinólogos norte-americanos. A perspectiva do colapso do sistema chinês guia muitos dos olhares que, do outro lado do Atlântico, analisam a China. Dentro de algumas semanas o "Sínico" partilha as suas impressões sobre este livro que emerge na mesa de cabeceira. Para já fica a apresentação da obra pela própria Susan Shirk, com direito a um debate interessante com o público.
Interpretar a vitória de Anson Chan
“The Democrats’ candidate Anson Chan Fang On-sang emerged as the clear victor with her unequivocal vision of direct election of the chief executive by 2012. And she achieved the result at a time when the economy is booming and the political waters calm, conditions that normally favour the pro-government camp. In an established democracy, Mrs Chan’s share of the popular vote would be accepted as an unambiguous mandate.”
Editorial do South China Morning Post (4-12-2007)
"Hong Kong, o regresso da "voz" da democracia", AG no Exílio de Andarilho.
Monday, December 03, 2007
Domingo eleitoral
aNum dia em que Putin deverá ter "esmagado" nas legislativas russas e em que Chavéz pode ter tido luz verde para se perpetuar no poder (à hora em que escrevo este post os resultados do referendo ainda não são conhecidos*), "salva-se" a vitória de Anson Chan nas eleições intercalares para um lugar no Conselho Legislativo de Hong Kong. Um triunfo pleno de significado.
"Democracy champion wins HK poll ", BBC.
*Entretanto, ao que tudo indica, o "Não" venceu na Venezuela.
Sunday, December 02, 2007
Saturday, December 01, 2007
Além da Cimeira: Um olhar sobre as relações entre a China e a União Europeia
Em Setembro de 2004, o académico norte-americano David Shambaugh escrevia, na revista “Current History”, que o relacionamento entre a China e a União Europeia estava a evoluir para um “eixo emergente que, com o tempo, será uma fonte de estabilidade num mundo volátil”. Nessa altura as visitas de alto nível e as cimeiras eram preenchidas por declarações de reforço da cooperação de uma parceria estratégica vista pelos dois lados como um jogo de soma positiva. De forma mais prosaica, o então Presidente da Comissão Europeia, Romano Prodi, recusava o que alguns críticos chamavam de “trade love affair”, garantindo que (...continuar a ler no Sínico Esclarecido)
Wednesday, November 28, 2007
Cimeira China-União Europeia

Foto: Xinhua
Começa hoje. Os desafios são crescentes para esta relação que há 4 anos era caracterizada como um "trade love affair", por alguns. Outros salientavam o "emerging axis" entre as duas partes. Ontem, Zhang Xiaojin, do Centro de Estudos europeus da Universidade de Renmin, dizia ao south China Morning Post que "The honeymoon for Sino-EU relations is over. China and the EU are strategic competitors and it is normal to express views in a straightforward manner" (...) "But China is not ready yet. It may be shocked by such straightforward wxpression by the EU".
As declarações foram proferidas a propósito da desavença entre Peter mandelson e Wu Yi:
"China's Wu `Extremely Unhappy' at Mandelson Speech", Bloomberg.
Tuesday, November 27, 2007
O que diz Hutchinson
José Carlos Matias no "Hoje Macau", 27-11-2007.
"Sinceramente estou farto”, desabafou Anthony Hutchinson, Director de Comunicação do Consulado-Geral dos Estados Unidos em Hong Kong e Macau, já no final da Conferência organizada pelo Fórum Luso-Asiático, ontem ao final da tarde no Auditório do Edifício dos Correios. Hutchison referia-se às “constantes acusações do Campo Pró-Pequim de Hong Kong”, que viu no discurso de Hu Jintao, no XVII Congresso do Partido Comunista Chinês um alerta face à ingerência norte- americana na política interna da região vizinha.
O diplomata contou que por vezes os jornais “ditos patrióticos” escrevem que o Consulado dos EUA interfere nos assuntos internos a favor dos Democratas, uma situação que descreve como falsa. Hutchinson foi mais longe ao dizer que “essa história da mão escondida dos americanos a manipular a política de Hong Kong é conversa típica da Revolução Cultural”. Visivelmente agastado com o assunto, o diplomata chegou mesmo a afirmar que “esse tipo de linguagem devia ter ido pela sanita abaixo juntamente com a última edição dos pensamentos de Mao Zedong”.
Garantindo que a insinuação é falsa, Hutchinson explicou que “o Consulado dos EUA faz o que os consulados chineses fazem em todo o mundo”, ou seja, assegura, “falamos com pessoas de vários campos políticos, do Partido Democrático à Aliança Democrática para o Melhoramento de Hong Kong”.
Separar o “trigo do joio”
Questionado sobre como interpretava as declarações do Presidente Hu Jintao, em que o também secretário-geral do PCC afirmou que Pequim vai ajudar as regiões administrativas especiais no combate a qualquer ingerência externa, o director de comunicação do Consulado norte-americano fez questão de separar o que afirmou Hu de algumas interpretações que foram feitas em Hong Kong. No que diz respeito ao que foi escrito em alguns jornais da região vizinha conotados com o campo Pró-Pequim, após uma pausa, sentenciou: “it’s just toilet wordy”.
Quanto ao discurso de Hu Jintao, realçou que o Presidente chinês foi, como é de seu timbre, “muito cuidadoso nas palavras utilizadas”, salientando que o secretário-geral do PCC também afirmou que “as regiões administrativas especiais devem estar abertas ao exterior”. Num exercício de interpretação, Hutchinson considera que ao referir-se à oposição a interferências estrangeiras, “o Governo Central deixa a mensagem que as mudanças que estão a acontecer em Macau ou Hong Kong devem acontecer de uma maneira que Pequim considere útil e desejável”. Sobre a situação específica de Macau, Hutchinson apenas referiu que “o investimento norte-americano faz parte da estratégia do Governo Central de abertura ao exterior”. Na sua perspectiva, o que se passa nas regiões administrativas especiais é muito importante porque, por um lado, “o sucesso deste modelo é fundamental para resolver a questão de Taiwan, por outro , Macau e Hong Kong sempre foram motores de mudança para a China”.
Taiwan: em defesa do staus quo
No debate com a assistência, que foi reduzida, a questão de Taiwan assumiu um lugar de destaque. Para Hutchinson a posição de Washington face à questão do Estreito “permanece essencialmente a mesma desde os anos 1970, ou seja “a de oposição à declaração unilateral da independência e rejeição de qualquer acção armada unilateral por parte da República Popular da China”. Ou seja, apoio à manutenção do status quo na ilha. Na prática, os EUA têm uma postura “agnóstica, que passa por aceitar como boas soluções quer a reunificação pacífica, quer a separação pacífica”.
O relacionamento entre Washington e Pequim foi caracterizado como “muito forte” e, simultaneamente “difícil e complexo”. Hutchinson chamou a atenção para o nível de interdependência económica existente entre as duas partes e os mecanismos de diálogo que têm sido usados como instrumentos para a cooperação. A questão da Coreia do Norte foi dada como um exemplo de como Washington e Pequim podem ter interesses coincidentes. Contudo, Hutchison admitiu que “os Estados Unidos esperam mais da China no dossier nuclear do Irão e no conflito do Darfur”.
Apesar do discurso optimista e positivo quanto à natureza das relações sino-americanas, o diplomata não escondeu as divergências no campo dos direitos humanos, liberdade de imprensa e estado de direito, nem escamoteou o facto de haver “sectores da sociedade norte-americana com dúvidas face ao que significa de facto a emergência da China e que agenda escondida pode terá Pequim”. Para desfazer os receios e a percepção da China como ameaça “é muito importante reforçar o diálogo”, argumenta. Nos EUA “o governo e os principais agentes económicos consideram que o crescimento da China é algo de positivo para o mundo porque olhamos para o que está a passar como um jogo de soma positiva”, Neste ponto de vista, o maior perigo “é que a China pare com as reformas”.
“Ásia Oriental não pode excluir EUA”
Nos últimos anos a influência diplomática de Washington sobre a Ásia Oriental tem diminuído na mesma proporção que a diplomacia chinesa tem estado muito activa no fortalecimento de laços quer com o Sudeste Asiático, quer com a Ásia Central. Numa região em que Washington tem várias bases militares – Guam Coreia do Sul, Japão ou Filipinas – a China está a reforçar as ligações económicas, comerciais e políticas. Vários analistas têm chamado a atenção para a forma como Pequim está a ocupar um espaço deixado vago por uma Administração Bush demasiado preocupada com o Iraque e Guerra contra o terrorismo. Prova disso tem sido o facto dos EUA estarem ausentes quer da Cimeira da Ásia Oriental quer do Fórum Regional da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASAEN), instâncias cujas cimeiras tiveram lugar na semana passada em Singapura. Perante esta situação, Hutchinson admite que Washington “gostaria de fazer parte dessas cimeiras e desses instrumentos de cooperação regional porque uma organização de promoção da segurança e desenvolvimento na Ásia Oriental deve incluir os Estados Unidos”.
Monday, November 26, 2007
Sunday, November 25, 2007
Saturday, November 24, 2007
Vale a pena
"A New Era? What to Make of the 17th Congress of the Chinese Communist Party"
O ponto de vista é - claro - norte-americano.
Friday, November 23, 2007
Page 161

Só agora deu por isso. O João André lança-me o desafio de transcrever a quinta frase da página 161 do livro que está em cima da mesa. Et voilá:
"Não podemos deixar de ver esse passado - tão próximo e, contudo, tão remoto - com os olhos demasiadobem informados dequem conhece o fim da história, pelo menos no que diz respeito ao Ocidente, como a conhecíamos há mais de 2000 anos"
"As Origens do totalitarismo", de Hannah Arendt. Passo a corrente ao Tiago Barbosa Ribeiro, à Maria João Belchior e ao AG.
Macau: sinais em trânsito
"Stanley Ho dá murro na mesa", Hoje Macau.
"Governo invoca interesse público e contesta providência cautelar", JTM.
"Orelhas a arder...", José Rocha Dinis no JTM
