
Gavin Coates
À beira-China plantado. Um blogue de José Carlos Matias. jcmatias80@gmail.com.
Naturalmente que estamos perante um processo que se torna agora muito mais visível. Mediatismos à parte, 2008 será, de facto, um ano muito importante para a China. Os Jogos Olímpicos vão mostrar ao mundo uma face moderna e esplendorosa da "Nova China". A emergência, garante Pequim, será pacífica, rumo a um "Mundo Harmonioso". O final de 2007 indica, contudo, que, este ano, a pressão da UE e dos EUA vai aumentar face aos défices comerciais e ao valor do yuan, entre outros aspectos. Muitas ONG vão apertar o cerco no que diz respeito aos direitos humanos. 2008 será um ano-teste para o charme do poder chinês. "With great power comes great responsability"; daí que a máxima de Deng Xiaoping - "Nunca tomar a dianteira nas questões internacionais" - esteja cada vez mais fora de prazo.
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Sete décadas depois, as feridas estão por sarar. O Massacre de Nanjing (Nanquim) ocupa na memória da China um lugar de luto, que, em muitos casos, se transforma em ressentimento e ódio face aos japoneses. A forma como em Tóquio se desculpabiliza – entre os sectores mais nacionalistas – a barbárie de Nanjing também impede que as relações sino-japonesas sigam o caminho da reconciliação entre franceses e alemães.
O Sínico presta tributo às centenas de milhar que pereceram nesse 13 de Dezembro de 1937.
