
Um blogue com a janela permanentemente aberta para outros blogues, em português, destes lados do mundo.
À beira-China plantado. Um blogue de José Carlos Matias. jcmatias80@gmail.com.

A Review de Sreeram Chaulia so livro "One mainland, two systems: Rural Democracy in China", da autoria de Baogang He, no Asia Times.
"The naked truth about China's censors", Chris Crook no Asia Times.



O Low-profile de Pequim antes e depois das eleições legislativas de Taiwan deu e provavelmente dará frutos para o Kuomintang e para uma nova era de coexistência entre os dois lados do estreito baseada na manutenção do status quo e na criação de laços económicos que certamente vão trazer enormes benefícios à Ilha que um dia os portugueses chamaram Formosa. Mesmo que o PDP (força política que tema ssumido posições radicais pró-independência) ganhe as eleições presidenciais - o que, a julgar pelos estudos de opinião é improvável - a atitude de confrontação e radicalismo pró-independência de Chen Shui Bian terá os dias contados. O candidato presidencial do PDP Frank Hsieh veio esta semana admitir o diálogo com Pequim para que haja ligações económicas mais fortes entre os dois lados do estreito.
Willy Lam, na última edição do China Brief:
" Beijing has adopted an uncharacteristically low profile in the run-up to and in the aftermath of the LY elections, which suggests that Beijing is treading very carefully on Taiwan's sensitive political landmine. The cabinet-level Taiwan Affairs Office (TAO) issued no statements and the polls received minimal coverage in Chinese media, while the TAO also cancelled a press briefing for unspecified reasons, which was originally scheduled on January 16 (China Times, January 16). The official Xinhua News Agency carried a brief dispatch on the Taiwan ruling party’s “landslide defeat” but refrained from its usual penchant for DPP bashing. The few Beijing-based Taiwan experts who have talked to the Hong Kong, Taiwan and foreign media have interpreted the election results as a defeat for the DPP’s “radical pro-independence line.”

Este blogue foi registado em Maio de 2004, contudo foi a partir de 23 de Janeiro de 2005 que teve início a publicação regular de posts. Não sendo um blogue pessoal, o Sínico reflecte subtilmente alguns estados de alma e, de forma explícita, o campo de interesses do seu autor. Este espaço tem sido, acima de tudo, uma forma de mostrar as janelas que vou abrindo para este lado do mundo. É assim que pretendo que continue a ser no quarto ano de actividades. De forma mais distensa, menos frequente e enquanto houver algo de interessante a partilhar.
Termino esta breve epístola com um agradecimento e um amplexo aos que visitam este remoto canto da blogosfera.
Naturalmente que estamos perante um processo que se torna agora muito mais visível. Mediatismos à parte, 2008 será, de facto, um ano muito importante para a China. Os Jogos Olímpicos vão mostrar ao mundo uma face moderna e esplendorosa da "Nova China". A emergência, garante Pequim, será pacífica, rumo a um "Mundo Harmonioso". O final de 2007 indica, contudo, que, este ano, a pressão da UE e dos EUA vai aumentar face aos défices comerciais e ao valor do yuan, entre outros aspectos. Muitas ONG vão apertar o cerco no que diz respeito aos direitos humanos. 2008 será um ano-teste para o charme do poder chinês. "With great power comes great responsability"; daí que a máxima de Deng Xiaoping - "Nunca tomar a dianteira nas questões internacionais" - esteja cada vez mais fora de prazo.
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