Saturday, May 31, 2008

Ajudar Sichuan

Em Macau
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Em Portugal, a Câmara de Comércio e Industria Luso-Chinesa, a Fundação Jorge Alvares, o ICODEPO (Instituto para a Cooperação e Desenvolvimento Portugal-Oriente), a Liga dos Chineses em Portugal, Liga Multissecular de Amizade Portugal-China, o Observatório da China, e a UCCLA (União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa) dinamizam a recolha de fundos para ajudar as vítimas do sismo e a reconstrução das zonas afectadas:

Conta na CGD: NIB nº 0035067500045164930 40.

A (in)sustentável leveza do poder

José Carlos Matias. Texto Publicado no jornal Hoje Macau em 29-05-2008

"Ao mesmo tempo que lança pontes em várias direcções numa estratégica multifacetada e multi-direccional, a RPC procura criar um arco de paz e prosperidade na sua vizinhança".

"
Neste jogo de balança de poderes – no sentido realista - e também de re-equilíbrio das percepções – numa perspectiva construtivista – a ofensiva de charme de Pequim enfrenta sérios desafios e limitações."
(ler artigo completo aqui)

Wednesday, May 28, 2008

Histórico

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Foto AP
The head of Taiwan's ruling party has met Chinese President Hu Jintao in the highest-level encounter since the two sides split in 1949.

Tudo está a acontecer num ápice. O ambiente entre os dois lados do estreito é cada vez mais caloroso. Hu Jintao já começou a desvendar por onde pode começar a boa-vontade de Pequim: assim que as consultas entre os dois lados recomecem, Pequim admite rever a posição da RPC face à possibilidade de Taiwan particpar nos encontros da Organização Mundial de Saúde, como observador. A Primavera chegou ao estreito (ao que tudo indica para ficar).

"After the two sides resume consultations, (we) can discuss the issue of (Taiwan's) participation in international activities ... including giving priority to discussing the issue of attending WHO activities," Hu said.

Monday, May 26, 2008

O sismo de Sichuan e a transparência (Leituras Pós-Dominicais)

Bernard Chan, no South China Morning Post, 23-05-2008:
"The openness surrounding this huge tragedy has united the country in giving and sharing, but also in expecting a new level of accountability. Continued openness will enable Beijing to meet that expectation".

Heather Saul em "China's seismic shift toward transparency " , CEG
"Whatever the reason for this revolutionary access to information, it is important to note how enthusiastic the Chinese media and the Chinese people have become in regards to open media reporting".

Jorge Almeida Fernandes no Público, 25-05-2008:
"A 'humilhação olímpica' enfraqueceu a autoridade de Hu, disseram na altura os analistas. A sua resposta à tragédia de Sichuan restaura a sua posição. Se na China não há uma grande pressão pró-democrática, há uma crescente exigência d eliberdade de crítica: a 'transparência'".

Li Datong,"China's soft-power failure", Open Democracy
"The Chinese government needs to understand that in response to the western media, an independent and free Chinese press would be much more credible than a government spokesperson. The truth lies not in one voice, but slowly becomes apparent amidst a diverse range of voices. An understanding of this underlies the effective deployment of soft power"

Jane Macartney, "A seismic shift in China’s relations with West?" no The Times
"In an unprecedented departure for this tightly screened leadership, he invited a small group of foreign journalists – including just a single newspaper correspondent, from The Times – to join him (...) Mr Wen’s embrace of a style of leadership more commonly associated with politicians in democratic countries, worried about their election prospects, is unlikely to be the action of an individual. Chinese leaders do not make such radical shifts from usual practice without a great deal of thought and a meeting of at least some members of the nine-man Politburo Standing Committee that rules China."

Friday, May 23, 2008

Ligações

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Com os Olhos na China:
O Blogue "Crónicas do Catai" de Jorge Tavares Silva
O "Observatorio de Politica China"

Um olhar sobre os Riscos e o Futuro:
O blogue Futuro Comprometido, de José Sousa



Thursday, May 22, 2008

Pausa

"Quake in China reverses fortunes for dissonant Tibet voices", Elisabeth Rosenthal no IHT.




Ler as transformações políticas na China

o notável Li Cheng coordena um livro que junta o "crème de la crème" dos académicos que acompanham as transformações políticas na China. Para ler e absorver.
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Conferência

"Jean Monnet Conference - The European Union at 50: Assessing The Past, Looking Ahead", na Universidade de Macau, dias 27 e 28 de Maio. Com João Gomes Cravinho, Francis Snyder, Manuel Lopes Porto, Gomes Canotilho, Miguel Poiares Maduro, Dai Bingran, Maria João Rodigues, entre vários outros académicos da China, Macau, Hong Kong, países europeus e Estados Unidos. Altamente aconselhável. Aqui está o programa completo.

Monday, May 19, 2008

Luto

O Sínico curva-se perante a dimensão avassaladora da calamidade de Sichuan. Neste texto, AG fala sobre o impacto do terramoto. Iniciam-se hoje 3 dias de luto.

Leituras Pós-Dominicais

"A hard look at China's soft power", David Isenberg no Asia Times.
"Hu’s visit to Japan: new benchmark in Sino-Japan relations", Jens Kolhammar, no CEG.
"Child Labor Ring Exposed in Guangdong", Russel Hsiao, China Brief (Jamestown Foundation)

Saturday, May 17, 2008

China e Japão: Rumo a um novo equilíbrio

Texto publicado no jornal Hoje Macau em 15/05/2008

José Carlos Matias


“O renascimento da Ásia não pode acontecer sem a cooperação entre a China e o Japão”
Hu Jintao, durante a visita ao Japão, em 8 de Abril de 2008


No Outono da sua vida, o imperador unificador da China, Qin Shi Huang, terá enviado uma delegação ao Monte Penglai, numa ilha imaginária localizada a leste do Mar de Bohai. A missão era encontrar o “elixir da imortalidade”. As centenas de homens e mulheres acabaram por nunca voltar. Terão acabado por ficar numa ilha no arquipélago do Japão. Menos ambicioso, Hu Jintao esteve este mês no Japão apenas à procura de uma “Primavera Quente”. A visita ficou marcada pelos golpes de charme da diplomacia de Pequim. Começou com a entrega (empréstimo) de um par de pandas ao Jardim Zoológico de Tóquio, em substituição de um velho panda (o único) mui querido pelos japoneses que faleceu, e terminou com uma visita em Nara, antiga capital nipónica, onde esteve em Toshodaiji, no templo “construído” pelo monge chinês Ganjin, que viajou para o Japão a convite das autoridades japonesas, no século VIII. Pelo meio, foi emitida uma declaração conjunta em que as duas partes se comprometeram a tecer uma parceria estratégica de benefício mútuo para o século XXI. Os dois líderes – o Presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro japonês Yasuo Fukuda – concordaram em dar início a um novo quadro de diálogo institucional com cimeiras de chefes de estado e governo anuais, conversações sobre questões comerciais e económicas e aumento do intercâmbio de jovens. À primeira vista, a visita de Hu foi um sucesso inegável. Mas na realidade há um caminho longo a percorrer. A intenção proclamada em epígrafe encaixa na perfeição num mundo em que reine a Paz e o Desenvolvimento (utilizando a linguagem Denguista), mas nas relações internacionais as equações do interesse nacional e do dilema securitário são constantes.

Da “amizade” à percepção de ameaça

A visita de Hu Jintao revestiu-se de uma carga simbólica a vários níveis. Não só foi a primeira de um chefe de estado chinês ao Japão em dez anos – depois de Jiang Zemin em 1998 - como surgiu numa altura em que as duas partes comemoram os 30 anos sobre a assinatura do Tratado de Paz e Amizade. Ao longo dos anos 1980, as relações foram marcadas por um registo cordial em que as duas partes evitaram fazer referências ao passado – ou seja à ocupação japonesa. Nessa altura em Tóquio vigorava uma geração de líderes que defendia uma abordagem “amigável” com o vizinho. A repressão violenta sobre os estudantes na Praça de Tiananmen despoletou uma nova fase. O Japão criticou duramente a liderança chinesa, ao passo que em Pequim, à falta da raison d’être da construção da sociedade socialista, as garras do nacionalismo chinês cresceram tendo como alvo país vizinho, sobre o qual paira a memória colectiva da invasão e de atrocidades como o Massacre de Nanjing. A retórica da China humilhada foi reforçada num sistema educativo cada vez mais “patriótico”. Do outro lado – numa cadência acção-reacção – altas figuras do estado japonês, como o ex primeiro-ministro Junichiro Koizumi, visitavam o Templo de Yasukuni para prestar homenagem a soldados do exército imperial autores de crimes de guerra.
Em 2006, Shinzo Abe quebrou o gelo com uma visita oficial – a primeira depois de ser empossado primeiro-ministro japonês – a Pequim. No ano passado, Wen Jaibao retribuiu com uma deslocação à capital nipónica.

Japão: entre “civilistas e normalistas”

Como pano de fundo para o relacionamento do Japão com a China está a própria identidade do estado-nação nipónico. Que caminho seguir? Continuar a ser uma nação sobretudo civilista ou rumar rapidamente ao uma “normalização” militar colocando um ponto final à natureza pacifista da constituição pós-II Guerra.
A primeira tendência acredita que o país deve continuar a ter uma natureza de poder civil, ou seja, uma potência económica capaz de ter maior participação nas missões de paz da ONU e na promoção dos direitos humanos, mas nunca de uma forma agressiva. Nesse sentido, um relacionamento amigável com Pequim é positivo na medida em que com a interdependência económica pode advir uma abertura do regime chinês.
Os “normalistas” argumentam que não faz sentido que o Japão seja uma excepção na “anarquia” do sistema internacional, necessitando por isso de se equipar e modernizar militarmente. Ou seja, o Japão deve ser um país “normal” com uma estratégia cimentada numa aliança militar com os EUA, mas com capacidade de defesa autónoma – ser na Ásia Oriental o que o Reino Unido é para Washington na Europa. A China será, nesse sentido, um competidor estratégico do EUA, e uma ameaça ao Japão. Por isso será um país a “conter”. A China, por seu lado, olha para a presença militar norte-americana no Japão de uma forma ambígua: por um lado constitui parte do “encirclement” dos EUA à China; por outro tem prevenido o Japão de ter necessidade de ressurgir como potência militar na região.

Virtudes e limites da inter-dependência

Na economia, os dois vizinhos estão cada vez mais inter-dependentes. Em 2007, a China, incluindo Hong Kong, tornou-se no principal parceiro comercial do Japão, ultrapassando os Estados Unidos; no mesmo ano, o Investimento Directo externo (IDE) japonês acumulado na RPC ascendeu a 60 mil milhões de dólares. Em Tóquio é cada vez mais evidente que a dinâmica japonesa depende do crescimento económico da China. Em declarações à agência Reuters, Koichi Nakano, professor na Tokyo Sophia University, reconhece que “o Japão olha para a China como um parceiro económico muito importante, mas ao mesmo tempo encara com inquietude a possibilidade da RPC destronar o país como a maior potência económica na região”.
Uma questão que tem ocupado a mente de vários analistas é a razão pela qual a interacção económica entre os dois países não tem contribuído para um terreno mais firme ao nível das relações sociais, intelectuais e de segurança comum. Michael Yahuda argumenta que não há confiança nem empatia entre as sociedades civis dos dois lados para dar seguimento à realidade de duas economias que têm beneficiado bastante com a inter-dependência. Isso acontece porque, ocasionalmente, líderes e “fazedores de opiniões” dos dois lados sucumbem facilmente a discursos que envenenam um relacionamento que em concreto tem registado economicamente grandes avanços.

Onde está o elixir?

A cimeira da “Primavera Quente” e as visitas de Shinzo Abe e Wen Jiabao têm mostrado um lado conciliador das lideranças dos dois lados, mas como refere Huang Dahui, especialista em assuntos nipónico da universidade de Remin em Pequim, “as relações oficias estão calorosas, mas na verdade, o maior obstáculo são as populações dos dois países que se olham com desconfiança mútua”. Os problemas históricos e estruturais persistem: a soberania sobre as ilhas Diaoyu, os laços de Tóquio com Taipé, o legado histórico da ocupação japonesa, as disputas sobre a zona económicas exclusivas ou a ambição do Japão de fazer parte como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Mas o que condiciona a resolução negociada destes interesses contraditórios é a percepção estereotipada e a desconfiança. Nesta visita, Hu e Fukuda abriram uma porta que pode vir a revelar-se fundamental para evitar um retrocesso: o início de uma nova era de cimeiras anuais e novos mecanismos de diálogo de alto nível. Essa poderá ser a via rumo a um novo equilíbrio. Não será, no entanto, um elixir da imortalidade (Paz Perpétua).


Friday, May 16, 2008

Instantes (do quotidiano em Macau)

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Parabéns

à revista Macau Business pelo IV Aniversário.
macau business
Uma publicação de referência em Macau. Paulo (Azevedo) valeu (vale, valerá) a pena arriscar!

Wednesday, May 14, 2008

China-União Europeia

De relação secundária a parceria compreensiva estratégica
José Carlos Matias dos Santos

Imagens, resumo e o texto (paper conference) da Aula aberta no Instituto Português do Oriente, no dia 8 de Maio de 2008.

P.S. Agradeço mais uma vez ao IPOR pelo convite e pelo apoio prestado (nomeadamente a Helena Rodrigues e a Diana Soeiro). A experiência foi muito interessante sobretudo por causa da atitude dos alunos, chineses com um nível avançado de estudo do Português. As questões dos estudantes incidiram sobre a repressão de Tiananmen de 1989 e o impacto da questão do Tibete nas relações entre Bruxelas e Pequim - perguntas directas sobre assuntos considerados “delicados”.

Tuesday, May 13, 2008

A inflação em Macau

Um artigo de leitura obrigatória de Pedro Dá Mesquita:

"A mão visível do Governo", no Hoje Macau.

Choque

Em Sichuan (e não só)
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As nossas preces estão com eles.

Monday, May 12, 2008