Tuesday, July 15, 2008

Zakaria e o Mundo Pós-Americano

O livro, que ainda estou a ler, como esperava é magnífico, na linha do anterior - "O futuro da Liberdade". Fareed Zakaria é um dos mais lúcidos e sensatos "leitores" do mundo. Vale a pena ver esta entrevista à BBC, a propósito do livro "The Post American World":

Leituras Pós-Pós-Dominicais



" From Guangdong’s 'liberation of thought' to China’s political reform", Cai Dingjian.
Um texto (traduzido e disponibilizado pelo excelente China Elections and Governance) de um ex membro da Assembleia Popular Nacional. Extenso, completo e ilustrativo sobre o pensam alguns sectores pró-democractização dentro da República Popular da China.

"Examining the Weng’an riot: Does autocracy work?", Sean Din, também no CEG.

"Tilting at China's red windmills",
Wu Zhong no Asia Times.

Sunday, July 13, 2008

Sugestão

O Poder e o Direito
O olhar de Arnaldo Gonçalves sobre aspectos jurídicos, políticos e económicos de Macau, Hong Kong, China e União Europeia. Um livro que reflecte o carácter múltiplo do intelectual e do homem. Vale a pena!

Saturday, July 12, 2008

Ameaça: reputação, percepções e distorções

Texto Publicado no jornal Hoje Macau (10-07-2008)

José Carlos Matias

Quem circula por certas livrarias e vê nos escaparates títulos como “O grande bluff chinês”, “The Comming Conflict with China” ou “China Embraces Classical Fascism” pode ser levado a pensar que o “Perigo Amarelo” ameaça a paz mundial e que tempos belicosos se aproximam num horizonte negro. Alguns destes títulos têm apenas como objectivo encher o bolso dos autores e editoras; outros são claramente motivados por estratégias de quem procura incessantemente “the next big threat”. Outros ainda poderão, quiçá, ser escritos pela simples razão de ser essa a perspectiva do autor. Em qualquer um destes casos, os dados disponíveis não apoiam as visões exageradas da Tese da China enquanto Ameaça. Mas afinal por que é que essas narrativas vão fazendo o seu caminho? E por que é que a China é tão sensível face àquilo que se designa da “China Threat Theory”?

Continuar a ler no Sínico Esclarecido.

Wednesday, July 09, 2008

Economia socialista de mercado - a perspectiva de Cui Zhiyuan

Cui Zhiyuan

O blogue Ladrões de Bicicletas (um dos meus favoritos) faz uma alusão às posições tomadas e análises de Cui Zhiyuan a propósito do cariz socialista da economia de mercado chinesa ser a chave para a História de sucesso inédita do desenvolvimento económico e social dos últimos 30 anos na República Popular da China, desde o lançamento do processo de reformas e abertura (gaige kaifang) pela mão de Deng Xiaoping. Cui Zhiyuan, graduado com Doutoramento pela Universidade de Chicago (é tudo menos um "Chicago Boy") ex Professor no MIT e actual professor na Universidade de Tsinghua, é uma das mais importantes vozes da chamada "nova esquerda" da China (na terminologia de Merle Goldman), também designada por alguns autores como Andrew J. Nathan por corrente neo-conservadora. Não confundir esta "nova esquerda" com a Europeia e claro que a expressão neoconseravdora nada tem a ver com aqueles pavões em Washington que defendem a imposição do modelo demo-liberal à bomba.
Cui, a par de Wang Hui, Pan Wei e Kang Xiaoguang, faz parte de um grupo de intelectuais crítticos do governo central, que são tolerados pelo sistema. Na mira deste grupo estão aspectos como a corrupção, a abertura abrupta à economia de mercado e a fragilidade das políticas sociais.
Cui defende que a China não deve copiar nem seguir modelos institucionais do Ocidente; deve sim adoptar fórmulas próprias segundo a sua experiência. De algum modo, Cui promove uma espécie de excepcionalismo chinês. Cui rejeita quer o modelo económico capitalista europeu ou norte-americano quer os sistemas políticos demo-liberais. Não sendo um "Neo Maoísta", de facto, ele aprova algumas experiências do Maoísmo como as empresas comunais de aldeia. Em traços gerais, defende que o sistema económico da China deve ter por base a empresa pública e colectiva e não a privada. Recusando a transfusão de modelos institucionais do Ocidente para a China, Cui bebe muito das suas posições no Marxismo analítico, na nova teorias evolucionária de Stephen J Gould e no próprio New Deal de Roosevelt. Politicamente aprova as eleições para os comités de aldeia, mas mantém que a melhor via para a China continua a ser a “ditadura democrática”.

Sunday, July 06, 2008

Vídeo Dominical: Patriotismo em Hong kong 11 anos depois do handover

O comentador e empresário de Hong Kong Stephen Vines fala ao site Danwei acerca o seu entendimento sobre o "nacionalismo esquizofrénico" da antiga "colónia" britânica:

Saturday, July 05, 2008

A ascenção das Grandes Potências

DaGuo Jueqi, ou a A ascenção das Grandes Potências foi uma serie documental emitida em 2006 pela CCTV, a estação pública nacional da Repúlica Popular da China. A produção destes documentários foi bastante elogiada quer ao nível da realização quem em termos históricos (apesar de algumas críticas). A Série abrange o percurso de nove grandes potências que tiveram uma posiçãod e domínio mundial desde o século XV: Portugal, Espanha, Holanda, Reino Unido, França, Alemanha, Japão, Rússia e estados Undios. O primeiro episódio é sobre Portugal. Reproduzo aqui - em ligação com o You Tube - o início da série. O excerto é adequado aos leitores do Sínico que dominam o Mandarim. Aos restantes (onde me incluo, apesar dos pequenos progressos) fica a sugestão de visionarem um pedaço de documentário com bonitas imagens; vale a pena ter ver com atenção o vídeo aos 6m52s



Neste excerto sugiro que prestem atenção especial aos 46s, aos 4m50s aos 6m07s


Friday, July 04, 2008

Para a história

Voo directo China Taiwan
Vista do Aeroporto de Taoyuan (Taipé) do Airbus A330 da China Southern Airlines. Foi o primeiro voos directo entre a China continental e Taiwan em 59 anos.
Bons ventos sopram no estreito. Em Macau e Hong Kong é tempo de redefinr estratégias para os aeroportos.

Wednesday, July 02, 2008

Os intelectuais e a verdade: o caso de Hu Xingdou.

Hu Xingdou
Desde o início dos anos 1990 que o Partido Comunista Chinês tem vindo a co-optar de uma forma sofisticada e eficaz uma boa parte da elite intelectual que poderia colocar em causa o monopólio do poder do Partido. Ao contrário do que aocnteceia nos anos 1980, nestas quase duas décadas que passaram sobre o Massacre de Tiananmen não tem havido um movimento de rebeldia significativa face à linha do governo central. Certamente que os enormes progressos económcios e sociais do país contribuíram para esta situação, mas a fraca voz dos dissidentes deve-se também a dois outros factores: os mecanismos de controlo do exercício da liberdade de expressão e um "acomodamento" ao sistema em resultado da significativa melhoria das condições de vida de muitos intelectuais.
O caso de Hu Xingdou - e de outros- é diferente. Professor no Beijing Technology Institute é uma voz dissonante que é tolerada pelo sistema. Num artigo publicado no United Morning Post de Singapura faz um apelo aos intelectuais:

“In the 80s of last century, Chinese intellectuals paid much attention to politics. They went through all kinds of hardships during the “Great Cultural Revolution” period, so they had the desire to speak out. After 90s, most of intellectuals got their vested interests. In order to protect their benefits, most of them chose to tell lies or keep silent, never to say supervising the power or criticizing. At present, more intellectuals are indifferent to the society. They only care about their daily life".

“There are still a few conscientious intellectuals in the society, they are continuously shouting in support with the disadvantaged group, making suggestion and offering advice for the nation. The cruces of China’s further development are to look for the problems, to face squarely to the problems, and to solve the problems according with our national conditions. That we probe into these problems is not to cavil or nit-pick, not ill-intentioned to expose the darkness, not to direct to our government, never to say creating disturbances. We just want to be loyal critics of social problems during the modernization process of our nation. Because only in this way, my true love on my great nation could be reflected; only in this way, the great exploit of modernization could be helped; only in this way, China could be urged onto a healthier way of development".


Hu Xingdou : Chinese Intellectuals Should Tell Truth for The Whole Nation

Sunday, June 29, 2008

O urso abraça o dragão?

José Carlos Matias
Texto Publicado no jornal Hoje Macau em 26-06-2008.

Há cerca de um mês o novo presidente da Rússia, Dimitri Medveded, escolheu a China como local da sua primeira visita oficial fora do espaço da antiga União Soviética, após ter estado no Cazaquistão. O sinal diplomático estava dado... Ler o texto na íntergra no Sínico Esclarecido.

Saturday, June 28, 2008

Thursday, June 26, 2008

A ofensiva de Xi no Médio Oriente


É importante prestar atenção ao desempenho do vice-presidente Xi Jinping - benjamim da Quinta Geração, apontado como o mais provável sucessor de Hu Jintao em 2012.

"Five-nation tour by Chinese vice president to strongly promote ties", Xinhua.

Thursday, June 05, 2008

Tuesday, June 03, 2008

Entrevista China-União Europeia

A título experimental, apresento aqui, pela primeira vez, uma entrevista ao "Sínico". O entrevistado é Dai Bingran, Professor na Universidade de Fudan, Xangai. A conversa, gravada há duas semanas, é sobre o momento das relações entre a China e a União Europeia. Para já apenas com som e sem imagem em movimento.