Thursday, April 16, 2009
Pergunta avulsa
... questão inspirada no título do editorial do Ponto Final, de 16-04-2009.
Wednesday, April 15, 2009
Hu Yaobang, 20 anos depois
A 15 de Abril de 1989 morria Hu Yaobang, antigo secretário-geral do Partido Comunista Chinês. A morte deste dirigente visto como um reformista deu o mote para as manifestações de estudantes que viriam a invadir a praça de Tiananmen, poucas semanas depois.
Hu Yaobang morreu na sequência de ataque cardíaco durante uma reunião do Politburo do Partido Comunista Chinês. Aos 73 anos, falecia um dos mais importantes dirigentes da era da reforma, iniciada por Deng Xiaoping. Dois anos antes, tinha sido afastado do cargo de secretário-geral do Partido fruto de movimentações de dirigentes mais ortodoxos que viam com grande desconfiança as simpatias que Hu Yabang tinha pelos intelectuais reformistas e por figuras que defendiam a liberalização do sistema político.
Hu Yaobang tornou-se nos anos oitenta um ícone para a nova geração que pedia mais abertura e reformas políticas. Uma semana depois da sua morte, cerca de 100 mil estudantes marcaram presença no funeral de Hu Yaobang e rumaram à praça de Tiananmen para entregar uma carta ao então primeiro-ministro Li Peng em que pediam que a forma como Partido julgou o ex secretário-geral fosse revista e em que faziam apelos a reformas políticas. Estudantes de várias universidades começaram a juntar-se aos protestos que começaram por ser contra a forma como o Partido tratou Hu Yaobang e acabaram por se tornar no mais marcante movimento estudantil da China contemporânea, que terminou no dia 4 de Junho de 1989 com a repressão violenta do exército sobre os estudantes.
Sunday, April 12, 2009
Thai Reds' attack
Ler também:
"For too long, Abhisit's Democrat party has legitimized the non-elected institutions that meddle in Thai politics by refusing to stand firmly in defense of parliamentary democracy. Abhisit has an opportunity to rectify this. Indeed, it makes sense for him to do so. Until the Democrats make bold steps to improve democracy, the battles will rage on. And they are unlikely to end peacefully"
"Thailand's Hearts and Minds", Asia Sentinel.
Friday, April 10, 2009
Blogosfera: Ligações com muito interesse

Eis alguns dos blogues que adicionei recentemente, à coluna da direita , e que nos oferecem olhares diversos e muito inetressantes sobre este lado do Mundo:
O Véu Pintado, da autoria de H., olha para a cultura, arte e cinema e literatura sobre a China, com uma escrita aveludada e muito esclarecida.
Macau Antigo é o espaço de João Botas em que encontramos fotografias da Macau de outros tempos, acompanhadas por textos de enquadramento histórico.
De Shaoxing a Chengdu é um blogue de cariz pessoal, em jeito de diário de bordo das viagens e vivências de Paulo Xavier, um português que vive no coração da China interior, de forma intensa.
Wednesday, April 08, 2009
Um passo significativo
"Universal health care for China?", Danwei.
"China's health care reform aims at public interests", Xinhua.
Saturday, April 04, 2009
Zhongnanhai
É o nome da sede do poder na república Popular da China e também título da música mais conhecida dos Carsick Cars, uma das mais entusiasmantes bandas da cena "rock indie" de Pequim.
Friday, April 03, 2009
Thursday, April 02, 2009
Bem vinda, vetusta potência
"If Deng Xiaoping's pragmatic recipe for domestic reform was "crossing the river by feeling for the stones", China will cross the oceans by testing the water as it goes. This means that a great deal will depend on the welcome it gets from the powers that still set much of the agenda of world politics, especially the United States and the European Union. In short, the process of defining what kind of world power China becomes will be deeply interactive.
(...) Far from resisting Chinese requests for a larger voice in international organisations, we should offer it ourselves. Then we should patiently and consistently, across the whole decade, make the argument that the essentials of liberal international order reflect not merely western but rather universal values. That was the claim of the Enlightenment, and I believe it to be true".
Ver também:
"China at G20: revealing policy shift", Sean Ding
Sunday, March 29, 2009
Leituras Dominicais

"The EU ought to respect Chinese sovereignty and stop trying to intervene in Tibet's affairs through a unilateralist approach. Although China will reject formal talks with the EU on Tibet, it is likely to listen to its suggestions if the EU and its members can deal with the issue from a friendly and constructive approach that would not be considered as intervention in domestic affairs. Chinese people always hope their friends can save their "face".
"Sino-EU ties hijacked by Tibet issue", Jian Junbo, Asia Times.
"Since the Tiananmen crackdown, the Chinese government has greatly refined its repressive capabilities. Responding to tens of thousands of riots each year has made Chinese law enforcement the most experienced in the world at crowd control and dispersion. Chinese state security services have applied the tactic of "political decapitation" to great effect, quickly arresting protest leaders and leaving their followers disorganized, demoralized, and impotent. If worsening economic conditions lead to a potentially explosive political situation, the party will stick to these tried-and-true practices to ward off any organized movement against the regime"
"Will the Chinese Communist Party Survive the Crisis?", Minxin Pei, Foreign Affairs (via Exílio de Andarilho)
"(...) is it really worth it for the Chinese people to give up their development model in place of Western democracy, and to use enormous social costs and time to learn and establish democracy? Is Western democracy really suitable for China's conditions, which are different from the West? Can copying the Western model be more successful then following the Chinese model? All of these require considerations. After all, institutional experiments involve the fortunes and the lives of millions of people; we need to object to the priori arguments of "only so and so can save China."
"Looking at Chinese democracy from the perspective of village election", Song Luzhen, CEG.
Friday, March 27, 2009
Macau Politics: Chui, Ho e o que há-de vir
O jornal Ponto Final titula: “Na China, a política serve-se fria”, num exercício de substituição da inóspita palavra “vingança”. O artigo – bom trabalho do jornal e em especial da minha amiga e camarada Isabel Castro – dá conta do apoio dado pela Liga da Juventude Comunista (base a partir da qual o presidente Hu Jintao ascendeu e onde mantém uma ascendente muito forte) a Ho Chio Meng, Procurador da RAEM, num número da “China Profiles”, em que o mais alto magistrado do Ministério Público é rasgadamente elogiado. Este artigo, que se refere a uma revista distribuída há três semanas, surge numa altura em que “dá a sensação” que Ho Chio Meng está a ganhar força, na discreta e opaca pré-campanha. Ho é visto pelos observadores como a escolha de uma parte de Pequim (a mais importante e mais forte?), ao passo que Chui Sai On emergiu nos últimos meses como o “príncipe”, das elites empresariais locais e, aparentemente, de associações tradicionais, sendo encarado como quem melhor assegurará a continuidade é igualmente referido como o favorito do actual Chefe do executivo Edmund Ho. Nesta nebulosa que é a política na China e em Macau, parece que Chui é o favorito das elites e do status quo local, mas desagrada a Pequim (ou a uma parte importante de Pequim), ao passo que Ho Chio Meng surge aos olhos de muitos na capital como alguém de plena confiança capaz de estabelecer a ordem e colocar na ordem o conluio que vigorou nestes dez anos. Contudo, este Ho “assusta” alguns por não ter um passado nem vir de um ambiente empresarial e por ser demasiado “colado” ao primeiro sistema. Estamos portanto sobretudo no domínio das percepções. A indecisão que ainda aparenta vigorar entre quem tem a palavra final (as autoridades da China continental) ilustra que não há qualquer candidato “natural”, nem pessoas que preencham de forma verdadeiramente satisfatória os requisitos necessários para liderar esta Região, numa fase tão sensível, numa encruzilhada. O próximo governo terá nas mãos um caderno de encargos que ameaça ser um “Trabalho de Sísifo”. Reduzindo-me ao meu estado de ignaro, poderei apenas perguntar: (1) Uma Terceira Via (Tam, por exemplo) de mínimo denominador comum e pseudo-consenso possível não será também uma possibilidade a ter em conta? (2) Como seria se a população pudesse escolher o seu "Tak Sau"? À segunda questão apenas podemos responder dando azo à nossa imaginação; quanto à primeira, aceitam-se apostas, sabendo que a casa ganha sempre. É fascinante viver neste laboratório (no irony).


