Wednesday, May 13, 2009

Um quarto

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de século... Parabéns!
"Nada como dantes", reportagem de Paulo Brabosa, no Hoje Macau.

Tuesday, May 12, 2009

Chui, o candidato

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Fernando Chui Sai On vai candidatar-se ao cargo de Chefe do Executivo. O ainda secretário para os Assuntos Sociais e Culturais anunciou a resignação do cargo e assim que tiver luz verde de Pequim avancará com o processo de candidatura. Ver notícia da TDM aqui.

Monday, May 11, 2009

Capitalismo de casino em Macau: desafios em tempo de ajustamento

Sonny Lo Shiu-Hing, professor na Universidade canadiana de Waterloo, tem escrito sobre Macau desde o final dos anos 1980. A sua investigação centra-se sobretudo em torno do triângulo jogo-criminalidade-política. Este ano publicou "The Politics of Cross-Border Crime in Greater China: Case studies of mainland China, hong Kong and Macao". Na edição de Abril do "Hong Kong Journal", Lo oferece uma panorâmica sobre os desafios da economia de casino de Macau:

(...) it is worth noting that Xi’s attitude about casino development has been more cautious and incremental than his predecessor.

Macao’s challenges are tremendous: it has to compete with Zhuhai and Hong Kong while maintaining its special qualities as a region with a World Heritage Site designation and a place where casino capitalism can be combined with industrial diversity

it’s likely that Edmund Ho will remain a shadow leader whose advice is sought by his successor.


Macao’s casino capitalism is destined to be closely monitored, protected, regulated, and adjusted by Beijing.


Com um periodicidade mensal, Sonny Lo publica artigos de análise na revista macau Closer. O último "One speech, Two lessons" procura descodificar um discurso recente de Wen Jiabao sobre macau e Hong Kong.

Tuesday, May 05, 2009

Gao Qi

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Viveu (1336 – 1374) entre duas dinastias: a Yuan (mongol) e a Ming. Gao Qi é visto como um dos mais importantes poetas da China imperial. Gao, que assumia a herança da poesia das dinastias Tang e Han, antecipou as tendências do movimento poético da “Velha Fraseologia” – do século XVI - que primava pela imitação do estilo dos poetas dos tempos áureos da dinastia Tang (918-907). Além de ter sido o primeiro e um dos mais importantes poetas da dinastia Ming – a par de Yuan Zhongdao, Ou Daren ou Liang Youyu – Gao Qi foi também autor de um volume sobre a História da Dinastia Yuan. Gao Qi chegou a ser convidado para assumir o cargo de vice-ministro das finanças, mas recusou, argumentando que não tinha características para ocupar o posto. Mais tarde, apenas aos 39 anos foi condenado pelo imperador Hongwu – antigo monge budista e líder da série de revoltas de camponeses que levou ao fim da Dinastia mongol - à morte e executado, por “conspiração”. A sátira que fez da corte do imperador em poemas ter-lhe-á custado vida.

Sem sátira, mas plena de sensibilidade, esta é uma passagem do poema “Passando por uma cabana na Montanha”:


In the sound of a flowing stream a spinning wheel is heard.
A stone bridge. A dark springtime of flowerless trees.
From what place does the wind carry this sweet smell?
Tea baking at noon in a cottage over the hill.

Traduzido por Tony Barnstone e Chou Ping

Sunday, May 03, 2009

Leituras Dominicais




"The decline of Macao’s casino economy and the challenges ahead", Sonny Lo, Hong Kong Journal.

"Russia, China on comradely terms, M K Bhadrakumar in Asia Times.

"A Freer China Would Stimulate Spending", Minxin Pei, Financial Times.

Monday, April 27, 2009

Crise, perigo e oportunidade - alguns equívocos

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Tornou-se um lugar comum dizer que o tempo de crise também representa oportunidade, tomando como referência a palavra chinesa para crise: weiji (危機), que segundo essa percepção representaria a junção dos caracteres "perigo" e "oportunidade". Porém, dizem os entendidos, estamos perante não apenas um wishful thought, mas também um equívoco. Atentemos no que explica o Sinólogo Victor H. Mair:

"The third, and fatal, misapprehension is the author's definition of as "opportunity." While it is true that wēijīwēi syllable of wēijī does convey the notion of "danger," the syllable of wēijī most definitely does not signify "opportunity (...) The of wēijī, in fact, means something like "incipient moment; crucial point (when something begins or changes)." Thus, a wēijī is indeed a genuine crisis, a dangerous moment, a time when things start to go awry. A wēijī indicates a perilous situation when one should be especially wary. It is not a juncture when one goes looking for advantages and benefits. In a crisis, one wants above all to save one's skin and neck! Any would-be guru who advocates opportunism in the face of crisis should be run out of town on a rail, for his / her advice will only compound the danger of the crisis". does indeed mean "crisis" and that the


P.S. Cheguei aqui através do Shanghai Express, um dos melhores blogues em castelhano sobre a China (agora infelizmente bastente menos activo).

Friday, April 17, 2009

Há 40 anos

O Cheque do Executivo

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Os residentes (accionistas) recebem um subsídio (dividendo) do governo (Conselho de Administração) da Região Administrativa Especial (Empresa) de Macau.

O líder do Governo de Macau anunciou na Assembleia Legislativa que fixou o plano de comparticipação pecuniária de 2009 aos residentes permanentes no equivalente a 600 euros e que a distribuição dos cheques começa em Maio. Além das 6.000 patacas para os residentes permanentes - aqueles que residem há sete ou mais anos consecutivos em Macau -, mais mil patacas do que em 2008, Edmund Ho anunciou também, para mais tarde, a emissão e distribuição de cupões de saúde de valor equivalente a cerca de 50 euros - 500 patacas. os residentes não-permanentes recebem 3600 patacas.

Thursday, April 16, 2009

Pergunta avulsa

Será que a Ilha da Montanha vai parir um rato?

... questão inspirada no título do editorial do Ponto Final, de 16-04-2009.

Wednesday, April 15, 2009

Hu Yaobang, 20 anos depois

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A 15 de Abril de 1989 morria Hu Yaobang, antigo secretário-geral do Partido Comunista Chinês. A morte deste dirigente visto como um reformista deu o mote para as manifestações de estudantes que viriam a invadir a praça de Tiananmen, poucas semanas depois.

Hu Yaobang morreu na sequência de ataque cardíaco durante uma reunião do Politburo do Partido Comunista Chinês. Aos 73 anos, falecia um dos mais importantes dirigentes da era da reforma, iniciada por Deng Xiaoping. Dois anos antes, tinha sido afastado do cargo de secretário-geral do Partido fruto de movimentações de dirigentes mais ortodoxos que viam com grande desconfiança as simpatias que Hu Yabang tinha pelos intelectuais reformistas e por figuras que defendiam a liberalização do sistema político.

Hu Yaobang tornou-se nos anos oitenta um ícone para a nova geração que pedia mais abertura e reformas políticas. Uma semana depois da sua morte, cerca de 100 mil estudantes marcaram presença no funeral de Hu Yaobang e rumaram à praça de Tiananmen para entregar uma carta ao então primeiro-ministro Li Peng em que pediam que a forma como Partido julgou o ex secretário-geral fosse revista e em que faziam apelos a reformas políticas. Estudantes de várias universidades começaram a juntar-se aos protestos que começaram por ser contra a forma como o Partido tratou Hu Yaobang e acabaram por se tornar no mais marcante movimento estudantil da China contemporânea, que terminou no dia 4 de Junho de 1989 com a repressão violenta do exército sobre os estudantes.

Sunday, April 12, 2009

Thai Reds' attack

Os acontecimentos em Pattaya e Banguecoque através dos blogues Combustões e Visto de Banguecoque.

Ler também:
"For too long, Abhisit's Democrat party has legitimized the non-elected institutions that meddle in Thai politics by refusing to stand firmly in defense of parliamentary democracy. Abhisit has an opportunity to rectify this. Indeed, it makes sense for him to do so. Until the Democrats make bold steps to improve democracy, the battles will rage on. And they are unlikely to end peacefully"

"Thailand's Hearts and Minds", Asia Sentinel.

Friday, April 10, 2009

Blogosfera: Ligações com muito interesse

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Eis alguns dos blogues que adicionei recentemente, à coluna da direita , e que nos oferecem olhares diversos e muito inetressantes sobre este lado do Mundo:

O Véu Pintado, da autoria de H., olha para a cultura, arte e cinema e literatura sobre a China, com uma escrita aveludada e muito esclarecida.

Macau Antigo é o espaço de João Botas em que encontramos fotografias da Macau de outros tempos, acompanhadas por textos de enquadramento histórico.

De Shaoxing a Chengdu é um blogue de cariz pessoal, em jeito de diário de bordo das viagens e vivências de Paulo Xavier, um português que vive no coração da China interior, de forma intensa.

Wednesday, April 08, 2009

Um passo significativo

Vale a pena prestar atenção ao plano apresentado pelo Conselho de Estado de reforma alargada do sistema de saúde com o objectivo de lançar um sistema de cariz universal. A confirmar-se, será um passo muito importante no sentido de criar uma rede social essencial para uma sociedade maioritariamente desprotegida. Além da dimensão social, em termos económicos, este pode ser um primeiro passo no sentido de libertar parte da poupança das famílias chinesas, que temem situações de doença e necessidade de cuidados de saúde por causa dos custos elevados, para o consumo interno - algo que é fundamental para re-estruturar o modelo económico da China, de modo a que seja bastante menos dependente do modelo exportador.

"Universal health care for China?", Danwei.
"China's health care reform aims at public interests", Xinhua.

Saturday, April 04, 2009

Zhongnanhai



É o nome da sede do poder na república Popular da China e também título da música mais conhecida dos Carsick Cars, uma das mais entusiasmantes bandas da cena "rock indie" de Pequim.

Sunday, March 29, 2009

Leituras Dominicais



"The EU ought to respect Chinese sovereignty and stop trying to intervene in Tibet's affairs through a unilateralist approach. Although China will reject formal talks with the EU on Tibet, it is likely to listen to its suggestions if the EU and its members can deal with the issue from a friendly and constructive approach that would not be considered as intervention in domestic affairs. Chinese people always hope their friends can save their "face".

"Sino-EU ties hijacked by Tibet issue", Jian Junbo, Asia Times.

"Since the Tiananmen crackdown, the Chinese government has greatly refined its repressive capabilities. Responding to tens of thousands of riots each year has made Chinese law enforcement the most experienced in the world at crowd control and dispersion. Chinese state security services have applied the tactic of "political decapitation" to great effect, quickly arresting protest leaders and leaving their followers disorganized, demoralized, and impotent. If worsening economic conditions lead to a potentially explosive political situation, the party will stick to these tried-and-true practices to ward off any organized movement against the regime"
"Will the Chinese Communist Party Survive the Crisis?", Minxin Pei, Foreign Affairs (via Exílio de Andarilho)

"(...) is it really worth it for the Chinese people to give up their development model in place of Western democracy, and to use enormous social costs and time to learn and establish democracy? Is Western democracy really suitable for China's conditions, which are different from the West? Can copying the Western model be more successful then following the Chinese model? All of these require considerations. After all, institutional experiments involve the fortunes and the lives of millions of people; we need to object to the priori arguments of "only so and so can save China."
"Looking at Chinese democracy from the perspective of village election", Song Luzhen, CEG.



Friday, March 27, 2009

Macau Politics: Chui, Ho e o que há-de vir

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O jornal Ponto Final titula: “Na China, a política serve-se fria”, num exercício de substituição da inóspita palavra “vingança”. O artigo – bom trabalho do jornal e em especial da minha amiga e camarada Isabel Castro – dá conta do apoio dado pela Liga da Juventude Comunista (base a partir da qual o presidente Hu Jintao ascendeu e onde mantém uma ascendente muito forte) a Ho Chio Meng, Procurador da RAEM, num número da “China Profiles”, em que o mais alto magistrado do Ministério Público é rasgadamente elogiado. Este artigo, que se refere a uma revista distribuída há três semanas, surge numa altura em que “dá a sensação” que Ho Chio Meng está a ganhar força, na discreta e opaca pré-campanha. Ho é visto pelos observadores como a escolha de uma parte de Pequim (a mais importante e mais forte?), ao passo que Chui Sai On emergiu nos últimos meses como o “príncipe”, das elites empresariais locais e, aparentemente, de associações tradicionais, sendo encarado como quem melhor assegurará a continuidade é igualmente referido como o favorito do actual Chefe do executivo Edmund Ho. Nesta nebulosa que é a política na China e em Macau, parece que Chui é o favorito das elites e do status quo local, mas desagrada a Pequim (ou a uma parte importante de Pequim), ao passo que Ho Chio Meng surge aos olhos de muitos na capital como alguém de plena confiança capaz de estabelecer a ordem e colocar na ordem o conluio que vigorou nestes dez anos. Contudo, este Ho “assusta” alguns por não ter um passado nem vir de um ambiente empresarial e por ser demasiado “colado” ao primeiro sistema. Estamos portanto sobretudo no domínio das percepções. A indecisão que ainda aparenta vigorar entre quem tem a palavra final (as autoridades da China continental) ilustra que não há qualquer candidato “natural”, nem pessoas que preencham de forma verdadeiramente satisfatória os requisitos necessários para liderar esta Região, numa fase tão sensível, numa encruzilhada. O próximo governo terá nas mãos um caderno de encargos que ameaça ser um “Trabalho de Sísifo”. Reduzindo-me ao meu estado de ignaro, poderei apenas perguntar: (1) Uma Terceira Via (Tam, por exemplo) de mínimo denominador comum e pseudo-consenso possível não será também uma possibilidade a ter em conta? (2) Como seria se a população pudesse escolher o seu "Tak Sau"? À segunda questão apenas podemos responder dando azo à nossa imaginação; quanto à primeira, aceitam-se apostas, sabendo que a casa ganha sempre. É fascinante viver neste laboratório (no irony).