De forma natural – sem aviso prévio nem ponderação – o Sínico deixou de ter actividades regulares (posts). Já lá vão mais de três meses. O tempo e a percepção de se estar a dizer algo de novo ou a acrescentar algo começaram a escassear. O Sínico está portanto com as actividades suspensas (não canceladas) A todos os que foram espreitando este canto da blogosfera, muito obrigado.
Cinco anos (e três dias) após o inícios das actividades regulares deste blogue, o Sínico arrasta-se lentamente na blogosfera. Sem data de encerramento à vista, mas em estado quasi-letárgico. Ainda assim, neste início de 2010 e final do Ano do Búfalo, vale apena continuar a partilhar algumas leituras convosco:
- Um olhar sobre a ever closer e ever complex Sino-American relationship, num ano em que se tornou ainda mais evidente que este vai ser o século Washington-Pequim (pelo menos na primeira metade). De Jing-dong Yuan no Asia Times.
Quando criamos um blogue e o vivemos de forma intensa temos a sensação que nos acompanhará para sempre. Pode ser esse o caso do Sínico. No entanto, a verdade é que por diversos motivos - sobretudo por falta de tempo e tempos- tenho adiado a actualização deste espaço que tanto prezo. E assuntos não faltam para serem contextualizados e hypertexualizados. Ao sabor de tempos e ventos, espero poder continuar a partilhar o vejo, ouço e leio. Agora, de forma mais intermitente e menos regular. Um dos assuntos que acompanhamos com alguma atenção neste blogue é a questão da sucessão dentro do Partido Comunista Chinês. Alice Miller, no China Leadership Monitor, reflecte sobre o 4º Plenum do Comité Central. A ler: "The Case of Xi Jinping and the Mysterious Succession"
Após uma ausência bastante mais prolongada que o habitual, em virtude dos afazeres que inundam o autor do blogue, regresso com algumas sugestões de leitura e de visionamento.
Vídeo Dominical A entrevista (em seis partes) de Charlie Rose ao Pai-Fundador de Singapura Lee Kwan Yew. Como sempre, com observações de grande interesse para partilhar. Chego aqui através da Oriental Praia, blogue bastante interessante da autoria de Jorge Godinho.
1. 國慶 快樂! Que é como quem diz, Feliz Dia Nacional!
2. No sempre interressante blogue A Terceira Noite, Rui Bebiano perorre referências livros que também me têm servido de mapa para entender a complexidade de um país, onde vivo, mas, na verdade, à beira do qual me encontro (Macau ainda é para todos os efeitos à beira-China). São essas personagens (pessoas) de Cisnes Selvagens (de Jung Chang), China Witness ou Mulheres da China (de Xinran) cujas vidas cruzam uma História recente voraz, plena de contradições. Um outro exemplo, neste caso escrito por um ocidental, é Chinese Lessons de John Pomfret. um livro em que o autor revisita, 20 anos depois, as histórias de vida de cinco antigos colegas de univeridade, quando Pomfret estudou em Nanjing, na China.
Like many officials who tried but failed to become a member, Song senior loved the Communist Party with the wounded intensity of a spurned lover. even after the end of the Cultural revolution and the arrest of the Gang of Four, he insisited on the party's infability. One day in the mid-1980's Daybreak Song and his father were at a public bath where someone asked the aging bureaucrat why he still supportd the party. "Well", he replied edgily, as if it was common knowledge, "everything the party did was correct. (pp. 64-65).
Afinal as mudanças na balança de poderes na Assembleia Legislativa foram diminutas. Podem resumir-se ao terceiro deputado eleito pela Associação Novo Macau e a não eleição do segundo membro da lista da União para o Progresso, que junta a Associação dos Moradores e a Assoiação das Mulheres. Esta estabilidade na relação de forças foi aliás usada por Ng Kuok Cheong como um argumento face a Pequim para a democratização plena do sistema político. À medida que forem publicados os "rescaldos" na imprensa irei sugerindo algumas leituras.
Na blogosfera, o destaque vai para o Bairro do Oriente, aqui e aqui.
Bo Xilai é um político talentoso. Tem-no provado ao longo das últimas duas décadas. No livro "Pela China dentro", António Caeiro fala dele quando Bo, princeling filho de Bo Yibo, um dos chamados Oito Imortais que lideraram a China entre o fim da Revolução Cultural e o final da dé cada de 1980, era presidente da Câmara de Dalian, na província de Liaoning. Formado em jornalismo (uma caso raríssimo entre o lote de engenheiros da Quarta Geração e economistas-juristas da Quinta Geração), Bo Xilai faz valer a sua formação na forma como lida com os media e através destes como comunica com os cidadãos.
"Bo Xilai era mais conhecido que o primeiro-secretário do Partido, que formalmente é o número um da hierarquia local. Gostava de andar pela rua, entre o povo, e as pessoas reconheciam-no. parecia um político ocidental" (António Caeiro, Pela China Dentro: Uma viagem de 12 anos, p.112).
Mais tarde foi governador de Liaoning e depois Ministro do Comércio, cargo com o qual ganhou dimensão internacional. Em 2007, chegou a ser referido como um forte candidato ao Comité Permanente do Politburo (CPP) do Partido Comunista Chinês, mas em vez disso, apenas ficou no Politburo alargado e foi "enxotado" para Chongqing onde lhe foi atribuído o cargo de primeiro-secretário do Partido. Bo foi excluído do núcleo duro da Quinta Geração, sendo afastado de Pequim e dos holofotes dos media. Isto até Junho deste ano, quando decidiu transformar uma aparente desvantagem - estar fora da capital- para lançar uma campanha de limpeza do crime organizado no município de Chongqing. O South China Morning Post traz na edição desta Quinta-feira um texto ilustrativo sobre o alcance da operação de BoXilai, no que diz respeito ás suas ambições e possibilidades de ascensão política, de volta para Pequim, com os olhos postos em 2012, altura em que vai ser escolhida a nova liderança do Partido. Bo está bem colocando para subir ao CPP.
"People in Chongqing, and mainland media, have lavished Bo with praise for his courage in taking on the gangs, whose members colluded with police and government officials. An article posted on the website of the party mouthpiece People's Daily even compared his campaign to that by the late paramount leader Deng Xiaoping to wipe out bandits in the southwest 60 years ago (…) Bo has been a member of the Politburo since 2007, and his move to Chongqing came soon after his elevation. It was widely interpreted as a step to prepare him for a high position in the central government. Like his predecessor in Chongqing, Wang Yang, Bo is believed to have a good chance of promotion before 2012, when incumbent leaders will retire".
"Is it next stop Beijing for Bo aboard the Chongqing express?", Shi jiangtao, South China Morning Post,
Quanto às implicações na Região, sobretudo no que diz respeito às relações com a China, eis um texto interessante, com a perspectiva de Jian Junbo, da Universidade de Fudan (Xangai):